Carta Branca.
Levanto uma bandeira branca.
Não por derrota, mas porque já não quero mais guerra.
Deixo aqui a minha carta de paz, para tudo o que me feriu, para o que me confundiu, e para aqueles, que sem saber ou sabendo demais acabaram com a minha paz.
Eu solto as armas, solto as perguntas sem respostas, as comparações silenciosas, o peso de tentar ser suficiente. Solto a necessidade de entender cada gesto e cada sombra deixada.
Não escrevo para acusar. Escrevo para encerrar, Porque carregar ressentimento cansa, e eu já estou cansada de ser colo.
Se houve dor, eu reconheço.
Se houve erro, eu deixo ir.
Não quero mais lutar com fantasmas que não me pertencem.
Essa bandeira é um pedido de paz.
Hoje eu escolho a calma, escolho parar de sangrar em silêncio. Leveza para resistir e existir.
Escolho cuidar do que ficou em mim depois da tempestade.
Reconstruir sem pressa, sem ruído, sem a obrigação de ser forte o tempo todo.
Aprendo que paz também é limite, que silêncio pode ser abrigo.
Que essa carta seja o fim de um ciclo onde doeu, e o começo de um espaço onde eu possa respirar inteira.
Sem medo, sem disputa, sem culpa.














