( mulher cis • ela/dela ) Andam por aí uns dizeres da sela de que [SAWAWET MEECHA] tá em Badlands. Mas quem vai se surpreender? [ELA] é uma [SCOUT das WILKES] e sempre viveu por essas bandas. No auge dos seus [39] anos, é [TEIMOSA e INFLEXÍVEL], mas também [INTELIGENTE e EFICIENTE], dou fé. Nunca tinha reparado, mas [SARA] até bate o retrato com [JULIA JONES], num acha?
Data de nascimento: 07/11/1858 Local de nascimento: Rattlesnake Pass Tipo de personagem: Pistoleira Distrito/bairro em que mora: Reserva Corvo Azul Se fizer parte de gangue, indique qual e a função: Wilkes/Scout Itens iniciais: Cavalo nível 2 e laço.
Quando Sawawet nasceu, as folhas laranjas e amarelas, que caíam das árvores, pintavam o chão da Reserva. Não foi um parto fácil para sua mãe e muito menos para seu pai ou as parteiras que a auxiliaram. Ayatootonmi demorou mais de doze horas para dar a luz a menina que parecia não querer sair.
Sawawet, assim como a mãe, não chorou muito também. Logo que saiu, deu o ar da graça e fechou os olhos novamente, provavelmente preferindo voltar para o ventre quentinho da mãe. Logo que nasceu, seus pais perceberam que ela seria silenciosa, só não pensaram muito no quanto.
Sawawet foi uma criança blasé que nunca parecia estar triste ou feliz, mas isso mudou drasticamente quando o irmão, Kutwaate, aos oito anos, foi levado para viver na cidade e estudar entre os brancos. Sawawet se sentiu abandonada por ele, afinal eram muito próximos, e pelos pais.
A conversa de seu pai era sempre a mesma: Sawawet não deveria estudar fora, pois tinha um legado que cheirava a crina de cavalo, feno e esterco para cuidar e levar para frente. Ela detestava a ideia, mas não se expressava o suficiente para demonstrar a sua insatisfação, a não ser com seu irmão mais novo: Dakota.
Acreditou por muitos anos que, quando o irmão mais velho voltasse para visitá-los, ela iria com ele para a cidade, ansiava por isso. Pensava que, enfim, sairia daquele buraco problemático e cheio de conflitos em Badlands, por mais que amasse a reserva, seu irmão e sua cultura, e que poderia viver uma vida mais tranquila, quando entendeu que não, para ela não haveria uma oportunidade igual ou minimamente parecida como a que o irmão mais velho teve.
Quando voltou para a cidade após anos afastado, Kutwaate era Caesar e se portava quase como um branco, algo que foi moldado para ser. Sawawet nunca se sentiu tão triste, queria o irmão de volta, mas, claro, não o teve. Ele não existia mais. Por isso, quando Caesar voltou para a casa dos brancos Sawawet se sentiu aliviada, não precisava mais fingir que aquele estranho era seu irmão ou que estava feliz por ele.
Desde então abraçou o que lhe cabia entre os braços: Sawawet deixou de sonhar com o mundo lá fora e passou a prestar mais atenção no seu, se interessando cada vez mais por sua cultura e sua ancestralidade a ponto de se tornar uma voz ativa entre as meninas e mulheres da Reserva.
Foi neste período, também, que descobriu que as mulheres Wallowa podiam ocupar outros espaços, fazer todos os tipos de serviços e ir muito além de onde os brancos insistiam em deixá-las. Desde os quinze anos passou a frequentar novos lugares, conhecer novas pessoas e causar alguns problemas por observar o que não devia e ouvir além da conta. Seus pais a repreendiam, mais por medo de saber que os brancos não poupariam na violência caso fosse pega, do que por preocupação, afinal sabiam a filha que tinham.
Mas Sawawet não arrumou problemas que não foi capaz de resolver. Na verdade, ela se aproveitou da oportunidade para entender que era uma boa comunicadora e lucrar com isso. De início, as mulheres na Reserva faziam trocas com Sawawet para que ela descobrisse coisas sobre seus maridos, mulheres, filhos, namorados e outros familiares. Ela aceitou até perceber que não devia tirar de seu povo, por isso virou-se para os brancos, um grande bando de idiotas desesperados. Bastou unir o útil ao agradável e Sawawet passou a usar suas habilidades para tirar, principalmente, dinheiro deles.
Conseguiu algumas várias moedas e esbarrou com os mais diversos golpistas por aí, era boa em conseguir informações, por isso, ao saber melhor como as Wilkes funcionavam, não demorou a sentir vontade de se aproximar. Analisou o terreno, observou como funcionavam e pela primeira vez quis unir sua força com mulheres brancas, pois pensava valer a pena.
Por fim, Sawawet manteve os trabalhos informativos para as Wallowas e o conselho, mesmo não participando oficialmente dele, e se juntou às Wilkes por acreditar que ali faria a diferença.










