Is it better to speak or to die?
Eu diria que falar, ainda que tenha “escolhido” morrer. Com tudo dentro de mim. Tudo que desejei saber e dizer, e que não disse. Uma conversa, um entendimento, que nunca sequer chegaram a acontecer. E, por fim, uma despedida que também acabou sem de fato existir. Talvez, pra pessoas que escrevem, como eu, que se expressam por meio da escrita e não saberiam fazer outra coisa pra lidar, o silêncio seja tão paralisante, agoniante, incompreensível. Porque faz você se perguntar: quem sou eu sem as palavras? Sem tentar transformar a dor em algo? Em poesia, em texto, em qualquer coisa que simplesmente saia, apesar dos sentimentos. É o lado oposto com o qual nunca soube lidar. Não sei se vou conseguir algum dia. Minha mente é sempre tão barulhenta. Sempre tem algo a dizer. Nunca realmente se cala. É um grande contraste com quem prefere o silêncio como forma de proteção, seja de si mesmo, seja dos outros. Silenciar pra não dizer algo do qual poderá se arrepender, ou algo que poderia tornar tudo “pior”. E eu entendo isso. De verdade. Entendo... Eu só... não sei. Talvez eu prefira ouvir algo que vá doer em mim do que não ouvir nada. Acho que esse lado precisa, de forma quase melancólica, que algo seja dito. Pra preencher o espaço. Pra tornar as coisas reais. Palpáveis. Prefiro sentir a dor da verdade, nunca da mentira ou da omissão, a não saber o que pensar ou sentir. Chega a ser irônico: uma mente tão barulhenta não gostar do silêncio. É realmente trágico quando esses dois lados opostos se encontram, não? É difícil conciliar as coisas. E eu não acho que seja melhor por isso. É mais uma constatação, ainda que amarga. Eu só acho que... não é difícil amar, nem ser amado. Gostaria que soubesse que, pra mim, nunca foi assim. O difícil é conciliara maneira com que você precisa se sentir seguro. Vulnerável. Aberto. Pra que tudo possa ficar bem. Com calma, mas não uma calma que te segura pelas costas. Nunca assim. Uma calma que te dá um leve empurrão, mas não te deixa cair. Eu te deixei cair? Sinto muito, se sim. Também não senti você me segurando forte. E pra você não foi bem assim. Bom... pra mim também não. No fim, parece que acabamos muito presos à nossa própria ideia de “coração partido”, né? Eu senti o meu doer. Nunca quis realmente ter partido.













