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đđĄđđšđđđđđ  (  anti-baile  )    Ⱡ   not-lilyevansâ .
â° âââ â A princesa inclinou a cabeça para o lado observando o rapaz a sua frente por um momento, mordendo o canto interno da bochecha, prestando atenção no que ele dizia, para logo em seguida revirar os olhos. - âO que vocĂȘ tem contra festas exatamente? Porque eles sĂŁo Ăłtimas para se esquecer das coisas e sĂł se divertir um pouco. VocĂȘ precisa relaxarâ - comentou respirando fundo, e olhou em volta procurando por alguĂ©m que estivesse andando servindo bebidas ou algo do tipo, logo tirando uma cerveja das mĂŁos de uma pessoa qualquer que passava por ali. - âObrigada.â - disse sorrindo de canto, ignorando completamente a expressĂŁo do terceiro. - âEu tenho muitas ideias do que a gente pode fazer agora, mas como vocĂȘ estĂĄ parecendo um velho emburrado, nĂŁo tenho certeza se conseguiria me acompanhar,â -Â
Era sua postura que denunciava o desgosto em festas, tendo Sersak se limitado a encarĂĄ-la com uma expressĂŁo de que nada podia fazer quanto Ă quilo.  â Estou aqui, nĂŁo estou? Isso jĂĄ Ă© muito â meneou a cabeça, nĂŁo concordando sobre a parte de esquecer das coisas e se divertir. Agora, sobre relaxar...  â Essa parte Ă© verdade â disse como quem nĂŁo queria nada, acompanhando com os olhos enquanto ela retirava a cerveja das mĂŁos de um dos aprendizes sem pedir. SupĂŽs que esse fosse um comportamento comum para os membros da realeza, um que ele costumava criticar no passado, mas que agora parecia irrelevante. Especialmente quando desceu uma mĂŁo atĂ© a garrafa, envolvendo-a como se pedisse permissĂŁo para beber da mesma, e usando disso para dar um passo mais na direção da morena.  â Um velho emburrado, really? Ă esse tipo de coisa que vocĂȘ pensa de mim? â arqueou uma das sobrancelhas, encarando-a de cima, instando-a a responder.  â Garanto que posso te acompanhar no que for. Duvido que dessa sua cabeça saia algo realmente desafiador â provocou, sem se importar onde estava se metendo.
đđĄđđšđđđđđ  (  anti-baile  )    Ⱡ   grimmauldynâ .
grimm nĂŁo iria concordar, mas considerando tudo que havia acontecido com seus pais, e tambĂ©m sua prĂłpria vida amorosa, se Ă© que podia chamar daquela forma, ele tambĂ©m nĂŁo estava sendo o maior defensor do romance. âverdade.â respondeu, bebendo mais do seu copo. jĂĄ havia bebido tanto que estava um pouquinho tonto, e rindo mais que o normal. âquem pensou nessa festa foi um gĂȘnio, se pensar por esse lado.â concordou ainda mais. âmas acho que nĂŁo tem outro lado para pensar de qualquer forma.â se virou para encarar o outro, sorrindo. âoutras possibilidades?â perguntou, sem entender muito bem ao que estava se referindo. âpor exemplo? oh, vocĂȘ estĂĄ falando de feitiços?â se animou, nada o animava como a possibilidade de usar suas habilidades mĂĄgicas. âou do oposto de romance?â perguntou, sem saber muito bem o que aquilo seria. âme diz quais outras possibilidades!â
Sua parte mais curiosa se perguntava o motivo para que Grimm concordasse, exceto que a maioria ali concordaria com o que Sersak estava falando, sentindo-se, decerto, jovens demais para se prender a alguĂ©m; esperando o momento em que seriam atrelados a um companheiro por força de um conto. Teve de franzir o cenho quando o loiro começou a tagarelar, percebendo que aquele que trazia em mĂŁos nĂŁo devia ser seu primeiro copo.   â Outras possibilidades â  reforçou, vago, olhando de solsaio. NĂŁo sabia se isso incluĂa o que Karou tinha sugerido; nĂŁo sabia se era tĂŁo curioso, portanto, deixou que Grimm especulasse. Que ele estivesse animado com feitiços era algo que fazia com que Andries imediatamente recrutĂĄ-lo para seus estudos. Agora que tinha iniciado com a magia malĂ©fica, era como se estivesse viciado em prosseguir, e um dia sem usar era o equivalente ao sofrimento de uma semana. Se perguntava o que o filho de Merlin pensaria a respeito ou mesmo se o delataria. Ao mesmo tempo, tambĂ©m queria o oposto de romance, sim.  â Para hoje? Acho que a segunda opção estĂĄ de bom tamanho â admitiu, para estancar as perguntas. â Cuidado com os feitiços, Grimm... Pode acabar ficando obcecado â insinuou, como uma piada interna.Â
đđĄđđšđđđđđ  (  anti-baile  )    Ⱡ   celcsthâ .
nĂŁo detestava o dia de sĂŁo valentim como parte dos alunos parecia o fazer. para a princesa, em verdade, havia muito pouco que incomodasse-a grandemente e o afeto dos outros nĂŁo era um desses. celeste, portanto, encaixava-se no grupo que nĂŁo se importava o suficiente para odiar, mas que preferia nĂŁo fazer parte. relacionamentos exigiam, no fim, energias demais. â a Ășltima coisa que precisamos ou que vocĂȘ precisa? â nĂŁo era por ser defensora vocal da data que o perguntava, mas por mera provocação â e a menor das curiosidades. â decepção amorosa, sersak? ou amor acabou por te entediar? â a Ășltima palavra fora frisada intencionalmente. nĂŁo conhecia-o muito, mas sua abordagem certamente seria indicativo de quem considerava romance tedioso. a sugestĂŁo seguinte, por sua vez, arrancara-lhe uma risada espirituosa, daquelas que soava como aviso. a hearts nĂŁo era das piores, mas certamente nĂŁo era a das melhores para direcionar insinuaçÔes. o anilense deveria saber. â oh, Ă© bom te ver inovar. â apontou, estreitando as sobrancelhas teatralmente. â e que possibilidades seriam essas? â
A filha da Rainha de Copas ia direto na ferida, como de costume. Sersak queria ser capaz de repreendĂȘ-la, mas limitou-se a soltar riso de escĂĄrnio para desfazer do comentĂĄrio alheio.  â O que eu preciso Ă© de mais uma dose de uĂsque. O resto nĂŁo importa â  ter de recorrer ao ĂĄlcool era vergonhoso, mas nĂŁo seria o primeiro a fazĂȘ-lo.  â  E nĂŁo fale como se todos vocĂȘs â gesticulou em torno do salĂŁo, para abranger os aprendizes que ali estavam  â fossem bem resolvidos. Inclusive vocĂȘ, Celeste â  mexeu o conteĂșdo do prĂłprio copo, deixando escapar o que pensava dela. Em dias normais e longe dos efeitos colaterais do uso dos poderes, mantinha-se polido e reservado. Agora, no entanto, nĂŁo tinha motivos para se conter. â Foi o que aconteceu com vocĂȘ? â devolveu, esboçando sorriso provocativo.  â NĂŁo Ă© da sua conta â disse de maneira pouco educada, mas de um jeito que duvidava que fosse atingir a morena. Ela atĂ© tinha o direito de devolver na mesma moeda. AlĂ©m disso, nĂŁo poderia responder sinceramente quando nĂŁo tinha certeza se se tratava de decepção amorosa ou tĂ©dio, a essa altura.  â Assim faz parecer que estou sempre na mesma â elevou as sobrancelhas, surpreso com a acusação.  â  As possibilidades que estiverem dispostos a me abrir â
đđĄđđšđđđđđ  (  anti-baile  )    Ⱡ   clvrgirlâ .
                   De certo modo era um tanto frustrante para Lyla que todos os rapazes que ela achava interessantes se mostrassem completamente escrotos â nĂŁo havia palavra melhor para descrever. â Njord podia ser um tanto irritante com seus comentĂĄrios com teor sexual, mas a loira jĂĄ estava acostumada a driblar o nĂvel de escrotidĂŁo apresentada pelo outro, mas Sersak, ele era outra coisa. Ela conseguia ver com clareza que aquele nĂŁo era o rapaz que tinha conhecido em Neverland ou nos estĂĄbulos, ele estava diferente. Seus olhos se estreitaram e ela respirou fundo tentando captar qualquer sinal que a embriaguez pudesse estar fazendo com que ele agisse daquela forma, mas nĂŁo a encontrou, concluirĂĄ que era apenas a verdadeira faceta de um filho de vilĂŁo. Lançou um olhar desafiador para ele e empertigou um pouco seu rosto, jĂĄ que ele havia feito com que ela retrocedesse ao ponto anterior. â talvez eu queira, jĂĄ ouvi muitas versĂ”es desse tipo de distração, vamos ver se a sua Ă© melhor ou pior que as demais. â o desafiou, cruzando os braços na frente do corpo, mas sem soltar a taça que carregava em sua mĂŁo. Suspirou pesadamente com o comentĂĄrio convencido, ponderando se passaria um dia em sua vida sem ouvir comentĂĄrios convencidos de um homem. Seu orgulho protestou silenciosamente, mas precisava assumir que se nĂŁo fosse os primeiros socorros prestados pelo rapaz, seu pulso teria demorado a se recuperar. â tem razĂŁo, agradeço a vocĂȘ pelos serviços prestados. â assumiu com um sorrisinho sem dentes e beirando ao sarcasmo.
Uma parte de seu cĂ©rebro dizia que era completamente ridĂculo colocar-se como o salvador da pĂĄtria, quando nĂŁo tinha feito muito mais do que acompanhar Lyla atĂ© o castelo. Outra sĂł queria que ela reconhecesse o quĂŁo bom ele poderia ser. Essa era uma necessidade constante da parte de Sersak, aliĂĄs; uma que ele mantinha enclausurada no fundo de seu ser, dando pequenas demonstraçÔes de que precisava disso. Fazia parte de quem havia se tornado, a fim de se desvencilhar da Rainha MĂĄ. Ficou surpreso, no entanto, por Delilah nĂŁo se afastar imediatamente, permanecendo em seu lugar, desafiando-o com o queixo erguido. O bruxo a encarou do alto de seus um e noventa e cinco, erguendo o canto da boca diante da pergunta. Teve de se inclinar para alcançar o ouvido alheio, nĂŁo se apressando enquanto sentia o perfume feminino, contendo o impulso de experimentar a maciez da pele do rosto com os dedos escuros.  â  VocĂȘ quer ouvir ou quer que eu te mostre?  â  tinha plena noção de que o hĂĄlito quente alcançava o lĂłbulo da Holmes enquanto ele falava, nĂŁo se aproximando mais apenas porque ela tinha cruzado os braços a frente do corpo. NĂŁo era do tipo invasivo, mas nĂŁo queria decepcionĂĄ-la dentro do prĂłprio desafio.   â SĂł precisa dizer â  nĂŁo sabia que podia ser depravado atĂ© que fosse corrompido pelo prĂłprio poder. E por que seria diferente?  â A questĂŁo Ă©: vocĂȘ conseguiria me acompanhar? â afastou-se, entĂŁo, afastando o agradecimento com um movimento de mĂŁos, como se considerasse que ela estava falando a sĂ©rio.Â

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đđĄđđšđđđđđ  (  anti-baile  )    Ⱡ   littlekarouâ .
â Minha mĂŁe fala isso quando eu nĂŁo posso sair. E diz que se todo mundo cair no buraco, eu vou querer cair tambĂ©m? â Soltou o ar vagarosamente, pensando que Sersak estava em um daqueles momentos. Depois de ouvir sobre curandeiros e saĂșde mental, considerava que talvez a ajuda que o prĂncipe precisava nĂŁo era apenas presentes ou boa vontade, mas especialistas â e ela nĂŁo era uma. â Ă! Ele Ă© um cara que eu conheçoâŠÂ â Por um momento, ficou em silĂȘncio olhando para o outro, pensando no que essa âoutraâ possibilidade poderia significar. â Eu pensei que vocĂȘ tivesse se cansado de sofrer por amor e agora queria ficar sem se apegar. âOutras possibilidadesâ se encaixa no fato de que vocĂȘ sempre se relaciona com mulheres. NĂŁo seria a primeira pessoa a descobrir que na verdade gosta de meninos e meninas. Eu descobri tem uns anos, mas tive certeza depois que a Bri me beijou e eu beijei ela e uma menina que dancei. NĂŁo lembro o nome delaâŠÂ â pĂ©ssimas com nomes, principalmente em situaçÔes como aquelas, nĂŁo se esforçou muito para se lembrar. â Eu tenho vinte anos e faço vinte e um mĂȘs que vem! Eu posso beijar na boca! Todo mundo pode, na verdade, basta querer e eu quero⊠Por quĂȘ? Tenho cara de que nĂŁo beijo na boca? SerĂĄ que Ă© por isso que a Bri me ignora? â      Â
Sersak nĂŁo conteve o sorriso ao ouvir o relato, concordando com a fala da mĂŁe de Karou.  â  Bom, errada ela nĂŁo estĂĄ. Vou falar a mesma coisa se tiver filhos â  admitiu, no momento, contudo, achando graça dessa situação hipotĂ©tica e remota. Afinal, como havia dito Calypso certa vez, ele nem mesmo tinha sido capaz de arranjar uma mĂŁe para as crianças.  â Sei â respondeu, com olhar de desconfiança, quando ela soltou a informação vaga. Muitos subestimavam Karou, mas na verdade a garota era bastante observadora, ou o conhecia muito bem. Nem mesmo o prĂłprio Sersak tinha percebido que estava sofrendo por amor â parecia algo impensĂĄvel â e a agora Bredenberg o analisava como se o visse por dentro. Fato que o bruxo nĂŁo podia negar que estava desanimado e ainda experimentando um gosto amargo na boca, entĂŁo, nĂŁo se focou nessa parte da conversa.  â Desacelera, Karou â pediu, achando graça.   â Vamos suavizar nas possibilidades â nĂŁo que se sentisse muito confortĂĄvel em ter aquela conversa com Karou.  â AtĂ© agora nĂŁo tive nenhuma epifania nesse sentido â brincou, franzindo o cenho ao pensar que ela estava beijando Bri. NĂŁo devia estar tĂŁo surpreso, no fim.  â Bree das poçÔes? â esboçou sua surpresa. O Sersak de sempre a tranquilizaria, mas esse, afetada pela magia negra, nĂŁo se importava de deixar a amiga preocupada, embora em seu Ăntimo julgasse estar fazendo espĂ©cie de favor.  â Salta fora logo, antes que ela brinque com vocĂȘ. Se estĂĄ te ignorando Ă© porque arranjou outra pessoa pra beijar. Ela Ă© assim, intempestiva, vocĂȘ sabe â deu de ombros, com um breve revirar de olhos.  â NĂŁo que eu seja especialista. NĂŁo dĂĄ pra saber o que as pessoas querem na maior parte do tempo âÂ
đđĄđđšđđđđđ  (  anti-baile  )    Ⱡ   feiurinhcâ .
NĂŁo conseguiu evitar o rolar de olhos diante a indagação do amigo, apenas meneando levemente a cabeça para os lados, Ă medida em que um sorriso aparecia no canto de sua boca. Gostava da dinĂąmica entre eles, e de como um sempre estava certo sobre o outro, porĂ©m, ainda havia algo ali que a intrigava: porque estava irado? Diferente dela, Sersak nunca havia dado importĂąncia Ă data, e enquanto a patinha esperava por diversas serenatas e demonstraçÔes daqueles que atraĂa, o amigo parecia indiferente atĂ© mesmo aos suspiros que arrancava das mais novas. Ele sempre notara eles, provocando o moreno com aquilo. Aconchegou-se no ombro alheio, deixando que um riso curto escapasse ao vĂȘ-lo replicar seu movimento, e entĂŁo os olhos focaram-se nas prĂłprias mĂŁos, a medida que os dedos passaram a desenhar cĂrculos aleatĂłrios na calça masculina. â ââ Na verdade, eu sou bem mais criativa, my little apple. Mas nĂŁo sei se estĂĄ preparado para saber tudo o que se passa aqui. â Tocou a prĂłpria cabeça com a mĂŁo livre, buscando os olhos dele outra vez. Os flertes eram frequentes, principalmente quando vindos dela, mas agora era diferente. Embora mentisse com maestria, sabia que devia contar tudo ao filho da vilĂŁ, era justo. â ââ Ou podemos encontrar um lugar onde os dois possam entrar. â Sugeriu com um leve dar de ombros, desejando que aquilo nĂŁo soasse que estava se jogando nos braços dele tanto quanto parecia. SĂł precisava ficar Ă sĂłs com van Schlecht para informĂĄ-lo dos Ășltimos acontecimentos. Rendendo-se a ideia, ela levantou-se, oferecendo a destra Ă ele. â ââ Vamos? â
NĂŁo que ele se importasse com demonstraçÔes de afeto. NĂŁo tinha experimentado o suficiente disso para que agora as quisesse, porĂ©m, tal como na noite em que se deixaram levar, era como se Sofia identificasse sua carĂȘncia afetiva e se mostrasse disposta a suprir. Resistir a isso era o mais difĂcil para alguĂ©m que estava evitando envolver-se com quem quer que fosse. Ele tambĂ©m nĂŁo queria que as coisas ficassem constrangedoras para valer. Estava grato, aliĂĄs, que a amiga nĂŁo estivesse fazendo daquilo um grande caso, de modo que o vĂnculo de amizade parecia intacto. Ăbvio, no entanto, que a Mirrors continuaria flertando, apenas porque essa era ela. Um rosnado de desaprovação, seguido de um sorriso, escapou dos lĂĄbios de Sersak ao ouvir a insinuação, e ele teve de olhar para cima, como se buscasse auxĂlio do Narrador naquela tarefa ĂĄrdua.  â  Acho que jĂĄ deu para ter uma vaga ideia do que se passa aĂ, patinha â  apontou, os olhos faiscando por um segundo. NĂŁo tinha apreciado o apelido, especialmente porque remetia a Grimhilde, mas nĂŁo repreenderia Sofia por isso. Ela sabia que incomodava; era sĂł por isso que o usava. Ao ouvir a sugestĂŁo seguinte, o Van Schlecht olhou de esguelha para a amiga, temendo onde aquilo poderia levĂĄ-los. Ainda assim, nĂŁo negou. Pelo contrĂĄrio, assentiu, se levantando, preferindo colocar um braço sobre os ombros alheios do que pegar a mĂŁo estendida que encarou por um segundo.  â VocĂȘ faz parecer fĂĄcil â riu brevemente, enquanto caminhava.   â E a menos que a Diegese tenha desaparecido magicamente, vamos ter trabalho âÂ
devlishsmileâ .
O Ășnico amor verdadeiro que Araminta sentia era por suas botas vermelhas de verniz e sorvete sabor chocomenta. Ela nĂŁo era uma amargurada ou reprimida, apenas acreditava que apaixonar-se era um risco aos seus planos, entĂŁo escolhia nĂŁo fazer isso. Contudo, os sentimentos alheios eram um bom entretenimento, especialmente quando envolviam uma dose extra de drama. âEu nĂŁo acho. O castelo estĂĄ de cabeça para baixo, as pessoas precisam se distrair com alguma coisa, e o que Ă© uma distração melhor do que romance?â Ela se virou para lançar-lhe um sorriso, antes de voltar a atenção para o restante da festa. âEntĂŁo se divirta com as outras possibilidades. Esta Ă© a festa dos solitĂĄrios e carentes, com certeza vai encontrar alguma.â
Em dias normais, nĂŁo estaria conversando com Araminta â uma conhecida aprendiz de Jafar â simplesmente por acreditar que havia pouco, ou quase nada, em comum entre eles, especialmente considerando que o Van Schlecht esforçava-se para se afastar da matriz vilanesca. Contudo, as coisas pareciam mudar de figura em uma festa e com o bruxo sobre influĂȘncia da magia malĂ©fica.  â EntĂŁo Ă© do tipo romĂąntica? Se me perguntassem isso de vocĂȘ, nĂŁo arriscaria nessa direção â  elevou uma das sobrancelhas, minimamente surpreso, mas ao mesmo tempo repreendendo-se por nĂŁo ter imaginado algo que agora ficava evidente. TambĂ©m podia ser porque a outra tinha uma ideia diversa da dele sobre o que era romance.  â NĂŁo estou atrĂĄs de pessoas solitĂĄrias e carentes. Disso jĂĄ estou saturado por ter de olhar pra mim mesmo todos os dias, mas quem se importa? â  riu-se, porque essa era a verdade, assim como tambĂ©m era verdade que ele precisava de alguĂ©m bem resolvido.
clvrgirlâ .
                 Os olhos da loira se estreitaram de pronto quando Sersak lhe respondeu. Toda a imagem que tinha construĂdo do rapaz no pouco tempo que tinham passado juntos parecia se fragmentar a sua frente e apenas com uma frase, junto de um dar de ombros. ConcluirĂĄ naquele momento que nunca conseguiriam ser amigos. O mais alto parecia mudar de personalidade conforme a ocasiĂŁo e isto nĂŁo devia incomodĂĄ-la, mas incomodava. â muitas coisas. â respondeu de modo monossilĂĄbico, como fazia anteriormente ao encontro dos dois nos estĂĄbulos. Um longo olhar fora lançado ao moreno, procurando algo que pudesse lhe explicar tal comportamento, mas nada foi encontrado, aparentemente era o mesmo Sersak de antes, apenas com uma postura bem mais descontraĂda. â perfeito. â respondeu, apanhando a bebida com o pulso que tinha sido torcido no outro dia e pronta para afastar-se.
Nem mesmo se dava conta de que agia completamente diferente da Ășltima vez que abordara a loira. Na oportunidade, tinha mostrado sua melhor faceta, aquilo que gostaria de ser, longe da influĂȘncia de Evil Queen. Por Ăłbvio, para tanto, tinha de fazer um esforço tremendo.  â Se sabe que significa muitas coisas nĂŁo deveria estar me perguntando. Ou quer que eu diga com todas as letras o tipo de distração que procuro? â provocou, mesmo que soubesse que, agora que ela tinha voltado a responder-lhe de forma indiferente e monossilĂĄbica, seria impossĂvel arrancar respostas completas e satisfatĂłrias. Esse era um ponto frustrante sobre Lyla, ele tinha de reconhecer, e nĂŁo era apreciado pelo bruxo. Justo quando pensou que era ele a muralha intransponĂvel e antissocial, aparecia a loira para tomar-lhe o posto. A forma como disse âperfeitoâ mais parecia uma maldição, e Sersak elevou ambas as sobrancelhas, contendo o riso de canto.  â  Bom pra vocĂȘ... Quer dizer, graças a mim â
đđĄđđšđđđđđ    Ⱡ   liddelzinhaâ .
(tw: umas nojeira com machucado i guess)
deixou escapar um suspiro, indicativo da prĂłpria decepção com a falta de relevĂąncia do ferimento. âââ que chato. qual a graça de um machucado se ele Ă© sĂł uma coisinha? âââ reclamou, ao esboçar uma expressĂŁo que se sustentava pelos prĂłprios trejeitos, decepcionada. âââ e qual a graça de ter um machucado e simplesmente tratĂĄ-lo? âââ questionou, ao erguer a cabeça para encarĂĄ-lo nos olhos. a tom cinzento dos seus prĂłprios refletiam a apatia, o que era incomum jĂĄ que se tratava de alguĂ©m com emoçÔes afloradas e desorganizadas. suas anĂĄlises rĂĄpidas podiam ou nĂŁo equivocar-se, contudo, nĂŁo esperava necessariamente que houvesse qualquer reação grandiosa por parte de sersak diante do ato impulsivo de levar os dedos ao corte, mas ainda podia ter de terceiros. desse modo, foi explorando as beiradas com as unhas desreguladas, violentamente, atĂ© que a queimação fosse o suficiente para seus reflexos biolĂłgicos a pararem com um pedido de socorro que indicava lesĂŁo, os olhos chegaram a ficar Ășmidos. agora, tinha dĂgitos pintados de vermelho. âââ eu gosto de chamar atenção. âââ deu de ombros, limpando as mĂŁos na mesma blusa que reclamou de ter sujado. âââ uma caracterĂstica infeliz, mas sem validação eu nĂŁo sou ninguĂ©m. Â
Franziu o cenho, estranhando a reação alheia e quase recuando. NĂŁo conhecia ninguĂ©m, atĂ© entĂŁo, que estivesse decepcionado ao descobrir a pouca extensĂŁo dos ferimentos.   â VocĂȘ Ă© masoquista? â deixou escapar, apenas porque estava curioso por entender o que ela queria dizer com aquilo. Se a outra estivesse se machucando de propĂłsito, entĂŁo era obrigação do bruxo alertar a Direção de Aether sobre sua situação. NĂŁo conhecia as motivaçÔes alheias, tampouco procurava entender, mas aquilo era perturbador em algum nĂvel.   â Eu sĂł pensei que nĂŁo fosse querer ficar com a blusa manchada de sangue, e correndo o risco de isso se tornar mais grave por algum descuido â argumentou, ainda encarando a mais baixa. Na verdade, era estranho como parecia estar se desculpando por ter prestado ajuda, e por um momento pensou que estivesse sendo influenciado pela loucura de Anette. Foi com o repentino surto da Lidell, contudo, que ele ficou alarmado, observando de olhos arregalados enquanto a loira explorava a ferida sem piedade, como se fosse incapaz de experimentar a dor. Antes que se desse conta, ele estava puxando o pulso da garota para longe, antes que ela abrisse ainda mais o corte. Era incrĂvel como, mesmo com os olhos marejados, a outra persistisse em apertar a ferida.  â EstĂĄ louca? NĂŁo Ă© assim que vocĂȘ verifica um ferimento â   disse, agora um tanto mau humorado enquanto a conduzia em direção Ă enfermaria sem perguntar. Era um tanto invasivo de sua parte, mas nĂŁo seria conivente com a irresponsabilidade.  â NĂŁo importa se vocĂȘ gosta de chamar a atenção. Encontre outra forma de fazer isso âÂ

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đđĄđđšđđđđđ    Ⱡ   clvrgirlâ .
                 Ainda que Sersak nĂŁo fosse do tipo cuidadoso, seu modo bruto serviu para ajudar a mobilizar o pulso de Lyla com o casaco. Ela achou aquilo um tanto exagerado, mas nĂŁo protestou, jĂĄ que nĂŁo queria que seu pulso piorasse apenas por sua teimosia. Soltou um riso diante do argumento alheio e lançou a ele um olhar sarcĂĄstico. â na verdade foi uma direta. â assumiu com um sorrisinho no canto dos lĂĄbios que significava que aquilo nĂŁo passava de uma brincadeira, cabia a ele nĂŁo se ofender como tinha feito anteriormente. A fala seguinte levantou uma dĂșvida na mente da loira, uma duvida que fez a mente alheia começara a trabalhar rapidamente. Todas as informaçÔes que coletou a faziam supor tal coisa, mas nĂŁo queria ser pretensiosa de lançar tal questĂŁo sem ter completa certeza, ainda que apenas Sersak pudesse confirmar o que ela supunha. PorĂ©m, ele havia lhe dado uma oportunidade de questionĂĄ-lo, da mesma forma que ela havia feito e ela nĂŁo perderia tal chance. â entĂŁo, uma maldição ? â questionou, lançando um olhar cuidadoso sobre ele. Talvez nĂŁo fosse um assunto que o rapaz gostasse de tratar e saber levĂĄ-lo com cuidado era o mais adequado no momento. EntĂŁo, ela assentiu diante do primeiro questionamento, jĂĄ imaginando o que veria a seguir, acertando em cheio. Sersak parecia incomodado com seu comportamento em Neverland desde o primeiro encontro dos dois e jĂĄ tinha deixado isto claro em mais de uma fala sua, Lyla precisou esconder o sorriso satisfeito que tinha surgido em seus lĂĄbios, por jĂĄ supor que seria este o motivo da conversa. â sua companhia nĂŁo me incomoda e eu nem estava irritada no dia, o problema na verdade, residiu em sua atitude, como se eu nĂŁo pudesse me virar sozinha, nĂŁo gosto quando me reduzem a simples dama indefesa. â explicou, esperando que ele compreendesse que o problema nunca foi a presença, mas o modo como agiu com ela.
Ă, ela era bem direta, se fosse pensar, de modo que nĂŁo era surpreendente que admitisse de pronto. Sersak sorriu minimamente, jĂĄ que o mesmo poderia ser dito dele, e talvez Lyla nĂŁo encarasse suas perguntas como invasivas quando fazia exatamente o mesmo. Por outro lado, jĂĄ tinha ouvido a respeito de pessoas que nĂŁo se suportavam apenas por serem muito parecidas, e nĂŁo podia prever como a dinĂąmica de ambos se desenrolaria â apenas o tempo diria. Fato era que arranjava cada vez mais motivos para se aproximar da loira e jĂĄ nĂŁo podia dizer que era uma completa desconhecida. Da observação, ele jĂĄ podia apontar vĂĄrios traços da mais nova, talvez mais traços do que poderia apontar em pessoas que conhecia durante anos dentro de Aether.  â Exatamente â admitiu, devagar, olhando a outra de esguelha por um momento. NĂŁo queria assustar-lhe, mas se ela havia perguntado e nĂŁo mostrava alarme, era porque aquilo nĂŁo lhe causava pĂąnico.  â Deve ser difĂcil para vocĂȘ... Compreender, quero dizer â nĂŁo queria supor fatos e desencadear a irritação da Holmes, tendo de se mostrar cuidadoso.  â Considerando que isso nĂŁo existe no seu mundo, ou ao menos eu acho que nĂŁo existe â  concluiu, pensando no que mais poderia dizer se que aquilo soasse insano demais.  â  Algumas maldiçÔes impedem vocĂȘ de viver, mas esta apenas me impossibilita de mentir. Hoje jĂĄ nĂŁo parece tĂŁo terrĂvel como parecia hĂĄ dez anos â admitiu, uma vez que com o amadurecimento tinha encontrado algumas vantagens em ser aquele que sĂł dizia a verdade. Ao mesmo tempo, esperava comportamento igual de seus pares, e nem sempre recebia o esperado. Daquela vez, todavia, Delilah lhe entregava o que parecia ser a verdade sobre a reação em Neverland, clareando a visĂŁo de Sersak sobre ela, de modo que o bruxo assentiu algumas vezes enquanto escutava, sem tentar justificar suas açÔes dessa vez. Era evidente que tinha agido mal.  â NĂŁo posso dizer que nĂŁo vai se repetir â conhecia muito bem a si mesmo e a como reagia, sendo incapaz de prometer algo como aquilo.  â Mas vou me esforçar para nĂŁo fazer mais isso, Lyla â
đđĄđđšđđđđđ    Ⱡ   aliolindoâ .
â ââ Eles estĂŁo aparecendo no nosso salĂŁo comum. â O prĂncipe relatou de imediato, sentindo uma certa confusĂŁo pela resposta de Sersak ao comentĂĄrio anterior. NĂŁo eram todas as casas que estavam recebendo um tratamento como aquele? â ââ Por que eles nĂŁo estĂŁo na Anilen? â A pergunta pareceu um compartilhamento de seus pensamentos. No entanto, o moreno terminou por racionar, antes mesmo que pudesse escutar o restante. JĂĄ tinha ouvido diversos boatos sobre os anilenses precisarem subir em bambus para chegarem em seus quartos. Deveria ser esse o motivo para que os guardiĂ”es nĂŁo estivessem subindo para lĂĄ, Ă© claro! â ââ Se bem que deve ser mesmo trabalhoso ficar subindo nos bambus para chegar na Anilen, hein? Eu nĂŁo sei como vocĂȘs conseguem! Acho que eu tambĂ©m ficaria lĂĄ embaixo. Sinto muito que vocĂȘs tenham que passar por isso diariamente. â Comentou logo em seguida, direcionando um olhar quase penoso para o outro enquanto oferecia-lhe um sorriso de consolo.
Muitos poderiam dizer que nĂŁo era problema dele se estivessem invadindo o salĂŁo comum da Ralien. A questĂŁo era que Sersak sempre imaginava que poderia ser o prĂłximo, que seus amigos mais prĂłximos poderiam ser os prĂłximos, e situaçÔes como aquela acabavam despertando nele alguma preocupação.  â A arquitetura deve estar dificultando â abriu um sorriso mĂnimo, satisfeito por Morgana ter tido uma ideia tĂŁo original para a moradia de seus aprendizes. Desconfiada como era, a bruxa jĂĄ devia ter previsto uma situação como aquela, e nĂŁo queria que seus protegidos estivessem expostos como os demais, que viviam em Dillamond. O desconhecimento alheio da sistemĂĄtica da Casa da Ărvore apenas reforçava como o ingresso para estranhos era dificultoso.  â SĂŁo cipĂłs, nĂŁo bambus, e eles sĂŁo parte da floresta. Acho que o correto Ă© dizer que sĂŁo meramente decorativos â riu-se brevemente frente a indignação alheia.  â NĂŁo servem como forma de entrar. Se bem que seria um exercĂcio e tanto... â
littlekarouâ .
â Mas por que nĂŁo precisamos de romance? Eu quero romance! Todo mundo quer romance! â Mesmo que tivesse perdido Mae de vista em algum tempo e tivesse encontrado seu ex idiota sendo um idiota, nada tirava sua crença no romance. â Que possibilidades? â Por um momento, em silĂȘncio, tentou entender o que aquilo significava, assumindo, por fim, o Ăłbvio: Sersak tambĂ©m era do vale! â Uh-uh! VocĂȘ quer que eu arrume um encontro para vocĂȘ na festa com o Astro? Ele Ă© idiota, mas beija bem. â
â Eu nĂŁo sou todo mundo â retrucou de imediato, para que ela nĂŁo insistisse, ao menos em se tratando dele. Sersak nĂŁo seria incluĂdo nas aventuras de Karou dessa vez, jĂĄ que a garota parecia ter sempre algo em mente para qualquer situação â o Dia de SĂŁo Valentim nĂŁo passaria batido para alguĂ©m como ela. A velocidade dos pensamentos alheios era algo que o bruxo era incapaz de acompanhar, mais ainda com a mente anuviada pelo ĂĄlcool, e teve de franzir o cenho ao ouvir a sugestĂŁo que veio em seguida. â Encontro? Quem Ă© Astro? â  que ela parecia estar se referindo a um garoto era o menor dos problemas.  â VocĂȘ ao menos ouviu quando eu disse que nĂŁo estou interessado em nada disso? â bem, talvez nĂŁo devesse ter tocado no assunto diante de Karou.  â Quem vĂȘ cara nĂŁo vĂȘ coração, nĂŁo Ă© mesmo, Karou? NĂŁo sabia que andava beijando garotos por aĂ â
clvrgirlâ .
              O modo como Sersak se portava estava diferente, Lyla nĂŁo podia afirmar com precisĂŁo o quanto, mas desde o Ășltimo encontro entre os dois ele tinha mudado. Achava que o rapaz estava apaixonado por Eartha, entĂŁo ouvir ele dizer que romance era a Ășltima coisa que precisavam era bastante estranho, tal como a postura e o seu tom de voz. NĂŁo tinha se aproximado dele de propĂłsito, apenas estava no caminho de apanhar uma bebida quando o ouviu, arqueando as sobrancelhas e lançando a ele um olhar descrente. â olĂĄ para vocĂȘ tambĂ©m. â o cumprimentou. â o que quer dizer com isto ? â ela nĂŁo era ingĂȘnua, apenas nĂŁo esperava ouvir isso dos lĂĄbios de Sersak.
Ele tinha a impressĂŁo de que sempre estava sendo julgado por Lyla, em tudo o que fazia, em tudo o que dizia... Se tivesse percebido que era ela aquela que cruzava do seu lado, certamente teria segurado a lĂngua â ou assim imaginava, jĂĄ que nĂŁo era possĂvel saber como as coisas funcionavam agora que um comichĂŁo fazia com que se contivesse menos.   â O que isso costuma significar? â perguntou, como se fosse Ăłbvio, dando de ombros enquanto falava, numa pose descontraĂda â nem mesmo corava enquanto o fazia, mostrando uma versĂŁo de si mesmo pouco vista. As mĂŁos ainda estavam metidas nos bolsos a fim de esconder as machas negras, uma vez que a loira era mais perspicaz que a maior parte dos aprendizes.  â E o seu pulso? Melhor? â  agora, contudo, jĂĄ nĂŁo mostrava o mesmo interesse de outrora pela saĂșde alheia.
feiurinhcâ .
Controladora como era, bastou que se atrasasse um Ășnico dia para que ficasse paranoica, e trĂȘs dias depois, viera a confirmação de que havia sido tola Ă ponto de arruinar sua prĂłpria vida. Estava acostumada, no entanto, com a auto sabotagem, mas daquela vez havia passado do limite. Nenhum conto que conhecia, contava a trajetĂłria de uma garoa que engravidara cedo demais, e os dias que passou trancada em seu quarto, alegando estar com uma virose, foram necessĂĄrios para que tentasse aceitar que havia encontrado seu fim sem sequer ter começado algo. Sozinha, no entanto, fora capaz de render-se Ă s contas, e tudo ficou ainda pior quando @evilprrnceâ entrou na equação. Se pudesse voltar no tempo e mudar um Ășnico momento, teria evitado o calor dos braços do amigo, ainda que vez ou outra se pegasse pensando na cama que dividiram. A possibilidade, no entanto, do filho da Bruxa MĂĄ estar diretamente ligado Ă sua nova condição, fora o suficiente para que Sofia o evitasse por alguns dias â negaria, no entanto, se ele lhe questionasse sobre aquilo. Diferente do amigo, era capaz de mentir, e podia dizer que era boa naquilo.Â
Sabia, contudo, que era incapaz de esconder-se dele, ou de qualquer outro, por muito mais tempo â sempre gostara de ser vista, de toda forma, e sua reclusĂŁo nĂŁo levou mais do que sete dias, arrumando-se como se nada tivesse acontecido, quando o sol surgiu na janela de seu dormitĂłrio pela oitava vez. Tinha assuntos pendentes, e para resolvĂȘ-los precisava de seus Louboutin pretos, calçados cuidadosamente antes que fizesse do jardim sua passarela. Preferia o som que os saltos emitiam quando em contato com uma superfĂcie mais firme do que a grama, mas sabia que o feiticeiro estava ali naquele horĂĄrio, afinal, sua grade indicava reuniĂŁo do clube de caça; independente do que aquilo significasse. â ââ EntĂŁo Ă© vocĂȘ que estĂĄ acabando com os coelhinhos daqui? â Indagou ao aproximar-se do mais alto, ficando na ponta dos pĂ©s para que plantasse um beijo em seu maxilar, sorriso sendo exibido ao moreno. â ââ Se meus parentes começarem Ă desaparecer, darei queixa. â Declarou, divertida, em uma clara menção aos patos que frequentavam o lago prĂłximo dali.
Fazia um tempo que nĂŁo via Sofia, ainda que os boatos fossem de que estivesse doente. O bruxo estranhou a ocorrĂȘncia de suposta doença, especialmente porque se estivesse mesmo nessas condiçÔes a Haenning poderia recorrer a ele e suas poçÔes. Entretanto, nĂŁo tinha forma de verificar como ela estava alĂ©m de mensagens, uma vez que nĂŁo tinha autorização para ingressar na Imre, mesmo na qualidade de filho de uma vilĂŁ notĂłria. Por um lado, sabia que seria melhor se se mantivessem afastados por um tempo depois daquela fatĂdica noite, visto que agora nĂŁo tinha certeza sobre como as coisas estavam entre os dois â de qualquer forma, uma amizade de anos nĂŁo poderia ser abalada por um deslize, certo? Ou ao menos era o que o Van Schlecht pensava. Demorou uma semana inteira para que ele tivesse notĂcias da melhor amiga, sendo pego de surpresa na reuniĂŁo do clube de caça, que jĂĄ se desfazia. Guardava as armas cuidadosamente na bolsa quando a filha do Patinho Feio surgiu de repente, irreverente como de costume. O bruxo nĂŁo podia deixar de pensar, aliĂĄs, que aqueles saltos nĂŁo combinavam em nada com o gramado e o chĂŁo terroso, tĂŁo apreciado pelos caçadores. Mesmo nos saltos, Sofia teve de se inclinar para depositar um beijo em seu rosto, e por um momento Sersak congelou, sem saber como reagir. A postura tensa logo se desfez, contudo â tinha de agir como de costume com a morena, jĂĄ que ela mostrava-se natural com ele, sem forçar situaçÔes. Parecia atĂ© mesmo de bom humor.  â Coelhos nĂŁo sĂŁo meus alvos preferidos â  respondeu, sĂł porque ela estava puxando o assunto, mesmo que a vontade fosse perguntar sobre a Ășltima vez em que tinham se visto.   â E a maioria nĂŁo gosta da carne â era esse o objetivo da caça, afinal; nĂŁo dissimularia dizendo que se preocupava com os animais como ela gostaria que ele fizesse, mas mantinha um sorriso zombeteiro no rosto.  â Agora, carne de pato? Ouvi dizer que Ă© dura demais, embora nĂŁo possa dar um parecer sem experimentar â  deu de ombros, sem descartar a possibilidade, ainda que sua expressĂŁo jocosa desse indĂcios de que ele nĂŁo estava levando a sĂ©rio, enquanto se aproximava e vistoriava o rosto alheio em busca de sinais de cansaço.   â VocĂȘ sumiu  â

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feiurinhcâ .
Com pouca classe deixou que o corpo escorregasse sobre o assento vazio, de modo que a cabeça apoiou-se no ombro dele calmamente. O que sua mĂŁe diria ao vĂȘ-la sentada daquela forma? Os orbes esverdeados foram direcionados aos do mais velho, sustentando o olhar com intensidade, quase como se pudessem conversar sem a necessidade de palavras. Eles tinham aquela conexĂŁo, afinal, eram anos de amizade, e muitas vezes um simples suspiro dizia mais do que muitas palavras.  â ââ NĂŁo sei porquĂȘ estĂĄ com raiva disso. â Comentou, um bocejo escapando de seus lĂĄbios. NĂŁo deveria ter ido atĂ© ali, deveria ter se sentido muito satisfeita com a ida ao baile, mas nĂŁo era como se pudesse fazer aquela desfeita com seus fĂŁs. Mas lĂĄ estava ela, com sono, sem poder ingerir bebida alcoĂłlica e sobretudo, mentindo para o garoto ao seu lado. Estava começando a se sentir culpada. â ââ Me levar para dormir seria outra possibilidade? â
â Parece que estou com raiva? â  perguntou de sĂșbito, virando o rosto para olhar para baixo, porĂ©m, sem sorrir, jĂĄ que tinha sido pego no flagra. Sofia o conhecia bem demais para que ele pudesse simplesmente fingir algo. NĂŁo podia mentir, mas podia deixar de responder, ocultando informaçÔes, ou mesmo usar palavras dĂșbias e perguntas para que nĂŁo tivesse de responder a nada, para que nĂŁo precisasse contar a verdade. E a verdade era que ele nunca tinha pensado que o Dia dos Namorados poderia ser um problema, mas agora era. Permitindo que a cabeça feminina repousasse em seu ombro, Sersak se recostou ainda mais no sofĂĄ Ă s suas costas, com um suspiro escapando dos lĂĄbios; tambĂ©m se sentia cansado o suficiente para pensar em dormir, e ver o bocejo fez com que reprisasse o mesmo.  â Essa Ă© a sua melhor ideia para essa noite? â flertou, contendo-se depois de um momento, por lembrar de para onde aquilo o tinha os levado da Ășltima vez.  â Eles nĂŁo costumam me deixar entrar na Imre, mas acho que nĂŁo faz mal te levar atĂ© a porta â
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â° âââ â Olhos fechados. Copo de bebida em mĂŁos. Corpo movendo no ritmo da mĂșsica. Lily se sentia completamente livre naquele noite, sem se preocupar com qualquer mĂnima coisa. Uma festa era exatamente o que a princesa precisava, se desligar de tudo a sua volta, e aproveitar o ĂĄlcool disponĂvel. A morena se virou na direção de Sersak assim que ouviu a voz do garoto perto de si. - âRealmente foi uma Ăłtima ideia.â - assentiu dando um sorriso de canto e um Ășltimo gole na bebida em seu copo. - âInteressante. E que possibilidades seriam essas?â -Â
Sersak desconfiava que Lilian nem mesmo estava ouvindo o que ele estava falando, tĂŁo alheia que estava; era a primeira vez, aliĂĄs, que a via bebendo e se divertindo, ainda que, em todas as vezes que tivessem se encontrado, a morena nĂŁo tivesse se mostrado menos que divertida com ele, contrariando o que pensava a respeito de princesas em geral.  â NĂŁo que eu fizesse questĂŁo de mais festas. Nem sei por que estou aqui â revirou os olhos consigo mesmo, repreendendo a atitude. Devia estar dormindo, para nĂŁo correr o risco de ser pego pelos GuardiĂ”es. Se fosse pego, nĂŁo seria tĂŁo fĂĄcil provar inocĂȘncia. A fala seguinte, entretanto, fez com que ele voltasse os olhos sonolentos para a Arendelle, mordendo o lĂĄbio inferior.  â O que vocĂȘs, jovens, costumam fazer mesmo? â  brincou, mas o tom era um tanto mais rouco que o normal.Â