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@cartasaovent0

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O que resta, ao sobrevivente, é continuar.

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Tem dias como hj que eu queria ou ficar o dia todo dormindo ou ter um fantasma de estimação.
Se o silêncio é a tua escolha, eu respeito — e sigo a minha hora.
A minha ansiedade não me deixa morrer.
A minha depressão não me deixa viver.
Ficar se autosabotando eu até entendo agora ficar triste o tempo todo eu também entendo agora querer se isolar de tudo eu ainda entendo..

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Não sei vocês, mas as vezes tenho a impressão de que o processo de cura é muito destrutivo... 😪
"O inferno está vazio, e todos os demônios estão aqui".
— A tempestade.

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A prisão invisível
Há pessoas que passam a vida pedindo licença para existir. Esperam um olhar que diga: "você basta." Esperam uma palavra, um gesto, um abraço, como quem espera o sol depois de um inverno que parece não terminar.
Vivem de migalhas de validação, porque um dia aprenderam que amor precisava ser conquistado, merecido, provado.
Então se doam.
São as primeiras a chegar quando alguém desaba. As últimas a ir embora quando todos já desistiram. Guardam segredos, costuram corações rasgados, emprestam o próprio peito para aliviar a dor dos outros.
Mas quando chega a sua vez...
Encontram o silêncio.
Não o silêncio da paz, mas o silêncio usado como castigo. O silêncio que fere sem levantar a voz. O silêncio que faz a pessoa se perguntar: "O que foi que eu fiz de errado desta vez?"
E, mesmo sem culpa, ela pede desculpas.
Não porque errou, mas porque tem medo de perder quem ama.
Enquanto isso, é julgada.
Se fala demais, é intensa. Se fala de menos, é fria. Se chora, é dramática. Se sorri, dizem que já esqueceu.
Nunca parece suficiente para olhos que escolheram enxergar defeitos.
E, ainda assim, ela continua amando.
Continua acreditando que um dia será escolhida sem precisar implorar por espaço. Sem precisar provar seu valor. Sem precisar diminuir a própria luz para que alguém se sinta maior.
Mas existe um dia...
O dia em que ela descobre que liberdade não é fazer com que os outros a amem.
É finalmente olhar para si e dizer:
"Eu não preciso da sua validação para existir."
Nesse dia, o silêncio deixa de ser prisão. O julgamento deixa de ser sentença. E quem a manipulava descobre que perdeu o poder que nunca deveria ter tido.
Porque quem aprende a se amar não aceita mais migalhas.
Quem aprende o próprio valor não implora por presença.
E quem finalmente se liberta descobre que nunca lhe faltou amor.
Faltava apenas voltar para casa.
Para dentro de si.
Sam...
A prisão invisível
Há pessoas que passam a vida pedindo licença para existir. Esperam um olhar que diga: "você basta." Esperam uma palavra, um gesto, um abraço, como quem espera o sol depois de um inverno que parece não terminar.
Vivem de migalhas de validação, porque um dia aprenderam que amor precisava ser conquistado, merecido, provado.
Então se doam.
São as primeiras a chegar quando alguém desaba. As últimas a ir embora quando todos já desistiram. Guardam segredos, costuram corações rasgados, emprestam o próprio peito para aliviar a dor dos outros.
Mas quando chega a sua vez...
Encontram o silêncio.
Não o silêncio da paz, mas o silêncio usado como castigo. O silêncio que fere sem levantar a voz. O silêncio que faz a pessoa se perguntar: "O que foi que eu fiz de errado desta vez?"
E, mesmo sem culpa, ela pede desculpas.
Não porque errou, mas porque tem medo de perder quem ama.
Enquanto isso, é julgada.
Se fala demais, é intensa. Se fala de menos, é fria. Se chora, é dramática. Se sorri, dizem que já esqueceu.
Nunca parece suficiente para olhos que escolheram enxergar defeitos.
E, ainda assim, ela continua amando.
Continua acreditando que um dia será escolhida sem precisar implorar por espaço. Sem precisar provar seu valor. Sem precisar diminuir a própria luz para que alguém se sinta maior.
Mas existe um dia...
O dia em que ela descobre que liberdade não é fazer com que os outros a amem.
É finalmente olhar para si e dizer:
"Eu não preciso da sua validação para existir."
Nesse dia, o silêncio deixa de ser prisão. O julgamento deixa de ser sentença. E quem a manipulava descobre que perdeu o poder que nunca deveria ter tido.
Porque quem aprende a se amar não aceita mais migalhas.
Quem aprende o próprio valor não implora por presença.
E quem finalmente se liberta descobre que nunca lhe faltou amor.
Faltava apenas voltar para casa.
Para dentro de si.
Sam...