Que sorte a de Reyhan encontrar um emprego na cidade tão rápido! Deixar tudo em Chicago e voltar tão rapidamente para Storybrooke fora complicado, especialmente para alguém que não podia se considerar muito bem estável. Ela tinha emprego por lá, sim! Três, para ser mais exata. Mas era sempre um risco, nada estava garantido e Rey precisava cuidar não somente de um filho, mas também de todos os animaizinhos. E agora na cidade natal, a vaga de assistente pessoal pagava muito bem. Uma pena que era somente temporário. Mas mesmo assim, tinha de dar seu melhor - três meses não era muito tempo, mas se acabasse com tudo logo na primeira semana eles com certeza conseguiriam contratar outra pessoa. Fez questão de tomar as notas quando a assistente do homem explicou toda sua rotina, suas preferências e seus compromissos, e estava prontíssima. Já havia deixado Volkan na escola, alimentado seus animais, colocado a roupa chique que a fazia parecer uma secretária respeitável (mesmo que fosse terrível em andar de salto alto) e estava logo cedo na casa enorme do seu novo chefe. Mal havia falado com ele, inclusive, mas sua antiga assistente comentou que ele era tão atarefado que provavelmente nem ligaria. Contato que sua rotina seguisse em ordem! Então ela utilizou a cópia da chave, entrou no espaço e, conforme as instruções, foi direto para a cozinha. Deveria preparar seu café da manhã, e depois recitar todos os compromissos daquele dia enquanto ele se alimentava. Fácil! Difícil mesmo seria se localizar naquele lugar gigantesco. Veja bem; Reyhan tinha muitos talentos e muitas habilidades, mas não era a pessoa mais metódica do mundo. A cozinha virou um campo de batalha conforme ela preparava o suco verde, os ovos mexidos, as torradas, a salada de fruta. Agitada, corria de um lado para o outro, preparando, sujando, limpando, falando sozinha. “Nossa, tudo isso pra um homem só?” Disse uma hora, preparando ainda a refeição. “Credo, que suco terrível” Reclamou outra, ainda, colocando o restinho da vitamina em um copo para que pudesse provar (e tossindo como quem havia sido envenenadada ao fazê-lo, repetindo mais um par de vezes o horror que era aquele suco). No final, porém, tudo estava em ordem. Era mãe, afinal! Sabia controlar bagunças. “Pronto! Meu Deus, quanta coisa, quem precisa de tud-.” Murmurou, passando as costas da mão da testa, até ouvir um pigarro que denunciava que não estava sozinha. “Oh.” Precisava estar apresentável! Tentou arrumar os fios de cabelo bagunçados àquele ponto antes de se virar, com um sorriso simpático. “Bom dia senhor Elsher! Aqui seu café da manhã, do jeito que a senhorita Hart falou que o senhor gosta. Aqui ó, toma”