*Na parte mais afastada das áreas comuns, nos fundos do castelo, Josh segurava uma pequena garrafa de cerveja enquanto, sentado, olhava para o vazio*
carter-josh:
Pouquissimas coisas abalavam Josh. Pouquissimas, mesmo. Mas aquilo era demais. Seu interior estava dividido entre seus ideais, pelos quais ele lutava e os quais ele defendia, e sua compaixão, que ele aprimorara ao relacionar-se com Katherina. Ter de anunciar mortes ao mundo como se fosse uma decisão sua o deixara daquela forma e, nem mesmo Drew, seu melhor amigo de todas as horas, conseguira fazê-lo de distrair por alguns segundos. Ele apenas riu com a piada, sem poder evitar, mas não sabia o que responder. Josh estava longe demais naquele momento. Apenas balançou a cabeça negativamente, sinceramente desapontado por não poder aliviar suas angústias com a droga eficaz para esse caso, em seu caso particular. Ficou surpreso ao ser abraçado, mas retribuiu, Ele precisava daquilo. Então, ao sentar-se ao lado do outro, despejou. - Caralho, dude. Eu amo o poder, mas ele é uma merda.
Novamente, Drew foi preenchido por um sentimento que pouco encorajava ao longo de sua vida, mas, desta vez não houve maneira de frea-lo: Culpa. Durante toda sua viagem de volta ao castelo, assim como durante todo o tempo de sua ausência, ele se perguntava se as pessoas que havia deixado no castelo estariam bem. Não fisicamente falando, já que ele confiava inteiramente em seu melhor amigo para comandar e ministrar a segurança destes e a própria. Contudo, era a sanidade daqueles que amava o que lhe preocupava mais e, ver Josh daquela maneira, como poucas vezes tivera chance de presenciar, o fazia se sentir culpado por não estar ali, dando apoio a ele; Não era como se o amigo estivesse devastado exteriormente, mas, Drew era perfeitamente capaz de distinguir a maneira distante de Josh agir. Outro detalhe que lhe permitiu ter uma ideia mais ampla da situação fora o fato de o amigo ter mencionado a cocaína; ele poderia ter desenvolvido mil discursos para explicar o que estava sentindo, mas , a referência á droga havia feito com que eles se explicassem sozinhos. E Drew preferia assim, usar terceiras pessoas para tratar de sentimentos complexos lhe dava bem mais liberdade para se aprofundar sem constranger ambas as partes - Ainda que no caso dos dois amigos, rodeios fossem dispensados. - Começa com a cerveja, Capitão Maromba, ela da a coragem para continuar.- Incentivou, apoiando o o ante- braço direito sob a perna direita, enquanto o esquerdo encontrava-se apoiado no chão. Ao ouvir o desabafo do amigo, Drew assentiu, olhando de relance para o amigo e voltando a fitar lugar nenhum, logo em seguida.- Eu sei, mate. Te promete tudo no começo e depois, não mede esforços em lhe atribuir escolhas difíceis e definitivas. Sem palavras melhores para definir, uma total filha da putagem.














