Viver o presente, porque a vida é um presente.
Queria tanto ter acordado com o despertador…
Céu completamente escuro.
Não sei o que faço — vou de chá.
Camomila, maracujá, cidreira… devem ajudar.
Hum… um escalda-pés de lavanda também pode ser interessante.
Nossa… já preciso acordar às 6h.
Mas pra que tanta ansiedade?
Perdi, cancelei muitas viagens por causa dessa “querida” ansiedade.
Lembro dos tempos de escola…
Passeio no dia seguinte, e a noite anterior em claro.
Teve uma vez, semana de prova…
Fiquei 5 dias sem dormir.
Foi aí que percebi que era diferente.
“Superdotada” foi o que veio na minha mente.
Querendo descobrir quem era “mutante”.
Com 17, veio o diagnóstico.
Remédio para a vida toda.
Um médico do plano… sem noção.
“Você já foi em rave com A? Ou seja, usou drogas?”
O ar-condicionado gelado, e eu começando a sentir um calor por dentro.
Mas depois, encontrei o Nubor Facure
neurologista e neurocirurgião da UNICAMP, com uma visão que integra ciência e espiritismo.
O lugar… o ambiente… era tudo muito especial.
E uma frase dele ficou em mim, até hoje:
sempre que alguém se questiona, sempre que eu mesma me questiono…
a medicina evolui, os diagnósticos mudam, os caminhos se abrem.
Nem tudo precisa ser definitivo.
Nem tudo precisa ser para sempre.
Talvez existam outras leituras, outros nomes, outros jeitos de cuidar.
No momento, sei que preciso e tenho sido grata pela medicação, mas
Finalizo voltando para o começo.
Viver o presente, respirar, prestar atenção na respiração. E viver um dia de cada vez.