Avisos: Uso de ĂĄlcool, Menção leve Ă violĂȘncia, AngĂșstia existencial, Beijo intenso e invasivo, Queima lenta, Flerte nĂŁo romĂąntico, Obscenidade leve, Masturbação (Leitor recebendo), Boquete (Leitor recebendo), Humilhação leve, Coringa sendo Coringa, MençÔes Ă violĂȘncia (caos implĂcito no estilo do Coringa, nĂŁo grĂĄfico), Existencialismo leve (fala sobre quedas, prisĂ”es, emoçÔes), Sarcasmo e zombaria (porque...Ă© o Coringa, claro), MençÔes ao Batman, DiĂĄlogos pesados, Coringa adjacente ao cĂąnone (Batman: Killing Time), Coringa jĂĄ um aviso e red flag muito grande.
Personagem: Coringa (Batman Killing Time)
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N/A: OlĂĄ, meus filhotes de cangurus dentro da bolsa, testando as ĂĄguas aqui para postar putaria completa no futuro. Se vocĂȘ gosta do jeito que escrevo, postarei mais! Leitor masculino de novo porque sim! Mas eu escrevo para os outros tambĂ©m, ok? Ă sĂł perguntar na caixa de perguntas, nĂŁo seja tĂmido, farei o meu melhor para responder e escrever o que vocĂȘ quiser. Se houver algum erro, desculpe! Meu corretor Ă© uma bosta, meu celular Ă© uma batata, Ă© tudo ruim.
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VocĂȘ e o Coringa sĂŁo "amigos" hĂĄ algum tempo, mesmo com muitas diferenças em praticamente tudo! O palhaço esquisito nĂŁo te deixou em paz, praticamente te seguiu por toda parte atĂ© vocĂȘ aceitar a presença dele.
E isso o levou a fazer caminhadas em lugares aleatĂłrios que ele mesmo escolheu, para beber, fumar e conversar, mesmo que nĂŁo houvesse muito o que conversar com um cara louco como ele.
AtĂ© que uma noite ele te convidou para beber de novo, vocĂȘ aceitou normalmente, achando que seria como qualquer outra noite, mas as coisas acabaram se agravando rĂĄpido demais.
As luzes da cidade abaixo de vocĂȘ piscavam como um campo de vaga-lumes presos em um pote, vocĂȘ estava sentado no terraço de um arranha-cĂ©u abandonado, com duas taças de Jack Daniels refletindo o luar.
Seus dedos se fecharam em torno do copo, o uĂsque quente escorrendo pela palma da mĂŁo, Coringa sentou-se Ă sua frente, com as pernas balançando na beirada, o terno roxo brilhando sob a luz fraca dos letreiros de neon.
VocĂȘs estavam...âpasseandoâ
VocĂȘ tomou um gole lento, a queimação percorreu sua garganta e levou arrepios atĂ© sua espinha, foi uma sensação boa, simples, vocĂȘ olhou para ele, os cantos de seu rosto pintado se ergueram no que vocĂȘ chamaria de um sorriso, se nĂŁo soubesse melhor.
"JĂĄ viu morcegos voando?", perguntou ele, com a voz baixa e teatral. "Eles sĂŁo estranhos, como guarda-chuvas com atitude." Ele inclinou a cabeça para trĂĄs e riu, um som que assustaria a maioria das pessoas, mas vocĂȘ simplesmente deu de ombros.
"Na verdade, nĂŁo", vocĂȘ disse. "Prefiro pombos, eles sĂŁo honestos.â
Ele arqueou uma sobrancelha, se Ă© que se pode chamar aquelas linhas irregulares de sobrancelhas.
"Pombos?" Ele debochou. "Påssaros que cagam na sua cabeça e depois somem? Romùntico." Ele acenou com o dedo em saudação zombeteira. "Ao amor verdadeiro."
"Claro, nada grita mais romance como merda de pĂĄssaros" vocĂȘ revirou os olhos.
Ele se inclinou para frente, com o rosto pintado a centĂmetros do seu, e repetiu, mais baixo dessa vez:
"VocĂȘ tambĂ©m pensa a mesma coisa?" Seus olhos brilharam, como se vocĂȘ estivesse prestes a confessar seu amor eterno, quando na verdade sĂł estava pensando no almoço.
"HĂŁ? NĂŁo" vocĂȘ piscou olhando para o lado oposto dele.
Ele deu de ombros e virou outra dose, o copo caiu no chĂŁo com um tilintar, o lĂquido escorreu por sua calça roxa, encharcando-a.
"Eu tambĂ©m nĂŁo" disse ele, enxugando a bochecha com o dedo enluvado. "Brincadeira." Ele entĂŁo abriu aquele sorriso. "O amor Ă© superestimado de qualquer maneira, a menos que vocĂȘ leve em conta o meu amor pelo caos.â
VocĂȘ tossiu, quase cuspindo uĂsque nos sapatos dele. "Seu amor pelo caos nĂŁo Ă© exatamente...sutil."
Ele fingiu estar ofendido.
"Como ousa? Meu caos tem nuances, elegĂąncia, como uma bailarina sob efeito de cocaĂna."
VocĂȘ se recostou na fria parede de tijolos, a brisa aumentou, trazendo o lamento distante das sirenes.
O Batman provavelmente estava por aĂ, espancando ladrĂ”es ou algo assim; sinceramente, ele precisava de um hobby. Talvez tricĂŽ.
O Coringa inclinou a cabeça, vendo vocĂȘ observar a cidade.
"Falando em hobbies", disse ele, um palhaço estranho, que parecia ler seus pensamentos, "por que os humanos usam meias? VocĂȘ jĂĄ se perguntou?" Ele pareceu genuinamente confuso. "PĂ©s suam. NĂŁo Ă© bom? Como um pĂąntano."
"NĂŁo. PĂ©s cheiram mal. PĂąntanos fedem. VocĂȘ teria dois cheiros ruins. Isso Ă© um fedor duplo." VocĂȘ o encarou.
Ele riu baixinho. "Ah!" Estalou os dedos. "Mas vocĂȘ nĂŁo acha que suor Ă© sexy? Como prova de esforço. Quer dizer, olha sĂł, a tinta nĂŁo se aplica sozinha."
"Tinta tambĂ©m nĂŁo transpira." VocĂȘ semicerrou os olhos.
"VocĂȘ Ă© divertido." Ele deu um tapinha no seu ombro e vocĂȘ se encolheu com o couro frio. "Aposto que o Batman nĂŁo dĂĄ tapinhas no seu ombro." Ele riu de novo, aquele som agudo de vidro quebrando suavemente.
"O Batman nĂŁo dĂĄ tapinhas nos ombros", vocĂȘ disse secamente.
"Exatamente." Ele esticou os braços, como se reivindicasse o mundo. "Somos especiais."
VocĂȘ tomou outro gole, observando-o olhar para os telhados. "VocĂȘ pensa muito no Batman" vocĂȘ observou.
Ele se virou, com o sorriso se alargando.
"O Batman? Não." Ele balançou a cabeça. "Ele é um chato. Sempre limpando a bagunça das minhas festas. E boas maneiras? Ele não tem nenhuma, nunca me escreveu um bilhete de agradecimento pelos balÔes com tema do Charada semana passada."
"Ele provavelmente pensou que vocĂȘ estava dando uma festa de refĂ©ns." VocĂȘ riu, mais alto do que pretendia.
"Detalhes" ele disse, dispensando com um gesto. "O senso de humor dele precisa ser aprimorado." Ele se inclinou para mais perto novamente. "AlĂ©m disso, eu gosto de conversar com vocĂȘ." Ele piscou, grosseiramente.
"Por quĂȘ?" vocĂȘ engoliu em seco.
Ele abriu os braços. "Por que nĂŁo?" Ele sussurrou, com a voz sedosa. "VocĂȘ sabe que eu sou problema, nĂ©?"
"Ă" vocĂȘ assentiu. "Eu sei que vocĂȘ Ă© problema."
Ele se recostou, copo na mĂŁo.
"Mas ei! Problema Ă© uma palavra tĂŁo... 'sem graça'. Eu prefiro 'aventura'! Ă!" Ele deu um sorriso largo. "Caos com decoro."
"Decoro? VocĂȘ estĂĄ inventando palavras agora?" vocĂȘ resmungou.
"A linguagem evolui." Ele bateu no queixo. "AlĂ©m disso, eu posso estar chapado, uĂsque me deixa filosĂłfico."
"VocĂȘ Ă© sempre filosĂłfico, sobre coisas absurdas." vocĂȘ deu um sorriso irĂŽnico.
Ele pareceu ofendido novamente.
"Quero que saiba que minhas perguntas sĂŁo legĂtimas." Ele se inclinou, os olhos brilhando. "Tipo, se vocĂȘ pudesse ser qualquer molho, qual seria?"
"Molho?" VocĂȘ ficou confuso.
"Mostarda, ketchup, sriracha, vai." Ele assentiu como se fizesse todo o sentido o que ele tinha acabado de perguntar.
"Eu seria sriracha." VocĂȘ esvaziou seu copo.
Ele bateu palmas uma vez. "Quente, popular, um pouco perigoso." Ele bateu os lĂĄbios. "Gostei do seu jeito."
"SĂ©rio? Me deu medo agora, vou dormir de olhos abertos" vocĂȘ zombou.
Ele se levantou, cambaleou, e quase caiu da borda, vocĂȘ agarrou o braço dele, ele se firmou, sorrindo estranhamente.
"EquilĂbrio Ă© superestimado", disse ele, deslizando para trĂĄs. "A gravidade pode acabar com isso."
"DeverĂamos conversar sobre algo legal" vocĂȘ suspirou.
"Tipo relacionamentos? Sentimentos? Coisas que vocĂȘ nĂŁo pode esfaquear com uma faca?" Ele piscou e inclinou a cabeça. "O que Ă© legal?"
"Momentos como este, talvez?" VocĂȘ olhou para ele.
Ele cantarolou. "Momento, palavra bonita." Ele tomou um longo gole da garrafa, largou o copo e passou para vocĂȘ.
VocĂȘ hesitou, entĂŁo pegou, e o uĂsque quente pingou pelo seu pulso.
"VocĂȘ estĂĄ bem? Ou...mais ou menos?" Ele te observou.
"Estou bem" vocĂȘ suspirou.
"Bem Ă© uma prisĂŁo." Ele te olhou.
"Ăs vezes, as prisĂ”es sĂŁo aconchegantes" vocĂȘ balançou a cabeça.
Ele riu e jogou a cabeça para trĂĄs. "VocĂȘ Ă© estranho." EntĂŁo, ele ficou sĂ©rio. "Eu gosto de coisas estranhas." Ele deslizou para se sentar ao seu lado.
Por um segundo, vocĂȘ se esqueceu de odiĂĄ-lo, as luzes da cidade brilhavam em seu rosto pĂĄlido, te fazendo pensar.
"Me diga uma coisa." Ele sussurrou, sua voz suave. "Me fale sobre vocĂȘ."
"Se eu te contar, vocĂȘ vai usar isso contra mim" vocĂȘ cruzou os braços.
Ele deu de ombros. "Eu uso tudo contra as pessoas." Então tocou seu braço. "Mas eu prometo...sem problemas."
"Eu trabalho Ă noite." VocĂȘ engoliu em seco.
"Coruja?" Ele arqueou as duas sobrancelhas pintadas.
"Ă, eu cuido do turno da noite na biblioteca do centro."
"BibliotecaâŠ.livros antigos, segredos empoeirados, assustadores." Ele tamborilou os dedos.
"AlguĂ©m tem que organizar todas as partes chatas da histĂłria." VocĂȘ assentiu.
"Chato? História é só uma série de histórias que as pessoas contam umas às outras para evitar tarefas" ele virou a cabeça bruscamente.
"Isso explica muita coisa." VocĂȘ riu.
"Sabe...qual Ă© a minha histĂłria favorita?" Ele se inclinou para mais perto.
VocĂȘ balançou a cabeça em negação.
"Aquela com a piada que ninguém esperava." Ele sorriu largamente o suficiente para revelar seus dentes brilhantes.
"Isso Ă© quase poĂ©tico" vocĂȘ lhe ofereceu um sorriso irĂŽnico.
"Quase" ele deu de ombros.
Um silĂȘncio constrangedor se instalou, sirenes soavam lĂĄ embaixo, mais perto agora. Batman? PolĂcia? Ou talvez uma ambulĂąncia.
VocĂȘ olhou para o Coringa, depois para a beirada irregular do telhado.
"JĂĄ pensou em cair?" ele perguntou.
"NĂŁo?" vocĂȘ olhou para ele como se ele fosse louco.
Ele riu. "Claro que não", ele apontou para o seu peito. "Seu coração pode parar se eu te pedir para fazer uma loucura."
"Guarde suas falas cafonas." VocĂȘ revirou os olhos.
"Falou o cara que diz que os pombos sĂŁo romĂąnticos." Ele limpou a gola do terno.
"Eles parecem felizes." VocĂȘ olhou para a população de pombos lĂĄ embaixo, em um telhado prĂłximo, trĂȘs pĂĄssaros discutindo por um pĂŁo de cachorro-quente descartado.
Ele riu novamente. "Pombos felizes." E entĂŁo ficou solene. "Sabe, vocĂȘ Ă© uma das poucas pessoas que eu nĂŁo quero machucar."
"Isso Ă©âŠtĂŁo perturbador vindo de vocĂȘ." VocĂȘ continuou respirando enquanto o olhava de canto de olho com desconfiança.
Ele deu de ombros. "Talvez." EntĂŁo ele abriu um sorriso. "Mas Ă© verdade."
"Eu nĂŁo confio em vocĂȘ." VocĂȘ encontrou seu olhar pintado.
Ele se recostou, as pernas balançando novamente. "Justo." Ele expirou. "Confiança é superestimada."
VocĂȘ tomou outro gole de uĂsque e olhou para o horizonte. O horizonte de Gotham parecia um sorriso recortado, espelhando o seu prĂłprio sorriso. A cidade pulsava. VocĂȘ quase conseguia senti-la, pulsando sob suas botas.
"O que vocĂȘ estĂĄ pensando?" Ele resmungou.
"Grande erro. Nada Ă© a coisa mais perigosa que vocĂȘ possa imaginar", ele estalou a lĂngua.
"Ă? Porque o Batman pensa?" VocĂȘ engoliu em seco.
Ele riu. "O Batman pensa demais." Seus olhos brilharam. "Ele precisa relaxar."
"Ele te trancaria em Arkham num segundo se pudesse" vocĂȘ exclamou.
"EntĂŁo eu fugiria" ele deu de ombros.
"ClĂĄssico vocĂȘ" vocĂȘ revirou os olhos.
"Para o clĂĄssico eu" ele ergueu a garrafa.
VocĂȘ bateu o copo na garrafa dele, o lĂquido espirrou e derramou, vocĂȘs dois riram, depois mergulharam em um silĂȘncio confortĂĄvel.
Para uma pessoa que prosperava na bagunça, o Coringa podia ser...estranhamente tranquilo às vezes.
"VocĂȘ jĂĄ se perguntou por que gostamos de coisas terrĂveis?" Ele quebrou o silĂȘncio.
"Como o caos?" VocĂȘ piscou.
"Não, como filmes de terror, montanhas-russas, comida apimentada." Ele balançou a cabeça.
"Adrenalina" vocĂȘ considerou.
Ele sorriu, quase gentil. "Verdade." Ele apontou para um arranha-céu. "Mas também...porque gostamos de nos sentir vivos."
"Isso nĂŁo parece...loucura" vocĂȘ o encarou.
Ele lhe fez uma breve saudação. "Viu? Eu tenho profundidade." Ele fez uma careta. "Não muito profundo também ou vou me afogar, mas um pouco eu tenho."
"VocĂȘ pisa na parte rasa" vocĂȘ ri.
"Ă aĂ que a festa acontece" ele sorri radiante.
VocĂȘ observa o rosto dele, as luzes da cidade brilhavam sobre sua mĂĄscara de maquiagem, por uma fração de segundo, vocĂȘ viu algo cru, algo humano.
EntĂŁo ele piscou e desapareceu.
O vento noturno chicoteava o casaco roxo do Coringa como uma bandeira retorcida contra o céu nublado de Gotham.
Abaixo de vocĂȘ, as luzes da cidade piscavam furiosamente, como vaga-lumes enlouquecidos presos em uma gaiola de concreto, vocĂȘ agarrou a garrafa de Jack Daniels com força, sua Ășnica Ăąncora para nĂŁo ser arrastado por qualquer furacĂŁo que ele trouxesse.
Ele andou para longe de vocĂȘ, encarando a cidade, mas entĂŁo, olhou por cima do ombro, os olhos brilhando como lĂąminas.
"Ei" disse ele, sua voz um sussurro, como uma mĂŁo invisĂvel envolvendo seu pescoço. "JĂĄ pensou que eu poderia gostar de homens?"
VocĂȘ engoliu em seco, tentando manter a compostura.
"NĂŁo...pensei muito sobre isso", vocĂȘ respondeu, tentando demonstrar indiferença.
Ele se aproximou, passos silenciosos, parou a apenas um suspiro de distĂąncia, sua mĂŁo enluvada pairando.
"Surpresas apimentam o destino", murmurou ele, inclinando a cabeça, um leve sorriso curvou-se em seus lĂĄbios vermelho-escuros manchados. "E eu sou todo apimentado." Uma risada manĂaca saiu de seus lĂĄbios.
O concreto desaparece sob seus pĂ©s, ele subiu na borda e gesticulou para que vocĂȘ se aproximasse com um aceno quase imperceptĂvel.
VocĂȘ deu um passo trĂȘmulo, equilibrando-se na beirada, cada fibra do seu corpo gritava: "Isso era loucura" ele estendeu a mĂŁo, como se estivesse oferecendo as chaves de algo proibido.
VocĂȘs estavam nariz com nariz, ele ergueu o queixo, estudando vocĂȘ como uma escultura, uma mecha de cabelo verde caiu sobre seu rosto, dançando na brisa.
"TĂŁo bonito...tĂŁo deliciosamente complexo.â
Ele sussurrou como tinta descascando de uma parede, seus dedos traçaram seu queixo, frios como agulhas.
EntĂŁo ele se inclinou e seus lĂĄbios se encontraram.
Uma colisĂŁo lenta e deliberada.
A eletricidade percorreu vocĂȘ, os lĂĄbios dele se moveram com precisĂŁo, abrindo seu mundo, a lĂngua dele pressionou a sua, explorando, invadindo, causando arrepios pela sua espinha.
Ele te prendeu contra a borda, uma ameaça silenciosa, a outra mĂŁo emaranhada em seus cabelos, aprofundando o beijo atĂ© vocĂȘ nĂŁo conseguir respirar.
Seu coração batia forte o suficiente para ele ouvir, vocĂȘ tentou se afastar, mas seu corpo o traiu.
A atração dele era a gravidade.
Ele interrompeu o beijo repentinamente, sua voz roçando sua pele:
"Seu gosto Ă© melhor que o da Arlequina."
"VocĂȘ Ă© doente...sĂ©rio que vocĂȘ mencionou uma mulher que mal beijou?" VocĂȘ reclamou, sem fĂŽlego devido Ă intensidade.
Ele riu baixinho e rudemente.
"Doença Ă© sĂł a mente esticando as pernas, e eu a beijei muitas vezes, sim, vocĂȘ sĂł nĂŁo viu." E antes que vocĂȘ pudesse responder, ele te beijou novamente, mais rĂĄpido, mais sujo, como se estivesse roubando nĂŁo apenas o ar, mas seus pensamentos.
A saliĂȘncia rangeu sob seu peso, a cidade prendeu a respiração, vocĂȘ cedeu, agarrando o casaco dele, odiando o quanto vocĂȘ queria o prĂłximo segundo.
Quando ele se afastou novamente, suas testas se tocaram.
"Isso foi sĂł uma amostra." Ele sussurrou.
"VocĂȘ se acha demais, nĂ©?" vocĂȘ sussurrou de volta, com a voz embargada.
Ele sorriu, os olhos brilhando de excitação.
VocĂȘs ficaram ali, pressionados em silĂȘncio, respirando um ao outro.
EntĂŁo, algo mudou, ele te girou, desceu da borda e te empurrou contra a parede na beira do telhado, o concreto raspou suas costas, mas o calor dele estava por toda parte.
Ele encarou com os olhos semicerrados, aquele sorriso preguiçoso se espalhando como fogo.
"Vamos ver o quanto vocĂȘ aguenta", ele sussurrou, sua boca roçando sua orelha.
O que se seguiu nĂŁo foi apenas um beijo, foi um ritual, sua boca encontrou seu queixo, arrastando loucura por sua pele.
Ele mordeu, puxou seu låbio inferior, sentindo seu gosto como uma fruta estranha, algo entre afeição distorcida e fome teatral.
"VocĂȘ estĂĄ ridĂculo agora, sabia?" ele sussurrou entre beijos.
"Cale a boca" vocĂȘ murmurou, a cabeça inclinada contra a parede.
"Ah, mas conversar Ă© metade da diversĂŁo", ele sorriu, a lĂngua traçando o canto da sua boca. "VocĂȘ fica vermelho quando eu te beijo. Pior quando eu te olho.â
Seu rosto queimava, mas vocĂȘ nĂŁo se mexia. NĂŁo conseguia. Ele o beijava como se quisesse te abrir ao meio.
NĂŁo havia romance, apenas conquista, consumo.
Ele agarrou sua gola, puxando-o para frente com força suficiente para fazer vocĂȘ tropeçar, e riu da sua reação.
"VocĂȘ Ă© como arte moderna, lindo, mas ninguĂ©m entende."
"Quer parar com essas comparaçÔes sem sentido?"retruquei, com a voz mais åspera do que eu esperava.
Ele te puxou para perto novamente, um beijo longo, sufocante, o tempo passou, lĂĄbios, lĂngua, dentes, hĂĄlito de uĂsque.
Ele estava em todo lugar e, de alguma forma, rindo.
Quando ele finalmente se afastou, vocĂȘ estava sem fĂŽlego, tonto, com as pernas tremendo.
Ele, claro, parecia que tinha acabado de sair de casa arrumado.
EntĂŁo, novamente, ele se aproximou de vocĂȘ, agarrando seu pescoço com firmeza, o couro frio da luva lhe causando arrepios na espinha, fazendo vocĂȘ sugar o ar entre os dentes.
"VocĂȘ se derrete tĂŁo facilmente."
Seu sorriso era predatĂłrio, aqueles dedos longos e pĂĄlidos deslizavam sob sua cintura novamente, desta vez com uma urgĂȘncia proposital.
VocĂȘ respirou fundo quando ele o pressionou contra a parede fria de pedra, seu peito nivelado com o seu, o calor irradiando atravĂ©s de suas camadas.
A outra mão dele encontrou os botÔes da sua camisa e os puxou, rasgando o tecido.
O vento ondulou o tecido rasgado, expondo seu peitoral ao ar da noite, ele traçou a curva da sua clavĂcula com a lĂngua, passando-a apenas o suficiente para fazer vocĂȘ estremecer, sua mĂŁo enluvada desceu, deslizando entre sua cueca e sua pele, roçando o lugar que ele jĂĄ havia provocado.
"à patético como só um toque te faz gemer."
A voz dele era aveludada com bordas de aço, vocĂȘ ofegou, os dedos se enroscando em seu casaco, o corpo arqueando com a sensação, ele capturou sua boca em um beijo intenso, a lĂngua se movendo como uma cobra, saboreando vocĂȘ com fome e malĂcia.
Ele interrompeu o beijo para sufocar seus lĂĄbios com crueldade sussurrada:
"Eu deveria cuidar direitinho de vocĂȘ, vocĂȘ parece tĂŁo desesperado."
A mĂŁo dele apertou, pressionando o tecido atĂ© que vocĂȘ pudesse sentir o brilho escorregadio da sua prĂłpria excitação, ele gemeu baixo em sua boca.
Ele deu um passo para trås, olhos escuros, com crueldade deliberada, enganchou os dois polegares sob sua cintura e puxou sua calça jeans e cueca para baixo em um movimento suave, seus joelhos cederam, mas ele o segurou, um braço envolvendo sua cintura.
EntĂŁo ele se ajoelhou, zombeteiramente majestoso, seus dedos enluvados deslizando sobre seus quadris, apertando a sua bunda, arrancando um gemido abafado do fundo da sua garganta.
"Olha sĂł vocĂȘ, tĂŁo pronto e precisando de cada centĂmetro de mim, tĂŁo desesperado que nem consegue formar uma frase...que tipo de vagabunda vocĂȘ Ă©?" Sua voz era cruel, cada palavra e palavrĂŁo escorrendo de sua lĂngua como veneno, algo que deveria ofendĂȘ-lo, na verdade, te deixava com ainda mais tesĂŁo.
Ele entĂŁo tirou o prĂłprio paletĂł e camisa.
Sua mĂŁo foi atĂ© seu pau, que jĂĄ estava duro e com a cabeça avermelhada, pingando prĂ©-sĂȘmen. VocĂȘ nunca se sentiu tĂŁo carente de um toque mĂnimo daquele homem como agora.
Ele fez uma leve careta de desgosto e intriga enquanto segurava seu pau com a mĂŁo enluvada, vocĂȘ era grande e se orgulhava disso, mas essa situação, coringa olhando com esses olhos te fazem ficar inseguro, mas entĂŁo a mĂŁo dele fecha em volta do comprimento e move com uma leve pressĂŁo para cima e para baixo, e a cada movimento das mĂŁos, o esperma pingava e manchava suas luvas roxas, como um lubrificante para facilitar a movimentação.
A lĂngua anormalmente vermelha do Coringa se projetou para fora, e ele olhou fundo em seus olhos enquanto passava a lĂngua pela ponta do seu pau.
"C-Coringa...eu...por favor" vocĂȘ implorou, sabendo que jĂĄ era humilhante o suficiente, mas quem se importa? Suas calças jĂĄ estavam abaixadas e seu pau jĂĄ estava exposto, sendo segurado por ele; qualquer honra que vocĂȘ tivesse jĂĄ havia desaparecido hĂĄ muito tempo.
"Cala a boca, garoto." A voz dele saiu séria, fazendo sua boca se fechar instantaneamente, e então ele sorriu. "Só fale quando eu mandar."
A boca do homem então envolveu seu pau, sugando de maneira habilidosa, sua cabeça se movendo para frente e para trås, enquanto ele o encarava profundamente com aqueles olhos frios, uma mistura que o deixou acanhado.
VocĂȘ gemeu, um gemido choroso, sem saber o que fazer, mas o prazer era demais, vocĂȘ sabia que era tudo apenas uma necessidade de toque.
O palhaço continuou te chupando, apertando sua coxa para se equilibrar e a outra mão apertando sua bunda, a sua mão desceu e envolveu seu couro cabeludo, puxando os cabelos verdes dele, fazendo ele soltar um grunhido de aprovação.
A boca dele estava preenchida com seu comprimento, vocĂȘ o sente te levar atĂ© o fundo da garganta, era incrĂvel como ele parecia dominante e submisso ao mesmo tempo.
Seus olhos reviraram e se fecharam com força, Coringa fez questĂŁo de soltar gemidos de aprovação enquanto te chupava, como se estivesse provando o melhor doce do mundo, e vocĂȘ sabia que era sĂł para te provocar mais, a lĂngua dele tambĂ©m trabalhava habilidosamente, certificando de lamber cada centĂmetro e cada veia do seu pau.
VocĂȘ entĂŁo sentiu um aperto no estĂŽmago, seu corpo estremeceu e vocĂȘ agarrou a cabeça do Coringa o puxando para penetrar seu pau ainda mais fundo na garganta dele, finalmente gozando goela adentro do homem que respirava fundo pelo nariz de forma audĂvel.
Sua mĂŁo caiu para os lados da sua cintura, soltando a cabeça de Coringa, o homem afastou a cabeça, afastando a boca do seu pau jĂĄ mole, ele olhou para vocĂȘ com um olhar indecifrĂĄvel, o esperma escorreu lentamente pelo canto da boca dele, a maquiagem no rosto dele estava borrada, assim como seu pau e pĂ©lvis, que tinha algumas manchas brancas e vermelhas da maquiagem dele.
"Isso foi inesperado, segurando minha cabeça, hein? Que safadeza!" O palhaço zombou com a voz rouca.
Sua respiração engatou, ali, naquele telhado, o mundo se estreitava na curva de seu sorriso e na emoção de seu toque, ele retirou a mĂŁo, deixando vocĂȘ se contorcer em silĂȘncio, e ficou de pĂ© novamente, sem camisa agora, cicatrizes e tatuagens brilhando sob as luzes da cidade, ele te pressionou contra o parapeito de novo.
Ele capturou seus lĂĄbios em um beijo final e ardente, lento, intenso, fazendo vocĂȘ sentir seu prĂłprio gosto, suas mĂŁos vagavam livremente, memorizando seu corpo, fazendo vocĂȘ ansiar por mais.
Quando ele finalmente o soltou, vocĂȘ cedeu, tremendo, ele se afastou, vestiu as roupas, ajeitou o casaco, e com a voz baixa e perigosa falou:
"Lembre disso sempre que achar que pode resistir a mim."
VocĂȘ engoliu em seco, a pele zumbindo, ele tirou um grĂŁo de poeira da luva.
VocĂȘ se atrapalhou com suas roupas, o coração batendo como tambores de guerra, ele observou, a satisfação curvando seus lĂĄbios.
"Perfeito, vocĂȘ me odeia um pouco menos agora?" ele perguntou.
"Eu te odeio mais" vocĂȘ disse, com os olhos no chĂŁo.
"Essa Ă© sĂł outra maneira de dizer que vocĂȘ me ama" ele sorriu, borrando batom e cuspe na prĂłpria bochecha com o polegar. "Eu sei dessas coisas."
VocĂȘ desviou o olhar, seu corpo inteiro tremia.
"Faremos isso de novo algum dia?" ele perguntou, com os olhos brilhando de malĂcia.
E ele riu alto, alegre, insano.
VocĂȘ recuou, desceu as escadas e lĂĄ em cima, no fim do mundo, ele ficou.
Uma bomba viva, um desastre de batom borrado e, infelizmente, o Ășnico tipo de loucura que faz vocĂȘ se sentir vivo.
VocĂȘ mal pode esperar pela prĂłxima vez.