Arsiz Sanat

if i look back, i am lost
Not today Justin
we're not kids anymore.
Game of Thrones Daily
$LAYYYTER

ellievsbear
cherry valley forever

Discoholic 🪩
todays bird
h

Kiana Khansmith
Sade Olutola
Acquired Stardust

PR's Tumblrdome
Sweet Seals For You, Always
trying on a metaphor

Love Begins
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
i don't do bad sauce passes

seen from China
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@amandapogi
Arsiz Sanat

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“Porque você não sabe, mas tenho corrido maratonas e vencido monstros gigantescos para conseguir sentir tudo isso sem arrancar minha cabeça fora.”
— Tati Bernardi.
“Apesar dela estar em cacos, ela está atenta para não ferir ninguém.”
— Zack Magiezi.

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“Calma. É só se manter longe. Longe, bem longe. Que longe nada afeta. Ou quase nada.”
— Caio Fernando de Abreu.
tempos atrás eu morri. uns seis meses atrás. morri e me enterrei como nunca antes, e me deixei por lá. vim em paz, até aqui. e morri de novo. existe algo interessante sobre o dia depois que a gente morre. o sol nasce, mesmo que a gente implore pra que ele não volte nunca mais. eu só queria ficar no escuro. mas não. e o sol insiste em aparecer todo dia iluminando aquele cantinho da alma que tá cheio de ralado. porque morrer deixa feridas muito abertas que qualquer um pode ver. eu perdi a conta de quantas vezes eu morri me deixando de lado por amar demais. tempos atrás, eu pedi pro universo para parar de ensinar e começar a aprender. gritei muito porque achei que ele tinha entendido tudo ao contrário. mas no fim, o que eu aprendi foi que algumas pessoas nas nossas vidas não permanecem. elas passam só para deixar uma lição. ou só pra te relembrar que a vida ainda está aí. a montanha russa ainda corre e tuas ondas ainda levantam do chão. existe uma solidão pacífica no dia depois que a gente morre. hoje eu tomei a decisão lúcida de me manter sozinha. e eu me orgulho de ter me escolhido dessa vez. eu morri mais um pouco vendo você se afastar pra muito longe. e mais um pouco quando eu não consegui ser tão perfeita assim só pra te impressionar. e a parte de mim que quer tudo aqui e agora morreu também. e vai indo embora de mim, pouco a pouco, todas as coisas das quais eu queria me livrar. confesso que achei que seria um caminho com menos obstáculos. mas ver absolutamente tudo dando errado só me aproximou de quem eu quero ser. isso não significa que não doa. porque dói e eu me recuso a continuar negando. mas existe um sol depois da morte. e eu desisti de lutar contra a luz dele. prefiro apreciá-lo.
será que essa sou eu finalmente entendendo meu lugar no mundo? e será que tirar o cadeado da corrente que me prendia ao eu da metrópole não tem a ver com essa ardência no peito? é isso. parece que sou cidadã do mundo. porque ele é mesmo grande demais para eu me manter aqui. como eu sempre disse e nunca acreditei. é. eu tenho medo de ser essa pessoa porque ela significa vulnerabilidade extrema. nunca me ocorreu que viver essa vida que eu sempre quis significaria soltar as amarras de um coração que nasceu para voar mas tem medo de cair. é por isso que ao invés de gritar eu ando sussurrando por aí, na esperança tola de que alguém me escute. se eu pudesse seguir meus conselhos... mas agora minha vontade é pegar esse emaranhado de sentimentos e sair correndo até chegar na China. sim, a China parece um lugar longe o suficiente para fugir de você. só não sei se estou fugindo de você ou de mim.
você cresceu e se tornou uma pessoa cautelosa. calculista demais. medrosa, vamos resumir. e você se culpa por ser assim hoje em dia, sendo que antes você apenas abria as asas e se jogava no mundo. antes, estava tudo bem quebrar a cara no chão. você não tinha medo de altura. você não tinha medo de grandes velocidades. você não tinha medo do tempo. porque ele quase não passava mesmo. hoje você tem medo de algumas quedas porque sabe como elas ardem. hoje, você prefere engolir a angústia ao invés de gritá-la aos setes mares, como você faria antes. hoje, nem todos tem a oportunidade de ouvir a sua sinceridade que, inclusive, está mais aguçada do que nunca. hoje, você analisa os cantos por onde pisa. você se transformou nessa pessoa extremamente empática e compreensiva, e tem uma percepção incrível sobre a evolução do outro. você entende muito bem os motivos que levam às pessoas a fazerem o que fazem. e por mais que você tente contornar por se achar prepotente demais, você sabe que raramente está errada. e você sabe também que vai sobreviver a mais essa decepção, se ela de fato acontecer. porque hoje você é a pessoa mais forte do mundo. e. você. sabe. disso. então tenha a decência de cuidar de você, e quando você se reerguer, abra essas asas de novo. você brilha! e qualquer um que não enxergue isso não precisa fazer parte da sua vida.
- o conselho de mim para mim mesma

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acho que tá tudo bem. ser assim, tão breve. assim, tão cheio de vida. muita vida. acho que tá tudo bem ser assim, tão distante. mas meu corpo me diz o contrário. arde tudo aqui dentro. esse nó na garganta que sufoca. e esse descompasso nas batidas. e essa vontade de simplesmente deixar tudo desmoronar. vergonha de ser. eu não quero deixar passar. mas parece que meu instinto não é mais mergulhar. nem ser mar. ainda que eu tenho a sorte de ser muito transparente. então vou ficar torcendo aqui pra que você perceba que não, não tá tudo bem.
e se você tem a capacidade de amar ame primeiro a si mesmo mas esteja sempre alerta para a possibilidade de uma derrota total mesmo que a razão para essa derrota pareça certa ou errada.
— Charles Bukowski. Como ser um grande escritor - O amor é um cão dos diabos.
Cheguei aqui. Mas onde é aqui? Parece que agradei todo mundo mesmo. Cumpri todas as expectativas que as pessoas tinham em mim. E não estou nem um pouco satisfeita com isso. Sim. Está provado para todos que eu sou perfeitamente capaz de viver uma vida que eu não quero pra mim. Eu cumpri tarefas. Eu fui responsável. Eu não me apeguei a ninguém. Mas cadê o cheiro de mar e o vento na cara? E aquela paixão adolescente do clipe da Taylor Swift? Se eu te falar que esse tanto de post-it organizando minha vida não me contempla em nada e essa história de planejamento me adoece, você acreditaria? E esse negócio de sair dando chance pras pessoas não faz sentido nenhum. Eu até tentei, mas é que eu vim daquele plano espiritual em que as energias se encontram de outras vidas e aí o universo entende isso e em algum lugar rola uma explosão cósmica de comemoração. Quer saber? Deixa eu me descontrolar. Uma vez na vida, me deixa ser irresponsável. Me deixa entender finalmente que eu nasci para escrever, desenhar e cantar. Me dá a coragem necessária pra pregar esse desabafo na parede da minha casa, em um lugar muito visível. Eu quero gritar pro mundo que, lá no fundo, eu não sou nada do que eles queriam que eu fosse. Chega dessa modéstia. Eu quero reconhecer meus dons e parar de ter vergonha deles. Eu quero me livrar dessa máscara de simpatia e correr atrás do que eu busco de verdade. Chega. Me deixa ser sozinha porque eu estou preenchida de mim. Eu não quero você, nem você. Nenhum de vocês. Não tem nada a ver. Eu não preciso provar nada pra ninguém. É impossível agradar todo mundo mesmo, e eu bem sei. Até porque, no fundo, quem eu preciso mesmo agradar sou eu. Eu vou sair do automático. Hora de viver a minha vida como eu quero mesmo.
é sobre padrões que me levaram a respostas que eu não gostei. é sobre o medo de repetir os padrões. é sobre o medo e o entusiasmo que eu sinto por não conhecer a pessoa que eu me tornei. é sobre testar minha coragem, que eu sempre levantei a bandeira de que era minha maior e melhor virtude. é sobre o descontrole e entender o conforto que ele traz. é sobre as coisas não serem da forma e nem no tempo que eu quero. é sobre não ser nada do que eu imaginei. é sobre deixar o curso do rio fluir sem que eu interfira. eu não preciso levantar esse troféu. isso é só meu ego. isso não vai me trazer a paz que eu tanto quero. pelo menos, não se eu continuar pensando e insistindo dessa forma. pode ser que seja. mas se for pra ser, que seja pelos motivos certos. que faça sentido pro meu momento, que eu goste do que eu for me tornar, que preencha meu coração com tranquilidade. não com essa angústia adolescente. eu não sou menos. eu não sou mais. eu sou essa pessoa no meio de uma metamorfose maluca. me testando de todas as formas até eu me encontrar. mas antes eu preciso realmente me encontrar.

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tá vendo esse rosto vermelho? isso porque você não sabe o tanto que o sangue começou a correr mais rápido aqui dentro, e não percebeu o suor frio na mão. me dá algum sinal que eu saiba interpretar. e se não for fazer isso, pelo menos olha pra outro lado, se não eu vou me perder em você. eu tô doida pra pular no seu pescoço. só não sei se é pra te beijar, ou pra te matar. (obrigada pelo frio na barriga, era disso que eu precisava.) - e talvez eu devesse parar e começar a confessar