
PR's Tumblrdome

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YOU ARE THE REASON

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Peter Solarz

let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
Claire Keane
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I'd rather be in outer space 🛸
we're not kids anymore.
hello vonnie
Three Goblin Art

Origami Around
Sweet Seals For You, Always
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@caosanalitico

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alguém que te apresenta uma bela parte de você e juntos cuidam disso
A gente erra tanto, que as vezes a pessoa que poderíamos ter dado certo, acaba nos vendo como errada.
Eu te amo tanto que chega a ser irreal, eu te amo tanto e o engraçado é que parece que eu sempre te amei, eu te amo calmo, mas as vezes é bem agitado, é quase como se você fosse sair correndo pra bem longe, um lugar onde por mais que eu corresse demais eu não alcançaria.
Mas o que me contraria é que eu chego afoita após correr muito e você está lá, quieta, não foi a lugar algum, me assusta esse amor, me assusta ainda mais você ser esse alguém com quem eu não tenho medo nenhum de planejar como vai ser meu abajur no meu lado da cama, me assusta saber que a gente vai brigar pela forma com que eu lavo o banheiro, me assusta saber que eu vou cozinhar pra você as suas comidas favoritas e você vai reclamar do sal, me assusta demais essa certeza. Me assusta te amar tanto e saber que é pra sempre, me assusta porque eu tenho medo de você escapulir pelas minhas mãos, me assusta você não querer fazer isso.
Você me assusta porque eu sempre almejei essa sensação, você me assusta porque eu estou vivendo o meu sonho de adolescente que devaneia. Você me assusta porque parece de mentira, você me assusta porque mesmo quando houve desconforto eu escolhi ficar, você me assusta porque você desperta meu melhor, você me assusta porque a gente recomeçou, você me assusta porque a mudança existe, você me assusta porque depois de tudo, é só com você que eu quero dividir o lado da cama, os sonhos e o cuscuz.
EU TE AMO! EU TE AMO DEMAIS!

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Quando chegou setembro e a calçada foi tomada por flores amarelas, descobri que sempre precisei morar em frente a um Ipê. Agora, na próxima mudança de cidade, antes de contar cômodos e testar registros, terei que olhar com atenção para as árvores da rua. A gente nunca sabe o que precisa até que algo, bem na nossa frente, comece a florescer.
Expressos pequenos para viagens longas e sonhos enormes para uma vida tão curta. Até um beijo demorado não dura mais que poucos minutos, a gente passa mais tempo pensando no beijo do que beijando. Isso vale também para os nossos erros. Uma decisão torta num milésimo de segundo e anos e anos carregando bolsas de culpa sobre as costas. Mesmo que eu olhe para o espelho pela manhã e diga "viva o presente", durante a tarde eu me esqueço e dou qualquer atenção para o passado. Lembrete: tatuar nos dedos "a vida é breve", depois ligar para a mãe e dizer que ama. Ainda posso mudar as coisas.
A felicidade é um bicho estranho de capturar, a gente passa uma vida nessa expedição, entrando em cavernas e subindo montanhas, sem perceber que o encontro se deu no sofá de casa, quando ela resolve pular no nosso colo. É difícil notar quando sorrir nos distrai de tudo. Esqueço de tantos dias que fui feliz.
Me peguei refletindo sobre o ser que que não é, sobre o eu que se perdeu, sobre a falta, me questionei então o quê. A resposta está na pergunta, a pergunta está evidenciando a inconformidade, e a inconformidade revela o incômodo: A menina que virou mulher, a mulher que quer ser menina. A dor do ócio, a dúvida do que ser feito, a certeza do que não fazer.
Há um reencontro na pausa, quase que como o filho que retorna de viagem, o abraço demorado da saudade, mas também o reconhecimento da necessidade que afastou. A mãe sente a revolta no peito do estar longe, mas o coração se afaga com a chegada, é estranho, o filho chora porque no fim, ainda é só uma criança assustada precisando do colo. O encontro revela uma unificação, o desejo está ali, a expectativa é realidade e mais do que isso, tem orgulho da guerra, das feridas, do sangue derramado, que embora machuque, o seu sonho é então o presente, o que era ânsia hoje é possibilidade, embora, não como se imaginara, um pouquinho mais difícil, mais doloroso, mas ainda é o sonho que agora não é apenas um sonho.
O reencontro é uma reconciliação.
você é aquela igrejinha no meio do nada em uma estrada, onde os cansados pneus do ônibus pelejam sob esse trajeto desconhecido e ao mesmo tempo tão conhecido, você é esse ponto de fé no meio do meu nada, onde a minha ótica perdida se encontra naquela cruz que lembra-nos a salvação, tú me lembra a salvação da minha perdição, o meu pecado é sanado pela sua presença que é cura.
a poesia me exagera, mas a cura que digo é a liberdade, quase um canto gregoriano, a ti eu confessaria e comungaria, nos tornaríamos um só corpo e um só espírito, de tanto sermos uma, seriamos várias e seríamos presentes, a junção de um nós é um respeito a nossa individualidade, que quando aproximadas despertam fogos e inceso e fé e santidade e amor, muito amor, amor que cura, amor que é uma igrejinha no meio do nada, sendo símbolo de um tudo.

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não quero grande amor, grande aventura, fuga, romeu e julieta. sem flores arremessadas de helicópteros e falar sobre dinheiro e a cor da roupa que os amigos precisam vestir. quero almoçar na esquina, o carinho nos joelhos, a fantasia de carnaval feita juntos, coisas de papelaria sobre a mesa, um negócio tão fácil que a gente estranhe. "e amor é isso?", você responde, "como você é bobo", pois é assim que você diz que me ama, chamando de bobo.
Recomeços não tem uma aparência muito digerível, recomeços são difíceis, dolorosos, assustadores e incômodos... Recomeçar é sobre um começo novo, algo que ainda vai ser construído, mas o que é? E tudo o que já fiz, construí, amei e dediquei tempo? E todas as coisas com que tive que me preocupar? O que seria exatamente esse algo novo, e por que não posso ficar com o velho?
Tem um dia, onde não é muito visível no momento, mas depois não tenha dúvida, será muito óbvio. É um dia onde você observa e onde te cabia tão bem, dói, as coisas que pra você eram leves e amáveis, agora são complexas e destrutivas. E embora agora o sentimento seja de dor, você ainda acredita ter jeito, e então insiste um pouco mais, força um pouquinho aqui, troca uma coisa acolá e assim vai fazendo e se diminuindo até ver que o problema não está exatamente em você, mas sim no lugar em que você está ocupando. E o processo de consciência disso é extremamente aversivo e doloroso, é quase como um tiro, a dor é física, a gente não quer ir embora, não quer deixar para trás, a gente quer as coisas como eram antes, mas as coisas como eram antes não existem mais, e você só está se machucando para caber em algo que só te traz dor e desesperança.
Os primeiros questionamentos são sobre como vai ser o futuro, o que eu faço com os meus planos que já estavam endereçados? O que eu faço com todos os meus desejos e anseios que estavam mais do que certos?
O retorno por si só simboliza algumas questões um pouco até radicais, eu diria. Simboliza o retorno benéfico, que explora as cicatrizes da trajetória, mas também evidencia a ausência, retorno significa voltar, para voltar tem que ir. Para onde fui então? Onde estive esse tempo todo? O que fiz? Com quem estive? Para onde ousei ir? Quais as minhas tristezas? Quais as alegrias e revoltas?
Não se sabes, não fora consciente, ou fora? Sabes que foi embora, imagina-se até o porquê, mas não tem como ser certo disso. Estar e ser, colocar-se em um lugar de profunda imersão e prazer, o que isso significa? Enquanto as palavras saem por si só, há um grito silencioso, é um bêbê que encontra a mãe após a laqueadura, um bêbê que sofre com a falta e só precisa ser alimentado, arte mata a fome, na caneta, na tinta, na leitura, minha criança está faminta e está com medo, vou alimentá-la, se não, também morro, embora continue respirando.
será que machuquei alguém o tanto que penso ter sido machucado? se fiz, passaria uma vida pedindo desculpas, ninguém deveria sentir-se assim, enrolado nos lençóis, sem querer abraçar nem mesmo um travesseiro, nem entre as pernas, nem sobre o peito, um ser inteiramente sozinho, pois a solidão é única coisa que merece.

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“A partir de agora, te deixo livre, solto, desimpedido. Não desisti. Só cheguei a conclusão de que, amor de verdade, a gente não implora, não insiste, não suplica. A gente apenas sente.”
— Pedro Pinheiro