esse lugar está reservado
esses últimos dias tive um despertar sutil. um sentimento leve que foi me sacudindo aos poucos... sabe? quase entrando nos pequenos furos que estavam com um vácuo, mas que eu mal sabia que esse espaço existia...
é como se me fosse um véu se rasgasse para que eu pudesse visualizar mais de perto e com calma.
então, estou tentando lidar da melhor forma com a ideia de que o meu caminho, daqui para frente, precisa ser alterado.
não radicalmente, mas que preciso escutar melhor os meus próprios pensamentos e os chamados internos que, quando ignorados, acabam se agravando no físico.
não é como se eu não soubesse que isso um dia aconteceria, porque, de alguma forma, sempre esteve ali: um espaço que sempre esteve reservado para Deus.
existe uma camada que reside no corpo, que é a alma. ela faz morada em nós, nos habita e necessita de uma conexão que vai além do material.
essa sensação me pegou em níveis altíssimos, e não é como se eu pudesse simplesmente virar as costas para isso, já que era exatamente o que eu fazia antes.
mas alguém, em um certo dia da semana, me disse:
"é como se você tivesse medo da luz."
e essa frase me fez refletir ainda mais sobre o quão caótica a vida vinha se apresentando para mim... percebi que já não sei enxergá-la de outra forma.
como se eu realmente não encontrasse mais conforto na minha própria existência, talvez porque eu tenha aprendido a sobreviver no ruído e tenha me desacostumado ao silêncio.
talvez porque a luz também revele aquilo que eu passei tanto tempo tentando não olhar.
entendo que a pausa para me reconectar com a espiritualidade não é um luxo, nem uma fuga: é uma necessidade.
uma necessidade que atravessa todas as estações da vida e que não pode ser mais adiada.













