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@graemefae
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maleficcnym:
Flashback.
O sorriso travesso poderia ser facilmente identificado, na face da fae. Uma reação comum, para qualquer coisa, mas perto dele, era apenas um aproximação amigável. Se conheciam a tempo demais, e o laço que possuíam era forte. “— Sim, sim. Muitos sermões, sabia? Me sinto igual uma criança.” Esperou que ele arrumasse as cadeiras, e assim que o viu se inclinar, e por isso, fez o mesmo, ficando mais perto do rosto do fae. Os olhos escuros demarcando uma névoa, nebulosos por tantos sentimentos e a ausência deles. Uma cor oposta das iris de Auraline, ainda sim, combinavam bem demais. Ergueu a mão, para deixar os dedos direitos passarem pela face dele, com carinho e admiração. Ele era bem esculpido, como uma escultura do destino. E então, o polegar desceu, traçando os lábios, em forma sútil. “— Você vai me falar sobre as amizades humanas, e a quantidade desnecessária. Errei?” Perguntou, voltando o olhar para o dele, próximos demais para que desviassem. Ainda que um sorriso cálido estivesse nos lábios de Nymphadora, pois não existia animosidade.
o riso é um daqueles que poucos conseguem. riso que não carrega ironia, sarcasmo, deboche ou coisas do gênero — é genuíno. “criança é a última coisa que vejo quando te olho.” é preciso deixar claro. os olhos se estreitam e afiam quando encontram os delas. é o momento em que até parece que estão em mundo só deles e o exterior desaparece. não espera o toque, não, menos ainda aquele sobre os lábios, mas se a intenção é causar algum efeito, ela sucede. graeme relaxa sob os dígitos; imóvel. é quase hipnose, graeme continua no silêncio mesmo depois de nymphadora acertar. não seria preciso sequer telepatia para saber, de qualquer maneira. nada diz com a voz, mas o olhar sim. sabe que ela é capaz de captar. graeme segura uma das mãos dela, aquela que outrora tocou sua boca, e a segura entre as suas ao que levanta a postura, encostando as costas. “e estou errado?” o carinho nos dedos dela é sutil. “diga, nym, o que faria se um deles perdesse os movimentos do corpo?”
❝ Você tem certeza disso? Pode ser que o fogo saia do controle… ❞ E, como se ecoasse seus pensamentos, a tigresa branca que a observava entediada, bocejou antes de cantarolar debochadamente. — Nossa, agora ela virou incendiária. E lá vamos nós. — Lina ignorou os comentários, focando-se na fogueira a sua frente. ❝ Tá legal, eu posso tentar dar uma agitada nisso aqui, mas pode ser que as coisas não saiam como o esperado… ❞
acha impossível ficar em silêncio. está por perto, tendo a pausa para um lanche, perto suficiente para ouvi-la. “achas mesmo que este é um bom ambiente para isto? uh?” os olhos estreitam em direção à morena. o tom é extremamente sério. “achas que começar algo com fogo em uma clareira é uma boa ideia?” o instinto protetor sobre a natureza parece gritar. “pode ser que saia do controle - pode ser? deixe para brincar com fogo em teu quarto ou quando tiver total controle sobre o que é capaz de fazer. ”
❝ Kace. Não. Você. Não. Fez. Isso. ❞ Balderik sentiu o conteúdo quente e denso escorrer dos cabelos para os ombros e fechou os olhos, como se isso fosse capaz de fazê-lo acordar daquele pesadelo. Para alguém que tinha sempre tudo sob controle, estar naquela posição era inaceitável. Alguns metros acima, a falcão peregrino sobrevoava sua cabeça gargalhando: — Shit happens, baby. — Foi tudo o que ela disse, fazendo um grunhido frustrado escapar dos lábios do anileno. ❝ Você cagou na minha cabeça, Kace? Eu não acredito! Você me paga, ave dos infernos! ❞
não faz ideia do que faria se tivesse no lugar do lobo. talvez, realmente terminasse matando o daemon. ‘ viu? há coisas piores que carne podre. ’ o dragão de komodo faz questão de comentar. graeme não poderia dizer, no entanto, qual cheiro seria pior: o de merda de ave ou o de carniça, coisa que seu daemon diz ser sua dieta. “dizem que eles não sentem... exatamente, não é?” graeme tenta amenizar. “quando vão, hum, soltar.” mas é difícil disfarçar a vontade de sorrir.
O quão irônico era, a filha de Malévola, estar cantando com animais? Não sabia, mas depois da insistência do Daemon, para que cantasse, cedeu. Estava sentada em um tronco de árvore, bem mais afastada da fogueira e a maioria das pessoas, com Tedros ao lado e vários outros bichos ao redor, cantando uma música que Anika tinha a ensinado quando mais nova. "--- And they put me back in my cell, all by myself, alone with my thoughts again. I guess my mind is a prison and i'm never gonna get out." A voz era suave, agradável e perfeita, digna de uma princesa. Eram poucas vezes que parecia tão em paz, quanto naquele momento, olhando em volta enquanto deixava a melodia fluir, e percebendo o aprendiz que a observava. Um sorriso calmo surgiu, e a frase seguinte foi imediata, sem preocupações. "--- Ih, não te vi aí, mas já que está....O ingresso para o show, é 100 moedas de ouro."
encontrar nym foi mais difícil do que espera — mas, por mais que use como piada, perguntar para um dos amigos dela nunca falha. um apontou, outro apontou, e graeme, enfim, chegou à loira. na verdade, a voz dela chegou primeiro. é preciso ignorar, ao menos parcialmente, o grunhido do daemon que o acompanha. não vê, mas sabe que o animal suspira e rola os olhos. “de verdade, tu sabes ser desagradável.” e o dragão responde com um riso banhado à sarcasmo. porque os dois sabem que aquilo encaixa perfeitamente para graeme. a cantoria para e o fae volta sua atenção para a loira. “não tenho 100 moedas de ouro. serve frozen?” carrega dois copos. graeme ignora os animais correndo aflitos a medida que se aproxima. não sabe se é por ele ou pelo predador que caminha logo ao lado, pondo a língua bifurcada para fora. “para está cantando, suponho que tu e teu daemon já estão em bons termos.”

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Felicia estava radiante — um sorriso tão largo nos lábios rosados que minhas maçãs do rosto estão doendo por ela! Não que isso seja realmente uma surpresa, visto que o evento parece potencializar a energia da loira, tal qual ocorrera na excursão. Seria isso um mal presságio? Parece-me provável. Não que seja problema meu. — Não apenas possuía um novo amigo de personalidade exultante como a sua — para nosso desespero —, como agora teria a oportunidade de treiná-lo em um acampamento que duraria todo o final de semana. E a princesa não poderia estar mais satisfeita pela oportunidade de descobrir mais sobre aquela ligação que possuía com o cavalo alado. “Apolo, calma, eu não tenho mais maçãs!” Disse em meio a risadas, o focinho da criatura mágica lhe cutucando a cintura a procura de frutas. “Você não teria alguma maçã por aí, teria?” Questionou a pessoa ao seu lado, tentando escapar das cócegas provocadas por seu daemon.
se o tamanho de seu daemon já o incomoda (como muitas outras coisas), não gostaria de saber o que faria se tivesse algo do tamanho de um... cavalo. embora jura ter visto também rinocerontes. “só castanhas.” responde, jogando uma para a boca e mostrando a canhota cheia. “diga... apolo vai dormir em teu quarto ou a princesa irá para o estábulo?” sorrir. seu daemon sabe mais que acreditar em um graeme sem certo prazer em imaginar humanos dormindo em estábulos. “estou genuinamente curioso. vi animais bem maiores... e menos graciosos.”
Ele não tinha um daemon, duvidava muito se fosse ter considerando que magia não possuía efeito nele como tinha nos outros e apenas por magia para explicar a aparição daqueles seres. Ainda assim, ali estava ele no acampamento para treinar seus novos pets e considerava que estava ali mais para dar suporte ao irmão e aos amigos do que por ele, por que ele sequer precisava estar ali. —Não, eu não tenho uma dessas criaturinhas como vocês, eu vim aqui para fazer companhia e ver como estão lidando com isso, não parece estar sendo fácil para a maioria. Você já se acostumou com essa coisa?
“vai se foder.” graeme levanta as mãos como se fossem bandeira branca. “ela quem disse. eu ainda filtrei.” não mente, mas teve mais prazer do que aparentou em dizer. o sorriso pequeno e sonso pinta os lábios. “não gostou de ser chamada de coisa do jeito que fez.” até parece que graeme se importa em defender a criatura ━ não, ele não se importa. mas arch não costuma trazer seu melhor. prefere o dragão de komodo que lê sua mente. “não tenho escolhas, principezinho. quanto mais rápido me acostumo, mas fácil de lidar, sim? que sorte a tua. o que faz aqui?”
Pelo que tinha captado das explicações do professor de Trato das Criaturas Mágicas, a separação entre humano e daemon era um processo física e psicologicamente doloroso. Porém, Njord duvidava que fosse mais doloroso que ter de aguentar Celaena vinte e quatro horas por dia. ‘ O que você quer de mim? Eu realmente não entendo. Por que tenho que adquirir alguma resistência? Estamos indo para a droga de uma guerra? ’ perguntava a occami insistentemente. “ Porque é seu trabalho fazer o que eu mando ” retrucou o príncipe. “ Qual a dificuldade em só fazer o que eu mando e não contestar? Caramba! Será que você pode calar a boca por cinco minutos? Ou, sei lá, tomar um ar? ” explodiu, sem paciência. ‘ Eu que agradeço por poder ficar longe de você ’ “ Great ” ‘ GREAT ’ devolveu ela, virando o rosto. Só então o Westergaard percebeu que alguém acompanhava a cena: “ Ah, não era com você que eu estava falando ”
graeme havia encontrado criaturas que nunca antes viu, mas talvez só por um acaso. havia outras, no entanto, que iam além ━ criaturas místicas, de presenças que, embora fisicamente pequenas, contam com aura muito maior... ou somente uma aparência realmente única. não foi sua intenção presenciar a curta discussão, mas ainda que tenha ouvido tudo, sua atenção nas palavras era pouca se comparar nos olhos que tentavam gravar os traços daquele daemon. ‘ um occani ’ o dragão de komodo diz em sua mente e ele a responde da mesma forma. ‘ nunca ouvi falar antes ’. o que faz ser alto e em bom tom é a resposta para o aprendiz, quando nota que este fala consigo. “nay. não achei que fosse. estava fora de órbita.” graeme descansa os olhos em njord pela primeira vez. “complicado, hum? seria tudo mais fácil se fizessem o que mandássemos sem contestar.” o tom é indecifrável, bem como seu semblante, mas é mais fácil de entender que se refere a coisas além daquele cenário. “é fêmea, macho... ou além do binário?”
Existiam dramas rotineiros na vida de Frey, as vezes eram as roupas e como as pessoas reagiam a elas, outras eram a aparência e como elas pareciam se incomodar com isso, mas sempre, todos os dias, seu maior drama vinha do uso do banheiro. Era um ser que carregava a imensa incógnita sobre quem ele era, por mais que se sentisse a vontade com o gênero feminino, ele nunca se importou com a sua real natureza (além do que tinha entre as pernas), sua maior problemática vinha da aparência, a cada nova poção, Frey se tornava cada dia mais feminino, já tinha a pele lisa e com pelos quase invisíveis de tão finos, os lábios haviam ganhado um formato diferente e sua mandíbula estava se suavizando, a magia estava mudando até mesmo seus ossos e sempre que se via nu em frente ao espelho, ele via as curvas que queria ver, mesmo que ainda não tivesse seios e existia aquele incômodo que não podia simplesmente desaparecer. Naquele fim de tarde, depois da aula de balé, demorou horas para entrar no vestiário e se livrar do suor de um treinamento mais árduo, quando nenhum outro homem estava presente, Frey entrou e com toda a calma que o tempo poderia lhe proporcionar, se livrou das roupas e foi tomar um banho relaxante, mas o time de rugby havia ido ao vestiário logo que o Frey começou a se ensaboar, então aconteceu o que ele sempre tentou evitar até aquele momento.
Estava escuro ali, as mãos machucadas seguravam a fresta de um dos espaços que havia no armário, trêmulas, enquanto sentia o sangue escorrendo em seu rosto, não havia ninguém ali e se arrependeu por ser sempre o último a se lavar depois do treino. Já estava cansado de chorar, gritar e pedir ajuda, sentindo a garganta arder, sua cabra estava amarrada e o silêncio poderia ser torturante. Foi então que ouviu Demo falar algo, alguém estava entrando no vestiário e não conseguiu chamar pela pessoa, deixando apenas que a cabra fizesse o escândalo necessário, Frey aguardou até que a silhueta fosse possível de ver para bater contra a porta do armário fechado e dizer em um tom baixo e rouco. “Estou aqui, me prenderam aqui. Por favor, me ajude!”
não foram preciso palavras. em um segundo, o dragão de komodo captou o cheiro que adora, especialmente se o resultado é ela comendo — e no segundo seguinte, estava graeme seguindo o daemon. ambos sabem que aquilo não é normal, e ambos consideram a possibilidade de qualquer coisa. seria agora, enfim, a volta do vilão? já havia tempos que nenhum outro aprendiz sumia. e seria possível que depois daquele aviso na excursão, o vilão simplesmente desaparecesse? aquilo tudo para tirar uma folga? não. graeme não consegue acreditar que daquele último aviso até o próximo ataque demoraria mais que uma semana. mas estava — a não ser que aquilo seja o que algo. mas não é.
a cabra a amarrada é a primeira coisa que nota. ' está vivo? ’ ouve o daemon perguntar, mas graeme não se dá o trabalho de responder. não é como se o dragão de komodo pudesse errar algo como aquilo. “o que raios está acontecendo?” fala mais para si. por que teria uma cabra pendurada no vestiário? graeme respira fundo, de saco cheio. só lhe faltava pessoas fazendo sacrifícios. ‘ que dessem à mim, para eu comer, pelo menos. ’ e nisso graeme tem que concordar. o caminho até o mamífero é interrompido pelas batidas no armário. ah, ali está a fonte do cheiro que deixou seu daemon a flor da pele. “clássico. onde arranjam tempo para serem tão infantis?” acaba por descontar na porta do armário ao abrir com força. assume: encontrar a figura de frey daquela forma até provoca simpatia. o dragão de komodo assiste de longe. “então, só para eu entender onde estou a me meter... isto é sobre vingança ou sobre o quê estou a pensar?” afinal, as paredes falam.
a-hood:
Alexis estreitou os olhos, recusando-se a soltá-lo em um primeiro momento até que os cantos dos lábios se curvaram em um sorriso vitorioso e sacana ainda que ofegante. ❝ Quanta honra, Graeme! Mas disso eu já sabia. ❞ Com uma piscadela, finalmente o soltou e se levantou logo em seguida, oferecendo a destra tanto para cumprimentá-lo pela boa luta quanto para que o auxiliasse a se levantar.
até parece que o objetivo é mesmo esfregar que ali, agora, o controle é totalmente dela ━ então é preciso durar mais segundos do que gostaria preso no enlaço de alexis. “vou retirar o que eu disse.” responde quando livre, não se dando o trabalho de se levantar. graeme ergue a mão só para recusar a mesura alheia de forma educada. não é orgulho, é mesmo só a vontade de continuar deitado. o chão, muitas vezes, parece o melhor lugar para isso. há muito tempo, leu algo sobre trocas de elétrons e alguma coisa não digna de contos de fadas. graeme gosta da tal ciência, no entanto, especialmente quando ela se liga à natureza. “mas aceito uma água.” um breve riso. “o que mesmo te fez saber que eu me dou com tua carinha?”

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ḉ̸̙̺͙̟̮̩͎̦̊͆͋̈͆̈́͜ļ̶̡̛̜͓̺̝̭͓͈̓ͅŏ̶̡̭̼̞̘͍͇̪̥̜̉̌͋̓́s̸̡̠̯̰̞͈̣̥͎̒ę̵̡̫̜͙͈̮̲̮͉̿̏̀d̵̡͊̔͋͒͌͐̾͐̎͠ ̷̣͔̲̱̠̦͕́̂̀͌̎̂͘͠͝ͅs̸̨̧̭̘͈̍̓͗͊̎͠t̶̤̼̫̣̰̘͔̜̊̔a̶̰̗̤̠͈͗̑̐̂̂̋̂̋r̸͕̮̪̮̖̱̉̋̈́͑͒͑́͗̐͝t̴͙͖͌͌̔͌̓̔̊̉͘͘ę̷̛̣͉̜̝̩̠r̶̛̳̥̼̄͗̄͂́͑̌͛͝ with @graemefae
×××× todos os anos quando voltava para camelot, guinevere fazia questão de repor a água benta no amuleto de corentin. o pequeno frasco que o garoto carregava no pescoço ao lado de sua cruz não era realmente um amuleto -não havia mágica nele, gwén tinha testado assim que chegara em aether, mas era importante para ele. considerando o tamanho do frasco, nunca durava mais de dois meses, mas daquela vez coren batera seu recorde. fazia pouco mais de uma semana que enchera o amuleto quando ele sentiu que precisava de um momento para rezar e se purificar. de olhos fechados e com a mente focada em sua oração, abrir o frasco com uma mão apenas fora uma péssima ideia. seus olhos se abriram no exato momento de ver o líquido voar para o aprendiz a sua frente, que gwén nem havia notado estar ali. “eu sinto muito! você está bem?”
não precisou de muito tempo para saber quem é corentin. informações como aquelas parecem poder voar em sua direção, geralmente através de agentes que têm o prazer de as levar à ele. como se isso pudesse lhes dar algum crédito. mas ainda que nada soubesse de antemão, já teria sido possível perceber o tipo de humano que é corentin; que representa corentin. o filho de arthur não disfarça. coragem, é o que o fae pensa, é preciso coragem para agir como um falso santo. e é claro que para odiar algo, é preciso conhecer — graeme não tem uma dúvida sobre o que se trata o líquido ao lado do crucifixo. o que o surpreende, no entanto, é que corentin ande com aquilo. quem é corentin ou quem ele pensa que é? pegá-lo justamente naquele momento parece destino. graeme o assiste em silêncio, reconhecendo tamanha concentração - afinal, está em todas as religiões -, mas tentando entender o que se passa na mente do rapaz. tentando entender o quão fraco é o deus que não sabe lidar com o tal do diabo — oras, não é um deus onipotente? poderia se aproximar de muitas formas, mas o fae se permite à uma graça incomum. sim, pois é no mínimo engraçado como graeme - graeme - teve a ideia tão rápida; tão naturalmente. “o que é isso?” ele devolve com o tom sério e um olhar possesso, cobrindo parte do rosto com urgência; puxando o colarinho da farda cujo os primeiros botões costumam ficar abertos. sua respiração se torna alta, a cara de dor se torna indiscreta. “pareço estar bem?!” a voz se torna ainda mais grave. não é um ator tão ruim. a mão livre agarra o braço de corentin, onde os dedos apertam, e ele o puxa. os rostos estão perto quando graeme, abruptamente, retoma à expressão indecifrável e, devagar, tira a mão do próprio rosto, mostrando a pele sem nenhuma mancha onde a água teria respingado. “eu deveria ter gritado mais? gemido, quem sabe? achas que seria assim que teus demônios fariam ou já teriam evaporado? arrancado teu braço, talvez?”
Quando fora convocada gentilmente por @graemefae , não estranhou, embora soubesse bem o que aquilo significava. Por terem dormitórios tão próximos, nem sequer se deu ao trabalho de bater na porta, a abrindo e percebendo o amigo já a espera. Riu, em passos tranquilos em busca de aproximação, até que se sentasse na cama do feérico, cruzando os braços. "--- Vamos, qual vai ser o sermão dessa vez? Eu posso tentar adivinhar, sabe que eu tirei dez em advinhação, não é?" Provocou, como sempre fazia, esperando que as palavras fossem despejadas.
aquele é só um dos problemas de quem decide seguir caminho acompanhado. só por aquelas e outras que entende os lobos solitários. por outro lado, graeme reconhece: são poucas as coisas que se conseguem sozinhas. especialmente uma mudança em todos os mundos da forma que almejam. outro problema são os surgimentos de afeições — ah. isso pode ser a ruina. “sermão?” aquilo o faz pensar na forma que costuma falar com nym em momentos como aqueles. “estás dizendo que lhe dou muitos sermões?” o sorriso de soslaio atrasa o assunto sério, mas não muito. “vamos. mostre o que aprendeu nas aulas.” graeme puxa uma das cadeiras, sentando-se frente à fae. ele apoia os braços sobre os joelhos, debruçando o corpo no ato, e ergue o rosto para que consiga ter os olhos nos dela. não duvida que ela consiga, não mesmo, e por isso espera.
━━ ⋆ ⊰ closed starter ⋮ with @graemefae ⋆ ⋅
Nada melhor do que em meio a toda aquela confusão do que extravasar suas frustrações em um treino e o colega de casa estava sempre disposto a ajudá-la com isso. Como o clube tinha caído no esquecimento e gradativamente se dissolvido logo que a redoma foi retirada, ela precisava daqueles momentos e ainda bem que o fae estava ali. Por um momento, pensou que seria ela a sucumbir tamanho o seu cansaço. Eles eram parecidos em diversas coisas, sabia bem. Não era somente a casa que compartilhavam, mas o jeito de ser e também o de lutar. Até o último suspiro, pensava Alexis e tão logo encontrou um momento de distração no outro, conseguiu o levar ao chão, imobilizando-o ao passar o braço pelo pescoço dele. ❝ E então, desiste agora? ❞ Ergueu uma das sobrancelhas, aproveitando daquele momento para recuperar o fôlego.
há tempos que não cansava daquela forma em um duelo mano a mano. é por um erro seu, e muito sagacidade da parte de alexis, que não se surpreende ao terminar no tapete, preso em um golpe que o deixa sem saídas. graeme sequer reluta. é preciso reconhecer a perda. ele não responde de primeira, deixando os olhos fecharem para ajudar a acalmar o coração acelerado, louco por oxigênio. “que saber? eu gosto de você.” com os olhos novamente abertos e um meio sorriso, responde. graeme segue dando leves tapinhas no braço da garota. “agora, yeah.”
“Olha olha se não é o meu garoto feérico favorito” constatou se aproximando do mais novo, o sorriso amigável era estendido ao Imrense. “Viu Nymphadora por ai? Essa menina simplesmente sumiu”
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“tentando pensar quantos outros garotos féericos conheces e para quantos dizes o mesmo.” não que se importe, mas é a única coisa que pode comentar sobre aquilo uma vez que decide não ignorar, como faz normalmente. graeme termina de selar a carta para voltar à klaus. “não tenho ideia. já perguntou aos quinhentos amigos humanos dela?” é a acidez é quase palpável. “encontrá-los é fácil. aborde o primeiro que atravessar teu caminho.”
viaziz:
“Cadê sua compaixão?” os olhos arregalados, a fala incrédula, como se uma espada tivesse sido enfiada em seu estomago, imaginava que Grae seria capaz de deixa-lo sozinho, mas não era isso que queria ouvir. “Para o lago então” a rota do agrabense mudou para lago ao em vez da praia, talvez depois daquele dia o feérico fugisse toda vez que avistasse o anileno, porque ele realmente era uma grande dor de cabeça. “Adoraria saber também, mas não faço a minima ideia.” Confessou.
“dividindo espaço com teu cérebro.” graeme copia o drama de aziz de forma sutil, como se só então tivesse a realização do que disse. se o perguntassem, responderia sem delongas que aziz tem o rostinho para compensar. respira fundo. a resposta o surpreende um pouquinho, sim. “tu nem se esforça, hum?” ao menos lhe arranca um breve riso. “incrível.” e de fato acha um pouquinho incrível. é que graeme não entende como alguém pode ser tão indisciplinado, mas às vezes gostaria de poder ser assim. isso, claro, se tivesse tempo e espaço para tal em sua vida — mas carrega objetivos que pouco lhes dão tempo para relaxar. provavelmente, isso é um privilegio mundano. “por que estás em aether, aziz? se posso saber.” o interesse é genuíno.

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notmaddiecine:
Sentiu um pouco de calma ao sentir a mão dele em sua cabeça, estava sendo mais compreensivo do que a maioria se mostraria diante daquela situação, se com os sentimentos bons a tona já não tinha muita paciência para lidar com Madison, quem dirá quando ela estava mal. Soltou um pequeno grunhido em satisfação com o carinho recebido, esfregando o rosto levemente contra o peito do Imrense como se buscasse se aconchegar no corpo alheio, agora envolvendo o tronco com os braços, em um abraço desajeitado, deixando que algumas lágrimas por fim caíssem de seus olhos e marcassem o traje alheio. —Sim… Sim, acho eu, dizer é difícil… — Murmurou baixo, ela que costumava ser tão tagarela e animada, agora se encontrava cabisbaixa e quase sem palavras, sentia um tristeza imensa e era difícil ter animo para qualquer coisa que fosse, até mesmo se mover. Quando os olhos cor de avelã se fixaram na face graeme, estavam avermelhados e algumas lágrimas ainda corriam pela face de Isla. —Dançar? Cantar? Pintar? Drogas? Muitas coisas gostava ela, todas citar difícil é.
a cada novo segundo; a cada nova ação, sua posição parece afundar e piorar. agradece por não ter ninguém prestando atenção neles, ou teriam notado um graeme hesitante. não lembrava nem mesmo nym ter tamanha manha para cima de si — como um filhote. ainda sim, maneja envolvê-la em seus braços, mantendo firmeza na medida certa. é assim que as pessoas ficam quando são quebradas?, graeme questiona. madison parece outra. madison parece despedaçada, coisa que o fae nunca pensou ser possível se tratando dela. verdade seja dita, graeme sequer chegou a pensar que madison tinha outros tipos de sentimentos. mas ela é humana, afinal, frágil assim. “podemos fazer algum desses.” sussurra ao pé do ouvido, pois assim é um segredo só deles. com o rosto ainda contra a cabeça dela e os lábios próximo ao auditivo, ele continua. “eu te levo daqui.” outro segredo antes de desfazer o abraço. “quando eu era uma criança, eu gostava disso.” nem mesmo ele sabe se é tão verdade o que diz. graeme se vira, pondo os braços para trás só para complementar a fala. “consegues subir? eu te levo.” ah. as coisas que se põe a fazer.
𝕮𝖔𝖒𝖆𝖙𝖔𝖘𝖊.
flashback
Ainda que tivesse sido pisoteado, as costas estariam a doer menos.
O chão da estufa não é confortável, dormir sentado também não, mas teria continuado se não fosse o frio que desceu a espinha. Ou a voz em sua cabeça, avisando da presença de uma segundo ser.
A julgar pelo horário, deveria ser o único entre vasos de barro e flores coloridas. E a considerar os acontecimentos que ainda não tinham respostas, tampouco um fim, poderia ser, literalmente, qualquer um – e aquele deslize de adormecer na estufa não seria considerado inteligente, mas, também, não é como se Graeme não quisesse dar de cara com o responsável pelos últimos terrores de Aether.