Imagem de vinhedo dormente na serra gaúcha (crédito: Almancio Camargo)
Vale dos Vinhedos foi a primeira região do Brasil a conquistar a DO
Para tintos, Merlot é obrigatória. Nos brancos, Chardonnay. Nos espumantes, apenas o Método Tradicional com Chardonnay e/ou Pinot Noir.
O Vale dos Vinhedos foi a primeira região do Brasil a conquistar a Denominação de Origem para vinhos. Em 2002 veio a Indicação de Procedência e, em 2012, a DO oficial, com regras rígidas de origem, produção e qualidade.
O que me chama atenção é o rigor do processo. Só entra na DO o que nasce e é elaborado dentro dos cerca de 72 km² delimitados em Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, com controle de produtividade, colheita manual e aprovação técnica obrigatória.
Para tintos, Merlot é obrigatória. Nos brancos, Chardonnay. Nos espumantes, apenas o Método Tradicional com Chardonnay e/ou Pinot Noir. Envelhecimento mínimo de 6 meses para brancos, 12 para tintos e 9 para espumantes. Informações do Alimento Seguro.
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Impacto dos planos econômicos no agronegócio de 3* candidatos à presidência
Três planos de governo, três visões para o agro.
*Os três candidatos mais bem posicionados nas pesquisas recentes
Flávio, Lula e Caiado. Análise direta do que cada um propõe e o que isso significa na prática para custos, crédito, logística e segurança jurídica.
Flávio Bolsonaro:
Aposta clara em redução de custos e desburocratização.
Desoneração de exportações, revisão da reforma tributária para baixar IVA, corredores logísticos, mais armazenamento, fertilizantes nacionais e licenciamento ágil.
Segurança jurídica elevada (marco temporal e atividades econômicas em terras já demarcadas).
O lado positivo é óbvio: menos custo Brasil e mais previsibilidade.
O risco: o “tesouraço” pode pressionar o volume de crédito oficial no curto prazo.
Lula
Continuidade com volume.
Plano Safra robusto, juros menores em algumas linhas, estímulo ao mercado de capitais e títulos do agro, além de foco em sustentabilidade e agregação de valor.
Prioridade também à agricultura familiar.
Vantagem: escala de crédito e política já em andamento.
Ponto de atenção: juros estruturalmente mais altos por causa da trajetória da dívida e maior peso de exigências ambientais e fundiárias.
Ronaldo Caiado
Perfil estruturante.
Segurança jurídica explícita (prazos definidos, estabilidade do Código Florestal, licenciamento por adesão), Plano Safra plurianual, fundo garantidor, seguro rural mais robusto e diversificação de mercados exportadores.
Ajuste fiscal forte para abrir espaço a juros menores.
Parece o mais equilibrado entre previsibilidade e organização de longo prazo.
Risco: revisão de benefícios fiscais pode atingir alguns incentivos setoriais.
Em resumo
- Flávio: mais agressivo na redução de custos e destravamento.
- Lula: mais volume de crédito e continuidade.
- Caiado: mais ênfase em regras estáveis e estruturação plurianual.
O agro responde a três coisas acima de tudo: custo de capital, segurança jurídica e capacidade de escoar.
Quem entregar melhor nesses três eixos tende a gerar mais investimento real no campo.
Frimesa ultrapassa 10% de reuso de água nas operações em 2025
Cooperativa reutiliza 505 milhões de litros no ano, volume 33% maior que 2024, e avança em estratégia de economia circular hídrica
A Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do país e quarta maior indústria de carne suína do Brasil, superou a marca de 10% de água reutilizada em suas unidades ao longo de 2025. O volume reaproveitado chegou a 505 milhões de litros, crescimento de 33% em relação ao ano anterior, resultado de investimentos em tratamento de efluentes e cultura de uso consciente do recurso.
Com a meta de 2025 cumprida, a cooperativa agora mira a redução de 10% no consumo de água nas indústrias até 2030, dentro do Roadmap Frimesa ESG 2040. O próximo passo inclui a conclusão do mapa de risco hídrico em 2026, para classificar unidades por vulnerabilidade regional.
Para a cadeia de carnes e lácteos, o avanço reforça a importância da eficiência hídrica como fator de competitividade e mitigação de riscos ambientais, contribuindo para a sustentabilidade das operações, informa a Frimesa.
Índice de Proteína Animal sobe 1,93% e supera queda do Ibovespa
Cesta de frigoríficos fecha em 978 pontos, puxada por JBS e MBRF3, enquanto Minerva ainda pressiona o resultado semanal
O Índice Almancio de Proteína Animal avançou 1,93% na semana de 10 a 14 de agosto, fechando em 978 pontos, enquanto o Ibovespa recuou 3,05% e o S&P 500 subiu 0,42%. A recuperação parcial foi liderada por JBS e MBRF3, com Minerva ainda exercendo pressão negativa sobre a cesta.
O resultado mostra resiliência relativa do setor de proteína animal frente à correção do mercado doméstico, sustentada por escala global, diversificação de produtos e demanda de exportação. A composição da carteira continua oferecendo proteção em meio a custos de grãos ainda desafiadores.
Para investidores e profissionais da cadeia, o avanço reforça a capacidade de recuperação das grandes processadoras, mantendo a atenção sobre custos de insumos e dinâmica cambial, informa o Índice Almancio de Proteína Animal.
Cervejaria registra lucro ajustado de R$ 3,5 bilhões com alta de 23%, enquanto frigorífico alcança receita recorde de US$ 23,9 bilhões, mas com pressão de margem
A Ambev reportou receita líquida de R$ 20,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, com crescimento orgânico de 6,1%, impulsionado pela Cerveja Brasil e pela ativação da Copa do Mundo. O EBITDA ajustado subiu 3,6%, para R$ 6,4 bilhões, e o lucro líquido ajustado avançou 23,3%, para R$ 3,5 bilhões, com expansão de margem bruta e foco em premiumização e canais digitais.
Já a JBS registrou receita consolidada recorde de US$ 23,9 bilhões, alta de 13,8%, puxada por operações na Austrália, Brasil e Seara. A rentabilidade, no entanto, foi pressionada, com EBITDA ajustado em queda de 18,5% e prejuízo líquido de US$ 102 milhões, afetado principalmente pelo ciclo de baixa oferta de gado nos Estados Unidos.
Para o setor de alimentos e bebidas, os números mostram resiliência operacional em meio a desafios de custos e mercados internacionais, com estratégias distintas de crescimento e eficiência, informa análise da Peers Consulting + Technology.
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Nestlé, Carrefour e Ourofino buscam startups para inovação no agro
Programa AptaHub Conecta abre inscrições até 31 de agosto para soluções em monitoramento de café, verificação de rótulos e suinocultura sem ractopamina
O AptaHub Conecta, programa nacional de inovação aberta, está com inscrições abertas até 31 de agosto para a quarta edição, que conecta startups de base científica e tecnológica a desafios reais da indústria agroalimentar. Nesta edição, Nestlé, Carrefour e Ourofino apresentam demandas estratégicas para o desenvolvimento de novas soluções.
A Nestlé busca tecnologias para monitoramento contínuo e preciso da safra de café; o Carrefour procura ferramentas de verificação inteligente de rótulos; e a Ourofino quer alternativas para aumentar a eficiência na suinocultura sem o uso de ractopamina. O programa já capacitou 95 startups e viabilizou 27 conexões de negócios em edições anteriores.
Para empreendedores do setor, a iniciativa representa oportunidade de validar tecnologias, receber mentorias e estabelecer parcerias com grandes empresas, acelerando a inovação na cadeia agroalimentar, informa o AptaHub.
Uma lacuna do mercado de capitais no agro brasileiro
Apesar do crescimento acelerado da indústria de FIAGROs — que já supera R$ 40 bilhões em patrimônio — a cadeia de uva e vinho permanece praticamente invisível nas carteiras dos fundos listados na B3.
Até agosto de 2026, nenhum dos principais FIAGROs apresenta exposição relevante a vinhedos, produção de uva de mesa ou vinícolas. O único precedente conhecido ocorreu em 2023, quando o AAZQ11 adquiriu um CRA da Tropical Vitivinícola, no Vale do São Francisco. A operação, de R$ 26,5 milhões, financiava a expansão de área plantada, mas já não figura mais nos relatórios recentes do fundo.
A ausência chama atenção. O Brasil é o terceiro maior produtor de uva da América do Sul e tem expandido a vitivinicultura de qualidade com a técnica da dupla poda (vinhos de inverno) em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Bahia, além da tradicional Serra Gaúcha e do Vale do São Francisco. Ainda assim, o setor não consegue atrair capital estruturado via FIAGRO.
Possíveis motivos da lacuna:
- Escala reduzida — A maioria das vinícolas e produtores de uva opera em volumes menores do que os exigidos pelas operações de CRA típicas dos FIAGROs (que privilegiam tickets maiores e garantias mais robustas).
- Concentração histórica — Os gestores priorizam cadeias de maior liquidez e volume: grãos, açúcar & etanol, proteínas e cooperativas.
- Perfil de risco e sazonalidade — A vitivinicultura tem ciclos longos de maturação, exposição climática específica e mercado mais pulverizado, o que eleva a complexidade de estruturação e monitoramento.
- Falta de originadores ativos — Poucas securitizadoras e bancos têm pipeline recorrente de operações lastreadas em uva ou vinho.
Enquanto o setor de vinhos brasileiros ganha prêmios internacionais e aumenta a presença no enoturismo, o mercado de capitais agro ainda não criou um veículo específico ou relevante para financiar essa cadeia. A lacuna representa tanto um desafio quanto uma oportunidade para gestores dispostos a estruturar operações menores e mais especializadas.
Por enquanto, investidores que buscam exposição a uva e vinho via FIAGRO continuam sem alternativas líquidas na B3.
Índice Fiagro Almancio recua 0,67% e mostra resiliência frente ao Ibovespa
Indicador fecha em 970,05 pontos e acumula queda de 3% desde julho, com terras agrícolas amortecendo pressão do crédito rural
O Índice Fiagro Almancio caiu 0,67% na semana de 6 a 12 de agosto, fechando em 970,05 pontos, enquanto o Ibovespa recuou 4,59% e o S&P 500 avançou 0,57%. A pressão ficou concentrada nos fundos de crédito ao produtor, mas a exposição a terras agrícolas e a leve alta da logística ajudaram a limitar as perdas.
O resultado moderadamente negativo destaca a proteção relativa da cesta diversificada em um momento de correção mais forte do mercado doméstico. A liquidez de 5% também contribuiu para a menor volatilidade do índice.
Para investidores e profissionais do agronegócio, o desempenho reforça a importância de monitorar a qualidade dos CRAs e a dinâmica do crédito rural, mantendo visão de médio prazo em um indicador ainda recente, informa o Índice Fiagro Almancio.
Parte 2: Beef on Dairy na Prática: Estratégia e Resultado econômico
Vantagens da comercialização dos bezerros B on D em relação aos bezerros leiteiros puros
Por Guilherme Augusto Vieira
Na continuação da nossa série sobre Beef on Dairy, exploramos as estratégias de produção essenciais para essa categoria. Por apresentarem maior peso ao nascer e elevado potencial de crescimento, esses bezerros demandam um manejo nutricional e sanitário sob medida.
O artigo destaca ainda a atratividade econômica do sistema, gerando novas fontes de receita para a pecuária leiteira e entregando ao setor de corte um produto de alta performance e rápido ganho de peso.
Como já mencionado, a adoção do Beef on Dairy requer planejamento estratégico: seleção genética direcionada (sem acasalamentos aleatórios) e rigor nos manejos nutricional e sanitário.
Quanto à escolha do cruzamento dos animais, deve-se adotar os seguintes critérios:
Matrizes: Como o foco do negócio é a pecuária leiteira, é essencial garantir a reposição de animais de alto valor genético. Para isso, selecionam-se primeiro as vacas superiores (“top de linha”) com base em testes genômicos e índices produtivos. Esses animais são acasalados com sêmen sexado de fêmea, assegurando a renovação contínua do rebanho leiteiro.
Já para a produção de Beef on Dairy, são destinadas as matrizes de média e baixa produtividade. Um ponto crítico nessa escolha é o porte do animal: deve-se evitar matrizes de menor peso e estatura a fim de prevenir problemas de distocia no parto.
Critérios de seleção do touro de corte: A definição do touro requer atenção a indicadores-chave de desempenho: peso na desmama, desempenho superior na fase de recria, velocidade de ganho de peso e eficiência de conversão alimentar nos sistemas intensivos (confinamento e terminação/recria a pasto).
Como resultado, os bezerros cruzados (Beef on Dairy) entregam excelente musculatura, boa conformação e acabamento de carcaça, garantindo o rendimento exigido pela indústria frigorífica.
As raças escolhidas são: Angus, Nelore, Canchim, Brangus e Senepol. Atualmente, as associações de produtores das raças Angus e Canchim apresentam programas específicos para a produção B on D.
Quanto ao manejo e desenvolvimento dos bezerros, algumas questões devem ser pontuadas:
Manejo neonatal e aleitamento: O bezerro Beef on Dairy exige o mesmo rigor de qualquer outro recém-nascido, o que inclui a correta cura do umbigo e o fornecimento de colostro de qualidade nos primeiros dias de vida. Após a separação da vaca — conforme a rotina da propriedade —, o aleitamento pode ser feito com leite da própria fazenda (atentando-se ao uso de leite de descarte, que não deve conter resíduos críticos de antibióticos) ou com sucedâneos lácteos de boa qualidade, em volume suficiente para atender às exigências nutricionais da categoria.
Durante toda a fase de cria, é fundamental seguir o calendário zooprofilático da fazenda, mantendo rigor no cronograma de vacinações e vermifugações.
Fases de Recria e Terminação: Como destacado anteriormente, esses bezerros demandam um manejo nutricional e sanitário diferenciado para expressar todo o seu potencial genético. Devido a esse alto teto produtivo, recomenda-se a adoção da Recria Intensiva a Pasto (RIP), sistema que alia um protocolo sanitário rigoroso à suplementação estratégica para acelerar o desenvolvimento nessa etapa.
Na fase de terminação, mantendo o mesmo padrão de exigência e desempenho, indica-se a utilização de sistemas intensivos como o semiconfinamento, a Terminação Intensiva a Pasto (TIP) ou o confinamento tradicional.
A adoção da estratégia Beef on Dairy traz impactos econômicos significativos para a atividade leiteira, dos quais ressaltam-se:
Nova Fonte de Receita: Transforma o macho do rebanho — que antes era um gargalo ou déficit — em uma “segunda safra” rentável para a propriedade rural, comercializando o produto com valores diferenciados.
Diversificação de Risco: Reduz a dependência exclusiva da venda do leite. Em períodos de queda no preço do leite, a comercialização dos bezerros cruzados ajuda a equilibrar o caixa da fazenda.
Em suma, a produção de Beef on Dairy exige rigor técnico e adoção de critérios bem definidos em todas as suas etapas. Quando bem executada, a estratégia revela-se altamente atraente sob o ponto de vista econômico para o produtor de leite, ao mesmo tempo em que disponibiliza ao mercado bezerros de excelente qualidade para as fases de recria e terminação na pecuária de corte.
O Beef on Dairy será o futuro do cruzamento industrial? Só o tempo dirá.
Deseja conhecer mais sobre produção animal, clique aqui (www.semiconfinamento.com.br)
Parte 1: https://alimentoseguro.com.br/post/823569125618155520/você-já-ouviu-falar-em-produção-de-beef-on-dairy
Entenda as bases conceituais e seus impactos na produção de carne e leite.
Por Guilherme Augusto Vieira
A pecuária de corte e leite no Brasi
Área tratada com defensivos no Brasil cresce 62,5% em cinco anos
Mercado de defensivos chega a R$ 100 bilhões e consumo de fertilizantes sobe 20,3%, enquanto Ascenza participa do Congresso Andav em São Paulo
A área potencial tratada com defensivos agrícolas no Brasil avançou 62,5% entre as safras 2020/21 e 2025/26, passando de 1,6 bilhão para 2,6 bilhões de hectares, segundo a consultoria Kynetec. Em valores, o mercado cresceu 62,9% no período, saindo de R$ 61,4 bilhões para R$ 100 bilhões. No mesmo intervalo, o consumo de fertilizantes subiu 20,3%, de 40,8 milhões para 49,1 milhões de toneladas, e a área plantada adubada aumentou 17,1%, alcançando 100 milhões de hectares.
O crescimento reflete uma agricultura mais intensiva e tecnológica, que enfrenta desafios climáticos e fitossanitários cada vez maiores. Os insumos se consolidam como ferramentas essenciais para preservar a produtividade e garantir o abastecimento regular de alimentos.
Para produtores e a cadeia agroalimentar, os números reforçam a importância do manejo eficiente e de soluções inovadoras para reduzir perdas e manter a competitividade do Brasil no mercado global, informa a Ascenza Brasil, que participa do Congresso Andav nesta semana em São Paulo.
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Índice Agtech Almancio sobe 1,28% e supera forte queda do Ibovespa
Indicador fecha em 1.041,73 pontos e acumula alta de 4,17% desde julho, sustentado por big techs e componentes de IA no agro
O Índice Agtech Almancio avançou 1,28% na semana de 5 a 11 de agosto, fechando em 1.041,73 pontos, enquanto o Ibovespa recuou 5,54% e o S&P 500 ficou praticamente estável (+0,06%). O desempenho positivo foi sustentado pelo núcleo de big techs e pela continuidade da recuperação nos papéis de infraestrutura e aplicações de inteligência artificial.
Mesmo em meio à volatilidade do mercado local, o índice mostrou resiliência relativa, reforçando o papel das soluções de automação e precisão agrícola como habilitadoras de eficiência na produção de alimentos. A diversificação da cesta continua protegendo o resultado em períodos de pressão.
Para produtores, investidores e profissionais do setor, o avanço confirma o potencial de longo prazo da tese AgTech, com o indicador mantendo trajetória positiva e operando acima da base de 1.000 pontos, informa o Índice Agtech Almancio.
📈 Histórico de Desempenho do Índice Agtech Almancio
• Última semana: +1,28% (+13,13 pontos) | vs Ibov -5,54% | vs S&P 500 +0,06%
• Última quinzena (14 dias): +8,55% approx. | vs Ibov -3,30% | vs S&P 500 +5,80%
• Último mês (30 dias): +5,90% approx. | vs Ibov -1,20% | vs S&P 500 +5,70%
ASSINANTES: mais detalhes aqui
⚠️ O Índice Agtech Almancio é um benchmark pessoal e educativo, calculado com base em dados públicos. Não se trata de recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte um assessor de investimentos antes de qualquer decisão. Invista por sua conta e risco.
Dicas simples para escolher vinho no dia a dia com a chegada do frio
Especialista orienta iniciantes a apostar em rótulos equilibrados como Merlot e Pinot Noir e pensar na ocasião
Com a queda das temperaturas, o vinho tinto volta à mesa dos brasileiros, mas muita gente ainda se sente perdida na hora de escolher. Segundo Paulino Costinha, especialista em vinhos do Supermercados Mundial, o caminho mais fácil é começar por rótulos versáteis e equilibrados, que funcionam bem no dia a dia sem exigir conhecimento técnico.
Entre as opções recomendadas para quem está começando estão Merlot, macio e fácil de harmonizar; Cabernet Sauvignon, mais intenso e indicado para carnes e massas; e Pinot Noir, delicado e leve. Vinhos de médio corpo também se saem bem em refeições cotidianas, enquanto os mais encorpados combinam melhor com noites frias e pratos robustos.
Para o consumidor, a orientação de profissionais nas adegas e a busca por praticidade tornam a experiência mais acessível, ajudando a descobrir preferências sem complicação e a aproveitar o vinho como parte do dia a dia, informa o Supermercados Mundial.
O que a garoa de São Paulo está sussurrando sobre nossos desejos desta semana? Veja o que revela o Índice Sophie de Vinhos
Os dias nublados e a temperatura baixinha que dominam a cidade nesta terça-feira despertam um desejo quase automático por tintos de corpo médio a estruturado. Aqueles que chegam com taninos macios, fruta madura e uma persistência gentil, capazes de aquecer sem pesar. O mercado brasileiro revelado pelo Índice Sophie de Vinhos confirma o que muitos de nós já sentimos no dia a dia: a preferência clara por beber menos e melhor, buscando vinhos com complexidade aromática que evoluem na taça e se adaptam com elegância ao clima fresco.
Assinantes cliquem aqui.
É interessante notar como essa busca por maciez e equilíbrio revelada pelo Índice Sophie de Vinhos se alinha tão bem à nossa culinária cotidiana. Pense nas massas simples de casa, nas carnes leves de panela ou nos risotos que preparamos sem pressa: o peso do vinho precisa acompanhar o prato sem dominá-lo. Tintinhos de taninos redondos e acidez equilibrada criam essa harmonia natural, oferecendo suporte sem agressividade, exatamente o que o frio pede. A vinificação cuidadosa que preserva a fruta e suaviza a textura se torna quase invisível, mas é ela que transforma cada gole em conforto.
Nessa onda de qualidade acessível e castas de taninos aveludados, o desejo se volta para estilos que equilibram estrutura e elegância, ideais para as noites frescas de agora.
Se quiser receber toda terça-feira a seleção completa do Índice Sophie de Vinhos da semana ou uma indicação pensada especialmente para o seu gosto, é só me chamar no privado.
A venda e o consumo de bebidas alcoólicas são proibidos para menores de 18 anos. Beba com moderação.
SAIBA MAIS:
O Índice Sophie de Vinhos é um termômetro semanal e independente que revela o que realmente está em alta no Brasil — cruzando tendências, notícias, clima, disponibilidade, terroirs e estilos de uva. Com uma pontuação transparente e coerente, ele torna as indicações mais assertivas a cada semana, priorizando vinhos equilibrados e fáceis de harmonizar. Criado com elegância e personalidade, o Índice Sophie ajuda você a escolher com mais segurança e prazer os vinhos ideais para o clima da terça-feira.
Empresas de alimentos adotam recuperação extrajudicial como estratégia
Informa o advogado Fernando Canutto, do Godke Advogados. Casos de Havanna e GPA , segundo ele, mostram tendência de reorganizar dívidas de forma ágil e discreta, com mais de R$ 100 bilhões renegociados no Brasil em 2026
A operação brasileira da Havanna anunciou nesta semana a recuperação extrajudicial, reforçando um movimento crescente no setor de alimentos e varejo alimentar. Meses antes, o Grupo Pão de Açúcar também optou pelo mesmo mecanismo para renegociar parte de seu endividamento, em um cenário de juros elevados e crédito mais restrito.
Diferentemente da recuperação judicial, o instrumento permite negociar diretamente com classes específicas de credores, com maior discrição, menores custos e prazos mais curtos. Empresas com capacidade operacional preservada usam a ferramenta de forma preventiva, protegendo a continuidade do negócio e a reputação da marca.
Para o setor alimentício, marcado por fluxo de caixa diário, margens apertadas e estoques perecíveis, a escolha reduz riscos de ruptura na cadeia e ajuda a preservar empregos e fornecedores, informa o advogado Fernando Canutto, do Godke Advogados.
Proteína animal na B3: os três gigantes e o Índice Almancio
Concentração em JBS, MBRF e Minerva abre espaço para acompanhamento semanal do setor
O mercado de proteína animal listado na B3 permanece altamente concentrado nas grandes processadoras de carne bovina, de frango e suína. Três tickers concentram a maior parte da representatividade do setor em produção, abate, processamento e exportação, com liquidez suficiente para acompanhamento semanal: JBSS32 (BDR da JBS), MBRF3 e BEEF3. Outros nomes, cooperativas ou empresas menores, apresentam liquidez baixa ou não são listados de forma relevante.
A JBS, negociada via BDR sob o código JBSS32, continua como o maior player global de proteína animal. Seu portfólio é diversificado — bovino, frango, suíno, salmão e, mais recentemente, ovos — com forte presença nos Estados Unidos, Brasil, Austrália e outros mercados. A combinação de escala e diversificação geográfica e de proteínas confere resiliência ao ciclo de cada commodity.
A MBRF Global Foods (MBRF3), resultado da fusão consolidada em 2025 entre Marfrig e BRF, representa a segunda grande força do setor. A companhia une a escala em carne bovina (especialmente nas Américas, legado Marfrig) com a liderança em aves, suínos e processados (marcas Sadia e Perdigão, legado BRF). O movimento criou uma plataforma multiproteína com presença doméstica e exportadora relevante.
A Minerva Foods (BEEF3) completa o trio com perfil quase 100% focado em carne bovina. Seu modelo privilegia a exportação a partir de plataformas na América do Sul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Colômbia) para destinos como Ásia e Oriente Médio. A exposição pura a beef e ao câmbio torna o papel sensível aos ciclos do gado e às condições de mercados externos.
Essa concentração permite a construção de um indicador rastreável do desempenho do setor. O Índice Almancio de Proteína Animal segue a mesma lógica dos demais indicadores da série Almancio, com atualização semanal e comparação com benchmarks de mercado. A cesta é composta pelos três principais tickers, ponderados de acordo com relevância de mercado, diversificação e liquidez, e inclui uma pequena parcela de liquidez para estabilização.
O setor de proteína animal é cíclico e sensível a variáveis como ciclo do gado, custos de grãos, exportações e demanda doméstica por processados. A concentração em poucos nomes líquidos facilita a leitura objetiva e comparável do desempenho semanal.
Para acompanhar o segmento, confira semanalmente o Índice Almancio de Proteína Animal.
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Índice de Proteína Animal cai 4,05% na primeira semana de agosto
Cesta de frigoríficos fecha em 959,50 pontos, pressionada por MBRF3 e BEEF3 em meio a volatilidade do Ibovespa e custos de insumos
O Índice Almancio de Proteína Animal recuou 4,05% na semana de 3 a 7 de agosto, fechando em 959,50 pontos, enquanto o Ibovespa caiu 3,08% e o S&P 500 avançou 2,07%. A pressão veio principalmente de MBRF3 e BEEF3, em um cenário de oscilações no mercado doméstico e custos ainda elevados no ciclo de grãos, apesar da demanda seletiva de exportação da América do Sul.
O resultado evidencia a sensibilidade de curto prazo do setor a fatores de mercado e insumos, mesmo com a resiliência estrutural das empresas de escala global. A composição diversificada da cesta, com peso maior em JBS, continua atuando como principal amortecedor da volatilidade.
Para investidores e profissionais da cadeia de proteínas, o desempenho reforça a importância de acompanhar custos de grãos e dinâmica de exportação, mantendo visão de médio prazo em um índice ainda recente, informa o Índice Almancio de Proteína Animal.
Zamp cresce 8,3% em receita e amplia margem no 2T26
Companhia movimenta R$ 2,7 bilhões em vendas do sistema, com SSS positivo nas quatro marcas e vendas digitais em 65,5% da receita
A Zamp, operadora de Burger King, Popeyes, Starbucks e Subway no Brasil, registrou receita operacional líquida de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 8,3% em relação ao mesmo período de 2025. As vendas totais do sistema chegaram a R$ 2,7 bilhões, avanço de 17%, com expansão de 4,2 pontos percentuais na margem bruta, que atingiu 69,3%.
O trimestre foi marcado por vendas comparáveis positivas em todas as marcas do portfólio e pelo forte crescimento do canal digital, que respondeu por 65,5% da receita líquida. Mesmo em cenário de pressão de custos, a companhia manteve geração de valor e redução do prejuízo líquido.
Para o setor de food service e investidores, os números reforçam a resiliência do modelo multimarca e o potencial de crescimento sustentável da operação, com 2.660 restaurantes no ecossistema, informa a Zamp.