A história do coletivo b de bandú começa em 2018, na colaboração entre Josí de Mattos Neto, Isadora Borges, Bruna Mayer, Alexandre D'Elboux Filho, Paola Oliveira, Lucia Esteves e Maryah Monteiro na criação da performance Respire, que viria a integrar o recital de conclusão da graduação em Música com habilitação em Composição de Josí na ECA-USP. Na performance, tais artistas pesquisavam a voz na sua dimensão corporal, espacial, poética e criativa, a partir do contato de Josí e Paola com uma oficina da Profa. Dra. Paula Molinari (UFMA), credenciada como Roy Hart Vocal Teacher.
Em 2019, parte desse grupo (Josí, Isadora, Bruna, Alexandre e Paola) realiza uma residência artística com Paula Molinari (e o Prof. Dr. Paulo Rios, também da UFMA) em Parnaíba (PI), dentro da abordagem vocal de Molinari a partir do Roy Hart Vocal Theater. Nessa residência, o grupo pesquisou artisticamente a potência criativa da voz, compondo um experimento artístico multimídia, cênico e sonoro, fruto da pesquisa, e uma oficina teórica e prática com graduandos de Música da UFMA.
Já em 2021, algumes desses artistas (Isadora, Josí e Maryah Monteiro) se reúnem virtualmente para criar videopoemas, cruzando as pesquisas dos três: artes cênicas e poesia (Isadora), música e voz (Josí) e videodança e performance (Maryah). Outro artista surge: Lucas Abe, que colabora na produção de um dos videopoemas. Surge a palavra bandú para nomear esse grupo.
Em 2022, Isadora e Josí convidam a professora Paula Molinari para ministrar uma Oficina de Voz e Criação, novamente a partir de sua pesquisa artística focada na voz. Nessa oficina, ocorrida em dois dias de agosto, participam: Isadora, Josí, Bruna, Alexandre e Lucas, além de novos artistas: Amanda Jacometi, Karine Viana e Leonardo Rocha. Participa também, como ministrante, a Profa. Dra. Alice K. Yagyu, do Depto. de Artes Cênicas da ECA-USP.
A partir dessa oficina, configura-se um grupo de pesquisa com tais participantes, além de Vanessa Longoni (que havia participado de outra oficina de Molinari na mesma época). Nesse grupo, a pesquisa se desdobra nas fronteiras entre cena, música, multimídia, poesia e performance, tendo a voz — seja ela palavra falada, escrita ou mesmo puro som nascido de um corpo único — como motor investigativo. O grupo se reúne semanalmente durante o segundo semestre de 2022, realizando uma abertura de processo em dezembro.
Em 2023, parte do grupo decide seguir a pesquisa, e surge o nome b de bandú (inspirado no livro B de Bruxa de Micheliny Verunschk, que foi um dos materiais investigados na pesquisa do grupo). São eles: Isadora Borges, Lucas Abe e Vanessa Longoni (confira quem são na página dos integrantes). Josí de Mattos Neto, Maryah Monteiro, Leonardo Rocha e Bruna Mayer seguem como colaboradores próximos, porém sem a possibilidade de integrar todos os ensaios por residirem em outras cidades (no caso de Josí e Maryah) ou devido a outros trabalhos (no caso de Leonardo e Bruna).