Fez uma careta ao ouvir sobre o cotovelo, a princĂpio, por ser de um morto, mas aĂ bateu um dĂșvida no prĂncipe que mudou a feição para uma de curiosidade. âMas Ă© sĂł o cotovelo? O que se faz sĂł com um cotovelo?â E com o interesse vindo por parte dela, o azaniando soltou um suspiro antes de dizer âEu tenho dois colegas de quarto bem bonitinhos e uma cama vaga, e nĂŁo temos o hĂĄbito de enfiar coisas nos dedos das pessoas, entĂŁo Ă© um lugar seguro pro seu dedoâ Franziu o cenho e a expressĂŁo voltou ao seu rosto quando viu a farpa, mas tudo passou tĂŁo rĂĄpido quando ouviu, com naturalidade, a garota falar sobre uma entidade que se alimentava da alma dela. âBem, eu tenho entidades que tentam controlar a minha vida, entĂŁo acho que te entendo um pouco?! Mas nĂŁo preciso tomar remĂ©dio, o que Ă© bom pra mim e ruim pra vocĂȘâ Fez um estalo com a lĂngua para demonstrar o quĂŁo ruim parecia para ela, ficar sendo medicada sem parar em busca de uma cura ou coisa do tipo, parecia meio cruel demais. âEu prometo que vou cuidar bem de vocĂȘ quando o remĂ©dio fizer efeito e nĂŁo vou enfiar nada no seu dedo. Posso atĂ© tentar tirar essa farpa⊠se quiserâ
ââ esta, meu amigo, Ă© a pergunta que vocĂȘ precisa responder sozinho. ââ deu de ombros ao recordar-se do modo discreto com o qual tanto ela quanto araminta agiam em relação ao mistĂ©rio do cotovelo do morto. existiam, de fato, certos rumores que percorriam a imre a respeito do quarto de ambas e isso divertia tanto a liddell quanto a de vil, pois, como consequĂȘncia, ninguĂ©m durava na terceira cama mais que uma semana. ao escutar as informaçÔes relatadas, apenas assentiu com a cabeça, bastando-lhe aquela informação. ââ a cama vaga eu tambĂ©m tenho, e a colega bonitinha! tudo bem, seria praticamente estar no meu dormitĂłrio entĂŁo, mas sem todo o tecido, tesouras, linhas, serrotes, martelos e madeira. ââ a natureza falante jamais lhe deixava. anette sempre tinha coisas demais a dizer, no fim das contas. ââ se o narrador tratasse todos igualmente o mundo seria chato, nĂ©? tudo bem pra mim estar morrendo, eu sei que eu nĂŁo vou morrer. ââ havia muita confiança em sua voz, uma que, claramente, transparecia como real. apenas assentiu com a afirmação alheia. nĂŁo que confiasse plenamente nele, mas, bem, nĂŁo se importava muito se o fazia. vivia sua vida com o mĂĄximo de decisĂ”es impensadas possĂveis, ainda que, de certo modo, conseguisse manipular certas situaçÔes muito bem. era naturalmente uma improvisadora, afinal! de qualquer modo, o gosto daquele remĂ©dio era, definitivamente, o mais grotesco possĂvel. nĂŁo achava que seria possĂvel explicar logicamente senĂŁo pela magia o modo como sentia todos os seus ĂłrgĂŁos serem sugados por um aspirador superpotente, de modo a enfraquecĂȘ-la por tempo o bastante para nĂŁo lhe restar equilĂbrio. se aryana, a enfermeira, visse que tĂŁo descuidadosamente tomou sua dosagem do dia em pleno corredor, fofocaria na hora Ă merlin sobre como jamais conseguia controlĂĄ-la. e era verdade. ââ nĂŁo caĂ desmaiada. ââ falou, com a voz fraca e, em seguida, deixou escapar uma risada inadequada ao momento, o que, deste modo, a tornava adequada o bastante para a liddell. ââ mas, nĂŁo esperava que ia ficar cega, uau, que coisa bizarra. preciso contar isso a minha mĂŁezinha depois, ela vai achar tĂŁo engraçado quanto eu.