NEM TODOS QUEREM TER AS SUAS HISTÓRIAS CONTADAS OU FINALIZADAS… E a nossa nova habitante é uma dessas personagens esquecidas. Ela costumava se chamar MARIETTA BLOODY MARY, do conto LAND OF UNTOLD STORIES, e antes da névoa da maldição arrastá-la até Storybrooke, ela estava na LAND OF UNTOLD STORIES. Aqui na cidade você talvez a encontre se procurar por uma tal de BARBARA HARVEY, que é DONA DA RED NIGHT CLUB.
resumo ; ✨
barbara cresceu no orfanato de storybrooke. por ser esquisita e diferente das outras crianças, sofreu muito com zoações e maldades. durante a adolescência? mesma coisa. ao fazer dezoito anos, mudou-se para a california, onde seguiu uma bolsa para a faculdade. ficou belos anos lá, até voltar, aos vinte e oito. estava quase irreconhecível: bonita, confiante, forte. voltou para mostrar para todos como ela é bem melhor do que todos os moradores medíocres de storybrooke. é mimada, arrogante e vingativa. odeia a maioria das pessoas, apesar de fingir que não.
before the curse ;
tw: violência e assassinato
Sozinha, foi assim que ela se viu a vida toda. Abandonada diante de um orfanato de um reino distante, ela cresceu sabendo que havia sido rejeitada pela família. E ali? Era rejeitada também. Por onde passava, coisas estranhas aconteciam: janelas se abriam,velas se apagavam, portas se fechavam, copos tremiam. E é claro que isso era motivo de piada entre todas as crianças, piadas maldosas. Ela está possuída, alguns diziam. Ela é bruxa, outros falavam. Geralmente os burburinhos começavam em suas costas, mas todas as poucas vezes em que teve coragem de enfrentá-los? As maldades aumentavam - já havia sido jogada no chão, já haviam puxado seu cabelo, rasgado suas roupas. E Marietta, como foi batizada pelas donas do orfanato, não entendia. Por que ela tinha que ser diferente? Por que não podia ser como todos os outros? Por que aquilo acontecia apenas com ela? Via o medo no rosto das crianças quando ela se aproximava, como se fosse realmente uma criança esquisita, perigosa, maldosa. E não conseguia controlar seus dons, como assim gostava de chamar. Mal percebia quando estava pensando muito em ver algum dos colegas caindo - e eles de fato caíam. Esquecia que não podia ter pensamentos ruins e invejosos de presentes de outras crianças, ou trabalhos escolares, afinal, tudo sempre acabava pegando fogo ou coisa do tipo. Tinham medo dela e Marietta começava a ter medo de si mesma.
Nunca foi adotada, como era esperado. Aos dezoito anos deixou o orfanato e foi para o mundo. Vivendo na escória do reino, demorou para se encontrar. Não sabia o que era e nem por que era, mas ao conhecer Madame Poison, começou a entender sobre bruxaria.
Descobriu que vinha de uma linhagem de bruxas poderosas, mas que haviam sido expulsas do reino por serem inimigas do rei. Marietta, apesar de ter sofrido no passado, ainda tinha esperanças no mundo. E decidiu que faria o rei mudar de ideia.
Claro, teve que começar aos poucos. Miserável como era, precisava se aproximar devagar dos que tinham mais dinheiro, para que tivesse alguma chance de conseguir chegar no rei. E foi então que conheceu um homem rico que a fez mudar seus planos. Queria chegar no rei e não ter que viver mais às espreitas escondendo sua magia, mas estava ficando bem acomodada com a própria vida ali com ele. Estava se apaixonando. E todo mundo sabe que um homem charmoso é um grande perigo - apenas Marietta que não sabia disso. Deixou-se envolver pelo nobre: deu tudo que ele pediu, desde magia até toda sua atenção. Mas isso durou pouco, afinal, o homem era ganancioso demais e sempre queria mais e mais dela. E quando menos esperava, ele a traiu. E o caos começou.
Estava irada. Sentia como nunca poderia confiar em ninguém. No passado? Sofrera nas mãos de pessoas maldosas que a julgavam pelo poder que tinha. No presente? Sofria nas mãos de um homem que apenas a usava pelo poder que tinha. Estava cansada de ter que se esconder, se diminuir e tentar conquistar a confiança das pessoas. Não confiava em mais ninguém. E iria se vingar.
Começou pelos que um dia viveram no orfanato com eles. Um por um. Não que ela quisesse simplesmente tirar suas vidas, seria fácil demais. Assombrou-os. Com magia, aparecia em seus espelhos, nos de sua família. Como uma alerta de que um dia chegaria. E chegou. Matou todos que lembrava de um dia ter tirado sarro de si. Matou aqueles que negaram-lhe emprego por estar em situação de rua. Matou aqueles que foram injustos, maldosos, cruéis. Matava-os no banheiro das próprias casas, de forma lenta, dolorosa. E finalizava a cena escrevendo nos espelhos o nome das vítimas, com o sangue delas próprias. Pretendia matar o homem que a traiu, deixara ele por último para que soubesse que ela estava indo. Mas não teve tempo. Naquele ponto, as histórias já corriam soltas, e as pessoas temiam Bloody Mary. Se não seria amada e aceita, seria bom que fosse temida. Mas o rei não ficou parado vendo os assassinatos e terror que a bruxa agora espalhava: conseguiu contê-la com ajuda e a prendeu.
Exilada do reino, Bloody Mary foi enviada para Land of Untold Stories, para que perdesse seus poderes e nunca mais voltasse.
after the curse ; storybrooke
A maldição fez com que a vida de Barbara Harvey fosse muito similar com a de Marietta. Teve uma infância dura, órfã de pai e mãe, cresceu sozinha no orfanato. Era desastrada, esquisita. Tiravam sarro dela e todo o resto. Foi difícil. No ensino médio, ela tentava muito. Roubava maquiagens da mochila de algumas colegas para conseguir se arrumar como as outras - mas não sabia se maquiar, o que sempre era motivo de piada. Nunca havia beijado, também era motivo para que os outros enchessem sua paciência. Ela odiava todos, mas tinha de se controlar. Tentava tanto, tanto. Mas nunca era aceita, nunca parecia se encaixar.
Desde os dezesseis fez bicos por ai, tentando juntar algum dinheiro para se manter e, graças ao cérebro bastante inteligente, conseguiu uma bolsa em uma universidade do outro lado do país. Fez faculdade de administração e seguiu por algum tempo na California estudando, crescendo. Ela tinha que ser boa, estava predestinada!! Barbara sentia isso! Aproveitou a distância para trocar seu sobrenome, já que havia herdado um da dona do orfanato. E quando decidiu voltar? Seus planos eram jogar na cara de todos que era boa demais. Que era melhor do que eles, que ela havia crescido, mudado.
Quase não reconheceram-a pelas mudanças que teve depois da volta - e ela adorava relembrar propositalmente todos que haviam sido maldosos com ela. Abriu uma boate, Red Nightclub, onde fez um ambiente meio privado e pequeno, completamente revestido de espelhos.
red nightclub ;
Uma casa noturna exclusiva. Com uma vibe bastante elitista, o ambiente é bem chique. Completamente revestido de espelhos, tem poucos lustres, pois apenas um led neon se reflete em todo o local. O dress code é importante, ninguém entra de bermuda desarrumada ou de chinelo. Os drinks ali dentro são caros, mas são bastante exclusivos. As cervejas são todas importadas, belgas. Há um cardápio apenas de gastronomia molecular, tal qual drinks do mesmo tipo.
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