snowanika:
Estava com Nymphadora quando tudo começou a dar errado, elas tentaram escapar de Oz assim que notaram o perigo, mas quando se deram conta um tsunami incontrolável vinha direção das duas. Tudo que ela lembrava eram as últimas da Vogelmann “de novo não”, depois disso foram atingidas em cheio pela água e a Snow deve ter batido a cabeça em algum lugar, pois não lembrava de muito depois disso. Quando acordou de novo, estava nos jardins de Aether, confusa e ferida, ouvindo a mesma voz que havia ouvido na floresta assombrada, o aviso dado não era nada agradável e a deixava temerosa quanto ao que os aguardava no futuro. —Nym, aonde ela está? — Perguntou a Rylog, o fantasma apenas deu de ombros sem mostrar muito interesse no que ela falava. —Você poderia ser agradável ao menos uma vez e me ajudar? — Tentou de novo, mas o necromante morto balançou a cabeça em negação e apontou para ela, indicando que ela estava machucada, coisa da qual sequer havia reparado já que não sentia dor. Levou uma mão até o rosto, percebendo então que sangue escorria de sua cabeça, indicando que ela havia batido a cabeça com toda certeza. Como o fantasma parecia pouco interessado em a ajudar, ela se virou para procurar por Nymphadora sozinha, mas acabou indo de encontro a outra pessoa, por pouco conseguiu parar antes de esbarrar efetivamente no ser. —Desculpa, mas você viu a Nymphadora por aí?
havia uma boa chance de que toda sua aventura em oz tivesse se tornado um grandíssimo evento aversivo do qual jamais escaparia das sequelas sem a ajuda de uma boa dose de terapia. ainda assim, uma parte sua estava muito mais sã do que esperava de alguém que havia, por muito azar, adquirido ainda mais surdez do que já possuía. ou talvez fosse sorte, já que tão logo dirigiu-se até a enfermaria antes de um dano irreversível, como já era o do outro ouvido. ainda assim, só de se recordar do que aconteceu, um ruído esquisito atingia o ouvido de modo a ensurdecê-lo novamente na ausência de vozes mundanas ao seu redor, aparentemente, como uma punição constante. algo, dentro de sua mente, o alertou e, por um momento, existiu um temor ainda maior em enxergar do que havia sentido quando achou ter ficado totalmente surdo.. desde o evento na floresta, estava claro que alguma coisa o assombrava. e, agora, sentia-se ainda mais assombrado que antes. precisou de um. dois. três segundos. aí, o ruído cessou devagar, e ficou distante até não passar de um barulho ecoando bem ao fundo, como um rádio ligado baixo demais numa sala cheia de visitas sedentas por fofoca.. —— eu... quem? —— não escutou direito, e já estava desatento. mas, ao respirar fundo, percebeu que tinha sido por razões que não exatamente condiziam com suas limitações padrões. só tinha coisas demais em sua mente. —— nymphadora? —— o rosto focalizou no dela, e viu o líquido vermelho escorrendo. imediatamente, endireitou a postura. —— anika, você tá sangrando! —— falou, no que levou a mão até próximo demais do ferimento, mas só o suficiente para sujar a superfície dos próprios dedos. —— isso tem que ser tratado! eu te levo até a enfermaria! por favor, a gente procura a nymphadora pelo caminho. —— falou, e, tornou-se enfim consciente da dor no quadril. ah sim. tinha isso. outra coisa dita pelo enfermeiro, e que não havia sido tão bem armazenado como informação até o momento que as pontadas começaram.
















