𝒏𝒂𝒎𝒆: Martin Bayrak Andrews
𝒏𝒊𝒄𝒌𝒏𝒂𝒎𝒆𝒔: Mert
𝒂𝒈𝒆: 30
𝒔𝒆𝒙𝒖𝒂𝒍𝒊𝒕𝒚: heterossexual
𝒃𝒊𝒓𝒕𝒉: 18 de março
𝒔𝒊𝒈𝒏: peixes
𝒉𝒆𝒊𝒈𝒉𝒕: 1.89cm
𝒘𝒆𝒊𝒈𝒉𝒕: 82g
𝒐𝒄𝒄𝒖𝒑𝒂𝒕𝒊𝒐𝒏: author
𝖇𝖎𝖔:
tw: menção a crimes como venda ilegal de armas químicas e violência
Talvez a maldição fosse inteligente o suficiente para saber quais as principais pessoas para enfraquecer; pois não poupara esforços para afastar um dos portos seguros da tão curiosa e esperta Belle French. Não que o próprio Maurice fosse, de algum modo, uma ameaça com suas ideias sem pé nem cabeça, e a mente avoada. A maldição o mandou para longe, ao menos nas memórias daquele novo mundo: Martin nascia em um local bastante rico, em Londres, herdeiro de um grande negócio na indústria química. Emine Bayrak e Frederick Andrews, junto de Mert e seus três irmãos, eram o que se podia classificar o retrato da família endinheirada sempre nos holofotes com a imagem perfeitamente intacta, o que também os tornava os maiores clichês daquele tipo de círculo social por serem o exato oposto do que tanto tentavam demonstrar: Se por um lado Frederick traía a esposa a qualquer oportunidade e descontava suas frustrações nos filhos, a mulher perdia-se em uma forte depressão diante da realidade daquele casamento infeliz. Os irmãos também desenvolviam cada um um problema proveniente da conturbada vida plástica; e o pequeno Martin, por sua vez, encontrava refúgio nos livros. Quem saberia dizer exatamente o que o havia encantado tanto nos livros de romance policial. Talvez a sensação de controle que resolver uma situação caótica oferecia, distante do que podia ser feito em sua casa.
Foi aos dezesseis que escreveu as primeiras palavras, o início do livro que cinco anos depois iniciaria sua carreira como um autor publicado e garantiria o rompimento completo do contato com a sua família (que nunca de fato parecera uma). No início, a sua intenção era apenas exteriorizar de alguma forma as frustrações e desabafar a verdade mesmo que escrita em um papel. Com o tempo, a ideia de que precisava mostrar essa verdade para o mundo se fazia mais concreta em sua mente, e foi somente quando Martin descobriu o que estava por trás da empresa que levava seu nome que decidiu por fim finalizar o livro e publicá-lo. A empresa da família criava armas químicas e vendia para organizações terroristas enquanto utilizava-se do pretexto da inofensiva empresa de químicos corrosivos. Toda a história foi contorcida e transformada em um romance de mistério que, discretamente, revelava cada uma das informações cruciais sobre os negócios sujos do pai e os problemas pessoais de cada integrante dos Andrews. O livro foi um sucesso inesperado, pois além do próprio mistério muito bem desenvolvido as páginas, os rumores de que a história falava secretamente sobre a sua vida elevavam as vendas e a fama. Dominic, na época com vinte e um anos, finalizou a faculdade de literatura com o próprio dinheiro conquistado - afinal, fora deserdado - e dedicou-se a escrever outros romances no mesmo estilo. Por um tempo teve dificuldades para criar uma história que lhe trouxesse tanta autenticidade quanto o primeiro sucesso, o que o instigou a viajar pela Europa em busca de sua próxima história. Foi na França que deparou-se com um grupo de extremistas que sequestravam e feriam alguns grupos de minoria - em especial imigrantes ilegais. Instigado pela curiosidade, começou a fazer as próprias pesquisas e deduções, descobrindo material suficiente para a segunda vitória no mundo literário, sendo esse o livro que mostrou que Martin Andrews não era um homem de um sucesso apenas. A obra foi ainda utilizada no caso como oficial como provas, e o próprio autor fora interrogado no decorrer do julgamento. Conseguiram por fim prender cada um dos integrantes e descobrir um esquema muito maior do que somente naquela cidade. A partir dali, aquilo tornou-se a vida do homem: investigar crimes a fim de publicar as verdades através de seu ponto de vista único e por trás do excitante mistério proposto nas páginas numeradas.
Foi ainda na França que se envolveu com Amadora, aos vinte e seis, chegando a se envolver seriamente por pouco mais de dois anos. Apesar de um bom início, o decorrer do tempo causou atritos demais para que pudessem se manter juntos -- mas principalmente, o novo nicho pelo qual o homem passou a se interessar. As viagens em si já eram estressantes à mulher (embora o luxo, não tanto), mas foi no momento em que ele passou a se interessar pelo sobrenatural que as coisas realmente pesaram. Porque investigar criminosos já era bastante perigoso, de modo que ele colecionava por aí inúmeros inimigos, mas ser taxado de louco por acreditar em demônios e espíritos? Ah, não, aquela vergonha Amadora não aceitaria. Após fazê-lo escolher entre a carreira e ela, a escolha fora bem mais fácil do que a mulher imaginara. Talvez por isso nunca o tivera contado que, apenas meses depois, estava grávida. O decorrer de seus anos foram gastos procurando pela próxima história, agora investido em entender melhor sobre tudo que envolvia aspectos sobrenaturais, parte de sua fama agora mudando de gênio para louco. Chegou a lançar alguns livros depois, nenhum realmente alcançando o sucesso das duas primeiras obras, até ouvir sobre Storybrooke e alguns supostos acontecimentos estranhos. E quem diria que, no momento em que pisara lá, se depararia justamente experimentando um deles? Não saberia dizer qual o erro da maldição, até porque sequer pudera se dar conta, mas o homem que tinha vivio até os cinquenta e cinco anos até então voltava no tempo, como se não fizesse mais de alguns meses desde que havia completado o trigésimo aniversário. Ele sabia que esava em Storybrooke para pesquisar e escrever o seu próximo livro, apenas não sabia que haviam vinte e cinco anos de história perdidos ali.














