“ ––– Os que se considera dignos são os primeiros a rodar. Lembra de quantos entraram na caverna do tigre antes do Aladdin? E todos eles foram tragados*, e quem conseguiu mesmo foi o cara que não dava a mínima pra essas coisas, então… Complicado.” O segredo era não ligar, mas bom… Qualquer um que tentasse, estava ligando. Uma pena mágica poderia ser útil? Claro que sí, contudo, ainda tinha algum limite, e Mateo não pagaria para ver ––– não daquela forma. Mesmo com os poderes, ele ainda não era nenhum expert, e controlar duas macieiras furiosas não parecia tão fácil. Uma ele daria conta, mas duas? Questionável. “ ––– O que você perguntaria aos pássaros?” Indagou, os olhos castanhos ainda nas macieiras enquanto tentava fazer mais alguns movimentos, tentando de fato controlar ambas. Vai que dá bom.
Por mais que Mateo estivesse correto, Atlas duvidava que aquele seria seu próprio caso. Aladdin era um ladrão, mas apenas por ter sido roubado de seus direitos primeiro; o filho de Circe, por outro lado, era um individualista que com toda certeza usaria a pena para motivos puramente egoístas. Ele não se iludia quanto à falta de altruísmo dentro de si mesmo — passava tempo demais remoendo os próprios defeitos para isso. “Você tem um ponto. Mas também, ninguém em Agrabah tinha seus poderes.” Argumentou, ainda que o outro também não parecesse inclinado a se arriscar. À pergunta, reagiu com um franzir das sobrancelhas e uma expressão pensativa, pois não havia parado para pensar no que gostaria de perguntar. Era difícil fazer uma escolha como aquela, pois, se depois viesse o arrependimento, seria tarde demais para trocar suas palavras. “Acho que perguntaria se minha maldição algum dia será quebrada. Ou o que aconteceu com os aprendizes desaparecidos. Talvez se o Narrador existe mesmo ou é só um delírio coletivo. É foda pensar em uma coisa só. E você?”
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‘ Eu tenho quase certeza que é do Neevan, né. Ele quase foi pai umas quatro vezes só esse semestre. Eu inclusa. Tudo alarme falso? Sim, mas na quinta vez tem de ser verdade, né. Só se ele for blindado pelo provérbio do: mil alarmes falsos à sua direita, dez mil à sua esquerda, mas tu não serás atingido… Eu duvido. Do Neevan essa criança. ’
“Ô, Maeve, que merda é essa, mano? Eu vou olhar o transmissor e tá geral me mandando mensagem, me parabenizando e me chamando de papai. Caralho, meu caráter pode ser duvidoso, mas eu lembro bem dos buracos em que me enfio e esse não foi um deles.”
“Era… mas não pode haver outras? Sem uma lâmpada que possa prender o djinn, não só o vilarejo, mas todos estamos perdidos” lamentou sem qualquer sinal de esperança, se não havia como capturar a criatura, que chance teriam de qualquer coisa, se não estar completamente a mercê dos desejos e perversidades do djinn. “Me desculpe” colocou a espada sobre a mesa, se sentando no chão segurando os joelhos e olhando para o solo, Atlas estava certo, por mais que quisesse ajudar aquelas pessoas, não eram responsabilidade dela, por mais que quisesse ajuda-los, não poderia, ela era só uma aprendiz contra uma criatura possivelmente milenar, ela apenas se sentia inútil de mãos atadas, nem para aquilo a sua magia estúpida servia, sua magia só servia para tirar qualquer chance dela ter tido uma infância normal, de ter tido uma família, das pessoas a tratarem diferente, sua magia era realmente estupida que não servia para mais nada além de quase acertar acertar um prato na cabeça de Vincent, para só sair do controle quando suas emoções falavam mais alto e ela cometia alguma merda. ”…Eu não vou fazer nada estupido” talvez devesse voltar para o quarto de onde nunca devia ter saído, era uma lição que devia ter aprendido desde de aquele incidente.
𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊.
E ali estava: o arrependimento. Pelo olhar de Florence, Atlas soube que havia cometido um erro, mas como pedir desculpas sem ferir o próprio ego? Era um dos péssimos hábitos do feiticeiro, colocar o orgulho acima das pessoas com quem se importava, porque se importava com elas, é claro, mas se importava mais com a própria imagem. Nessas horas pensava se Florence, com sua bondade e gentileza imensuráveis, não estaria melhor sem a sua companhia. Ele encarou-a por alguns instantes e, por fim, limitou-se a uma mera palavra: “Okay.” E com um gosto amargo na boca e o sentimento de culpa no peito, apenas virou-se e deixou a garota sozinha, sentada no chão da sala.
maravilhado com tudo ao seu redor, a sensação de estar em oz conseguia aliviar o cansaço das inúmeras noites sem dormir bem devido aos terrores noturnos. na verdade, deveria ser curioso para muitos seu jeito impressionado, afinal, era filho da protagonista do conto, embora para os mais próximos estivesse explícito que a razão era a aversão nutrida pela gale e, por isso, até estar no instituto, benjamin sequer sabia sobre este lugar. ali na cidade munchkin, olhando uma flor que parecia ser um pouco maior que sua estatura, apenas sorria. não entendia a razão de ter sido “poupado” de um lugar tão fantástico. —— que planta bonita! será que eu posso pegar uma mudinha e levar pro dormitório? ia ocupar um espação mas eu queria levar de recordação. —— começou, dirigindo a palavra a sua companhia. —— se bem que tinha umas flor que comiam gente lá no país das maravilhas, né? será que essa aqui faz igual? ouvi alguém dizer que tem umas plantas que são venenosas também. a gente devia perguntar pra alguém daqui, todo mundo é tão simpático, né?
Atlas tinha pouco interesse nos destinos daquela excursão, mas, entre a paranoia constante de seu tempo debaixo d’água esgotar-se antes de poder emergir na superfície e o medo irracional de criaturas marinhas que desconhecia, preferia a estrada amarela de Oz à imensidão azul de Atlântida, o que o levou a passear por aí com Benji de companhia. A seus olhos, o reino era quase tão enervante quanto o País das Maravilhas (embora muito menos bizarro), com tantas cores, paisagens e plantas que chamavam atenção, e ele quase sentia falta da normalidade de Arcádia ou da visão da Floresta Assombrada de seu dormitório na Anilen. “E eu lá vou saber? A terra é tua.” Foi só o que ele disse, torcendo o rosto em uma careta ao estudar a flor gigante. Todo dia agradecia ao Narrador por não ter mais Benji como colega de quarto. “Mas se isso aqui é só uma simulação, quando você levar essa flor pro palácio, ela não vai desaparecer? E mais, teus colegas de quarto não vão se importar com o tamanho? É praticamente uma quinta pessoa.”
“ ––– Shh, entonces escúchanos*.” Sussurrou para x outrx, mas os olhos castanhos continuavam concentrados nas macieiras, há alguma distância. A verdade é que Flores estava curioso sobre como a fitocinese poderia se manifestar naquele lugar; mais especificamente, se funcionavam em macieiras lutadoras e falantes. Apertando os olhos, moveu uma das mãos, e consequentemente, um dos galhos de uma das macieiras também se moveu, fazendo a árvore soltar uma exclamação de surpresa. Inegavelmente, Flores também estava surpreso, contudo, era um sorrisinho minimamente satisfeito que fazia-se presente no rosto. “ ––– Isso vai ser show.” Será que dava para usar os poderes para ajuda-lo a passar pelas macieiras?
Atlas não era nenhum leão covarde, mas ele sabia identificar quando alguns esforços eram inúteis, e lutar com macieiras mágicas em busca de aves falantes que podiam ou não estar dispostas a respondê-lo parecia enquadrar-se no perfil. Isto é, até assistir Mateo usar seus poderes em uma. Um sorriso interesseiro cresceu nos lábios do feiticeiro enquanto seu rosto virava lentamente para encarar a companhia, que parecia tão animada quanto ele. “Acha que tem como atravessar?” O próprio já arquitetava um plano na cabeça: com a magia de Mateo e seus feitiços de transfiguração, poderiam segurar as árvores por tempo o bastante para chegar ao outro lado (sem levar um galho na cara). “Me falaram sobre o negócio da pena, mas não tenho esperanças de ser digno o suficiente. Ainda assim, ouvir um pouco de sabedoria milenar parece interessante.”
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Se havia algo que não poderia ser dito sobre Nymphadora, é que ela não possuía amigos. Na realidade, era surpreendente a quantidade de amizades que possuía, ainda mais sendo filha de Malévola. Mas foi aí que notou um de seus maiores traços, o quanto podia ser confiável. No entanto, mesmo com tantos amigos, sempre possuíam os mais próximos. Aqueles que dariam a vida por ela, e ela faria o mesmo. @atlashvnds era um deles, ficando perto de seu coração. Era uma das pessoas que mais amava naquele mundo, e sabia que ele jamais a julgaria. Por isso, quando o avistou no corredor, sorriu largamente. Era quase como se seu rosto se iluminasse por completo, e sem mais delongas, correu, os passos sendo rápidos demais para que a parassem. Tinha sorte de estarem num local quase deserto, afinal, quando chegou perto o suficiente, impulsionou e se jogou em cima de Atlas. Entrelaçou as pernas na cintura do feiticeiro gigante, o abraçando pelos ombros, já esperando a queda que ele sempre fazia quando tomava aquela atitude. "- Como vai, meu mundo? Não sabe a coisa incrível que aprendi!" Incrível e igualmente destrutiva, o par perfeito para os dois.
Afável não estava entre a lista de características de Atlas Gauthier, que era tão carinhoso quanto um gato rabugento sem comida na tigela, porém, algumas pessoas tinham a sorte — ou não — de despertar o lado atencioso do feiticeiro. Ainda que fosse um trabalho em andamento, esforçava-se para retribuir os gestos dos amigos, mesmo em sua maneira peculiar de agir. Nymphadora fazia parte deste pequeno grupo de pessoas. O rapaz via muito de si mesmo na garota e talvez por isso fosse tão instintivo que a protegesse, por mais que ela não precisasse de auxílio algum para cuidar de si mesma. Complexo de irmão mais velho, sem dúvidas. Era certo que um sorriso bobo se abria toda vez que a encontrava, e assim aconteceu quando avistou-a no lado oposto do corredor, preparando-se então para o abraço exagerado que sempre recebia quando passavam tempo demais distantes um do outro. Com a amiga em seus braços, fingiu desequilibrar-se por um momento, como normalmente fazia (porque Nym, com seu um metro e meio, jamais seria capaz de derrubá-lo de verdade), antes de desvencilhar-se de seu aperto e colocá-la delicadamente no chão outra vez. “Coisa incrível? Já tem meu interesse. O que foi, aprendeu um feitiço novo? Porque olha, nós somos amigos, mas se eu tiver que ser sua cobaia... Pera aí. O que é isso no seu rosto?”
A loira franziu o cenho, o beiço ligeiramente projetado para frente. “Por que eu mentiria?” Indagou como se aquilo fosse impensável. — Verdade fosse dita, mesmo que desejasse, duvido que Felicia soaria crível mentindo. — O indicador subiu ao próprio queixo em um semblante pensativo ao escutá-lo com atenção. Ainda que dona de uma mente criativa, era difícil para a loira enxergar um contexto tão distinto do seu, especialmente no que dizia respeito às disparidades de classes. “Por que eles não compartilham?” Viu-se perguntando, sem dar-se conta de quão absurdo poderia soar. — Mas essa era Cornelia, viver em uma bolha havia preservado uma inocência que beirava ao infantil. — Por fim, ela acabou por soltar um riso baixo, constrangido. “Hum… Devo admitir que não. É tão evidente assim?”
Atlas não estava prestes a dar uma aula sobre lutas de classe e o inerente egoísmo humano, mas por pouco não lançou uma resposta atravessada à princesa, que de tão ingênua beirava à ignorância. Apenas não o fez por saber que não era sua culpa — se seu reino fosse tão abastado quanto transparecia, entendia que ela talvez não tivesse contato com outras realidades. Ainda assim, doía-lhe pensar que, enquanto alguns eram privilegiados ao ponto de comerem em pratos de diamantes, outros preocupavam-se com a possibilidade de ter ou não comida no prato. Nada realmente faltara a Atlas, tendo a magia de sua mãe e a própria para ajudá-lo, mas sua realidade era muito distante da que Felicia vivia, e até ele, em todo seu individualismo, conseguia enxergar os entraves sociais ao seu redor. “Porque gente rica só quer ficar mais rica ainda, e isso não é possível se a riqueza é partilhada com os outros. É como funciona na maioria dos lugares, pelo menos.” Explicou ele, com um dar de ombros. “Bastante. Devia fazer umas viagens de vez em quando, visitar outros reinos... Acho que você se beneficiaria da experiência. Não que só tenha coisa ruim pra ver, conhecer outras culturas é legal, mas saber do que acontece por aí é importante também. Talvez seu reino possa doar uns desses pratos de diamantes que você falou.”
Valentine soltou uma risada nasalada. Entendia o incômodo, ela também não gostaria de ser atacada por uma fada enquanto andava despreocupada pelos corredores, mas, naquele momento, nada poderia tirar a felicidade da garota. “Não posso te obrigar a aceitar meu pedido de desculpa, mas você podia tentar olhar pelo lado positivo. Ela quase furou seu olho, mas ele continua perfeito.” Sabia que essa resposta provavelmente não amenizaria areação do garoto, mas não podia fazer nada a respeito. Estaria mais preocupada caso ele tivesse se machucado, entretanto, não era o caso. “Na verdade, não fiz nada, mal tive contato com ela. Acho que ela ficou confusa por ter saído do ambiente que está acostumada. Mas ela não seria capaz de te matar, Atlas, só se tivesse um exército feérico inteiro.”
Atlas havia desaprendido a olhar pelo lado positivo desde que entendera ser um enorme azarão. Claro, um ataque surpresa de uma fadinha mal-humorada não era nada comparado às vezes que quase morrera naquele semestre, como quando por pouco escapou de ser pisoteado por um ogro ou afogado pelo ex-namorado, além daquela vez que Kaimana o detonou no Clube da Luta... Bem, essa ele pediu. A questão era que o feiticeiro não era uma pessoa positiva, e até a criatura mais desatenta perceberia a nuvem carregada de ranço sobre sua cabeça enquanto ele caminhava pelos corredores. “Ah, claro, ela quase furou meu olho. Que sorte, né? Imagina só se pega nele. Obrigado, Narrador, por essa bênção!” Ele ergueu as mãos para os céus, mas o tom de sua voz era dolorosamente sarcástico. Coitada de Valentine por ter que aturar essa palhaçada. “Eu não confio nessas fadas, Valentine, elas parecem inofensivas, mas não são. Você sempre deve ter cuidado com fadas. E onde ela estava antes, então?”
“Bem, eu pretendo encontrar a lâmpada antes de ir para lá, na verdade” só não sabia onde encontraria o objeto ainda, Atlas estava certo, aquela espada de nada adiantaria, mas suas habilidades mágicas seriam o bastante para parar o djinn? Era algo que ela parecia determinada a descobrir, tudo aquilo era insano, sua racionalidade gritava para que parasse e desistisse, mas seu coração? Pulsava bravura e gritava para que fosse, para que fizesse algo. “Nada me faz achar que vou encontrá-la, mas quero ajudar as pessoas do vilarejo, e entendo sua decisão de não ir comigo, jamais pediria que arriscasse sua vida.”
“A lâmpada? A lâmpada que libertou o djinn, que provavelmente foi amaldiçoada, que Merlin já deve ter confiscado e trancado em um lugar que nenhum aprendiz a encontrará? Essa lâmpada?” Atlas não queria ser grosso, de verdade. Somente a ideia de magoar Florence trazia a vontade incessante de ter uma moeda entre os dedos para girar enquanto se xingava mentalmente, mas o feiticeiro não possuía tanta proficiência em expressar suas emoções (a menos que fossem negativas). Ela estava atrás de uma causa perdida, e depois de encontrá-la na floresta após o ataque dos ogros, era impossível que a permitisse perseguir uma missão como aquela. “As pessoas do vilarejo não são sua responsabilidade, Florence. Nada disso é. Sei que se importa com elas, mas de que adianta se arriscar e voltar de mãos vazias? Heroísmo não significa nada para elas se não traz resultados, e se nem mesmo você acha que encontrará o djinn, por que fazer isso? Para dizer que fez? É burrice! Você não vai, e se tentar, eu juro pelo Narrador que transfiguro sua espada em um palito de dente e seu cabelo em feno.”
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Bom, não iria dizer que nunca tinha se apaixonado. Por mais que sustentasse a pose de desapegada e baladeira, o amor tinha batido em sua porta mais de uma vez e ela aproveitou enquanto pode. Não iria dizer que era um tormento, gostava do sentimento, do frio na barriga e de como era quando as coisas davam certo, no entanto, sempre havia sofrimento, até para aqueles que não eram amaldiçoados. “Nossa… que saco!” Reconheceu ela, estalando a língua, simplesmente porque ela não sabia lidar com sentimentalismos. Preferia a grosseria, essa ela sabia lidar bem melhor. “Em primeiro lugar eu nunca diria que é possível se divertir numa festa sem beber. E em segundo lugar, eu realmente acho que você tem todo o direito de querer que alguém se apaixone por você.” Concordou ela porque sua veia egoísta e vaidosa estava acostumada demais a ser querida para negar as benesses daquilo para sua autoestima. “Desmond é ótimo, mas está com a Shantal agora.” Ela suspirou. “Quer saber? Se você quiser se divertir, eu não posso prometer não me apaixonar por você… Então é por sua conta e risco.” Ela sorriu, dando de ombros, para saber o que o moreno achava da ideia. “E ai? Vai me convidar para dançar ou não?”
𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊 ╱ dia do amor verdadeiro.
Um saco era eufemismo para a situação, mas Atlas não exigiria que compreendessem o quanto a maldição o incomodava. Era algo além do simples ato de uma paixão correspondida: evocava seus maiores medos e inseguranças. A solidão que o habitava desde criança, por saber que a mãe não precisava de uma maldição para não amá-lo como mães faziam; a sensação de que era sempre usado para satisfazer o ego alheio, mas nunca seria o suficiente para mais que isso; a certeza de que a única pessoa com quem poderia contar era si mesmo, pois não havia quem o amasse ao ponto de arriscar tudo por ele. Às vezes, era um peso esmagador. Porém, ainda que a mente embaçada pelo álcool facilmente o levasse para estes pensamentos, Saxa o trouxe de volta à realidade. Não evitou o escapar de uma risada — não estava acostumado a ser o recebedor daquele tipo de piada. O feiticeiro enfim decidiu que não perderia a noite lamentando as próprias decepções, e largou a bebida em uma mesa próxima para levantar-se e pôr-se de frente à garota, a quem ofereceu a mão direita. A outra foi para trás das costas, unida a uma tímida reverência, como supunha que os nobres faziam em bailes da realeza. “Lady Weselton, gostaria de dançar?”
Há algumas décadas escondida dos demais povos, Almast era um grande mistério para a maioria, motivo pelo qual a loira costumava escutar perguntas das mais diversas. “Hum… Sim! Os pratos do meu castelo são feitos de diamantes.” O franzir do cenho denunciava não compreender o motivo de tamanha surpresa. As gemas eram tão presentes em seu dia a dia, compondo inclusive as flores em seus jardins — eu sei, o castelo de diamantes é um local estupendo —, que Felicia jamais considerara não ser esse o caso nos demais reinos. “Por quê? Não é assim usualmente?” Questionou, não havendo ironia em sua voz, apenas a mais pura curiosidade ao observar a pessoa a sua frente com atenção. A loira sempre imaginara que Aether era a exceção a regra no que se tratava da prataria, não o contrário.
“Cê tá falando sério mesmo ou é meme?” Atlas torcia para que fosse a segunda opção, porque, Narrador que o perdoasse, nunca sentira tanta vontade de invadir um castelo na vida. Como alguém que fora criado em uma cabana caindo aos pedaços na beira da floresta, a ideia de comer em pratos feitos de diamante era impensável. Quantos teria de roubar para comprar um castelo para si mesmo? “Não, isso é tudo menos usual. Bom, alguns reinos devem ser tão ricos quanto o seu, mas poucos, e geralmente a riqueza fica apenas para os membros da realeza.” E os súditos que lutem. Se para ele reclamar era um esporte, reclamar da realeza era sua especialidade. “Você não sai muito, né, princesa?”
Valentine tinha algumas horas livres naquela tarde, por isso, decidiu que iria praticar. Tinha em mãos um livro sobre fadas. Já tinha tentado projeta-las para fora daquele livro algumas vezes, mas sem sucesso. Era mais difícil quando não se tratava de um conto, mas ela estava certa de que conseguiria. Leu o mesmo trecho repetidas vezes, com clareza, mas nada aconteceu. Pelo menos, era o que pensava. Fechou o livro abruptamente, frustrada com o suposto fracasso, e estava no caminho da biblioteca para devolver o livro, quando um grito chamou sua atenção. Assim que se virou, viu umx garotx balançando os braços no ar, como se estivesse sendo perseguido por um inseto. À princípio, um sorriso tomou conta do rosto de Valentine. Tinha dado certo, finalmente! Claro que, depois de seu curto momento de fascínio, percebeu que deveria ajudar. “Ela não vai atacar se você ficar paradx!” Gritou. Em seguida, correu até a pessoa, chegando perto o suficiente para conseguir ver a fada, pouco antes da mesma desaparecer. “Você reparou como ela era bonitinha? As asas tinham um padrão diferente do comum, pareciam mais brilhantes e coloridas. E aquela miniatura de lança? Não da nem pra acreditar que elas conseguem machucar outras pessoas.” Valentine estava animada demais com a situação, mas, depois de um momento, percebeu que x garotx em sua frente podia não ter gostado tanto daquilo. “Me desculpe por isso, não sabia que ela seria agressiva.”
Ficar parado. Ah, claro, ele com certeza ficaria parado enquanto uma criaturinha alada espetava-o no rosto com uma lança, que, apesar de pequena, era afiada o bastante para render-lhe furos e arranhões. Obviamente, tinha que ser ele o sortudo a esbarrar com uma fada raivosa no caminho para o dormitório — era sempre ele. Tentou afastar a fada com um piparote, apenas para reparar que, no instante seguinte, ela desapareceu. Que bela ajuda havia sido Valentine, a aparente culpada. “Sabe, eu não parei para reparar no padrão das asas dela enquanto ela tentava espetar meu olho.” Ainda que a garota houvesse se desculpado, Atlas não escondeu a insatisfação. Era obrigado a ter empatia? “O que você fez para deixá-la tão irritada? Prendeu em um pote e sacudiu? Ela queria me matar!”
✧ * º • ☾✩ —— Sou azarado demais p’ra fazer isso. Não precisava do roxo nas vestes do uniforme escolar para evidenciar que pertencia a casa de Morgana, estava na expressão do rapaz, ainda que os acontecimentos se mostrassem muito maior do que aquilo, Desmond ainda saboreava o amargo de ter ficado em ultimo lugar no intercasas, claro que aquilo não havia alterado seu apetite.
Atlas não fora abalado pelo fracasso de sua Casa no torneio, pois sequer estava investido na competição para início de conversa. Participara da busca à relíquia somente para passar tempo e, enquanto representara a Anilen no boxe, não se afetara quando a derrota foi declarada. Era muito mais interessado em conquistas pessoais do que na coletividade que os Jogos clamavam, provavelmente por ser uma criatura amargurada demais para aderir ao espírito de equipe. “E vai ficar aí se lamentando pelo resto do ano, por acaso? Porra, Des, parece até que atiraram na tua mãe. Termina logo de comer e vamo atrás de saber qual é a desse bicho que Merlin tá escondendo nos calabouços. Disseram que o velho voltou de lá coberto de lodo.”
“Tem um djin maléfico solto no vilarejo, precisamos ajudar de alguma forma” respondeu pegando a espada que nem sabia direito como usar no ginásio. O traço destemido da princesa se revelava sempre nos momentos que evolviam por sua vida em risco para ajudar alguém, fato era, que estava determinada a capturar aquele maldito djin, “Não podemos deixar aquelas pessoas em apuros, se você não quiser ir está tudo bem, mas eu já me decidi e vou de qualquer jeito.” colocou a espada na bainha e por fim prendeu algumas facas pelo corpo a verdade era que não fazia ideia de como capturar o malfeitor.
Atlas sentiu uma dor espetar sua testa. Mesmo ele, a inconsequência em pessoa, não era estúpido ao ponto de achar que conseguiria encarar um djinn sozinho, muito menos capturá-lo. Entendia que o senso de altruísmo de Florence falava mais alto do que sua racionalidade, mas jamais deixaria a amiga prosseguir com aquele plano (se era que podia chamá-lo assim). “Ah, é? E vai fazer o que quando chegar lá? Como vai rastreá-lo? Tem algum objeto mágico para prendê-lo? Uma espada não fará dano algum em uma das criaturas mais poderosas de Mítica.” Ele apontou para a espada na bainha da garota; um esforço inútil para que parecesse mais forte. Gauthier não confiava tanto na amiga com uma lâmina quanto confiava em suas habilidades mágicas. “Escuta, em outras circunstâncias eu iria com você. Mas isso que você tá fazendo não é ser corajosa, é ser idiota. Se nem os professores encontraram essa criatura ainda, o que te faz achar que você vai?”
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“Nosso amiguinho aqui serve pra isso mesmo” Disse em voz baixa enquanto envolvia os ombros de Brian para um meio abraço, apertando-o contra si. Observou toda a conversa que se desenrolava ali e quando Moira se dirigiu a ele, franziu o cenho, nem mesmo se lembrava da senha, mas sabia que só poderia ser latim ou qualquer outra língua branca. “Que bom que temos vários colonizadores aqui, eu jamais conseguiria dizer essa senha sem meu sotaque puxado” Disse antes de passar por entre os anilenos para atravessar a porta e começar a subir, porém, parou no meio do caminho e conversou com a sua sombra em xhosa. “Qhubeka ubone ukuba yonke into ihamba kakuhle na.” Esperou ali por alguns segundos, tempo o suficiente para que sua sombra se desprendesse e seguisse o caminho na frente, não demorando para que a sombra de um braço surgisse para confirmar que estava tudo bem, voltando a seguir o caminho enquanto sussurrava para @propheticgrl· “Avisa aos outros que a barra tá limpa”
Desde o princípio a ideia do manto poder estar na sala de Merlin passou pela sua cabeça, porém, jamais pensou que iria mesmo atrás da relíquia ali com os colegas de casa. Ouvia as brincadeiras alheias ao redor enquanto se dirigiam para o escritório do diretor, porém sua mente trabalhava incessantemente em alternativas para lugares onde o manto poderia estar para que mudassem o foco das buscas. Estar ali era arriscado afinal de contas, por isso abraçava o próprio corpo como se estivesse com frio enquanto esperava por uma resposta do colega de casa. E a barrava estava limpa. Assentiu com a cabeça uma vez para o descendente de Facilier e se virou para @erwinter· para passar aquela mensagem: ❝ — Tudo limpo, vamos nessa! ❞
❝ Aquilo parecia uma péssima ideia. Aquilo parecia um péssimo movimento, será que Erwin era o único a pensar isso?
Ele havia caído de paraquedas naquela situação. Depois da derrota de Anilen na esgrima, ele não pretendia mais sair do dormitório para participar de muito mais, na competição das casas. Mas havia uma agitação sobre encontrar a Relíquia e um grupo formado para isso. Ele havia escutado algo sobre Merlin, Morgana e como isso levava para ao caminho — qual caminho? Não pôde ouvir de onde estava escondido, espiando. Também não pôde conter a curiosidade, então, por isso os seguiu em silêncio, escondendo-se por trás de colunas e mantendo passos seguros de distância. Isso se sustentou até chegarem a um corredor próximo de onde ficava a sala de Merlin. O grupo havia parado, mas Erwin demorou a perceber isso. Acabou virando a curva e dando de cara com Sybelle de Châteaupers, a bela filha de Esmeralda — que não pareceu muito desconfiada sobre sua súbita aparição, era quase como se ele fosse parte do time desde o início. Ele não soube se aquilo era bom ou ruim.
Ela transmitiu uma mensagem sobre tudo limpo para aqueles que vinham atrás de si seguiu os passos. Erwin afundou as mãos nos bolsos do casaco que usava, nervoso. Eles estavam indo para a Sala de Merlin. Isso não era insano? Por que o Diretor esconderia uma relíquia dentro da própria sala, sem esperar por uma invasão? E se não tivesse nenhuma relíquia lá? Seria apenas uma invasão! ❝ Isso pode dar muito errado… ❞ ele resmungou, encontrando sem querer o olhar de @atlashvnds, antes de seguir os passos de Sybelle.
Erwin esteve sempre ali? Atlas não recordava-se da presença do garoto, mas não a questionou antes de seguir o grupo. A verdade era que não se importava muito com quem ganhava ou perdia o torneio — estava ali pelo rolê e para certificar-se de que os amigos não se meteriam em problemas. Diante das palavras do descendente de Elsa, o feiticeiro deu de ombros e lançou-lhe um sorriso. “Ou muito certo. A diversão não é descobrir qual dos dois vai ser?” Disse ele, ciente de que sua ideia de diversão não era a mesma de todos os colegas, e então dirigiu-se ao restante do grupo: “Alguém devia ficar de guarda na porta, caso Merlin ou algum professor apareça.” Não ele, que com os quase dois metros de altura seria visto até da outra ponta do corredor. Estudou os arredores da sala do diretor, tentando imaginar onde o mago teria escondido a relíquia. Se eu fosse um manto da invisibilidade, onde me esconderia? “Suponho que um feitiço de localização não vá funcionar...” Murmurou para si mesmo, uma de suas moedas a girar entre seus dedos. Seu olhar enfim caiu na figura de @littlegotbrooke quando anunciou: “Nós devíamos nos separar para procurar. Quanto mais cedo sairmos daqui, melhor.”
Voz: Há um constante tom de zombaria e impaciência na voz de Atlas Gauthier. Apesar do reino de origem e de sua língua materna, seu sotaque é pouco perceptível --- criado praticamente em isolamento, não desenvolveu certas características e manias regionais. Costuma falar mais alto se está próximo dos amigos (pois assim dá-se a liberdade para falar qualquer besteira que quiser, o quão alto quiser) ou se está irritado demais para manter a compostura, mas, no geral, ela permanece no mesmo volume: clara o suficiente para que não precise se repetir, mas não para que os curiosos e fofoqueiros escutem os detalhes de suas conversas.
Idade: 24 anos. Faz aniversário no dia 18 de novembro.
Gênero: Masculino cis.
Peso: 75kg.
Altura: 1,91m.
Sexualidade: Bissexual.
Defeitos físicos: Cicatrizes de estripulias infantis, um nariz um pouco diferente de como era antes de levar seu primeiro soco, e cortes e hematomas que teimam em retornar para destacar-se na pele clara. As mãos também são marcadas por machucados de brigas e treinos e queimaduras de poções mal-sucedidas.
Qualidades físicas: A figura atlética e definida é certamente chamativa, tal como a altura, mas a verdadeira vaidade de Atlas está em seus lábios grossos e bem delineados. Estes vez ou outra serão vistos adornados por cortes e inchaços, resultantes das brigas que insiste em puxar sem a necessidade de grandes incentivos --- um charme a mais, diria ele.
É saudável? Fisicamente? Sem dúvidas. Os exercícios físicos rotineiros fazem a manutenção do equilíbrio de seu corpo. Mentalmente, no entanto? Talvez não muito.
Maneira de andar: Confiante, mas não pretensiosa. Atlas entende exatamente quem é e não se importa com a imagem que os outros possuem dele; tem lugares a ir e afazeres a cumprir. Contudo, há certo desconcerto causado por sua estatura, às vezes fazendo-o parecer desengonçado ou destacar-se no cenário.
II. PSICOLÓGICO
Práticas / Hábitos: Atlas sempre leva moedas no bolso, mas não para gastá-las; por ser capaz de transfigurar objetos em outros, a moeda oferece-lhe a praticidade de ter algo para transfigurar a qualquer hora, caso precise. Assim, é comum vê-lo girar uma entre os dedos durante as aulas ou enquanto transita pelos corredores do castelo, especialmente quando a mente está preenchida por alguma preocupação. Ademais, distrai-se fácil em aulas que não lhe interessam e, nesses momentos, faz qualquer coisa que não seja prestar atenção no professor: fuça o estojo alheio, rabisca no caderno, dá uma espiadela no Spellbook e conta os minutos no relógio de parede até a hora de sua liberdade.
Inteligência: Atlas é inteligente para passar em suas matérias e esperto para solucionar problemas, mas não é tão brilhante quando trata-se de pessoas. Isso porque, além de ser gentil como o coice de um cavalo, tende a encarar as situações com praticidade. Diria que é emocionalmente tapado, pois não só tem dificuldade para reconhecer os sentimentos alheios como para lidar com eles. Ainda assim, o feiticeiro destaca-se em suas habilidades mágicas, conhecimento arcano e produção de poções, e tem uma facilidade especial em matérias de cunho prático.
Temperamento: Inferninho. Não, mas sério mesmo: o temperamento de Atlas é complicado, pois, embora recorra instintivamente ao humor (principalmente para contemplar a própria desgraça), tirar sua paciência não exige trabalho. É como uma bomba relógio à espera da explosão. A esse ponto, não sabe mais dizer se o mau humor é causado pela maldição ou se tornou-se parte de sua personalidade, já que convive com ambos há tempo demais para diferenciá-los. Porém, a presença dos amigos o mantém na linha e o impede de cometer ainda mais burradas do que costuma fazer --- a menos, é claro, que sejam tão irresponsáveis e impulsivos como ele. Nestes casos, mais justo seria compará-los a uma ogiva nuclear mirada bem na cabeça de Merlin.
O que te faz feliz? Festas; irritar alguém de propósito; o desenvolvimento de suas habilidades mágicas; gatos; o silêncio da floresta; tempo de folga; a cara de decepção de Merlin quando ele aparece na diretoria outra vez.
O que te faz triste? Ser rejeitado; lembrar-se de sua maldição; ser subestimado; não aproveitar as situações como deveria; pensar sobre a relação com a mãe; duvidar de seu futuro; ser incapaz de realizar uma magia ou criar uma poção.
Esperanças: Apesar de ter consciência da realidade, Atlas ainda espera que um dia consiga quebrar a própria maldição e encontrar o amor verdadeiro. Também quer tornar-se um feiticeiro tão poderoso quanto a mãe, e obter estabilidade em um conto conhecido o bastante para que não se preocupe com o esquecimento.
Medos: Acima de tudo, ele teme jamais encontrar o amor verdadeiro e passar o resto de seus dias acorrentado à maldição que lhe fora lançada na infância, porém, também tem medo da mediocridade e anonimidade. Julga a frustração com si mesmo como uma das piores emoções a serem sentidas e gostaria de evitá-la.
Sonhos: Tornar-se um feiticeiro poderoso; ter uma participação importante em um conto; ser um mestre de poções; e finalmente sair do casebre caindo aos pedaços de sua mãe.
III. ASPECTOS PESSOAIS
Família: A família de Atlas resume-se a ele e à mãe. Não conhece o pai e tampouco tem interesse nisso, já que ele não passou de uma ficada casual de Circe, e não ousa perguntar à feiticeira sobre avós ou tios — verdade seja dita, ela parece mais como uma entidade do que uma pessoa.
Amigos: Poucos são os que suportam sua personalidade volúvel, e para estes uma salva de palmas. Não tem muitos amigos e prefere dessa maneira, já que sabe que neles pode confiar. Com os amigos mais novos, apresenta uma inconveniente Síndrome de Irmão Mais Velho, o que significa que os trata como seus próprios irmãos e pode ser excessivamente protetor.
Estado Civil: Como diria Jão: “ai, meu Deus, eu vou morrer sozinho”.
Terra Natal: Arcádia, reino de Belle e Adam.
Infância: Criado em uma cabaninha próxima à floresta, Atlas viveu uma infância solitária. Circe nunca o viu como filho, mas sim como um aprendiz: passava-lhe todos os conhecimentos mágicos que conhecia e pouco do carinho maternal que guardava (se é que o possuía de fato). Para não estragar o disfarce da mulher, que tomava a forma de uma velhinha para transitar pela cidade e amaldiçoar os merecedores, a existência do garoto não podia ser descoberta. Desta forma, Atlas só era permitido sair de casa ao anoitecer e passava mais tempo na floresta, cercado de plantas e animais, do que com outras pessoas.
Crenças: Atlas possui uma relação de amor e ódio com o Narrador. Enquanto acredita em sua existência e grandiosidade, o xinga pelos quatro cantos por suas injustiças. Crê que os contos de fadas são demasiadamente simplórios e dualistas, e que a descendência de um indivíduo não deveria ser de tanto impacto em sua vida.
Hobbies: Tem o boxe como hobby, tal como a participação no recém-criado clube da luta. Também diverte-se no clube de xadrez e, além disso, toca piano, por mais que não esteja no clube de música. Entretanto, o estudo sobre feitiçaria, astronomia e poções ainda é a atividade na qual mais gasta tempo.
IV. PRÁTICAS
Comida favorita: Qualquer prato cozinhado por sua mãe, algo de que sente muita falta quando está em Aether.
Bebida favorita: Irish coffee.
O que costuma vestir? O guarda-roupa de Atlas é praticamente monocromático: se não está usando o uniforme da Anilen, é provável que vista somente peças pretas, todavia, também gosta das cores roxo, azul e vermelho se em tons escurecidos. Camisas de botão e camisetas lisas e largas compõem seu visual do dia a dia, acompanhados por jaquetas, blazers e casacos. As calças acompanham o esquema de cores escuro e, nos pés, sempre sapatos fechados e que o permitam fugir do corpo docente.
O que mais o diverte? Festas e bebidas; o clube da luta; boxe; xadrez; ser um pé no saco; provocar os outros; e ter sucesso na criação de poções novas.
V. INSPIRAÇÕES
Steve Harrington (Stranger Things), Kerem (Love 101), Atlas (mitologia grega), Calypso (mitologia grega e a série de livros Os Heróis do Olimpo, de Rick Riordan), Patrick Verona (10 Coisas que Eu Odeio em Você), Thiago Fritz (A Ordem Paranormal) e basicamente a discografia inteira de Jão.