Enquanto lia passei a refletir nos pequenos momentos que possuem tão grandiosos significados, que todos nós vivemos no mínimo uma vez na vida. Devo deixar aqui, declarado por escrito, a minha sincera admiração por estes momentos e também pela mania de perceber e criar estas lembranças significativas.
Gosto da idéia de que estamos, a todo momento, propensos a viver esses momentos, afavelmente amáveis. Daqueles que nos causam sorrisos bobos e frios na barriga, ou no mínimo uma risada de canto.
Acho que sou um ser composto de nostalgias, o passado me encanta, o presente me surpreende e o futuro me inquieta. Gosto de relembrar olhares esquecidos, sorrisos roubados e tantas outras coisas como o enlaçar de mãos e abraços demorados, declarados por mim como reais homicídios à saudade, que constantemente decide invadir o meu ser, chamado de lar. E por este e outros motivos permito-me cada vez criar estes momentos simples, singelos e significativos, porque o que importa realmente não é a duração, já que o tempo é relativo e irrelevante, mas sim o acontecimento e a intensidade em que ocorre.
Em minha opinião o passado é nosso amigo, ele nos ensina e colore nossos dias cinzentos, com pequenas nostalgias. Não adianta fugir dele, ou tentar esquece-lo, como um bom amigo uma hora ou outra ele retorna para te ver. O hoje é o passado de amanhã, e por isso ainda há tempo de fazer as pazes com este seu “amigo”, a única coisa que precisamos fazer é viver esse agora de uma forma que nos orgulharemos futuramente.
Então sempre que tiver oportunidade, permita-se sorrir, encarar e observar quem ama tentando assim captar cada pequeno detalhe daquela galáxia inalcançável que esta pessoa é. Se deixe ser envolvido por abraços tão longos quanto a rotação da Terra em volta do Sol, e se possível repita destacadamente, mas em baixo tom, da forma mais sincera possível o quanto ama este alguém.
Porque a vida é muito curta para não enche-lá de significados.