Faz dezessete dias, DEZESSETE DIAS, que a Amazônia está pegando fogo e a maioria das pessoas perceberam que isso está acontecendo quando o céu escureceu as três horas da tarde, quando o sol laranja/vermelho começou a aparecer nas rede sociais.
E vocês tem noção que se nada mudar, a destruição da Floresta Amazônica será irreversível? Isso porque desmatada uma área de 40% da floresta original, o restante não consegue sustentar o ecossistema de uma floresta tropical chuvosa. A Amazônia já perdeu até agora cerca de 20% da cobertura original.
“O Brasil, se quiser zerar o desmatamento, pode fazer isso rapidamente. Não falta nenhuma tecnologia para isso, basta vontade política. (Entre 2004 e 2012) nós conseguimos reduzir o desmatamento de 24 mil km² por ano para 4 mil km². Esses 4 mil km² em 2012/2013 estão hoje em 8 mil km² e, em 2019, pode ser um número próximo de 10 mil km² de floresta desmatada.”
E não é só o desmatamento, são os agrotóxicos que foram liberados 239 novos agrotóxicos no país desde janeiro. O novo agrotóxico introduzido no Brasil, não foi sequer testado na União Europeia, seria muito tóxico e prejudicial aos animais aquáticos e ele não consta no cadastro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O Greenpeace estima que 30% dos agrotóxicos liberados desde janeiro já foram vetados no bloco europeu.
O governo já atendeu a 440 outros pedidos de registro de agrotóxicos , que ainda precisam passar por etapas burocráticas até a liberação.
A maior floresta tropical do mundo queimando, destruindo tudo e o Bolo de Milho que votaram para colocar para governar esse país tá lá, reblogando vídeo fake da noruega e falando para não cagar um dia sim e um dia não. Sim, é época de queimada lá mas graças a ele, Alemanha e Noruega bloquearam as doações para o Fundo Amazônia. Inclusive, as doações auxiliaram o Ibama e o Inpe.
Fundo Amazônia tem por finalidade captar doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no Bioma Amazônia.
O Fundo Amazônia apoia projetos nas seguintes áreas: Gestão de florestas públicas e áreas protegidas; Controle, monitoramento e fiscalização ambiental; Manejo florestal sustentável; Atividades econômicas desenvolvidas a partir do uso sustentável da floresta; Zoneamento ecológico e econômico, ordenamento territorial e regularização fundiária; Conservação e uso sustentável da biodiversidade e Recuperação de áreas desmatadas.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou aumento na taxa de desmatamento da Amazônia que, entre agosto de 2017 e julho de 2018, chegou a ser 8,5% maior do que no período anterior. Foram 7.500 quilômetros quadrados desmatados, o equivalente a cinco vezes a área do município de São Paulo.
O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, formado pelos Estados da região, decidiram que irão negociar diretamente com os países europeus que financiam o Fundo Amazônia depois que mudanças propostas pelo governo federal levaram a Noruega e a Alemanha, principais investidores, a suspenderem os repasses ao Brasil.
À RBA, o governo do estado (Mato Grosso) informou que um projeto aprovado em 2012 e finalizado em 2016, que captou R$ 12,625 milhões junto ao Fundo Amazônia – com contrapartida do governo estadual de R$ 5,8 milhões – permitiu comprar dois aviões de combate a incêndio florestal Air Tractor e cinco caminhões-tanque. Cada aeronave transporta até 3.100 mil litros de água. E cada caminhão tem capacidade para transportar 5.000 litros de água.
Foram adquiridos ainda seis caminhonetes L200, além de equipamentos de combate a incêndio florestal portáteis, de uso coletivo e individual. O estado arca com o custeio dos equipamentos, que ao longo desses anos passou de R$ 428 mil. Neste ano já está em R$ 2,9 milhões.
“Todo ano o Corpo de Bombeiros vem incrementando brigadas em parceria com as prefeituras, Ministério Público e o Tribunal da Justiça”, informa a assessoria do governo local.
“Se Mato Grosso receber o recurso do Fundo Amazônia, será dado um outro salto. Com os R$ 35 milhões será possível comprar um helicóptero, 27 viaturas, caminhões, equipamentos de combate a incêndio florestal e mais de 620 equipamentos de combate a incêndio florestal. Mas se isso não ocorrer, o governo vai continuar trabalhando normalmente e não vai deixar de combater os incêndios florestais, continuando a expandir os serviços gradativamente”
A política ambiental adotada pelo ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo-SP) não deverá trazer ao país o desenvolvimento propalado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). E sim um prejuízo de pelo menos US$ 5 trilhões.
(...) O país é o sétimo maior emissor do mundo, e sua meta de redução é de 37% em 2025. Disse também que “o Brasil tem ainda o compromisso de manter o aumento de temperatura abaixo dos 2 graus. Para isso, pode emitir uma quantidade específica de carbono até 2050. Se o desmatamento come esse “orçamento” todo de carbono, outros setores da economia vão ter que fazer um esforço enorme para compensar.”
De acordo com Rajão, “nesses últimos dois meses, o alarme começou a soar de maneira mais forte, porque o nível de desmatamento descolou dos números do ano passado”. “Claramente há risco de se caminhar para um cenário fraco. Há evidências disso, como o desmonte de aspectos essenciais do Ministério do Meio Ambiente, dos instrumentos de controle que podem realmente reduzir ou zerar o desmatamento.”
Ricardo Salles, admitiu, pela primeira vez, que o fundo Amazônia poderá ser extinto.
Valente destacou ainda que desde que Bolsonaro chegou ao poder, o ritmo de desmatamento da Amazônia quase dobrou. “São mais de 400 hectares de florestas destruídos por dia, o que significa 450 toneladas de gás carbônico jogadas na atmosfera. Um desastre total.” (Apenas uma info, um hectare equivale a UM campo de futebol.)
Levantamento referente ao mês de junho verificou aumento de 88% na devastação, em comparação com igual período do ano anterior. Agora, em julho, esse número subiu para 278%.
A estratégia bolsonarista para resolver o problema foi negar a ciência, demitir profissionais e ridicularizar qualquer questionamento sobre o tema. Essa estratégia se repete no comportamento de Bolsonaro em outros temas.
Por sua vez, o humorista José Simão debochou da nomeação de um militar para o Inpe: “Ministro Astronauta Vendedor de Travesseiro nomeou militar para calcular o desmatamento! O desmatamento vai usar camuflado!”
Dados do último Boletim do Desmatamento da Amazônia Legal, divulgados na manhã desta sexta-feira (16) pelo Imazon, instituto de pesquisa nacional independente, confirmam a tendência de crescimento da devastação local. No período que vai de agosto de 2018 a julho de 2019, foram 5.054 quilômetros quadrados desmatados, o que corresponde a um aumento de 15% em relação a igual período do calendário anterior.
Considerando os números somente do mês de julho, foram 1.287 quilômetros quadrados desmatados na região, elevação de 66% comparando-se ao mesmo mês de 2018, quando o desmatamento somou 777 quilômetros quadrados. Em julho de 2019, o estado que contribuiu com o maior índice de desmatamento foi o Pará (36%), seguido do Amazonas (20%).
A novidade deste relatório é a presença do Acre, que não costuma aparecer nos primeiros lugares do ranking, com 15%, mesmo índice de Rondônia. No mesmo boletim do ano passado, o estado foi responsável por 5% do total do período, com um aumento de 257%.
O dia em São Paulo “virou noite” nesta segunda-feira (19). Às 15h, quando o céu escureceu, os paulistanos ficaram em alerta com o tempo fechado. Tudo isso porque, de acordo com análise de diversos meteorologistas, uma frente fria que avançava do Sul para o Norte se encontrava com uma massa de poluição proveniente da Amazônia.
Enquanto o mau tempo se firmava em diversos pontos da região metropolitana, quase 3 mil quilômetros ao norte moradores de Porto de Velho notavam a já habitual densa fumaça que escurece a capital de Rondônia.
Associadas ao desmatamento, as queimadas, apontadas pelo professor da USP, sofrem um aumento de acordo com dados de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Só em Rondônia, o foco de incêndios chega a ser o quinto maior de todo o país, atrás apenas de Mato Grosso.
Governo publica mais de 500 autorizações de desmatamento horas após assinar compromisso pela preservação.
“De fato a gente assiste ao desmonte do Ibama, ao desmonte da capacidade de fiscalização, infelizmente, e o abuso de práticas lesivas não só ao meio ambiente, mas também tendo consequência à saúde pública, muito além de onde essa devastação ocorre”, critica Ribeiro em relação à forma como o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Ricardo Salles vêm conduzindo a política ambiental acrescentando a questão do Fundo Amazônia, que teve suspenso recursos dos principais doares, Alemanha e Noruega, usados para o combate às queimadas, por conta da atual gestão. “Isso só confirma que, na verdade, o desmatamento é praticamente projeto desse governo”.
Em quanto tempo sua cidade seria desmatada se ela estivesse na Amazônia brasileira? A plataforma http://AmazonDeforestation.IO permite que qualquer pessoa compare o tamanho de sua cidade com o ritmo da destruição da floresta.
Abaixo assinado: http://chng.it/BXLdGjgxWB
Ecosia é um mecanismo de busca da Web online, que doa pelo menos 80% de sua receita excedente a organizações sem fins lucrativos que se concentram em reflorestamento e conservacionismo. https://www.ecosia.org/
Até hoje o ministério não soube dizer qual é a sua política para o combate ao desmatamento.










