Bem-vinda de volta, semideus. Há NOVE ANOS, você veio ao Acampamento pela primeira vez e se apresentou como ZEHRA GUVERCIN, foi reclamada por AFRODITE e hoje já tem VINTE E SETE ANOS. Nesse tempo em que ficou fora, desenvolveu melhor seu jeito ENVOLVENTE, mas ainda persiste em ser EGOÍSTA em dias ruins. É ótimo te ver de volta, especialmente estando mais a cara de HANDE ERCEL do que antes.
⋆ ⊰ 𝓜𝐲 𝒍𝒐𝒗𝒆 was as 𝐜𝐫𝐮𝐞𝐥 as the 𝗰𝗶𝘁𝗶𝗲𝘀 I lived in. ❜
BENÇÃO OU MALDIÇÃO: não possui.
ARMA: Possui um leque adornado com penas de pomba branca, e quando aberto, é capaz de criar um escudo com a força de mil diamantes, protegendo Zehra e quem estiver próximo a ela de qualquer golpe.
HABILIDADE: Zehra traz seu amor de volta em três dias; ou talvez um pouco mais. Possui o poder de reatar casais outrora destruídos, e até formar novos. Contudo, as borboletas no estômago, batidas fortes do coração e sexo preenchido de amor e cuidado não vem apenas com os bônus. O amor... Bom, ele é mais do que isso. A parte boa todos querem, mas os ônus são poucos os que conseguem aguentar – temo que precise de força e coragem maiores do que as dos melhores guerreiros de Ares. O amor recuperado por Zehra vem junto com as frustrações, dificuldades de convivência, desentendimentos e desafios da comunicação. Cabe somente ao casal em questão decidir se vai travar a batalha do felizes para sempre, ou abrir mão do amor mais uma vez.
Biography
amor substantivo masculino forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais. atração baseada no desejo sexual.
Contudo, talvez não fosse feita de amor a principal renda de Balian Guvercin, por mais que ele houvesse dito mais de uma vez que era através deste que ele tirava parte do sustento da família. Viagens, carros de luxo, lindas jóias, e apartamentos suntuosos nas maiores capitais européias, e como Balian era conhecido por suas empresas, ninguém jamais suspeitara que ele obtinha renda também de outros lugares.
Nunca fora casado, mas possuía um total de quinze filhas mulheres; pelo menos, as que havia conhecido e tomado a guarda, já que algumas das suas parceiras de uma noite simplesmente jamais apareceram novamente; e por alguma razão, o empresário não tinha qualquer interesse na guarda de seus filhos homens. Já suas meninas, viviam uma vida de alta qualidade, e eram criadas para serem vaidosas, educadas e agradáveis. Porém, assim que atingiam a maturidade, Balian exigia delas algo que a escola e os cursos de etiqueta jamais fizeram: sua beleza e cortesia havia sido preparada não apenas para agradar os demais em eventos sociais, como elas assim pensavam, mas também para servir os homens de outra formas, quando fossem maduras o suficiente para cumprir esse papel. Algumas aceitavam com facilidade, outras relutavam até finalmente se renderem aos caprichos dos homens abastados que frequentavam o bordel de luxo. Mas se houvesse recusa, elas diriam adeus a vida que conheciam, e passariam a ter que se virar sozinhas nas ruas.
Contudo, o destino de Zehra foi felizmente mais benigno do que das suas pobres meias irmãs. Desde criança, Balian sabia que ela era especial. Jamais vira menina de tamanha beleza e personalidade, suave e agradável. E isso se manteve quando ela floresceu, tornando-se uma mulher deslumbrante, que chamava atenção por onde passasse. Desde os olhos castanhos, os lábios rubros, o aroma floral sedutor ou a risada melódica, Zehra era claramente uma mina de ouro, e poderia facilmente ser vendida por muito mais do que qualquer uma de suas irmãs. Contudo, Balian tinha um ciúmes doentio pela menina, e decidiu que ela jamais seria tocada por absolutamente nenhum homem, e que seria acima de tudo sua protegida.
Ao saber que sua meia irmã possuía todas ou mais regalias do que qualquer uma da família e que não precisava sofrer nada do que elas sofriam, a ira tomou conta de pelo menos metade das filhas de Balian. Simplesmente não era justo manter Zehra trancada e jogar todas as outras aos lobos, como se não valessem nada. Tomadas pelos sentimentos mais hostis, porém, também pelo desespero de se ver livres do inferno que viviam, essas irmãs se juntaram em uma noite quando sabiam que Zehra estaria sozinha, e atraíram a moça até um local deserto, onde facilmente imobilizaram-a. Aquela altura, já haviam contatado um velho conhecido do bordel, que já havia demonstrado interesse na compra da morena mais de uma vez, e que havia sido negada por Balian em todas elas. Com o dinheiro que adquiririam daquele negócio, daria para todas elas abandonarem a vida atual e obterem novas oportunidades num lugar bem longe dali.
E assim foi feito. As meninas receberam o pagamento em dinheiro vivo, e Zehra fora colocada dentro do veículo que a levaria para sabe-se Deus onde. Tinha certeza que seu choro duraria por muitos anos, contudo, mal sabia ela que estava por completo enganada, e pelo motivo mais inusitado possível. Não foi a polícia turca, tampouco Balian que parou o veículo, mas sim, uma criatura com cabeça de touro e uma força inimaginável. Quase que ao mesmo tempo, uma criatura metade homem metade bode apareceu, tirou a semideusa do veículo e disse que haveria de sair dali o mais rápido possível; e foi naquele momento que Zehra teve certeza que havia sido intoxicada por entorpecentes.
Demorou algum tempo para ter certeza que não estava sonhando, ou morta. Foi aconselhada e não entrar mais em contato com Balian, tampouco com as irmãs; aos poucos, o Acampamento tornou-se seu dia a dia, e os semideuses, sua convivência. O chalé de Afrodite a acolheu bem, e deu a explicação de Zehra ser tão diferente dos mortais. Aprendeu a utilizar seus poderes, e o amor tornou-se um objeto de fascínio para a filha de Afrodite: afinal, sabia por convivência o quão fácil podia ser vender sexo; carne, uma noitada, um orgasmo, isso era simples, comum. Mas o amor, essa era a verdadeira guerra, e o que fazia qualquer um ficar de joelhos.
É naturalmente introvertida, mas dotada de finesse, leveza e boa educação. Foi rápida em fazer amigos, e raramente consegue ser deixada sozinha, pois o fantasma de que algo vai acontecer com ela se o fizer ainda a assombra. Mesmo em seus momentos de solidão, pode-se encontrar Zehra do lado de Quíron, das amigas ao de algum rapaz que esteja-a cortejando. Por mais que seu fascínio pelo amor seja verdadeiro, a filha de Afrodite jamais o experimentou de fato. O histórico da família com prostituição foi suficiente para minar a confiança de Zehra nos homens; afinal, a maioria que ali se encontravam eram homens de alta classe, maridos e pais. Quem a garantia que seu amado, nas horas vagas, não a estaria traindo com alguma jovem de bordel? Não, ela preferia sua própria companhia, a qual ela pode confiar. Mas não hesita nem um pouco em trazer o amor, em sua mais pura essência, a quem vier a ela suplicando por isso.













