※ · Tratou de emitir um sorriso aliviado com a confirmação do outro, balançando a cabeça em concordância. “Ainda bem…” O ajudou a se levantar, continuando a observá-lo conforme ele limpava a terra de si. “Acidentes acontecem, não de culpe tanto por isso.” Deixou um riso escapar dos lábios enquanto uma das mãos de estendia até a face do outro. “Com licença…” Após emitir o pedido, limpou um pouco da terra que havia caído na área com a queda, logo sorrindo gentilmente o olhando nos olhos ao terminar. “Desculpa. Tinha um pouco aqui também.” A mão foi em direção a nuca enquanto ria com a afirmação do outro com sua idade. “Não diga isso. Creio que poucas pessoas envelhecem e permanecem assim tão encantadoras.” Começou com o tom galanteador discretos logo sorrindo em duas direção. “Mas fico feliz em ter evitado que se machucasse.” O questionamento do outro apenas fez com que os lábios do homem se alargassem ainda mais no sorriso. “Já que insiste tanto assim… Seu coração, talvez?” Falou seriamente enquanto fingia ponderar, apenas para cair na gargalhada logo em seguida. “Estou brincando. Mas já que o destino nos colocou nessa situação, eu venho tentando conversar com você há um tempo, confesso…” Iniciou o discurso do admirador tímido, desviando os olhares como se estivesse acanhado antes de olhar ele novamente. “Queria te chamar para sair faz um tempo, mas acho que talvez pudéssemos conversar antes? Meu nome é Eliot, aliás.” A mão de estendeu em direção ao outro com um sorriso simpático. “É um prazer finalmente falar com você.” A mão foi em direção a parte interna do paletó, puxando com cuidado uma rosa azul do local antes de estender para ele. “Trouxe isso também. Talvez meio clichê considerando o que você faz, mas achei que iria gostar… Ou, ao menos, esperava que gostasse.”
ainda que o coração tivesse dono, bom se considerava uma pessoa boba e emocionada. não era incomum que estivesse flertando por aí - oras, se o marido não se lembrava dele, então ele tinha direito de arrumar outros parceiros também! - e sentindo o coração bater forte. nunca chegou a se apaixonar por outra pessoa, no entanto, mas não negava que adorava esse clima todo de sedução que aumentava sua autoestima e o divertia de várias maneiras diferentes. — oh, obrigado. — riu baixinho, mordendo de leve o canto do lábio enquanto o outro homem limpava os resquícios de terra de seu rosto. — está me mimando demais com elogios, mas agradeço. posso dizer que você é igualmente encantador. ainda mais, na verdade. — sorriu largo, afastando alguns de seus fios longos de cabelo do rosto, colocando-os atrás da orelha. uma risada alta saiu de sua boca quando percebeu que a coisa do coração era só uma brincadeira, mas isso apenas depois do susto que levou bom a arregalar os olhos e levantar as sobrancelhas. — meu coração você vai ter que conquistar, hm? não posso te dar desse jeito. — a voz de bom continuava num tom baixo e levemente provocativo, porém trazia uma risada junto. o sorriso só deu lugar para a surpresa quando ouviu a próxima parte do discurso, deixando o jardineiro tão atônito que só conseguia piscar várias vezes. nunca se imaginou numa situação dessas, parecia até uma fanfic. um homem bonito desse jeito, que o salva de cair no chão, admite que é um admirador há um tempo e ainda é tão doce? aquilo estava ótimo demais para ser verdade. será que tinha caído no chão mesmo e batido a cabeça e agora tudo isso não passava de um sonho? era a única explicação plausível para a situação toda, que parecia até mesmo planejada, já que tudo se encaixava. — seong bom. — apresentou-se, tirando a luva de trabalho para poder apertar a mão de eliot, prolongando o contato muito mais do que era necessário, a ponta dos dedos até arriscando acariciar a semelhante. — eu estou sem saber como reagir, é... nossa. não imaginei tudo isso. você podia ter vindo falar comigo antes! sua companhia é muito bem vinda. — riu baixo, nervoso e sem jeito, tentando esconder as bochechas que começavam a corar com a outra mão. — deus... — se já não estava surpreso o suficiente até agora, a rosa que lhe era oferecida terminava o trabalho. bom ficou estático por alguns segundos, boquiaberto, demorando para aceita-la. — não! é perfeita! eu adorei. — o sorriso enorme que passou a estampar seu rosto não se desmanchou em momento nenhum. o jardineiro trouxe a rosa até o nariz para sentir o aroma que já lhe era tão familiar, mas que sempre o agradava e o deixava feliz, e agora com o bônus do coração quentinho batendo bem forte dentro do peito. — obrigado, eliot, eu adorei de verdade! você... está livre de noite? tenho que terminar por aqui e tomar um banho, mas eu adoraria sair com você e te conhecer melhor. se você quiser! poderíamos, não sei, sair para jantar ou algo assim... o que me diz?