‘Cause I hate the fucking weather, but I like being with you;
Desde o começo não queria ter aceitado o convite para castelobruxo. Durante dias pensou em alguma desculpa que lhe distanciasse da probabilidade de viajar para a America do Sul, porém antes que pudesse coloca-la em pratica se viu a caminho do lugar paradisíaco. As coisas só pioraram quando pisou em solo brasileiro. O clima era o pior de todos e algo que nunca esteve acostumado. Onde vivia era mais frio que na própria Londres, quem lhe garantia que conseguiria viver tanto tempo naquele lugar? Sem contar os bichos, alunos folgados, barulho e a maldita falta de privacidade. Por um sorteio tinha caído no mesmo dormitório que Jude, já que os professores foram divididos por duplas. Implorou até o ultimo segundo para ter um quarto próprio porém teve de aceitar as circunstâncias.
Aquele quarto era quente e a cama desconfortável, mas naquela noite quando entrou pela porta tudo parecia melhor. Sentia-se totalmente relaxado daquele dormitório, provavelmente graças a Jude. —– Fazendo algo que presta, Smiley? Admirável. —– Seu comentário foi em um tom de brincadeira nas medidas de Dexter. Sem muito riso ou animação mas ainda dava para notar que não falava sério. A verdade era que agradecia o mais novo.
É claro, bastou que o homem entrasse para que sua concentração no dito livre diminuísse consideravelmente, especialmente porque não era todo dia que Dexter ficava de bom humor. Os olhos azuis ergueram-se devagarzinho por detrás das lentes do óculos redondo de aro fino, olhando-o com atenção e com um sorriso divertido em sua boca, quase arteiro por ser pelo mais velho elogiado e por aquela brincadeira mais do que bem vinda. “Eu sempre faço algo que preste, mas fico feliz que gostou dos meus serviços. Achei que já tava na hora da gente parar de passar calor.” Ele disse, passando para a próxima folha do livro que já nem lia mais, mas o fingimento prosseguiu para que forjasse algum orgulho próprio.
O problema é que bastou o sorriso pequenino de Dexter para que Jude se derretesse inteiro e pronto, lá estava ele, entregue as graças do docente do poções uma vez mais e isso só lhe dava ideias que seriam, no mínimo, imprestáveis na opinião do outro. Mas se Dexter abrira sua guarda ele iria abusar um pouquinho sim, enquanto podia. “Eu também livrei a gente dos pernilongos.” Ele observou.


















