*Na parte mais afastada das áreas comuns, nos fundos do castelo, Josh segurava uma pequena garrafa de cerveja enquanto, sentado, olhava para o vazio*
Cada segundo que ele passava em silêncio, a deixava mais temerosa. Se tivesse algo de errado com ele, com eles ou até mesmo com o castelo, Kath certamente não saberia como reagir. Mas com certeza seria melhor do que aquela tensão de vê-lo com aquele olhar que a destruía por dentro. E ela não se permitia pirar. Não enquanto ele estivesse precisando dela como parecia precisar no momento. Quando ele se pronunciou, ela assentiu, mordendo os lábios para controlar o nervosismo e a preocupação. Entrelaçou os dedos nos dele, segurando no braço dele com a outra mão enquanto caminhava até a porta mais próxima. Um quarto de hóspedes não utilizado, pelo que parecia. A morena fechou cuidadosamente a porta e voltou a olha-lo.- Me conte o que está te incomodando a esse ponto antes que eu enlouqueça.- pediu mais uma vez, em tom baixo.
Josh a acompanhou, suas engrenagens desenfreadas tentando pensar no melhor jeito de conta-la aquilo. O problema era que, quando nervoso como naquele momento, o capitão não prestava realmente a atenção nas palavras que teria que dizer. Estava distraído demais sentindo raiva de si mesmo por parecer fraco na frente dela. Ele é quem deveria mante-la naquele momento. Ao adentrar o local e ficar frente a ela, ele desmorou por dentro. Simplesmente a puxou para si num ato impulsivo, colando suavemente seus lábios nos dela num selinho longo. Ao se separar, fitou os olhos castanhos por alguns instantes, puxando-a consigo para sentarem-se na cama. - As regras do rei foram quebradas. Muitas vezes, por muitas pessoas. Selecionados e... - riu sem humor algum, passando a mão nervosamente por seus cabelos. - Um soldado, simplesmente decidiram fazer suas próprias regras, da forma mais inconsequente possível. Casais e mais casais transando pelo castelo. Não um, nem dois, mas vários! O rei está furioso e não era pra menos. A Seleção foi feita para o casamento de príncipes e, agora, princesas. Eles assinaram um contrato para estar aqui, um contrato de propriedade privada. E eu não sei o que pensar. Fico pensando: E se fossemos eu e a Kath? Mas esse número é um absurdo! Não é possível que tantas pessoas se apaixonem ao mesmo tempo. Porra, eles deveriam ser virgens! Isso está me angustiando porque... Eles serão punidos. Alguns mortos, outros espancados e movidos para a casta oito. Eu vou anunciar tudo isso e decidir qual soldado cumprirá tudo. Mas eu não aguento. Já tenho muitas mortes nas minhas mãos, mas inocentes? Eu não sou um monstro. Esse trabalho me faz ser. Eu só quero ser justo! Mas como se nem mesmo sou competente para manter um soldado na linha? - ele despejou, terminando com um balançar negativo de cabeça, o cenho franzido em angustia; Parou por alguns segundos, olhando-a nos olhos, e foi suavizando a expressão. Segurou o rosto dela em suas mãos. - Me perdoa, eu sou um idiota. Não deveria ficar desse jeito perto de você. Prometo que não vai acontecer de novo, - suspirou, olhando para baixo.













