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@dosmonologos

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Trainspotting dir. Danny Boyle (1996).
que homem
my two moods
SING ME A FUCKING SONG OF A FUCKING LASS THAT IS FUCKING GONE SAY COULD THAT FUCKING LASS BE FUCKING - I???????

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2.
A descrição de um jovem relacionamento Ă©, usualmente, o assunto desenrolado em meio de um encontro social inusitado e atĂpico. Deve-se admitir que tal abordagem sĂł perde para as exasperações acerca do clima e do tempo, já que essas sĂŁo abordagens universais que permitem opiniões adversas sem conhecimento prĂ©vio - olhar para o cĂ©u e se lamentar nĂŁo solicita requisitos. EntĂŁo, uma vez que duas pessoas ou mais, uma vez juntas por um motivo qualquer que nĂŁo requisita uma maior intimidade, esperam desenvolver um assunto antes que um silĂŞncio constrangedor paire sobre o ambiente - porque aĂ se localiza a real ruĂna de um conhecimento recĂ©m travado -, alguĂ©m, apĂłs o assunto meteorolĂłgico, logo lembra de algum possĂvel ou já corrente casal e entĂŁo, se estabelece a zona de conforto de um objeto discutĂvel que, melhor do que o assunto anterior, durará por tempo suficiente. Um leitor atento e talvez um tanto crĂtico, diria que a superficialidade de desenvolver tal assunto Ă© de tal tamanho que, a partir desse momento já se disponibilizaria a fechar o livro relegando as piores qualidades para tĂŁo injusto objeto. Contudo, creio que a minha honestidade seja o suficiente para premeditar e supor que a escolha do assunto Ă© tĂŁo real e a cena que se sucede tĂŁo comum que o leitor aqui sĂł pode estar tĂŁo exasperado por muito se identificar com essa situação. Uma vez estabelecida licença para tal desenrolar, aqui me inicio. Em uma sala aberta e altamente iluminada, encontravam-se dois jovens unidos por um fio que aparentemente saĂa da orelha de cada um e olhavam para uma tela iluminada em concentração. Os olhares atentos e estatizados poderiam facilmente refletir em suas pupilas as imagens que viam no celular. Um casal. O conteĂşdo, tĂŁo avidamente consumido, era de uma gravação. ImpossĂvel de ouvir os sons sem utilizar os fones de ouvido, a Ăşnica coisa perceptĂvel acerca desse vĂdeo era o prazer dos interlocutores em assisti-lo. E veja, os dois nem eram tĂŁo conhecidos assim - apenas amigos em comum de um certo casal que, coincidentemente, estava em meio a querelas conjugais. O que nos leva Ă gĂŞnese e ao cerne do nosso assunto: Quem está livre do outro ou, de sĂşbito modo, de si mesmo?
"Como eu posso te odiar? Eu mal te conheço" Há semanas esses questionamentos pairam em minha cabeça e me deparei com um momento de inspiração, momentĂŁneo, mas que em sua pequena compleição preenchem a minha atual necessidade de escrita, que há tanto deixei. Fiquei abismada com o fato disso nĂŁo sair da minha mente, como se um sinal de meu psicolĂłgico que queria tanto dizer-me algo, que no subconsciente já Ă© muito claro. Nessa formação frasal, parece-me impossĂvel odiar algo ou alguĂ©m, pois há ignorância de minha parte dos demais complementos desse tipo que aparento desprezar. Minha cabeça responde - talvez seja meu alter ego - que na realidade, odiamos mais aquilo que nĂŁo conhecemos, porque a ignorância leva ao medo e ao Ăłdio. Muito fácil de enxergar tal situação com diversas fobias atuais do mundo. A questĂŁo Ă© que eu me odeio. E me odeio pois nĂŁo me conheço. Há tempos tento formular listas sobre o que eu sou, ou o que eu gostaria de ser, em uma tentativa inĂştil de alcançar essa minha vontade interior. Contudo, eu nĂŁo consigo. No meio das minhas formulações, questiono-me com mais afinco se aquilo Ă© mesmo de meu gosto, ou se de algum modo foi imposto a mim, numa construção de identidade de que nĂŁo sou capaz de evitar, escapar ou pior ainda, compreender. Tento me enxergar em outras pessoas, que a mim parecem muito confiantes de si mesmas, mas no final, sĂł acabo me deparando na ponta do abismo da inveja. DaĂ se desprende uma profunda crise existencial do nĂŁo conhecimento de mim mesma. AtĂ© um tempo atrás eu me orgulhava de alcançar as expectativas da Esfinge "Conhece-te a ti mesmo"; entretanto, nesse meio do questionar fomentado pela recĂ©m estudada identidade e construção do eu, fico em constante dĂşvida de que se conheço a mim, ou se eu seria de um modo diferente em outro lugar, ou como eu seria em lugar nenhum. Ă“bvio que isso Ă© um tanto quanto determinista, e eu nĂŁo aceito o determinismo com tanta facilidade assim. Sei que, em minha compleição, faço minhas escolhas e tenho meus gostos, pois senĂŁo, serĂamos todos iguais. Mas atĂ© que ponto o determinismo falha? Onde e quando serei eu mesma? Sei que isso tambĂ©m acontece com todas as pessoas no mundo. Em lugar algum eu escaparia disso, contudo, o que eu sou - mesmo assim? A ignorância paira mais uma vez.
by Find Chaffy
"one could drown in irrelevance"
I decided my 2016 gone start Feb 1… this was a free trial month

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DEEP-SEA BOTTOM TRAWLING IS KILLING OUR OCEANS
Originally posted at Penelope Bagieu’s blogÂ
this is beautiful and needs to be a book or something, we need it to be a book and we need to send it to the australian government
woooo productivity!

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1. Sentada no banco enferrujado, eu encarava a minha frente, com os olhos presos e o pensamento ao longe. Sem resposta para as confusas perguntas, eu era a personificação da corpo fora da alma. Minha alma que tanto amava e viajava se encontrava longe e eu continuava ali, estática. Das pessoas que perseguiam os inĂşmeros pombos que estavam ali na praça, uma se destacou. Olhos escuros e risada estridente - tenho certeza que a ouviam ao longe, do outro lado do parque. Sua voz grossa era um ressoar de caminhões. Os pombos se foram e com isso a minha atenção se voltou: precisava resgatar a minha alma. Piscando algumas vezes, levantei-me e dei pesados passos em direção Ă rua, procurando atravessá-la e chegar ao cafĂ© para a minha dose diária de desamores ao som de Nina Simone. Em um instante, fecho os olhos e sinto uma pesada dor em minha tĂŞmpora, causada por algo jogado com muita força. Tudo escurece - escuto uma voz grossa ao longe. Descrever um desmaio para alguĂ©m que nunca sofreu um se torna uma árdua tarefa, principalmente por se tratar de algo vivido. NĂŁo se explica uma sensação ou desespero com integridade, sĂł se dĂŁo descrições mĂnimas que aplacam a curiosidade. Era assim que ocorria quando eu sofria algum tipo de violĂŞncia e tentava explicar o ocorrido. NinguĂ©m entendia, apenas a descrição cientĂfica de algo que nĂŁo fazia o mĂnimo sentido. Ao sentir seus dedos frios em minha testa, eu logo me afastei assustada, sem nem ao menos abrir os olhos. Sabia que era um homem pelo peso colocado naquele mĂnimo toque. Queria repelir tudo o que se associava a isto. Tentei levantar-me, mas como me encontrava ainda atordoada, o máximo que consegui foi cair novamente. Suspiro forte. Outra sensação difĂcil de se descrever Ă© o medo. O problema nĂŁo Ă© a sensação de medo em si, mas do que se sente medo. Como se pode explicar o medo de uma pessoa que nem ao menos se conhece? Mas eu conheço seu gĂŞnero, conheço profundamente. Sei de cada detalhe sĂłrdido que se passa em sua cabeça, pois eu os vivi, por muito tempo. Me afasto e peço por ar. Nem ao menos sei como consegui articular as palavras. Me vejo sentada mais uma vez no banco enferrujado e algumas testas enrugadas de preocupação a minha volta. Os pedidos de desculpas sĂŁo eternos; já as marcas de arrependimento sĂŁo mĂnimos. NinguĂ©m sente de verdade - essa Ă© a realidade da abstração dos sentimentos. NĂŁo apenas fingimos uma compreensĂŁo de algo que nĂŁo temos proporção, atĂ© vivermos. Mas a mentira Ă© algo ensinado desde a infância, e aprendemos a reproduzĂ-la. O egoĂsmo tambĂ©m. Somos todos cheios de erros. "Abra os olhos" - Ă© o comando que recebo. NĂŁo o faço, pois tenho medo do que encontrarei ao ocorrido. NĂŁo se pode traduzir a compleição de um momento de tensĂŁo; a vontade Ă© de sumir em um Ăşnico instante. Sinto o suor gelado, e a escuridĂŁo chega outra vez. Desmaio.