Peacemaker - Temporada 2 (2025)
O Peacemaker dividiu-se em dois… literalmente, nesta nova temporada que o reintroduz como parte integrante da nova DCU de James Gunn. Tive oportunidade de ver antecipadamente os cinco primeiros episódios — sobre os quais já escrevi para o site Café Mais Geek — mas agora chegou a altura de encerrar a temporada completa.
Novos universos, personagens duplicadas, uma temporada dividida em dois arcos bem definidos… há muito para descobrir nesta nova fase de Peacemaker, marcada pela busca de Smith pela sua própria redenção. A ligação à nova DCU está feita, e o resumo inicial da primeira temporada ajuda bastante a contextualizar. Várias personagens introduzidas recentemente em outros projetos regressam, e a série mergulha de cabeça na temática dos universos paralelos. A estrutura mantém-se fiel ao original: série adulta, visualmente forte, com linguagem afiada e o humor peculiar que já é marca registada.
Esta segunda temporada é claramente o início de algo maior. No entanto, o final não me deixou totalmente satisfeito. Os primeiros cinco episódios funcionam como uma reintrodução sólida, mas os últimos três, embora continuem a expandir os universos paralelos, acabam por abrir um buraco gigantesco para o futuro da série e da própria DCU. E não, não é o tipo de buraco do filme do Superman — aqui o problema é que tudo termina demasiado em aberto. Fiquei com aquela sensação de “tenho a certeza que ainda falta um episódio”… mas não, acabou mesmo.
Ainda assim, esse último episódio deixou-me em pulgas para saber quando chega a próxima temporada — ou o próximo capítulo que vai aproveitar aqueles minutos finais explosivos.
Continua a ser uma excelente série: alto valor de produção, elenco de luxo, história de banda desenhada completamente tresloucada, adulta, com momentos inesperados e chocantes. Faz o caminho certo na reintrodução da personagem, agora num universo totalmente novo. Recomendo vivamente.













