SilĂȘncio
todas as vezes que me permito me abrir com alguĂ©m, sinto como se estivesse sangrando para um tubarĂŁo. e o que contei em um momento de vulnerabilidade Ă© usado contra mim, justamente numa parte especĂfica, como se fosse munição. e eu encaro tudo silenciosamente, como se as palavras tomassem forma ao redor da minha mente. e entĂŁo me culpo: âaconteceu de novo.â entĂŁo eu me lembro de como vocĂȘ fez a mesma coisa, quando eu acreditava ser algo que vocĂȘ jamais faria. idealizei uma versĂŁo sua que nunca, deliberadamente, me machucaria. agora o silĂȘncio fala mais alto por mim. ele me conforta, me protege. e eu sempre amei falar. mas o silĂȘncio me entende de uma maneira que as palavras jĂĄ nĂŁo conseguem mais explicar.














