Depressive thoughts part .4
Geralmente as pessoas têm medo da morte, medo de morrer, medo do fim de tudo, é o senso comum, afinal, não se sabe o que tem do outro lado, não se sabe se tudo acaba, ou continua de alguma forma. Na minha opinião a morte não deveria ser considerada desta forma, a morte faz parte da nossa vida a partir do momento em que somos gerados, ela é inevitável. Ela vai chegar para todos, uma hora ou outra;
Morrer não deveria ser sinônimo de medo, a morte é a libertação, é o que quebra todas as correntes que a vida constrói e que vão te destruindo pouco a pouco. A Vida é a verdadeira vilã de tudo, a Morte é misericordiosa. Quem escolhe a hora de ir, não deveria ser julgado, de forma alguma, a gente deveria poder escolher isso, entre a Vida e a Morte. Entre as correntes e a libertação. Porque é assim às vezes... às vezes viver dói, machuca demais e vai se tornando mais pesado a cada dia que se passa.
A esperança é outra vilã, uma amiga íntima da Vida. Ela lhe faz acreditar, mesmo que minimamente, que em algum momento alguma coisa vai mudar pra melhor, que basta você continuar lutando, se esforçando, mas às vezes esse momento não chega, e você continua na miséria, continua com aquela dor que só faz crescer, aquela dor que só te machuca mais e mais, então porque a Morte deveria ser considerada a vilã? Não é ela que acaba com tudo isso? Não é ela que põe fim às maleficências da Vida? Não é ela que finalmente nos faz encontrar com a paz?
Morrer às vezes é a única solução, a única saída, a única escolha que nos impede de enlouquecer completamente. Às vezes, tudo que buscamos é paz, não felicidade, não realizações de sonhos, não coisas grandiosas… mas paz, pura e simplesmente paz. Quando a vida não nos proporciona isso, quando cada segundo, cada dia, cada respiração é carregada de uma imensa dor e tristeza, nosso único escape é o sono, porque quando se está dormindo, você não sofre, não dói, você não se sente miserável e porque não poder dormir pra sempre? Porque não nos é dada essa opção? Porque a paz eterna tem que ser tão inalcançável?
Todos sabemos, que quem fica é que sofre, é quem fica para trás sentirá dores imensas, faltas imensas, mas manter alguém vivo, contra sua vontade, apenas para não sofrer, é egoísmo. Privar alguém da paz eterna, apenas para não ter que sentir dor, é egoísmo, porque a pessoa estará lá sim, respirando, mas aos cacos, sofrendo dores inimagináveis. Escolher morrer pode ser egoísmo, mas manter alguém vivo por questões pessoais, é tão egoísta quanto.
Às vezes, a gente começa devagar, às vezes, por medo, começamos a nos matar aos poucos, um dia de cada vez. O suicídio à longo prazo pode não ser abrupto quanto o direto, mas ele está ali, aos poucos nos aproximando daquilo que queremos, nos aproximando do inevitável, e uma hora chegará ao ponto final.
Outras vezes a gente se escora em outras muletas.
Às vezes é a única saída… As vezes beber muito ajuda a aplacar a tristeza, às vezes usar drogas ajuda você a se sentir menos miserável, às vezes esse suicídio lento é o que nos resta, mas um dia… um dia isso pode não ser mais suficiente, um dia a busca pela paz vai ser maior que todo o álcool e droga do mundo, as vezes a dor vai ser tão, tão insuportável que a morte será inevitável.
E porque não?






















