Sindicato articula CPI para investigar fintechs dos consignados e cita Pix Card ligada ao PCC
O Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo (Sinpaig-MT) protocolizou ofício na presidência da Assembleia Legislativa com pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar fintechs que atuam com crédito consignado no Estado. O documento cita diretamente a Pix Card Serviços Tecnológicos e Financeiros, apontada como envolvida em esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Nos bastidores, dirigentes do Sinpaig avaliam que já têm condições de iniciar a coleta com quatro assinaturas de imediato e não teriam dificuldades em chegar a sete apoios. O desafio é conquistar a oitava assinatura exigida pelo regimento interno da Assembleia, o que promete se tornar o ponto de tensão na articulação.
A expectativa é que na próxima semana um dos parlamentares de oposição encabece a nova tentativa de emplacar uma CPI. O governo do Estado já atuou para impedir a criação de uma quando as fraudes nos consignados vieram a público e na semana passada enterrou a possibilidade da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os feminicídios, encampada pelas deputadas Edna Sampaio (PT), Janaina Riva (MDB) e Sheila Kleiner (PSDB).
O ofício entregue ao presidente Max Russi (PSB) denuncia que pelo menos dez empresas atuaram em Mato Grosso sem certidão do Banco Central, cometendo fraudes na modalidade “cartão benefício consignado”. Entre elas, a Pix Card, que teria movimentado R$ 2,4 milhões em empréstimos sem sequer entregar cartão físico ou fatura mensal aos servidores.
O texto também conecta a situação local às investigações da operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal e Receita Federal, que revelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro por meio de fintechs e postos de combustíveis, com ramificações em vários estados.
Confira Nota da PIX Card:
A PIX CARD SERVIÇOS TECNOLÓGICOS E FINANCEIROS LTDA., pessoa jurídica de direito privado, com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, situada à Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.477, 20º andar, bairro Itaim Bibi, CEP 04538-133, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 48.243.578/0001-03, informa ao público, seus parceiros e clientes, que recebeu com surpresa a reportagem — Sindicato articula CPI para investigar fintechs dos consignados e cita Pix Card ligada ao PCC :: Notícias de MT | Olhar Direto, publicado no Portal Olhar Direto, em 04/09/25. Com extrema seriedade e comprometimento com a ética e a conformidade legal, nos manifestamos sobre a reportagem em questão, com o objetivo de esclarecer e reforçar a retidão de nosso trabalho, operando no mercado de crédito consignado público, perfeitamente alinhados às regulamentações impostas por leis municipais, estaduais e federais. Ressaltamos que as denúncias mencionadas devem ser tratadas com rigor, mas é essencial que se faça uma separação entre instituições que trabalham de forma irregular e aquelas que seguem todos os procedimentos legais e normativos. Desde a constituição, a Pix Card tem contribuído para o crescimento sustentável do mercado de crédito público, respeitando integralmente as normas de cada ente regulador e zelando pela integridade do sistema financeiro nacional, que é um pilar indispensável para a economia do nosso país. E, acima de tudo, priorizando a proteção dos servidores públicos por meio da total transparência em nossas operações. Dessa maneira, solicitamos que sejam apurados os casos de forma correta, com responsabilidade e detalhamento criterioso, para que as empresas que trabalham dentro das regulações e padrões éticos continuem contribuindo para o bem-estar financeiro dos servidores públicos. Esta é a missão da PIX CARD. Estamos à disposição para apresentar toda a documentação que comprova nossa conformidade, bem como para colaborar com os órgãos responsáveis em qualquer esclarecimento necessário.
















