FAMA
Eu gosto de passar pela vida das pessoas e deixar a minha marca. Seja por alguns minutos ou muitos anos, quero que se lembrem de mim. Que o Uber se lembre da conversa agradável que tivemos no trajeto, que as secretárias da escola de inglês se lembrem do meu bom dia entusiasmado sábado de manhã, que os diretores se lembrem da minha audácia, os produtores se lembrem do meu profissionalismo, que minha namorada se lembre de mim durante o trabalho e dê um sorriso. Não quero ser famosa, quero ser lembrada, pelos passantes da calçada que se encantaram enquanto eu dançava na praça, pelo garçom que eu fiz rir em um dia estressante do restaurante, por todos aqueles que tem a sorte ou o azar de cruzar meu caminho e ter dificuldade de esquecer.
Sou difícil de esquecer, você vai discordar de mim até ouvir a Pitty tocando na rádio, até transar com essa galera sem graça, até sentir o raso das conversas de bar. Posso ser uma cicatriz, posso ser uma tatuagem, uma mágoa, uma saudade... Um momento que reverbera ou até uma vaga lembrança. Mas de uma coisa você pode ter certeza: eu não vou embora sem ter te causado nada.














