Parabéns, CHARLOTTE GILMORE D’HARCOURT ! Você recebeu uma carta de aceita no programa Una casa per 1 Euro e agora uma casa aos pedaços com uma vista bonita demais para desistir lhe espera em Monteluna. Seu registro diz que você tem 36 ANOS e veio da INGLATERRA. Seus antigos vizinhos dizem que você é alguém BENEVOLENTE, mas também CONTROLADORA, talvez seja justamente isso que te trouxe até aqui. Por enquanto, tudo que sabemos é que você se parece muito com AMANDA SEYFRIED, será que já podemos te chamar de CHARLIE? Benvenuto a Monteluna!
𝙱𝙰𝚂𝙸𝙲:
nome: Charlotte Gilmore D'Harcourt
apelido: Charlie
aniversário: 23 de outubro
idade: 36 anos
mapa astral: sol em escorpião, lua em aquário, ascendente em touro & vênus em leão
gênero: Mulher cis
orientação sexual: heterossexual
ocupação: arquiteta ; atualmente reformando a casa La Musa
𝙰𝙿𝙿𝙴𝙰𝚁𝙰𝙽𝙲𝙴:
cor dos olhos: verde
cor do cabelo: loiro
altura: 1,60
detalhes: possui 3 tatuagens pequenas e discretas.
𝙱𝙰𝙲𝙺𝚂𝚃𝙾𝚁𝚈:
♡⸝⸝ Crescer em uma família de importantes advogados britânicos, foi no mínimo interessante, os pais mal ficavam em casa, estavam sempre muito ocupados cuidando de clientes muito importantes para dar atenção a única filha, o que levou Charlotte a ser criada por mordomos e professores particulares. Não demorou muito para que a garota fizesse qualquer coisa para sair de casa, já que era sozinha mesmo com os pais vivos, porque não ser sozinha ao redor do mundo. Aos 18 anos Charlie já tinha conhecido boa parte da Europa, e a Italia se mantinha como seu lugar favorito no mundo, em especial uma cidadezinha que encontra por acaso durante suas andanças pelo país.
♡⸝⸝ Não demorou para que as cobranças de seus pais começassem, afinal, ela já tinha conhecido parte do mundo como queria, agora se quisesse conhecer o resto precisava de uma faculdade, e apesar da pressão para seguir também no ramo da advocacia, Charlie revirou os olhos, deu de ombros e se formou em arquitetura com honras.
♡⸝⸝ Começou a trabalhar em um grande escritório em Londres, amadureceu, continuou viajando, se apaixonou algumas vezes, até que encontrou o grande amor de sua vida, não demorou para que os dois se casassem, e o sonho e formar uma família se tornou real. Demorou um pouco, mas Charlie engravidou e deu a luz a uma adorável menininha, a quem deu o nome de Julieta, e a vida não poderia ser mais completa e feliz, tinha uma ótima carreira e a família com que sempre sonhou.
tw: menção a morte, divórcio e luto (não detalhado)
♡⸝⸝ Porém os sonhos não duram para sempre, em uma noite chuvosa, um acidente tirou a vida de sua filha de apenas 3 anos, o marido estava dirigindo, e uma parte de Charlotte nunca conseguiu perdoa-lo, mesmo que soubesse que não fora totalmente culpa dele, e ela também se culpava. As brigas se tornaram constantes e o luto fez com que o casamento dos dois acabassem. A solução foi se afundar no trabalho, evitando qualquer contato, deixando que o luto tomasse conta de si, até que uma dia, um anuncio sobre as casas pro 1 euro surgiu diante de si, coincidentemente naquela mesma cidadezinha por quem se apaixonara aos 18 anos, sem pensar muito Charlie se jogou de cabeça, estar longe da chuvosa Londres e das lembranças que a atormentavam, ela se mudou para a Italia com um objetivo de renovas aquela casa, e quem sabe, a si mesma também.
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Os olhos do chef se estreitaram levemente antes que pudesse evitar.
Embora considerasse tudo em seu restaurante de muita qualidade, a cliente parecia sempre escolher a mesma coisa: o prato mais medíocre do cardápio. E os céus sabiam que não havia forma melhor de enlouquecer Romeo. — É por conta da casa. Uma tremenda desfeita nem tentar. — repetiu, já colocando o prato na frente dela. — Eu vou só botar aqui, sem compromisso, e te trago o seu prato regular. Tem minha palavra.
Romeo era péssimo em receber um "não" quando se tratava da sua culinária. — Hoje vai ter música ao vivo. Daqui a pouco minha filha começa a tocar, violino, ela é muito talentosa. — comentou com um sorriso orgulhoso. — A comida combina bem mais com o violino do que com o seu prato de sempre... Posso lhe trazer alguma coisa pra beber?
Os olhos de Charlie iam do homem parado a sua frente para o prato colocado na mesa, como se ponderasse a ideia de prova-lo, a questão estava mais para que Charlie era uma pessoa de hábitos e ela gostava da previsibilidade, mas ao mesmo tempo, seria tão ruim assim provar algo novo? especialmente algo que tinha uma cara tão boa, e ela não podia negar que a pessoa que fazia conseguia quase ser tão bonito quanto o prato. " acho que seria rude não provar, e eu procuro evitar ser rude. "
A atenção de Charlie se voltou para o lugar onde as apresentações aconteciam, e um pequeno aperto preencheu seu coração, ela não podia negar que ia ao restaurante unicamente por que a filha do homem lhe lembrava Julieta, o que ela poderia ter se tornado, então, a ideia de assistir uma das apresentações da menina lhe fez ficar um pouco mais feliz e confortável. " já que parece estar encarregado de tudo, porque não escolhe também, assim vai ter a certeza de que realmente combina. então, vá em frente. "
Spencer se sentou na cadeira, os olhos ainda brilhando com o que havia visto durante sua caminhada matinal pela cidadezinha. A cada rua, a cada rosto desconhecido, sentia-se mais apaixonada pelo lugar. Havia algo especial em Monteluna — a distância do mundo, o silêncio reconfortante de quem não sabia (ou não ligava) para quem ela era. Pela primeira vez em muito tempo, sentia-se livre. Livre para confiar, para criar laços. E Charlie... era um desses laços. — Bem, vinho sempre me dá uma inspiração extra... talvez funcione pra você também? — sugeriu com um sorriso leve. — O que você tem em mente até agora? Encostou-se melhor na cadeira antes de continuar, brincando: — Sou péssima em decoração, aviso logo. Mas em organização e listas de tarefas? Imbatível. Posso ajudar a planejar. Não tenho muitas coisas pra fazer ultimamente... além de explorar, claro.
De alguma maneira Charlie esperava que a própria cidade de Monteluna, juntamente com a história que sua propriedade carregava, a inspirassem em criar algo espetacular, mas apesar de ter tido algumas boas ideias e uma visão geral do que queria, ainda faltava alguma coisa, e a loira não fazia ideia do que era. " essa me parece uma ótima ideia. " comentou abrindo um sorriso na direção de Spencer, a morena era uma das poucas pessoas de quem Charlie havia se aproximado, sentia uma boa energia vindo dela, mesmo sendo um pouco mais nova, e era bom ter alguém por perto, uma amiga talvez. " bem, eu quero manter a estrutura original, especialmente os afrescos na parede, e reformular completamente o jardim. estou decidindo se quero algo mais vibe doméstica ou algo completamente diferente. " comentou dando um gole em seu vinho, e se virando para a outra. " acho que sua ajuda pode ser muito bem vinda, uma pessoa organizada é sempre algo útil. mas falemos de coisas mais alegres, como vão as explorações, o que tem visto de interessante por ai? "
"Não ficou ruim, ficou péssimo mesmo" balaçava a cabeça negativamente e se sentindo a maior idiota achando que iria ficar platina em casa com um tonalizante de de 6 euros. "Carrie Bradshaw é um icone, por mais que eu não tenha assistido Sex and th City, nem os filmes, mas assisti the Carrie Diares, conta?
" definitivamente conta. " comentou assentindo para a mulher " mas se quiser, de ao menos uma chance a série é incrível. " sorriu já se preparando para seguir seu caminho, não era comum para Charlie se meter em assunto dos outros, mas a se sentiu tentada a oferecer algum tipo de ajuda. " não que eu seja uma especialista, mas troquei a cor do meu cabelo algumas vezes quando mais nova, se quiser posso tentar ajudar, se não for intromissão demais. "
"Agradecia." Deu uma risada nervosa enquanto entregava alguns livros para a mais velha "Eu acho que exagerei no numero de livros que vou comprar... Mas é melhor ter muitos do que poucos e mais tarde precisar deles." Tentou justificar-se pelo enorme monte de livros que tinha no seu colo. "Também veio comprar livros?"
Charlie pegou os livros que lhe foram entregues e os acomodou em seus braços, dando uma espiada nos títulos. " sem problemas. " respondeu sorrindo para a mais nova. " você ainda está no primeiro ano da faculdade pelo que me lembro, certo? " perguntou enquanto seguia a outra para mais adentro da livraria. " estar bem preparada é sempre bom, mas alguns livros aqui não vão fazer muito sentido por agora, posso te indicar alguns se quiser. " disse tentando ser útil, fora que ela acabaria gastando muito dinheiro naqueles livros e acabaria nem os usando durante um bom tempo. " eu? ah sim, queria alguns livros sobre paisagismo e também quem sabe sobre a história da cidade, se eu conseguir achar algum. "
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Como um bom e velho idoso que era Felippo gostava de apreciar os momentos de solitude longe da loucura que era estar em baixo do teto dos De Lucca. Não só porque tinha seu pai perguntando das suas criações, sua mãe falando que ele comia pouco e sua irmã reclamando de alguma coisa da vinícola. Isso sem contar os sobrinhos que o adoravam e não permitiam que ele sentasse só... Então lá estava ele, na praça da cidade lendo um artigo extenso "Sabe que se ficar me olhando e não falar comigo eu não vou conseguir saber o que quer não?" soltou ao notar MUSE o olhandomluna:starters
Mesmo com todas as novas pessoas, Charlie tinha a sensação de que Monteluna tinha permanecido parada no tempo, como se nada tivesse realmente mudado desde que estivera lá anos atrás. Caminhava pela praça, observando as pessoas e só absorvendo a energia do ambiente, como gostaria de ter levado a filha para conhecer aquele lugar, ela definitivamente teria adorado. Estava tão perdida em seus próprios pensamentos que sequer percebeu que estava encarando uma pessoa, não até que ele falasse diretamente consigo, fazendo-a piscar algumas vezes procurando como responder. " bem, difícil não ficar olhando quando se tem uma sacola presa no seu sapato, e quando o vento bate ela fica bem.... é um movimento interessante. " comentou baixando os olhos para o sapato do homem.
Marzia queria encontrar o máximo possível de livros ligados a arquitetura. Sentia que estava atrasada em relação ao seu interesse pelo curso, especialmente quando a maioria dos seus colegas eram muito mais novos que ela. A loira tinha nos seus braços uma boa pilha, quando foi contra muse. "Oh! Me desculpe!" Disse enquanto tentava ver quem tinha ido contra, por detrás da pilha.
Charlie buscava explorar o máximo que podia da cidade, buscando inspiração para a reforma da cara que comprara, e o que ela queria também era entender mais sobre a história para além do que tinha sido anunciado, e a livraria parecia o lugar perfeito para encontrar isso. Mal entrara no ambiente quando dera de frente com Marzia, o que de imediato lhe fez sorrir, era quase como se conseguisse ver a filha sob os olhos da outra, só mudava o cabelo. " sem problemas. precisa de alguma ajuda com os livros? parecem pesados. "
Observou o homem pegar a foto de sua mão e se afastar após também dar uma breve olhada na mesma, quem sabe culpa de Alessia que colocou uma dúvida enorme no coitado, por um momento o silêncio reinou entre as duas, até a loira quebra-lo. — Ele pareceu feliz em ver você. — Disse sugestiva, dando uma cutucada na mulher com o braço e voltou um sorriso para a mesma. — Tenho certeza que ele observou você bem mais do que eu observei aquela foto. — Afirmou, erguendo uma das sobrancelhas. — Meu dia tá sendo um desastre, acabei de estragar um clima. — Respondeu ainda acreditando que o rapaz poderia ter feito de propósito.
o silêncio não era algo que incomodava Charlie, tinha se acostumado com ele, então quase nunca era a primeira a quebra-lo durante uma conversa. um pequeno e quase tímido sorriso surgiu em seus lábios com a fala da morena. " não acho que tenha sido isso. " disse franzindo o nariz, ainda mantendo o mesmo sorriso simpático, o que ela vinha se esforçando para fazer, tinha prometido a si mesma e a sua terapeuta que tentaria ser mais aberta com as pessoas da cidade, ou com qualquer pessoa para falar a verdade. " acredite não tinha clima para ser estragado, você com certeza fez um favor em ajuda-lo com aquela foto. " assentiu algumas vezes, buscando qualquer coisa para mudar de assunto, mas sem conseguir achar nenhum. " quem sabe ele não estava olhando pra você e usou a foto como uma desculpa para puxar conversa, agora sinto que fui eu quem acabou interrompendo alguma coisa. "
Noora havia tido um pequeno surto básico de identidade, e acabou descolorindo o cabelo e o deixando loiro, ela odiou ainda mais, depois de uma semana sem a coragem de sair de casa, resolveu ir até o parque central e ficar observando os outros e criando uma história em sua cabeça para cada ser que observa. Noora estava distraida, fumando se cigarro de filtro amarelo, viceroy king size, foi quando percebeu que muse estava ali, mesmo que Noora estivesse de boné, dava pra ver o resultado do surto. "É, eu sei, está horrível." retirou o bone. "Eu to a cara da tia peruca.
" não ficou tão ruim assim. " comentou assentindo para a outra, inclinando a cabeça para o lado para observa-la melhor, quase como se tentasse visualiza-la com outra cor de cabelo para imaginar o que ficaria melhor. " talvez o corte esteja ajudando a dar essa impressão? quem sabe se ondulasse ele um pouco, desse mais volume, ficaria com uma vibe Carrie Bradshaw. " sorriu amigavelmente para a mais nova.
A diferença entre Romeo e sua nonna? Enquanto a matriarca da família se contentava em servir sempre o mesmo prato ao mesmo cliente, aquilo jamais seria suficiente para Romeo. Ele precisava inovar, surpreender. O prato, cuidadosamente trabalhado à perfeição, ficara pronto exatamente no mesmo horário em que ela costumava chegar—Romy era observador demais para deixar isso escapar. Colocou a entrada diante da mulher antes mesmo de comentar.— Recomendação do chef, hoje é por conta da casa. Me avise quando estiver pronta para o prato principal e não se esqueça de guardar espaço para a sobremesa.
Desde que se mudara para Monteluna, a mulher tinha adquirido alguns hábitos ou manias, tudo para conseguir manter sua mente sã, para não pensar demais no que poderia ter sido, em como as coisas deveriam ser diferentes e sua vida outra, então, lá estava ela, no mesmo restaurante, no mesmo horário, pedindo o mesmo prato, era um pouco entediante, mas fora o jeito que encontrara para conseguir esconder sua dor ou lidar com ela. Quando o prato fora colocado a sua frente, quando mal havia se sentado, seu olhar passou da comida para o homem, por alguns instantes antes de dizer qualquer coisa. " eu agradeço, mas... bem, não me dou muito bem com recomendações, acho que prefiro ficar com meu prato de sempre e repassar esse presente para o próximo cliente sortudo. mas obrigado, parece um ótimo prato. "
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No atelier della torre, de manhã, com @glmorecharlie
A porta rangeu antes de se abrir por completo, revelando Parthenope com as mãos manchadas de tinta, os cabelos presos num lenço azul desbotado e uma xícara esquecida na ponta da mesa. Ela sorriu, surpresa e sem defesas. Não esperava visitas, mas se alegrou com a interrupção e o rosto familiar de Charlotte. “Diz a lenda que quem entra aqui sem aviso precisa aceitar um café ou deixar uma confissão,” anunciou, com uma espécie de teatralidade cansada, referindo-se ao falto do atelier ser uma capela reformada. Os olhos percorreram a figura à porta e ergueu uma sobrancelha. “Se essas plantas que está trazendo forem da casa de verão dos Antoniazzi, pode voltar pra trás. Eu já disse que não trabalho com eles. Tentaram cobrir um afresco com MDF!”
Estar no ateliê fazia bem a Charlie, era quase como estar em casa, cercada por toda aquela arte, talvez fosse uma boa maneira de acabar com seu bloqueio criativo, tinha empacado em uma parte especifica do projeto da La Musa e parecia não conseguir encontrar o detalhe final. Olhou em volta por um momento, equilibrando as plantas em suas mãos, até que a amiga a notasse ali. " pois eu escolho o café, ando sem confissões para fazer no momento. " disse com certo humor, colocando as plantas de lado em um canto qualquer. " quem ainda usa MDF? e bom saber disso, caso venham atrás de mim já terei um ótimo argumento para recusa-los. Mas no caso não, na verdade deixaram essas plantas na porta da minha casa de um Euro, e bem, no momento não tenho um bom lugar ou muita utilidade para elas, pensei que pudesse ter alguma ideia pra elas. "
Beber não era exatamente um hábito frequente para Spencer, pelo contrário; era muito mais fácil encontrá-la sóbria em longas caminhadas com seus escudeiros fiéis, Honeycombs e Brutus. Porém, agora que tinha um quarto seguro para deixar seus pets, tornou-se um pouco mais comum vê-la sociável novamente. Spencer colocou o cartão na mesa e sinalizou ao garçom. — Um vinho seco, por favor, e o que quer que ela queira beber — disse, apontando para a amiga feita após algumas noites regadas a álcool. Era engraçado como Spencer se sentia mais real quando não precisava se esconder atrás de tantas formalidades. Virou-se para a outra mulher com um sorriso cúmplice: — Dia de merda?
Charlie sempre fora ensaiado que uma boa e única taça de vinho para encerrar a noite era algo no mínimo educado de se fazer, ou talvez por tivesse visto tantas vezes suas mãe com uma taça em mãos. E depois, com tudo o que aconteceu em sua vida, a loira se via mais vezes encarando uma taça do que provavelmente deveria, não que realmente bebesse, o álcool não tinha se tornado sua saída para o luto, ela apenas, encarava a taça cheia, como se a solução para tudo pudesse ser encontrado ali, mas sem chegar a resposta alguma. Estava perdida em pensamentos, quando ouviu a voz de Spencer, indicando que a amiga havia chegado, acenou com a cabeça a cumprimentando. " o mesmo que ela por favor. " disse para o garçom, antes de se voltar para a morena. " e quando não é? parece que empaquei de vez no projeto da casa. "
É, pensando desse jeito... A barba realmente muda um homem. — Concordou ao imaginar o rapaz com um pouco mais de barba, em seu pensamento passava algo indiscreto, que deveria deixar preso por lá. Ele está mais bonito na foto. Apesar de não se relacionar com homens, era capaz de notar e até assumir a beleza de alguns. — Acho que nunca vamos saber com certeza. — Disse ainda duvidando das informações recebidas, mas estendendo a mão ao homem, entregando a foto ao dono. — Toma, de qualquer forma ela é sua. — Comentou, esperando o mesmo pegar a fotografia e possivelmente continuar seu trajeto pela rua.
Charlie observou o homem se afastar parecendo dar uma última olhada na fotografia antes de guarda-lo no bolso, a loira se perguntou o que exatamente ele via quando olhava para a foto, a própria Charlie tinha algumas muitas fotos de sua filha, as quais se permita olhar vez ou outra, ainda era difícil. Depois de se permitir um momento de nostalgia, a loira balançou a cabeça afastando os pensamentos, voltando sua atenção para a garota a sua frente. " ele parece feliz em conseguir a foto de volta. " comentou com um pequeno sorriso. " fora sua habilidade de encontrar fotos perdidas, como tem sido seu dia? "
Alessia segurava firme a foto revelada em sua mão, já estranhando o fato de alguém ter uma foto que pudesse tocar, já que a tecnologia vinha ganhando espaço até mesmo na cidade e também depois de ter passado alguns anos fora até mesmo do país, estava muito mal acostumada com a modernidade. — Hm, você tem certeza que é você mesmo? — Questionou a outra pessoa, franzido o cenho ao observar o momento registrado em sua frente, tendo dificuldades de interligar a figura da foto com aquela ao seu lado.
" mas é a cara dele, é só imagina-lo com um pouco mais de barba. " disse erguendo seu olhar da foto para o rapaz parado na frente nas duas, que parecia tentar imitar a mesma pose da foto. " e bem, talvez seja de um parente? a estrutura do rosto é bem parecida. eu acredito que seja você, ou no mínimo, alguém da sua família. " completou assentindo algumas vezes.
Os seus pais tinham feito uma barraquinha. O que para Marzia foi uma surpresa já que eles normalmente não necessitavam. Depois, descobriu que era mais a sua mãe que desejava vender os seus doces para os novos moradores. Assim, ela já entendia a razão da criação da banquinha e com muito prazer ajudaria a sua mãe na venda dos docinhos.
Então, no fim da missa, estava Marzia colocada atrás da barraquinha com o seu vestido de cor de lavanda. A barraca estava decorada com imensas flores para alegrar o local e os doces em cima de vários pratos coloridos que demonstravam alegria e quase como a páscoa fosse materializada naquela banca. Há frente, um pequeno cartaz com o nome do café.
"Bom dia... Deseja comprar um docinho tipico e tradicional de Monteluna? Feito com muito amor e carinho?"
A cidade parecia exatamente a mesma de quando Charlie estivera lá pela primeira vez, 21 anos atrás, continuava adorável, a loira andava por entre as barraquinhas buscando algo que lhe parecesse interessantemente apetitosos. Enquanto andava cabelos loiros chamaram sua atenção, fazendo com que se virasse instintivamente, com o coração apertado ela seguiu em direção a barraquinha, parando em frente a mesma e abrindo um sorriso quando viu Marzia. " Claro. O que recomenda? "
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escolha entre: starter pós missa ou starter durante a caça aos ovos.
Javier não tem qualquer obrigação com a igreja, mas mesmo assim se faz presente ao fim da missa. Apesar do sino já ter tocado, o homem continua em movimento ajudando a desmontar decorações, abaixando as tendas, limpando os bancos. Grande parte das pessoas presentes eram idosas e Javier não deixaria o trabalho pesado para elas. "Se quiser me ajudar com as caixas, prometo pagar com um pedaço de colomba." Direcionou as palavras para a pessoa mais jovem que seus olhos conseguiram localizar, apontando para as caixas em questão que pareciam muito similar com a que estava carregando sobre um dos ombros. "A boa, de hoje, não aquela seca que sobrou do ano passado. Ainda estão tentando vender essas nas barracas, pra só depois trazerem as frescas."
O capitão bombeiro apoiava as mãos no quadril, observando desacreditado um grupo de crianças correndo pelo gramado com chocolates. Imaginava que demorariam mais tempo para encontrá-los. "Te juro que escondi bem os ovos de páscoa. Ou as crianças viraram detetives profissionais ou me observaram durante toda a manhã." Era óbvio que suas conclusões não eram sérias, a expressão descontraída deixava isso claro. Segundos depois, Javier voltou a pegar o cesto dos ovos ainda não escondidos. Havia prometido a mãe que os esconderia até o fim da competição, mas precisava de novas ideias. "Se fosse você, onde esconderia? Só não em lugares altos, por favor, já tirei criança demais de árvores por hoje."
A relação de Charlie com a igreja estava estremecida desde a morte da filha, mas talvez fosse por seu primeiro feriado na nova cidade ou porque ela só se sentia sozinha, não tinha uma explicação ao certo, a loira só se viu andando em direção ao grande número de pessoas que deixavam a missa, estava apenas observando, quando ouviu a voz masculina e o homem olhando em sua direção, respirando fundo ela se aproximou e começou a ajuda-lo. " bom saber disso, estava realmente pensando em comprar uma. " disse em um pequeno sorriso, enquanto começava a recolher as coisas ali. " as missas são sempre tão cheias aqui ou a páscoa quem tem esse efeito? "
˓ ♡. ‛ one thing led to another, as it so often does. + @glmorecharlie
Barraca de comidas na praça durante o evento de Páscoa.
"Uau!" Esboçou uma expressão de surpresa com a história sobre como Charlie já havia visitado diversos lugares ao longo da vida. "Minhas viagens em sua maioria foram viagens de família, tipo... férias coletivas ou algo do tipo. Mas nunca foi um lugar poético e emocionante como... o interior da Grécia ou a cidade de Praga, Sevilha, na Espanha ou Quioto." Henri sempre julgava que faltava criatividade e senso poético em sua família. "Minha primeira viagem independente foi para Monteluna, sabe? Um ano sabático... para me reconectar com a minha arte e voltar renovada, pronta para viver meus dias de glória" Explicou, num tom dramático.
Um sorriso suave e um olhar interessado na fala da outra, gostava de falar sobre suas viagens quando mais jovem, tinha muitas histórias pra contar e a maioria delas eram divertidas, e faziam com que as pessoas perguntassem menos sobre seu passado mais recente. " minha família nunca foi muito de viagens, meus pais eram sempre muito ocupados pra isso. Você deve no mínimo ter alguma boas lembranças dessas viagens. " comentou movendo os ombros, balançando a cabeça. " Eu diria que foi uma ótima escolha a sua, essa cidade tem mesmo a capacidade de nos inspirar. E como tem sido pra você até o momento? "