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"está bem ruim sim, matteo." percebia a tentativa alheia de tentar fazer com que eliza não se preocupasse afirmando que estava bem e não sentia muitas dores, mas agora não tinha mais jeito. liz não conseguiria esquecer a situação do amigo. "eu sei que precisa, mas isso também não quer dizer que você deva ficar sentindo dor por dias!" sorriu com o beijo na sua mão, mas estava decidida a ajudá-lo. "vamos pegar babosa agora! e eu vou fazer um remédio para colocarmos no seu olho." aproveitou a mão que antes ele segurava e tomou a dele, antes de começar a puxá-lo pelo corredor. "vamos lá no espaço verde próximo dos bosques que eu já vi cultivo de babosa pelos filhos da deméter. só vou precisar cortar e pegar o gel mesmo... a folha não, nunca! sabemos que é tóxica." tagarelava enquanto andava na direção dos bosques. onde já se viu ignorar o hematoma de matteo assim?! nunca o faria.
Não é como se ele algum dia tivesse conseguido dizer não à Liz, não é como se fosse começar a dizer agora e quando ela insistiu não pôde fazer nada além de seguir ela enquanto a escutava falar sobre as propriedades da planta. Ele não estava muito ansioso pra colocar gel de planta na cara, mas confiava nas habilidades de Liz. — Você já fez esse remédio antes? — Não estava duvidando da capacidade dela, só estava tentando tirar a atenção do próprio machucado fazendo ela falar sobre outra coisa. Além de estar realmente interessado em como ela tinha aprendido a fazer algo assim.
Ainda estava batendo boca quando sentiu o impulso dado por alguém maior que praticamente o jogou para frente e o fez esbarrar em mais alguém. Por um segundo, Sunny realmente pensou na chance de sair tocando a sua gaita de bolso pra organizar aquela confusão toda como quem toca animais, mas ao ver o rosto do rapaz meio amedrontado acabou respirando fundo e deixando pra lá. — Tudo bem, não é como se tivesse quebrado a minha perna. Não foi nada. — garantiu. — Mas e você? Machucou? Parece que voltaram mais irracionais do que o normal, nunca vi isso antes.
Ao ver que não ia levar uma surra, Matteo relaxou um pouco e apenas suspirou com a pergunta do outro. Levou a mão pra nuca, pra coçar onde o cabelo crescia ali. — Não machuquei não, de verdade. Sou mais resistente do que parece. — Reassegurou ele, mesmo que tivesse doido um pouco sabia que estava todo inteiro. — Acho que ta todo mundo com medo e ai fica assim, não vai adiantar nada, mas não é como se tivessem fazendo de propósito. — É a única conclusão que tinha chegado, mas ainda assim era uma conclusão meio triste saber que a falta de esperança dos outros fazia eles agirem de forma tão violenta.
⊹ ˖˚₊ ✎ Não sabia como havia chegado ali, apenas deixara seus pés o levarem até o destino. Seus olhos percorreram a floresta quando uma movimentação chamou sua atenção, revelando a figura de Matteo. Ao vê-lo de frente e observar o estado de seu olho, a preocupação se apossou de Hyunjae. — Claro que estou preocupado. Quem fez isso? — Seu afeto por Matteo era evidente, misturado a um forte instinto protetor. Aproximou-se do amigo com cuidado, examinando-o meticulosamente, movendo-o com delicadeza para garantir que não houvesse mais machucados.
Sorriu ainda mais pra figura de Hyunjae, fazendo um biquinho pra ele quando ele começou a examinar seu olho. — Ta doendo muito, você vai dar beijinho na minha bochecha pra sarar? — Perguntou, o biquinho sendo substituido por um sorriso da brincadeira com o amigo enquanto ele segurava seu rosto com aquelas mãos carinhosas. — Agora sério, Hyu, não liga pra isso. E nem lembro quem me socou. — Ele lembrava, mas não é como se fosse contar pra alguém. Sabia que se algum dos seus amigos mais esquentados ficassem sabendo podia causar uma confusão, algo que preferia evitar ao máximo. Era um dos motivos pra ter fugido até ali.
August viu o seu colega correr dali e só por isso o seguiu, já tinha saído do ambiente quando as acusações começaram e ele não tava muito afim de se meter naquele meio, foi fácil, nunca se misturava mesmo, então sequer foi notado. Caminhou até onde imaginou que teria visto dele, ficando incerto se devia se aproximar ou não, mas acabou fazendo, e acenou de leve com a mão, na verdade, ele nem sabia se devia fazer isso ou se não estava sendo apenas esquisito. "Não vai, você sabe disso" Enfiou as mãos nos bolsos do casaco enquanto se aproximava um pouco mais e quando esteve frente a frente com ele, olhou bem para o olho machucado e suspirou. "Dizem que carne crua ajuda, podemos ir até a cozinha tentar encontrar alguma coisa por lá... o que... provavelmente deve tá tudo podre" Chegou a conclusão da mesma forma que sugeriu, suspirando em descontentamento.
Sorriu como pôde, negando com a cabeça pra descartar a ideia dele. — Sério, tem toda aquela coisa de semideus de cura acelerada, amanhã isso vai ta bem melhor. — A última coisa com a qual ele se preocupava era isso, na verdade nem ligava de ter sido socado se não fosse por conta da dor. Gostava de ser positivo e acreditar que realmente as coisas iriam melhorar porque se piorassem nem tinha ideia do que poderia acontecer. Já estavam no fundo do poço. — Desculpa preocupar você, isso acontece com mais frequência do que parece.

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closed starter for @pyrheir (chalé 9)
Após a reunião que tinha sido uma verdadeira catástrofe na visão de Caleb, a única coisa que o semideus pensava em fazer era ir até seu chalé em busca de refúgio e uma boa noite de sono. O filho de Hefesto já não tinha mais energia para debater com outros semideuses que insistiam nos ataques e acusações, ele já tinha tentado provar de todas as formas que brigar e arranjar um culpado para os problemas não iria resolver nada e que tudo aquilo não passava de uma grande perda de tempo. Ao chegar no chalé, o semideus abriu um pequeno sorriso ao encontrar seu meio-irmão, Matteo, por lá. Definitivamente, uma das piores coisas de ter ficado afastado do Acampamento tinha sido a distância entre seus meio-irmãos. “Em uma escala de 0 a 10, o quão ruim está sendo sua noite? A minha está lá pra 100. E do jeito que as coisas estão não duvido que alguns campistas vão iniciar uma petição por nossas cabeças”.
Estava concentrado em seu livro e mal tinha ouvido a chegada de Caleb. Se tinha um único ponto positivo naquele fiasco de ficar sem poder mexer em computadores ou qualquer coisa do tipo, era que ele tinha voltado a ler no tempo livre com uma avidez que antes só tinha experimentado quando tinha 10 pra 11 anos e devorava um livro por dia. Levantou o rosto deixando o livro de lado pra sorrir pro irmão quando ele falou no entanto, o olho roxo bem aparente a esse ponto. — Hmm, uns sólidos 12, mas amanhã deve ser melhor eu acho. — Sorriu pra ele, dando de ombros pra situação toda. — Isso se eles não colocarem fogo nos castigados de Caronte antes, to com pena deles. — Tentava pensar que não importa quão ruim estivesse sua situação, sempre tinha alguém pior.
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Edward abriu um sorriso ao avistar Matteo no meio de tanta gente no anfiteatro. Sim, o caos estava se instalando nos arredores, mas ainda estava feliz ao ver o antigo amigo, são e salvo. Com tantas notícias de mortes de heróis, era difícil não se preocupar. "Ah, então ainda está inteiro? Me pergunto como sobreviveu tanto tempo sem minha ajuda." Edward falou em um tom de brincadeira, lembrando que nos velhos tempos Matteo geralmente estava esbarrando em situações perigosas, e Edward muitas vezes usava sua habilidade de cura para ajudá-lo. E fazia de bom grado, já que Matteo também o ajudava quando Edward precisava de armas extras para missões. Apesar de nunca ter sido tão próximo do filho de Hefesto, Edward se aproximou agora e lhe deu um abraço, dando alguns tapinhas amigáveis nas costas. "É bom te ver." Disse, quando já tinha se afastado. "Vamos sair daqui. Me conte o que tem feito ultimamente! Ainda consegue arrumar algumas armas de longa distância pro seu velho amigo?"
Quando se virou ao ouvir a voz mal conseguia acreditar no que os olhos estavam vendo, o sorriso tomando seu rosto. — Você não acreditaria na quantidade de pessoas que me fizeram essa mesma pergunta. Eu pareço tão inútil assim? Não responda. — Brincou, mas o abraçou de volta feliz de ver Edward ali depois de tanto tempo. — Ultimamente vivo nas forjas e se tem algo que eu consigo fazer é cuidar das suas armas. Me diz o que ta precisando? — Falou, já andando junto com Edward pra se afastar da multidão. Não tinha visto quando o mais velho chegou no acampamento, mas com certeza era por causa do tanto que tava trabalhando ultimamente.
“ Eu não repararia se você não tivesse falado ” abriu um sorriso mínimo para o outro que mostrava que ele estava mentindo, mas por mais intrusivo que seu poder costumasse ser, ele não era do tipo que especulava sobre a vida alheia sem necessidade. Além disso, imaginava que aquele olho roxo tivesse a ver com a confusão generalizada no acampamento. Estava mais interessado em saber qual era o problema real com as bugigangas dos Programadores de Hefesto. “ Não que eu concorde com tudo o que estão dizendo, mas faz ideia do por que as tralhas de vocês começaram a falhar de uma hora pra outra? ”
Fez uma pequena careta pra pergunta, abaixando a cabeça pra suspirar com aquela pergunta de novo. Quantas vezes tinha respondido aquilo nos últimos meses? E ainda assim sempre surgia alguém pra perguntar. — Eu não sei. — Respondeu tentando esconder a frustração e levantou a cabeça com um sorriso forçado pra não mostrar o quão cansado de tudo aquilo ele estava. — Eu honestamente não faço ideia, eu to investigando isso dia e noite tem meses, tentando achar uma solução, colocando minha própria cabeça em risco fazendo testes e tendo de lidar com os monstros depois. E não achei nada. — Tinha uma coleção de cicatrizes novas pelo corpo que verificavam o que ele tinha acabado de falar.
"Espero mesmo...", murmurou tentando passar seriedade, mas com a grande vontade de sorrir, isso parecia impossível. "Que merda, hein?", ela bufou, verdadeiramente triste por saber que Matteo não conseguiu terminar seu curso. "Mas com sorte a gente consegue resolver isso tudo logo e você volta pro seu curso, me convidando pra formatura, é claro!", piscou um dos olhos e abaixou as mãos, o fitando como uma irmã mais velha orgulhosa de seu dongsaeng. "Daqui há uns anos você será o Dr. Matteo García Hernández, especialista em...", pausou. "Em o que mesmo?", nunca entendeu muito bem as coisas que Matteo fazia, mas sabia que ele era cheio de talentos, no entanto, por causa de sua ausência, sequer sabia no que ele queria se especializar! Droga. Uma das coisas que Solari se arrependia era de ter perdido o contato com praticamente todo mundo. Quando deixou o Acampamento, ela fez várias promessas que não conseguiu cumprir, mas uma das que mais doía era o sumiço da vida de Matteo. Estava prestes a se desculpar, por mais difícil que fosse fazer tal coisa, quando uma semideusa voltou a culpar Matteo, como filho de Hefesto, por não ter criado uma tecnologia melhor para os semideuses e Solari, como filha de Hermes, por causar problemas ao invés de controlá-los. Eles não precisavam ouvir aquelas merdas. A ignorando, Sol apontou com o polegar para trás de si. "O que acha da gente sair desse caos?", virou-se para a semideusa e gritou: "Não aguento mais tantos gritos desses imbecis filhos da puta!", praticamente rosnou, irritada com o ambiente.
Sorriu pra a mais velha, era tão fácil relaxar e brincar quando ela estava ali com ele. — Óbvio que vou te chamar pra formatura, é pra família então você vai. — Caiu na risada levemente com a pergunta dela, nem sequer notou o estresse que ela estava passando tão concentrado que estava no próprio senso de humor meio estranho que achava a forma como ela tinha falado aqui tão engraçado. — Eu to fazendo dupla graduação, em engenharia robótica e ciência da computação. — Explicou e estava tão entretido na conversa ali que nem notou a outra semideusa se aproximando pra gritar com ele. Apenas suspirou e nem se virou pra dar atenção ao que ela estava falando, mantendo sua atenção em Solari, como se estivessem numa bolha própria. Quando a mais velha o chamou para sair dali, ele apenas aquiesceu com um sorriso, dando as costas para a semideusa que tinha gritado e puxando uma Solari irritada. — Não liga, a maior parte dessa galera ta passando por seus próprios rolês. E você? O que tem feito esses anos fora daqui? — Perguntou, puxando o braço da mais velha pra entrelaçar com o seu enquanto andavam se afastando da multidão.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀…zander tentou não rir quando ouviu o comentário do mais novo. a confusão era tão grande, estavam todos tão acalorados que obviamente alguém sairia daquela reunião com alguns machucados e o mais velho cuidava para que não fosse ele mesmo a distribuir alguns, nunca tivera muita paciência para ladainhas, mas conseguiu se aguentar bem. no entanto, quando viu matteo no meio e um alvoroço e depois fugindo dele, decidiu seguir o rapaz, assegurar que estava bem. no meio do caminho conseguiu um pouco de gelo, não lhe perguntem como, mas conseguiu e estendeu o saquinho para o menor. ‛⠀⠀⠀se cuidarmos disso agora, talvez tenha chances de enxergar com ele amanhã e me apontar quem fez isso. ⠀⠀⠀’⠀⠀não poderia ser esperado nada diferente do filho do deus dos raios, era vingativo sim e cabeça quente, caçaria todos e cada um depois que a poeira baixasse. ‛⠀⠀⠀não dê ouvido a eles, não sabem o que dizem.⠀⠀⠀’⠀⠀
Olhou pro saco de gelo como se fosse o pior monstro, ali pra lhe matar pessoalmente, e olhou de volta pra Zander forçando um sorriso e negando com a cabeça. — De verdade, não precisa. Eu não gosto muito de gelo. — Fez uma careta só de imagina a coisa fria encostando na sua pele, um calafrio de puro desconforto lhe tomando com a mera ideia. — Eles estão irritados e com medo, falam o que faz sentido na cabeça deles. Se o problema fosse tão simples assim ia ser tão bom... — Riu meio seco e meio triste com a história. Ser acusado de tudo aquilo era engraçado principalmente porque a falha de tecnologia tinha lhe prejudicado principalmente. Deu de ombros descartando a ideia. — Eu não ligo muito pra isso, as pessoas falam o que elas acreditam, eu sei o que é a verdade sobre mim. To mais do que acostumado com essas coisas. — Dessa vez o pequeno sorriso era um pouco mais sincero, tentando reconfortar Zander de que ele estava bem. — Como que você dá um jeito de sempre me encontrar nesse momentos ein? Colocou um rastreador em mim? — Brincou, fingindo procurar um chip em sua roupa ou algo assim e rindo de verdade dessa vez.

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Lucas assentiu, sua atenção estava em Matteo mas sua audição estava distinta por grande parte da floresta, agora não havia nenhum monstro, e os animais pareciam não perceber a presença deles então estava tudo bem, mas seria mais seguro para os dois que voltassem para a área com mais pessoas. "Tudo bem, essa confusão está tirando todo mundo do sério." Se moveu para tentar ajudar o outro a se levantar antes de dar uns tapas em suas pernas, tentando se alongar. Havia ficado muito tempo parado e podia sentir suas pernas reclamando. "Está tudo tranquilo, pode confiar em mim!" ele disse, um sorriso de confiança brilhando em seu rosto e estendeu seu polegar para ele. "Essa grande confusão talvez traga algum tipo de conflito, mas acho que até agora está tudo bem..." Disse ele, andando esperando que o mesmo o acompanhasse. "E como está? Está situação está indo nos nervos de todos."
Confiava no rapaz e assentiu com a cabeça, relaxando um pouco da sua posição defensiva e tentando lembrar qual caminho tinha pego pra chegar ali. Felizmente não tinha entrado muito na floresta, ainda estava bem próximo da saída. Acompanhou o rapaz andando do lado dele. — Eu acho que consigo lidar com muita coisa, mas não poder usar meu celular é a pior parte. — Foi sincero suspirando, a mão indo pra o lugar onde ele normalmente ficaria a qualquer momento no seu bolso da frente. — Sinto falta da minha mãe, as vezes eu faço ligação de íris com ela, mas é mais raro. Eu costumava ligar pra ela todo dia quando eu podia usar celular, eu odeio isso. — Pela primeira vez foi 100% sincero com aquilo tudo, sem brincadeirinhas ou tentar aliviar o assunto. A saudade da sua mãe naquele momento batendo mais forte que tudo e doendo certeira no coração.
ㅤ ㅤNão precisou buscar os bolsos por muito tempo até achar o item mencionado, bem empacotado numa sacolinha minúscula para prevenir que amassasse enquanto em movimento. ━━ Aqui. ━━ Sorriu, se abaixando ao lado de Matteo e entregando o brownie em sua mão. ━━ Esse bonitinho aqui tem propriedades curativas. Aprendi a cozinhar com a minha mãe e herdei os poderes do meu pai. É só misturar um com o outro e... Boom! ━━ Riu mais alto com a própria piada e encolheu os ombros. ━━ É bom que poupa pelo menos a dor e os dias com gelo na cara, não? ━━ Apesar de estar relativamente menos tenso graças ao clima mais descontraído instaurado entre os dois, a pergunta fez um pouco do sorriso do australiano sumir. Ele próprio sempre foi meio difícil de disfarçar seus sentimentos, então ficou óbvio que toda a situação do Anfiteatro era o próprio elefante na sala. Coçou a nuca antes de responder, meio pensando sobre o acontecido recente. ━━ Sheesh... Me pegou... ━━ Uma risada nasalada escapou. ━━ Tava insuportável ficar lá. Não sei lidar com situações assim. ━━ Estava sedo sincero, de verdade. Pelo menos mais relaxado e confortável agora. ━━ Te pegaram feio no fogo cruzado, né? ━━ Lukas franziu o cenho, novamente mostrando interesse no machucado do rapaz.
Ouviu atentamente e olha ai, não é que existiam semideuses que tinham poder de culinária? Ou quase pelo menos. Pegou o brownie mordiscando a pontinha com medo de que mesmo sendo bom pra sua saúde, a capacidade de cozinhar de Lukas estivesse sendo exagerada por ele. Dessa vez o destino sorriu pra ele, no entanto, e o brownie era delicioso, logo ele comeu um pedaço maior. — A dor eu até aguento, mas odeio o frio. Não ia nunca ficar com o gelo na cara, ia só esperar abaixar. — Deu de ombros enquanto continuava comendo e observando ele, concordando com a cabeça quando ele falou sobre o desconforto da situação. — É, mas eu não ligo. Essas coisas acontecem. — Descartou a ideia rapidamente, se ele fosse levar pro coração coisas assim não tinha conseguido viver até ali de ressentimento dos outros. — Todo mundo ta com medo e estressado, essas coisas acontecem. E com o seu brownie superpoderoso amanhã nem vou lembrar que isso aconteceu. — Piscou com o olho bom, dando outra mordida com vontade no brownie.
☠️ —— Focar em Matteo, focar em Matteo. Repetia o pensamento como um mantra em sua cabeça. Precisava focar em Matteo. E era isso que iria fazer, então deixou sua cabeça cair para ao lado, brevemente, apenas o suficiente para recostá-la no ombro do amigo e suspirar. Mas não conseguiu deixar de rir, fraquinho e singelo, quando ouviu o sorriso tomar conta da voz do filho de Hefesto. "Verdade!", ela exclamou repentinamente, como se, de repente, tudo isso fizesse sentido. Realmente, enquanto lutava por sua vida, após relacionar o uso de internet a um potencializador de monstros, havia lembrado de Matteo e como ele deveria sofrendo numa situação como aquela. "Como sobreviver sem o Vava nosso de cada dia, huh?", questionou num bom humor nada característica ao que sentia, mas ao mesmo tempo não fazia piada. Sua pergunta era séria. Também havia sofrido com a parada do uso de tecnologia. "Vai ficar tudo bem, Mattie", garantiu e deu uma batidinha na perna alheia, sorriso breve, embora não o fitasse de fato. A marca de sua unha palma de sua mão continuava ali. "Eu... Huh? Não sei. Acho que nem me toquei que fiquei tanto tempo assim sem internet... E são tantos sentimentos ruins ao redor", segredou, encolhendo os ombros, antes de erguer o olhar, ainda apoiada em seu ombro, para observá-lo. "Que a abstinência passou batido. Mas fica tranquilo, logo logo resolveremos esse bagunça e, prometo, você vai jogar o seu Vava."
Era tão estranho o jeito que Vex parecia pequena ao lado dele naquele momento, realmente devia ser difícil o que quer que ela tivesse passando, mas via que ela estava se esforçando pra deixar isso pra lá então não trouxe o assunto de volta. — Se você ta dizendo, eu acredito 100% que logo logo vou ta na minha vida normal de ser humilhado pelo outros por ser péssimo no meu jogo favorito. — Brincou de novo e dessa vez passou o braço ao redor do ombro dela pra a abraçar rapidamente de uma forma a lhe confortar. Foi rápido porque percebeu o que tinha feito e bateu um pequeno receio de deixar ela desconfortável, então tentou soltar da forma mais despreocupada possível. — Eu sou tão absurdamente ruim, nunca sai do elo mais baixo no competitivo. Acho que sou tão ruim que até na vida real eu devo ser melhor de luta do que no jogo.
♬ @pyrheir asked: closed starter!
› Campos de Morango.
ʿ♬ ⋆ O caderninho de composições encontrava-se aberto em seu colo, a caneta cor de rosa em mãos e a verde estava caída na grama entre seu corpo e o de Matteo. Por conhecê-lo antes do acampamento, Lars sentia-se mais confortável em compor ao lado do rapaz. “ ━━━ The only heaven ill be sent to is when im alone with you.” murmurou antes de soltar uma risada sem graça. “ ━━━ Apenas Hozier consegue fazer isso soar bom, não brega. Eu estou tentando pensar em uma linha que seja como esse tipo. Romântico ao ponto de parecer brega… Mas também sincero.” contou, virando a face para encará-lo. Sentado com as costas contra uma das árvores ali perto do campo, com toda a imensidão da plantação de morangos à frente de seus olhos, Lars preferia focar no semideus de Hefesto em busca de uma inspiração. “ ━━━ Você é inteligente, Matt. Diga-me algo.”
Matteo tinha certeza que quem voasse por ali poderia lhe confundir com uma estrela do mar com o jeito que estava deitado na terra, mas não tinha muito o que fazer. Tinha sido expulsado das forjas até o dia seguinte por um dos irmãos, algo sobre ele ficar doente de tanto trabalhar, não lembrava da conversa inteira. Teoricamente, lembrava da parte do sermão que tinham lhe mandado dormir, mas era dificil depois de ter tomado dois energéticos e é assim que tinha acabado como uma estrela do mar do lado de um Lars em processo de composição. — Lars, eu estou vazio, eu necessito, eu almejo, eu sonho... — Se sentou para olhar pra ele enquanto falava aquilo, extremamente sofrido. — Eu anseio pelo meu celular.
"ahn? como você não quer que repare nisso, matteo? está tão grande e profundo que é como se você estivesse usando maquiagem realista de halloween fora de época!" seguiu o amigo de grupo pela multidão quando o reconheceu de longe, porque não queria mais ficar naquela bagunça, mas até aquele momento não tinha reparado que ele fora atingido por um soco de alguém, aparentemente, muito forte. aproximou-se dele e ergueu o dedo para poder tocar com delicadeza o local atingido. "deve estar doendo muito, não é?" eliza torceu o lábio, sinal de que estava preocupada. todas as vezes que se encontrava naquele estado, tinha a mesma reação: torcia o lábio e mordia levemente o canto. "nós precisamos fazer alguma coisa para te ajudar. uma vez eu li que misturas de babosa fazem milagres em hematomas! vamos fazer uma para você agora."
Suspirou pro exagero dela, tinha certeza que não estava tão ruim assim. Não tinha como ta tão ruim assim, né? Sua mão foi pro bolso onde guardava o celular só pra ser lembrado de que ele não estava ali, logo não tinha nada pra ver seu reflexo. — Tenho certeza que não tá tão ruim assim. Nem sequer dói... muito. — Falou a última palavra baixinho, pra ter um mínimo de verdade naquela história. Pegou a mão dela no meio das suas com medo de que ela tocasse novamente e ele demonstrasse a dor que tinha sentido, sorrindo pra ela. — Tô ótimo, precisa de muito mais que isso pra me derrubar. — Levou a mão dela pros lábios pra dar um beijinho rápido antes de soltar.

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⭑@pyrheir asked: closed starter!
› Anfiteatro, após o caos.
ʿ ༘⋆ Ainda que não gostasse do caos, naquela noite não era tão apreciado assim. Yasemin estava nervosa com toda a gritaria, ver pessoas agitadas fora do controle, Quíron sem conseguir controlar os semideuses, dedos sendo apontados na sua direção e de seus irmãos… parecia um pesadelo. Escapou dali o mais rápido possível, suspirando em alívio quando viu os cabelos encaracolados de Matteo. “ ━━━ Que confusão! As pessoas não sabem parar de reclamar! E ainda estão ignorando os verdadeiros culpados, não é?” soltou a pergunta retórica para o outro, enganchado seu braço no dele. “ ━━━ Não sabem que o show tem que continuar? Não é como se essa gritaria fosse resolver algo.”
Foi pego um pouco de surpresa por Yas, mas o sorriso logo chegou no seu rosto e a mão repousou na da amiga em seu braço. — Não vai resolver nada. — Concordou com ela, olhando um pouco ao redor pro caos que tinha sido formado no que deveria ser uma reunião pra achar uma solução. — Acho que todo mundo ta com medo e pra fugir disso preferem esconder com outro sentimento, por isso essa raiva toda. Medo a gente não tem nada o que fazer, raiva move a gente pra fazer algo pra aplacar. — Era a única conclusão que tinha chegado depois de ver tudo aquilo e a verdade é que tinha sido uma conclusão bem rápida porque conseguia entender bem o que estavam sentindo: ele também estava apavorado.
STARTER ABERTO! Onde: campo de arquearia (ou qualquer lugar com alvos para tiro ao alvo)
Depois de tudo o que havia acontecido na reunião, tudo o que Diana queria era ficar sozinha para colocar a cabeça no lugar. Não gostou nem um pouco de ver seus irmãos e ex-companheiras de caçada serem acusados da maneira como foram, então ela não estava no melhor dos humores. E sempre que estava em uma situação como esta, ela recorria ao arco e flecha, que nunca falhava em lhe acalmar. Estava concentrada no alvo a sua frente, se preparando para atirar mais uma flecha quando percebeu a aproximação de alguém. Puxou a corda de seu arco e soltou a flecha, que atingiu bem no centro do alvo, antes de falar, sem se virar para ver quem estava ali com ela agora. “Olha, se veio me acusar de alguma coisa ou arrumar mais confusão, sugiro que de meia volta e vá embora. Não sei se deu pra notar, mas não estou com saco pra lidar com isso agora.”
se quiser um starter fechado, me diga um local nos comentários que eu escrevo algo para nós!
Levantou uma das mãos no ar num sinal de que se rendia, mesmo que estivesse com um sorrisinho no rosto. — A única coisa que eu vim te acusar é ter esquecido de mim e de não ter jantado. Mas pra segunda coisa eu tenho uma solução. — A outra mão que estava nas costas finalmente apareceu para mostrar que estava segurando uma caixa de pizza. Não esperou por ela antes de sentar no chão colocando a caixa no colo e abrir, usando as mãos para empurrar o ar em cima da caixa numa tentativa de a seduzir com o cheiro da comida. — Eu usei meu suado dinheirinho para conseguir essa belezinha com os filhos de Hermes. Veio diretamente da cidade, nada de mágica.