đ take a nap with yours (porque eu imaginei sendo muito engraçadinho KKKKKKKKKK)
o gosto amargo da medicação queimava a lĂngua e, tĂŁo logo, tornou-se substĂąncia correndo pelas veias sanguĂneas na busca do extermĂnio da matĂ©ria escura que a devorava lentamente. com suas propriedades mĂĄgicas, misturada Ă uma quĂmica mundana que respeitava os limites do corpo da liddell, haveria tambĂ©m o efeito arrastado do feitiço conjurado por uma das enfermeiras, prĂłxima o bastante de merlin para lhe ser confiada a missĂŁo de tratar algo tĂŁo maligno quanto a pior das enfermidades jĂĄ vistas em londres. se ainda estava viva, decerto, eram os anticorpos que criou apĂłs passar anos no paĂs das maravilhas, exposta a uma quantidade exacerbada de comidas e bebidas inexplicavelmente saborosas tanto quanto seus efeitos alucinĂłgenos comuns a todos os seus cidadĂŁos. era possĂvel que, pelos genes nativos de lĂĄ, Ă© que tivesse uma saĂșde tĂŁo boa, visto que a aparĂȘncia esguia facilmente delatava o contrĂĄrio. logo, quando afirmou a nico que nĂŁo morreria, tinha realmente confiança o bastante que a estranheza biolĂłgica que era seu corpo conseguiria salvĂĄ-la. e conseguiu! por meses vinha conseguindo, apesar da dificuldade clara do tratamento quando anette insistia em usar drogas para aliviar todos os efeitos colaterais da medicação pesada.
e, bem, se nico ainda nĂŁo havia visto tudo que acontecia quando os tomava, agora estava vendo. olhos cansados, boca ressecada e garganta seca eram sĂł os primeiros sintomas. em seguida, vinha a aversĂŁo a temperaturas ambiente, quando o corpo se tornava frio como o de um cadĂĄver, apesar da sensação tĂ©rmica de estar cozinhando numa panela tampada. e, mesmo assim, tremia. e continuava a tremer, atĂ© que o corpo desligava por nĂŁo aguentar mais a pressĂŁo de estar consciente. deste modo, apĂłs tudo citado, apenas caiu. e, num Ășltimo ato, esperou que o rapaz fosse capaz de segurĂĄ-la.
jĂĄ no quarto, a primeira coisa que fazia ao acordar era verificar se as mĂŁos estavam tremendo e reconhecer se a boca tinha o mesmo gosto metĂĄlico. se tivesse, significava que infelizmente seus lĂĄbios haviam ficado rachados demais ao ponto de qualquer contração fazer o lĂquido escorrer pelos arredores da boca, entretanto, a mĂĄgica que lhe reduzia a nada era responsĂĄvel por instaurar a vida ao seu corpo, deste modo, nĂŁo havia mais nenhuma rachadura, nenhuma palidez alĂ©m do normal de seu tom de pele, e quase nenhum efeito ruim alĂ©m do sono, que, provavelmente, sĂł seria interrompido por uma das balinhas embaixo da lĂngua. acontece que, naquele cenĂĄrio ali, algo novo havia ocorrido: tinha um peso significativo em sua barriga, um som que ressoava perto do ouvido, e uma respiração batendo contra a pele do pescoço que provavelmente nĂŁo era de araminta porque ela nĂŁo se sujeitaria a esse papel. quando se virou para olhar, deparou-se com nicolas, apagado como quem havia saĂdo de um plantĂŁo surpresa no hospital fazia vinte minutos.Â
acabou rindo, e o primeiro pensamento que passou por sua cabeça foi lhe dar um peteleco na testa, afinal, tinha muito o que contar ao amigo e jĂĄ eram conhecidos por tagarelar por horas a fio de modo incessante. acontece que, bem, alĂ©m de existirem poucas pessoas em seu cĂrculo de amizade que tinham de fato lhe visto em seu pior momento, pelo menos uma vez poderia apenas relaxar. o que significava, obviamente, fumar um antes de voltar a dormir. com respiraçÔes leves nos intervalos de cada tragada, a fumaça começou a tomar conta da cama, atĂ© que escutou um resmungo vindo da direita. sentada, depositou tapinhas na cabeça do outro. ââ bonitinho, bonitinho. ââ falou, afinando um pouco a voz melĂłdica. ââ Ă NICO, ACORDA! ACABOU A HORA DA SONECA! ââ gritou, para garantir que o tivesse desperto e, ao observar o alarde do amigo, caiu na gargalhada de vez. ââ brincadeira, vem, ainda dĂĄ pra tirar uma sonequinha sem prejudicar o boletim de ninguĂ©m. ââ e, deste modo, jogou o restante do baseado num copo de ĂĄgua na cĂŽmoda, e tornou a se deitar, o levando junto.