. It's Marín and Tristan
"Olha, considerando umas misturas doidas que eu vi por aí, de legados com deuses reais... Não seria tão absurdo assim." Marín diminuiu-se nos braços de Tristan, encolhendo e comprimindo contra o outro. As pernas dobradas e jogadas por cima das masculinas, naquele último ato sem 'apegos' antes de sua hora de expôr. "Mas sabendo dessa história... Queria dizer que estou decepcionada..." O rosto fechando numa careta desgostosa. Toda a relação divina provocava um certo irck na semideusa. Ainda bem que sua mãe era quase fiel - e seu pai totalmente mortal. "Pode manter sua promessa em paz. A curiosidade aqui é facilmente saciada com criatividade, porque... Eu tenho algumas hipóteses sobre o cunho dos sonhos e minhas habilidades estão bem, como posso dizer, Hermes quer que eu descubra alguma coisa." Agora, se ia ou não lançar opções e probabilidades até conseguir uma resposta inconsciente de Tristan ainda estava sob análise. "Ok, ok, minha vez."
"As palmas da minha mão suam absurdamente antes de treinar na arena." Não porque o poder estava em ação. Não não, o suor fazia o cabo da espada escorregar. Não era nem bonito de ver e mesmo jogando charme de donzela em apuros, ela ficava mortificada. "Tenho um mordomo chamado Spike e ele é um narval." Nova adição no reino de Anfitrite e prontamente recusado pela semideusa. A ponta espiralada despontava nas ondas perto de casa e ela fingia que não via. "E eu estou começando a ficar perdida com o proprietário disso aqui." Apenas apontar não servia. Marín pegou a mão de Tristan e apertou seus dedos, o indicador ainda esticado sendo conduzido para o centro do peito. Depois soltou, a mão agora espalmada na pele delicada e de pulsação em elevação. Quando voltou a olhá-lo, piscou os olhos rapidamente. "Desculpe, me perdi aqui." Num tom tão miúdo, tão hesitante.
Mesmo que Tristan quisesse, não havia algo no mundo que o distraísse quando Marín estava falando. Era quase como se ela o hipnotizasse e ele via a boca se movendo, as palavras eram gravadas em seu cérebro quase que pra sempre, seus braços se acomodavam ao redor da outra de forma confortável e ele se via só assentindo para incentivá-la a continuar. Continuar para sempre.
— A história das palmas eu já sei, é quase histórica no acampamento — ele começou seu raciocínio. — Até onde eu saiba eu sou seu mordomo, então um peixe seria redundante e... — seu cérebro travou ao tentar criar uma retruca para a última. Porque aquilo... era completamente ridículo, um filho de Hipnos se beliscando para ter certeza que não estava em um sonho. Porque poderia não dizer em voz alta, mas haviam alguns sonhos que ele guardava à sete chaves e usava todos os seus poderes para que fossem só deles. Momentos em que ele havia idealizado situações como aquela, e que não haviam o preparado para como responder à aquilo. — Pelo rio Lete e o mundo dos sonhos, por favor, me diz que o terceiro é verdadeiro — sussurrou unindo suas testar. Tão próximo que um som mais alto parecia errado, sacrilégio. — Você é o sonho mais lindo que eu já pude viver.












