Ei, você viu quem voltou para mais um ano? Por um momento pensei ter visto 𝐎𝐃𝐄𝐒𝐒𝐀 𝐀'𝐙𝐈𝐎𝐍 mas é melhor, é 𝐉𝐎𝐋𝐄𝐍𝐄 𝐄𝐋𝐃𝐄𝐑𝐖𝐎𝐎𝐃 Soube que ele está cursando 𝐀𝐑𝐓𝐄𝐒 𝐏𝐋𝐀́𝐒𝐓𝐈𝐂𝐀𝐒 aos 𝐕𝐈𝐍𝐓𝐄 𝐄 𝐓𝐑𝐄̂𝐒 e é uma 𝐋𝐄𝐆𝐀𝐃𝐎 da Saint Benedict Hall. Todas às vezes que encontrei com ela eu podia jurar que ela estava ouvindo 𝐌𝐄𝐒𝐒𝐘, 𝐋𝐎𝐋𝐀 𝐘𝐎𝐔𝐍𝐆. Isso até combina muito com o quanto ela me lembra de 𝟐 𝐎𝐅 𝐏𝐄𝐍𝐓𝐀𝐂𝐋𝐄𝐒.. Eu só acho que algo está diferente esse ano, melhor ficar de olho nela!
nome: jolene elderwood
apelido: jo, jojo
muse: 2 of pentacles
atividades extracurriculares: oficina de escrita criativa e atelier de pintura e desenho
esporte: patinação artística
vícios: cigarro, roer as unhas.
sexualidade: bissexual
background:
Jolene é o tipo de pessoa oito ou oitenta. Quando não está cheia de energia, tentando conciliar todas as tarefas que assumiu sem saber se daria conta e mantendo as amizades que construiu em seus picos repentinos de euforia, está recolhida na cama, sem forças para se levantar, exausta física e mentalmente.
É alguém que se entrega inteiramente a tudo o que faz — e isso pode ser visto tanto na sua arte quanto nas relações mais íntimas. Mas, na mesma velocidade com que mergulha, Jolene também se recolhe, carregando a insegurança de não conseguir sustentar o próprio impulso. Nunca soube dosar a energia que coloca nas coisas, e talvez o motivo seja pela forma como foi criada.
Sua mãe, uma artista plástica renomada, exigia da filha o mesmo nível de excelência em relação ao dela, inclusive em termos acadêmicos. Dentro de casa, o ato de falhar raramente era permitido, e, por isso, Jolene segue buscando a aprovação materna, transferindo inconscientemente essa necessidade para suas relações mais próximas.
Como qualquer artista, Jolene só quer ser vista e validada. No entanto, expressa esse desejo de forma tão sutil que poucos percebem; muitos a veem como alguém segura de si, que não se importa com a opinião alheia. Poucos notam o sofrimento que carrega no âmago — nem a culpa por atitudes passadas e até por coisas que não foram culpa sua.
Jolene tem um lado profundamente sensível. Sente tudo à flor da pele e, quando a dor aperta, raramente sabe como lidar. Em momentos mais delicados, recorre ao álcool e a drogas leves na tentativa de se anestesiar.
A morte de Owen foi devastadora. Os dois eram amigos próximos, e Jolene o adorava — embora brigassem com frequência e passassem longos períodos sem se falar, retomando o contato depois de um tempo como se nada tivesse acontecido. A dificuldade em lidar com essa perda tem a levado a beber com cada vez mais frequência.
No passado, Jolene teve um namorado que enfrentava problemas com drogas. Depois de uma noite de excessos, ele sofreu uma overdose e morreu. Jolene se culpa até hoje, acreditando que a tragédia aconteceu por causa da briga feia que tiveram pouco antes.
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Deixá-los sem supervisão em uma festa sem pais não era algo que deveria ser feito, pelo visto. Apesar de estar acostumado com a presença de jolene em festas, tinha também o fato de que precisavam manter a postura por sempre ser uma comemoração onde os parentes estavam por perto. Dessa vez não havia isso e o resultado, pelo visto, seriam belas tatuagens combinando. "Estamos sóbrios o suficiente pra essa decisão." Rich afirmou para dar razão à amiga, mas a frase parecia perder a razão quando o que conseguia fazer era acompanhá-la no riso. "Ah, sim! Eu amo gatos!" Exclamou com o sorriso largo pela ideia maravilhosa que a outra tivera. "Um dia ainda vou levar um dos gatos do jardim pro meu dormitório." confessou, só então se dando conta que havia exposto o plano que lhe renderia uma advertência ou até suspensão da reitoria. "Mas você não pode contar pra ninguém." acrescentou rapidamente, os olhos arregalados na direção alheia. "Eu deixo você alisar ele se guardar segredo." prometeu, por mais que nem tivesse pego o gato ainda. "Mas ah, sim, vamos fazer a tatuagem. Você está cheia de boas ideias hoje." a tatuagem bem poderia ser de verdade, Friedrich sempre quis uma mas tinha medo da reação dos pais; essa podia ser um teste, se gostasse, faria uma de verdade. "Vamos lá enquanto a fila está curta."
quando jojo o escutou falar sobre levar um dos gatos do jardim pro dormitório, a garota virou com tudo na direção dele e acabou esbarrando em uma pessoa, derrubando parte do drink na roupa dela. “oh meu deus, a gente pode fazer isso?” perguntou, surpresa, virando-se rapidamente para a vítima e fazendo um pedido de desculpas meio atropelado, pois estava focada demais no que o amigo dizia para se importar realmente com o estrago. “eu amo aqueles gatinhos! quero um também!” disse com animação, rindo da ideia dele. só percebeu que aquilo era, de fato, proibido quando ele arregalou os olhos e pediu que ela não contasse a ninguém. “não vou contar! eu sou ótima com segredos!” se gabou, lembrando de todos os segredos que guardara dos amigos desde a época do colégio. “posso ajudar a escolher o nome?” perguntou, empolgada, embora não conseguisse recordar nenhum dos nomes de gato que tinha visto no Pinterest. “isso, vamos!” falou, ainda um pouco perdida, tomada pela excitação de pegar um animal escondido do jardim. “a gente poderia fazer no pescoço!”
-`♡´- " perhaps now, we can both be human. " -`♡´-
As palavras de sua irmã e a resposta que a ela oferecera ainda ecoavam em sua mente incessantemente, como se o monstro que guardava dentro de si zombasse de sua incompetência e questionasse sua motivação em continuar seguindo em frente mediante a perda da única coisa a que por todo esse tempo se agarrara como sua esperança de deixar para trás o precipício de que cada dia se aproximava mais a caminho de sua perdição. A vida em sua mente era muito mais cruel do que alguém olhando de fora pudesse imaginar, transitando entre o delírio e o real, ainda não se permitindo ou proibindo de ultrapassar a linha, muitas vezes tênue, que os dividia. Enquanto isso, os copos eram esvaziados, não suficiente para passar de um ponto claro que o limitava ao razoável, mas o bastante para mantê-lo próximo de tal, embriagado, anestesiado.
Qualquer outra pessoa que tivesse dito aquelas palavras teria sido recebida com um olhar frio e algum comentário que agravaria a distância a que se mantinha de outros alguéns, mas não @jojodwrd, que, por algum motivo, tinha como alguém que podia falar certas coisas sem que precisasse expelir de sua zona de conforto. "Humanos?" Repetiu mais baixo, contra o copo temporariamente cheio que mantinha aos lábios; em sua mente, via a palavra como ironia. "Talvez mesmo..." Sua resposta veio em concordância, contra todas as expectativas, afinal, claro, sua definição de humanidade era diferente da dela. Naquele momento, ele era apenas humano, por ser fraco demais para se portar como algo além disso; não repassava tal julgamento a outro alguém além dele próprio. O riso sem graça escapou sua garganta enquanto olhava para as pessoas ao seu redor e, então, desapareceu como se nunca sequer tivesse surgido, seu olhar indo até Jolene. "O que pretende fazer com sua recém-adquirida humanidade?"
existiam momentos na vida em que jojo sentia como se estivesse entorpecida, ausente de qualquer sentimento ou emoção suficientemente intensa para fazer sua pele esquentar ou seu corpo vibrar, fossem elas positivas ou negativas. era como se uma camada invisível e sólida varresse seu interior, espantando todas as sensações que a tornavam humana, enquanto outra camada densa se formava sobre sua pele, impedindo que novas emoções entrassem e fizessem morada. para muitos, a ausência de grandes sentimentos poderia soar como alívio ou até solução para qualquer problema, mas para jojo, se tratava apenas de uma sensação de vazio incômoda, beirando a apatia, onde deixava de reagir a qualquer mínimo estímulo colocado diante de si — e isso, de certa forma, era deprimente.
tinha se sentido assim dias atrás, mas a festa conseguiu puxá-la de volta para a superfície, e tudo que jojo queria era se sentir humana novamente. "o que nós pretendemos fazer!" o incluiu, pois gostava muito de mù e queria vê-lo animado também. "podemos beber e dançar muito, que tal?" sugeriu com animação, pegando o cardápio de bebidas como se ali estivesse a resposta para todos os problemas do mundo. "ou cometer alguma loucura... mas estou sem ideias para coisas loucas." disse em tom divertido, erguendo o olhar para encará-lo com certa expectativa.
— Claro que não. — Soou meio exagerada. Talvez Harriet estivesse com um pouquinho de medo. No entanto, aquela situação se enquadrava muito mais como um incômodo. — É que nada disso é muito a cara da Saint Benedict Hall, né? Quer dizer, a festa quase foi cancelada e agora parece que se esforçaram bastante para parecer assustador. — Falou com certa desconfiança. Ela não sabia ao certo qual era o intuito das próprias palavras, porém era quase como se sentisse que algo ruim pudesse acontecer. — Além disso, não faz muito tempo que alguém morreu. Vamos apenas ignorar isso e curtir a festa? — Mencionar esse assunto ainda era muito desconfortável para ela, mas pior do que isso era perceber que a vida tinha seguido para vários ali, menos ela. Mordeu de leve a parte interna da bochecha, esperando que Jolene não estranhasse aquele comportamento. — Só estou preocupada que um pedaço teto desabe sobre as nossas cabeças, tá bem? — Tentou parecer bem humorada, soltando uma breve risada em seguida. — Vamos entrar logo antes que eu desista. — Disse com confiança e pegou no braço da amiga para acompanhá-la
"não sei, hattie... acho que eles só querem que a gente se divirta um pouco, sei lá, principalmente depois de tudo." sentiu um arrepio na espinha ao terminar a frase, desviando o olhar da amiga para o portão enquanto ouvia seus questionamentos sobre a festa, que começavam a deixá-la meio incomodada; tudo que envolvia owen trazia uma sensação pesada e difícil de engolir, e nos últimos dias jojo tinha feito de tudo para ignorar a memória dele ou aprofundar demais a situação. preferiu se concentrar na construção da própria fantasia ou em qualquer coisa leve que não exigisse muito raciocínio. "o que você acha que está acontecendo aqui?" sua curiosidade venceu, e ela encarou a amiga com preocupação. "oh... wow... calma aí, não!" riu de nervoso, sentindo uma pontada de culpa apertar o peito depois de harriet mencionar que todo mundo estava curtindo a festa e, supostamente, ignorando a morte de owen. parou quase de imediato quando a amiga segurou seu braço. "ah, não, calma aí! agora eu tô com medo, né?" disse com um tom energizado, indignado. "de onde veio isso tudo, harriet? e que história é que o teto vai cair na nossa cabeça?" fitou o prédio, tentando avaliar se a estrutura era segura o suficiente. "não sei se ainda quero saber de entrar nessa festa."
@thelcvrs said: i swear i only had, like, two drinks... and maybe a gummy?
começou a rir enquanto tentava se lembrar do que havia bebido naquela noite; com certeza bebeu mais de três shots e talvez um drinkzinho ou outro. sentia-se bêbada, mas acreditava fielmente que não estava bêbada o suficiente para não conseguir decidir por si mesma. "viu? nós não estamos bêbados." tentou provar, começando a rir logo em seguida. o álcool sempre fazia com que jolene achasse qualquer coisa mais engraçada do que realmente era. "nós deveríamos fazer matching tattoos." disse, enquanto observava atentamente as opções de tatuagens disponíveis. "o que você acha desse gatinho?" apontou para o desenho de um gato preto, meio místico, com um símbolo na testa. "poderíamos fazer no ombro."
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os olhos de jojo correram de um lado para o outro enquanto ela levava as mãos aos cabelos, mexendo nos fios com um nervosismo crescente, chegando até a bagunçá-los um pouco. jolene sempre se perdia naquele labirinto — não existia uma única vez em que tivesse conseguido sair de lá sem se estressar pelo menos um pouco. interpretar o mapa do lugar já era irritante por si só, mas a adrenalina da caça ao tesouro ainda assim a empurrou pra dentro. a angústia de se sentir “perdida” a fez esquecer completamente da brincadeira. começou a andar às pressas, sem ter ideia de para onde estava indo, guiada apenas pela fé teimosa de que encontraria a saída em algum momento. sua distração e impaciência foram tão grandes que ela acabou trombando direto no corpo de alaric, quase caiu com o impacto, mas conseguiu se segurar nele a tempo. "caralho... desculpa." ela riu, meio nervosa. "ainda bem que você apareceu! eu não consigo sair daqui." // @odiabc
A sensação que tivera ao ouvi-la fora de questionar se de fato, tinha acertado; aquele havia sido um puta chute no escuro, precisava admitir. Por mais que quisesse, mantinha aquela distância confortável de outrem. Não a conhecia bem o suficiente, porque estavam longe de serem melhores amigas; sabia o básico e o que lhe era permitido conhecer – em igualdade, já que se preservava também. Mas havia algo em que bem, nenhuma das duas eram boas em manter afastado: aquela sede por diversão, por reconhecer o toque uma da outra, mesmo que não fosse admitir nunca o que acontecia ali. ‘ Não. Você não seria capaz de resistir. Conseguiu dizer, sorrindo enquanto Joe a tocava. Quando fora beijada, não deixou de levar uma das mãos a base das costas dela, a segurando contra si; aprofundando o beijo. Não tinha muita paciência, havia apenas aquela determinação em buscar o gosto que ela tinha com a língua, de toma-la para si nem que fosse um pouco. ‘ Quanta pressa. Zola sussurrou contra os lábios alheios, presunção a percorrendo, mordiscando o lábio inferior de outrem. ‘ Minha ideia de diversão começava com um pouco mais de privacidade.
"muito menos você. acha que eu não percebo a forma como você me olha?" provocou, respirando contra os lábios dela antes de voltar a beijá-la. a canhota apertava a cintura de zolani enquanto a destra subia pelas suas costas até chegar à nuca, enroscando-se em seus cabelos e puxando o rosto dela ainda mais para perto, de maneira a aprofundar ainda mais o beijo. sua língua buscava a da outra com a pressa de quem tinha fome. quando zolani se afastou, jolene riu da provocação sobre a pressa, como se jo fosse a única ali que tinha buscado o gosto da outra com toda a voracidade. "é mesmo, é?" sussurrou, roubando um beijo rápido e finalizando com uma mordida no lábio inferior dela. "me conta mais sobre isso... ou, quem sabe, você pode me mostrar?"
Ele olhou para a bebida verde naquele tubinho. Geralmente, ele era melhor em se policiar, mas já havia tomado dois drinks para festejar, e seu limite geralmente eram dois. Assim sempre conseguia ficar de olho em seus colegas e estar pronto caso alguém precisasse de ajuda (e de uma bronca). Só que agora sem necessariamente precisar treinar na manhã seguinte, e com todos os olhos longe dele já que ele estava lesionado não faria mal. Olhou para Joel pensando se deveria ou não comprar aquele desafio. Colocou a mão na cintura tentando ver se conseguia descobrir qual era o sabor.
"Se eu aceitar, quero uma pintura minha bem bonita e você não vai poder escolher o tipo de música que vou ensaiar. Eu vou escolher de acordo com meu gosto e eu juro que será bem chato." Geralmente, ele perdia pelo cansaço e deixava Joel dizer qual música ele deveria tocar. Até adaptações de músicas modernas ele fazia com o violoncelo para agradar a amiga. Gostou da ideia de ter um quadro seu, pois era bem exibicionista e no futuro teria orgulho de dizer que tinha um quadro exclusivo de Joel em sua posse.
jolene arqueou as sobrancelhas em surpresa, fingindo indignação. "não!" disse, com o tom de voz meio afobado, como se a ideia a tivesse deixado agitada. ela nunca conseguiria ter uma inspiração boa com uma música ruim; aquilo a atrapalharia mais do que ajudaria e, no fim, ele não ia ganhar a pintura bonita que queria. "você sabe que eu não funciono com música ruim!" apontou o dedo indicador na direção dele como se o acusasse, mas ainda mantendo o ar divertido, deixando claro que achava graça da situação. "vai, bebe isso logo! para de ser medroso." ela riu. "você tá com medo, né?" provocou.
A cabeça de James latejava. Não por causa da breve troca de socos, mas porque estava recheada de pensamentos desagradáveis. Tudo que ele queria era saber como expulsá-los, porém a única forma que conhecia de fazer aquilo estava longe de ser a ideal naquele momento. Ainda que tivesse humor na fala da ex-namorada, ele engoliu aquelas palavras que soavam familiar até demais com certa amargura. — Você fala como se fosse fácil. — Deixou um suspiro alto escapar. Sabia que era difícil para os outros entenderem, mas os sentimentos intensos sempre foram o fraco dele. Era como se de uma hora para outra ele não tivesse mais o controle da própria mente. Queria discutir e justificar porque tinha agido daquela maneira, no entanto, sabia que qualquer explicação nunca seria boa o suficiente, principalmente para Jolene. Aceitou o isqueiro em silêncio e rapidamente acendeu o cigarro, buscando algum conforto naquilo. — Estou. — Respondeu sem elaborar, cansado demais de lutar contra os próprios demônios para enfrentar também mais aquela batalha. Mais uma vez, as palavras dela fizeram as cicatrizes mal remendadas dentro dele arderem. — Era o que você deveria fazer. — Respondeu contra a própria vontade. — Se você está esperando que algum dia eu tenha algo bom para oferecer, está procurando no cara errado. — Deixou a fumaça do cigarro queimar um pouco antes de soltar. — Eu não tenho conserto. Você sabe disso.
a fala do ex-namorado chamou sua atenção, e ela o encarou com cuidado, observando cada expressão de sua face como se buscasse um significado ainda maior do que as palavras podiam sugerir. sentiu um aperto no coração. não era como se jojo não entendesse; ela, mais do que ninguém, sabia como era se ver mergulhada nas próprias emoções e se afundar nelas tão profundamente que voltar à superfície se tornava quase impossível. james fazia isso com a raiva, e jojo com seus momentos depressivos. ninguém parecia compreender quando seu humor mudava por completo e ela virava a versão mais impotente de si mesma. "eu não estou tentando consertar você!" disse, meio exasperada, meio incomodada; detestava quando ele falava como se consertá-lo fosse algum objetivo que ela tivesse estabelecido e estivesse falhando. "eu me importo com você." engoliu em seco, cruzando os braços contra o peito em uma tentativa inconsciente de se proteger, vulnerável demais para o próprio gosto. odiava ter de expor qualquer sentimento, mesmo que minimamente. "eu só... sei qual é a sensação de não ser compreendida, ou, sei lá, não ter ninguém ao meu lado quando tô passando por uma situação difícil." respirou fundo, desviou o olhar e deu um trago no cigarro. "mas é... você tem razão. eu não sei nem o que eu tô fazendo aqui já que não estamos mais juntos. não é como se eu precisasse me importar com você ou algo assim."
‘ Não, não sei. Riu, mas logo se justificou: ‘ Tentei aprender, mas é uma técnica que demanda atenção, dedicação e bem, digamos que eu não tinha os requisitos. Dera de ombros. O caos que a percorria, aquela desordem desenfreada a impedia de dedicar-se e não tinha problema algum em admitir, mas isso não a impedia de entrar na brincadeira de outrem. Fingiu concentração, os olhos levemente semicerrados no que a encarava. ‘ Hm, Jolene Elderwood...Não me parece ser o tipo que se preocupa com romance, então possivelmente, alguma coisa relacionada ao dia da própria morte? Lançou a questão a ela, se divertindo. ‘ De cabelos cacheados, de mulher bonita, diversão e desafio? Tudo isso, ainda, na mesma sentença? Gosto. Bastante. Assentiu, os olhos recaindo sobre a mão que outrem agora mantinha em sua cintura. E não ficou para trás, ergueu a destra, os dígitos passeando sobre a curvatura do pescoço de Joe, o rosto se aproximando, o suficiente para que invadisse o espaço pessoal dela. ‘ É impossível esquecer qualquer detalhe sobre mim. Pontuou. ‘ Principalmente, quando eu sou a própria diversão. Você quer? Se divertir comigo?
a observou com uma curiosidade intrigante no olhar, soltando uma risadinha quando ouviu zola dizer que jolene optaria por perguntar sobre o dia da própria morte. ela tinha acertado em partes — jojo realmente pensava sobre o fatídico dia e carregava certa curiosidade sobre como tudo aconteceria — mas, às vezes, a garota também pensava sobre amor. o tema “romance” foi um dos primeiros a surgir na sua mente quando se imaginou falando com a cartomante; apesar de não se enxergar como uma mulher romântica, no fundo, sentia a necessidade de ser amada. o bom de erguer uma armadura ao redor de si, no entanto, era que as pessoas não faziam ideia de suas fraquezas, permitindo que ela exibisse a imagem que quisesse de si mesma. "touché." ela riu, genuinamente divertida. um arrepio subiu pela nuca quando zolani tocou a curvatura do seu pescoço. seus olhos deslizaram até os lábios da outra, perdendo-se ali por alguns instantes. "você ainda tem dúvida?" murmurou com um sorriso travesso, dando alguns selinhos na garota antes de finalmente beijá-la.
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Com uma taça de vinho na mão, Friedrich caminhava de modo quase distraído. Apesar de ter vindo com Sierra, havia perdido a namorada no meio de tantas pessoas, algo que provavelmente não fazia bem somente para si, mas para a loira também. Era perceptível que ambos procuravam apenas uma desculpa para se afastar um do outro e Rich nem fazia questão de procurá-la, muito pelo contrário, assim que foi parado, tratou de depositar sua atenção em Jolene, satisfeito de ter ali um motivo para permanecer afastado. Jo sempre seria sua companhia oficial em festas, então sabia que com ela poderia contar para ser ocupado. ”Ah, eu vi, tenho mantido distância desde que percebi que estava se mexendo mesmo." confessou, tomando um gole do vinho. "E você acha que está se mexendo sozinho mesmo? Não é o pessoal mexendo?" a pergunta foi banhada em curiosidade e hesitação, não parecia uma boa ideia brincar com aquilo. "O que acha de irmos primeiro na mulher das cartas e aí depois vamos no tabuleiro? A gente pode perguntar pra ela se ela acha que é de verdade aquele outro lá." sugeriu na tentativa de desviar o plano, não queria admitir de cara que tinha medo de espíritos. "Eu nunca fui em uma cartomante então não sei bem como funciona."
"ei, eu não sabia que você era medroso assim." brincou, só para provocar. jolene também tinha levado um susto tremendo quando viu aquelas coisas se mexendo e, depois disso, manteve distância, observando tudo de longe, então nem tinha moral para chamar alguém de medroso. "hm, não sei… não tinha pensado nisso. acho que fiquei tão obcecada com esse tabuleiro que esqueci de pensar logicamente, mas eu acho mesmo que não tem ninguém ali!" insistiu, porque a ideia de tudo ser uma farsa parecia entediante demais, e jo preferia se apegar à fantasia, mesmo com a fraude praticamente esfregada na cara dela. "mas será que ela falaria se fosse mentira? alguém deve ter mandado ela dizer que é real pra todo mundo, só pra não acabar com o clima fantasmagórico." respirou fundo, um pouco desanimada com o próprio raciocínio, já que ele só reforçava a possibilidade de ser tudo mentira. "a gente podia roubar um tabuleiro desses pra fazer isso de verdade um dia!"
‘ Você sabe pouco sobre mim, Joe. Dissera, um leve assentir. ‘ Ficaria ainda mais surpresa se fosse eu a ler as cartas pra você. Brincou. Estava longe de ser a persona que faria a leitura, não tinha desenvolvido mediunidade o suficiente; o máximo que se permitia, era desvendar seus próprios sonhos. Se sonhasse que estava rindo? Decepção. Choro? Alguma notícia boa. Um dente caindo? Morte. ‘ Bom, meu futuro eu não sei, mas no meu presente, em um desses momentos de curiosidade, me foi dito, que eu encontraria alguém em uma festa. Essa pessoa me renderia um pouco de desafio no começo, mas no fim, seria divertido. Pensando bem, a descrição batia com você. Sorriu de maneira charmosa. Apreciou a vista que outrem a permitiu ter, os olhos vagando pelo corpo dela, não tinha como ser diferente. ‘ Normalmente, sou bonita o tempo todo, você sabe disso. Mas obrigada. Mostrou convicção. ‘ Está se divertindo?
"ué, você sabe?" perguntou, curiosa. nunca pensou em zola como alguém que teria interesse nesse tipo de coisa, mas também… não era uma surpresa de verdade; jojo havia passado tanto tempo vendo nela apenas uma rival que jamais se perguntou sobre os seus gostos — pelo menos não até aquele instante. "hmm, e o que você acha que eu perguntaria em uma consulta de tarot?" ela riu, divertida — e, embora estivesse brincando, realmente ficou curiosa pra saber o que zolani diria. "te foi dito que uma menina bonita de cabelo cacheado te traria desafios e diversão? você parece gostar disso, não é?" inclinou a cabeça para o lado, deixando um meio sorriso se formar enquanto mordia o lábio inferior. deu um passo à frente, diminuindo a distância entre as duas; uma das mãos deslizou até a cintura de zolani. "às vezes eu esqueço o quanto você é convencida." brincou, revirando os olhos de forma divertida. "sim, estou… mas sempre dá pra ficar mais divertido."
elian balançou a cabeça. a verdade era que estava longe de estar irritado, jolene sempre conseguia lhe divertir, independente do que ela fizesse. ❝e o que você iria perguntar pro seu avô?❞ ele riu. o rapaz era do tipo que acreditava em histórias de aparições, sempre morria de medo quando um dos seus colegas falava sobre ter visto um vulto no espelho ou sentido uma mão puxando o seu pé, mesmo sabendo que eles provavelmente estavam brincando. era por isso que o rapaz preferia deixar essas coisas de lado. o mais óbvio era que nada disso era verdade, mas se fosse... bom, talvez fosse melhor deixar os mortos descansarem. ❝você acha mesmo que cartomantes têm algum dom? é um jogo de desespero e adivinhação,❞ ainda assim, se ficasse de frente com a mulher, era muito possível que acreditasse em todas as palavras que ela lhe dissesse se fossem favoráveis ao seu futuro. em sua defesa, ele nunca disse que não era um hipócrita. ❝parece um bom trabalho em equipe para mim. você distrai, eu corro,❞ brincou.
jolene parou por um instante, raciocinando seriamente sobre o que ela poderia perguntar ao avô. não tinha pensado naquela parte até então. seu avô morreu quando era criança e ela nunca chegou a ter muito contato com ele, mas gostaria de ter algo importante para perguntar de todo jeito, até porque seria uma perda de tempo para o velho embarcar até o mundo dos vivos só para responder perguntas medíocres. "talvez perguntar onde ele errou na criação da minha mãe pra ela ter esse hábito de agir como uma cretina às vezes." disse num tom descontraído, embora houvesse um fundo de verdade — e até de peso — naquilo. um dos motivos de gostar tanto de estar na companhia de elian era a leveza da relação dos dois; ela sabia que podia dizer quase qualquer coisa de forma espontânea e divertida, até mesmo algumas verdades sobre sua vida, sem que aquilo virasse pauta ou despertasse uma onda de questionamentos sobre como ela estava se sentindo. os dois simplesmente se divertiam juntos, mesmo quando a vida de ambos estava um caos. "mas se elas não tivessem, como é que conseguiriam adivinhar tanta coisa?" perguntou com sinceridade, porque a dúvida realmente passava pela cabeça dela. jolene já tinha se consultado no passado, e as respostas da mulher bateram muito com o que ela estava vivendo na época; foi meio chocante e até desconfortável ver uma desconhecida sabendo tanto sobre sua vida. "e é assim que a garota branca acaba sendo a primeira a morrer no filme de terror, nice try." ela riu. "ou a gente pode desistir de tudo isso e tomar uns drinks, que tal? alguns shots de tequila, talvez?"
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Foi inevitável acompanhar a risada da amiga, concordando em tentar não se prender demais nas probabilidades. Seria incrível ou aterrorizante uma chance de vislumbrar através do véu entre a vida e a morte? Sierra se pegava nesse pensamento vez ou outra, o que combinava com o rumo que seus estudos tomaram, e com a crença ingênua de que através dele tivesse essas respostas. ❛ Tem razão, quer dizer, como aquela senhorinha poderia nos enganar? ❜ Sierra apertou os olhos, guiando a atenção de ambas para observar a senhora, vestida em trajes extravagantes e bijuterias baratas. Passava tanta credibilidade quanto ela e sua lingerie disfarçada de fantasia, mas sorriu discretamente da crítica velada. A fala de Jolene era para a tranquilizar sobre os riscos de pagar pelos carmas de vidas passadas, mas só serviu para fazer seu peito se apertar ao lembrar que suas falhas não eram restritas a outra existência. Ela parecia se esforçar para cada dia ser um pouco mais cretina, e se justificar alegando um desejo por liberdade. ❛ É, tem razão. ❜ preferiu encerrar esse tópico, não queria encarar um profundo momento de autoanalise ali, apenas aproveitar algumas horas ao lado dos amigos e, talvez, brincar com o sobrenatural. ❛ quer que eu pergunte primeiro sobre amor, para não se sentir mal? ❜ E ainda que tivesse um sorriso de divertimento, cedeu a tombar a cabeça olhando para amiga. ❛ mas talvez eu agora tenha mais medo dessa resposta, do que a da vida passada. ❜ Brincou, ainda que dessa vez tivesse ainda mais um peso de verdade nas palavras.
jolene travou os olhos na senhora à frente dela, observando o semblante e os trajes de forma analítica; a senhora realmente não parecia ser uma pilantra, na verdade até transparecia ter um ar inocente, mas jolene também sabia que a maioria das velhinhas carregava aquele jeitinho bondoso. ninguém nunca desconfiava de uma idosa. "é... ela parece ser muito sábia." concluiu de forma superficial, porque realmente não fazia ideia se a mulher teria a capacidade de enganá-la ou não. dependendo do nível de empolgação e deslumbre, jolene facilmente poderia se deixar levar por qualquer coisa só pelo calor do momento, mesmo que fosse uma situação cheia de incertezas. encarou a amiga com curiosidade ao perceber que ela encerrava o tópico rápido demais, e por um segundo se perguntou se tinha dito algo errado, mas decidiu deixar pra lá. "olha, se não for pedir muito..." brincou, ainda incerta. sabia que era uma negação quando se tratava de fazer escolhas amorosas, então imaginava que poderia sair algo ruim dali — talvez até receber um puxão de orelha por sempre se meter em situações duvidosas. e se isso acontecesse, aquilo ficaria rodando na cabeça dela por semanas como um disco arranhado. "jura?" riu, arqueando as sobrancelhas em surpresa. "minha vida amorosa é algo que definitivamente me dá pavor, mas não esperava que acontecesse o mesmo com você..." brincou, rindo de novo.
Harriet nunca foi uma pessoa religiosa ou sequer supersticiosa, mas depois dos últimos acontecimentos era como se o universo estivesse o tempo todo arrumando um jeito de provocá-la. Gostaria de estar animada como os outros alunos para aquela que era uma das festas mais aguardadas do ano. Entretanto, não conseguia evitar de se sentir um pouco desconfortável. — Você não acha que isso aqui está um pouco demais? Fazer uma festa num prédio velho desses... — Disse, conforme atravessavam o grande portão de entrada em direção ao evento. — Tudo bem que é halloween, mas não acha que está um clima meio estranho? — Perguntou para a amiga, afinal, precisava de uma segunda opinião para ter certeza que não estava apenas paranoica.
tinha se animado com a ideia da festa acontecer num prédio abandonado, porque pra ela o ambiente trazia aquele clima perfeito de halloween, digno de uma noite de terror. só parou pra raciocinar sobre aquilo tudo quando harriet começou a fazer perguntas. jojo gostava quando a amiga soltava questionamentos do nada, porque geralmente eram coisas que a fazia pensar. "você tá com medo, hattie?" provocou, cutucando o ombro da amiga e dando uma risadinha, mas logo se recompôs quando percebeu a preocupação na voz dela, olhando para a construção à frente com um olhar mais analítico. "estranho como?" perguntou, curiosa, tentando entender de onde vinha aquela insegurança. "às vezes você tá sentindo o clima estranho justamente por ser nesse prédio velho..." sugeriu, levando o cigarro aos lábios e dando um trago. "a gente nunca entrou ali. essa ideia de imprevisibilidade, de não saber o que vai encontrar lá dentro pode assustar um pouco, não acha?" encarou a amiga com carinho, realmente curiosa pra saber se havia acertado na sugestão ou se o problema era outro.