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roda com neguinho da beija flor 2
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samba de roda com Neguinho da Beija flor
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Envelhecimento relâmpago no Brasil
"Viver muito custa. E o país não vai dar conta", diz Ana Amélia Camarano, pesquisadora do Ipea especializada em envelhecimento.
Segundo ela, o problema é sistêmico e não se diferencia muito de outros países, exceto pelo envelhecimento brasileiro ter ritmo muito mais acelerado. A França, por exemplo, levou 145 anos para dobrar a proporção de idosos na população (de 10% para 20%), um processo que envolveu cerca de oito gerações. O Brasil está realizando essa mesma transição em apenas 20 anos (entre 2011 e 2030).
"O Brasil avançou na garantia de renda para quem não pode trabalhar, mas deixou para a família a responsabilidade pelo cuidado", afirma a pesquisadora.
Hoje, cerca de 3,2 milhões de idosos são cuidados por parentes, enquanto aproximadamente 150 mil vivem em instituições de longa permanência. O poder público subsidia vagas para cerca de 80 mil pessoas.
(...)
Alguns estados e municípios, como São Paulo e Belo Horizonte, oferecem programas de atendimento domiciliar, mas Ana Amélia avalia que essas iniciativas funcionam mais como apoio emergencial do que como uma solução de longo prazo.
"Dificilmente o Estado vai conseguir aumentar muito sua participação nos cuidados. O número de pessoas vai crescer muito. Então os investimentos terão que ser feitos também na família", afirma.
(...)
O desafio de custear o cuidado na velhice não é exclusivo do Brasil. Na Alemanha e no Japão, porém, a assistência conta com sistemas específicos de financiamento —incluindo seguros obrigatórios para custear parte dos cuidados—, mecanismos que ajudam a dividir essa responsabilidade entre famílias, Estado e sociedade.
Número de idosos que precisarão de cuidados de longa duração deve saltar de 5,1 milhões para 17 milhões até 2050
Dráuzio Varella sobre eutanásia e suicídio assistido
Médico passa a integrar movimento que defende autonomia das pessoas para decidir sobre como e quando morrer
Segundo o médico, toda pessoa adulta e capaz tem o direito de decidir sobre seus cuidados de saúde e, em situações extremas de sofrimento considerado insuportável, determinar como e quando deseja morrer. "Nós temos que ter mecanismos sociais e legislação que permita dizer até onde você quer ir."
Na opinião dele, a maturidade da sociedade para o tema virá com a discussão qualificada, assim como ocorreu com os transplantes de órgãos décadas atrás. "Conseguimos estabelecer um sistema que é justo e muito bem conduzido. Isso tem que existir também para a a decisão a respeito da morte." (...)
Chega o momento que você está fazendo um exercício teórico, porque você não vai conseguir nada de especial. Ah, mas eu quero tentar mais um tratamento. Você tem que ter a sabedoria de dizer: 'olha, eu estou prolongando o sofrimento antes da morte'. Eu vou manter essa pessoa no aparelho aqui por mais dois ou três dias, esticando a vida? Vale a pena fazer isso? Se a pessoa vai ficar sedada, dormindo, isso está esticando o quê? (...)
O sr. já presenciou pacientes pedindo para morrer? Sim, mas é raro, talvez dez pessoas em milhares que tratei. E isso sempre aconteceu em plena consciência. Não era desespero pela dor, era lucidez. Gente que dizia "já fui longe demais, não tenho mais nenhum prazer de estar vivo. Ao contrário, a vida pra mim virou um sofrimento".
Eu tive um paciente que era meu amigo íntimo, que disse, chega. Ele tinha uma metástase na bacia. Ele dizia: "tenho dor o tempo inteiro, pra tirar a dor, me dão morfina. Morfina me deixa sonolento e eu perco o contato com as pessoas que estão em volta. Estou escravizado não por uma doença, mas por uma dor. Essa dor me limita, não posso me mexer. Tenho que tomar analgésicos fortes e, com isso, não consigo ler, não consigo ouvir música que gosto". Isso é muito, muito raro. Quando um paciente assim toma essa decisão, precisa ser levado a sério.
O envelhecimento e as demências mudam esse cenário? Completamente. Hoje vivemos muito mais e com isso aumenta o risco de perder as capacidades cognitivas. Você perde a capacidade e chega um momento em que você não é mais nada. Quando você não consegue se lembrar de nada. Quando a memória desaparece, você está vivo porque os órgãos estão funcionando, mas você perdeu a condição humana. Porque nessa hora você fica na mão dos outros. Os outros vão decidir. Ah, você vai para casa, fulano vai cuidar de você, ou vamos contratar alguém para cuidar, ou você fica no hospital porque o médico decidiu que você está hospitalizado. Eu não quero passar por isso. Você não quer. Acho que ninguém quer essa situação. (...)
Cada pessoa deve ter o direito de dizer até onde quer ir. Para mim é claro: se eu deixar de reconhecer minha família, perder o controle do corpo e me tornar totalmente dependente, não quero que prolonguem isso.
(...)
A morte assistida deve caminhar junto com a ampliação dos cuidados paliativos? Claro. Uma pessoa com dor quer morrer porque não aguenta a dor, não porque a vida perdeu sentido. Se você tira a dor, muitas vezes ela aguenta mais um tempo. Mas isso precisa ser decidido enquanto há lucidez. Sem isso, a família se vê num dilema cruel: manter alguém vivo sem qualquer consciência, sem saber se há dor, com escaras, infecções, sofrimento inútil. Hoje a lei não oferece saída. (...)
A vida é como uma festa, um dia acaba. Agora, você quer que a festa acabe quando? Na hora que você está bêbada, inconsciente, saindo carregada da festa na pior situação possível? Você quer sair, enquanto você ainda esteja legal, que você possa chamar um táxi pra ir pra casa. A gente tem que ter o direito de sair da vida assim.
(DRÁUZIO VARELLA, TE AMO <3)

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Eutanásia
Eu Decido será amicus curiae em ação movida por Catalina Giraldo
Na América Latina, apenas Equador e Colômbia permitem suicídio assistido; já o Uruguai legalizou apenas a eutanásia.
No restante do mundo, Portugal, Espanha, Holanda, Luxemburgo, Bélgica e Canadá permitem as duas intervenções; Alemanha, Suíça e Áustria autorizam apenas que o medicamento seja manipulado pelo próprio paciente.
Silêncio, por Bia Ferreira
"o seu silêncio é parte da opressão"
"quem não se posiciona já assinou a sentença"
AMÉFRICA, por Bia Ferreira
!Imagina Se há informação Revolução em cada esquina Tolerar a opressão, não mais Populaça revida Tomando do estado o que nunca lhe pertenceu Foda-se a religião Porque o útero é meu
Laicidade, igualdade, justiça e demarcação Terra devolvida ao povo originário, reparação Fim do genocídio da nossa população Pretos fora do presídio, educação É o que liberta Verdade não é opção É uma regra"
vida plena e vazia
Por Cicely Saunders
Luto, saúde mental e proalu
MILAGRES POSSÍVEIS
*O debriefing emocional é um processo estruturado de diálogo focado no processamento de sentimentos, pensamentos e reações desencadeadas por um evento estressante ou crítico. Seu objetivo é analisar a experiência, validar emoções, reduzir a carga psicológica negativa e promover o aprendizado ou a recuperação.
MODELO DANIE FORTE
*luto vai do medo à esperança e ficar variando.
MODELO DANIEL FORTE
Tóxico: paciente grita, xinga, pode te ameaçar fisicamente = não dá pra conversar. Sinaliza que vai conversar em outro momento. (paciente às vezes pára e entra na percepção)
Confiança: olho no olho (falar sempre a verdade)
Emoção: quais emoções ele tem, entendo e gostaria que fossem outras notícias. Se ela pendular, vc segue no assunto.
Cognição: Razão, detalhes e plano de cuidados pra tomar decisão. (mesmo que seja distanásia)
comunicar más notícias = luto agudo
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MORTES POR SUICÍDIO
CURSOS PROALU

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Albert Camus, el mito de sísifo.
Desafios SUS - saúde mental
metade dos CAPS do país não contam com prontuário eletrônico
mais de 70 hospitais gerais tem leitos psiquiátricos, mas não tem psiquiatra (questão: demografia médica, não obrigatoriedade de não ter psiquiatra em hospitais com menos de 3 leitos de saúde mental) = teleconsulta de centros de referência a clínicos gerais na hora de plantonista receitar psictrópico em leito de saúde mental em momento de crise (não resolve o problema estruturalmente, mas reduz iatrogenia e melhora a qualificação dos profissionais)
MARCELO KIMATI
"As sociedades tem formas diferentes de lidar com a situação de perda. Funerais, velórios como rituais nos quais a gente vivencia coletivamente, dentro de uma estratégia de dar formulação e significado a essas situações, estratégias de controlar de alguma forma ou dar significado ao aofrimento. Quando o sofrimento é vivido isoladamente, sem que tenha inscrição da cultura dentro do sofrimento, a gente se perde Precisamos de velórios e funerais, precisamos de processos de ruptura, marcas .. não à toa, quando alguém termina a adolescência e entra na vida adulta, existem rituais de passagem. Porque SEMPRE QUE PASSAMOS POR UM MOMENTO, PERDEMOS O MOMENTO ANTERIOR. E ISSO NÃO SE DÁ SÓ PARA QUEM ESTÁ NA PASSAGEM. Quando você tira a foto de um filho, você tira a foto de alguém que nunca mais vai existir. Dali a 10 anos, ela não vai existir mais, é irresgatável. Mas você vivenciou processos de transformação com rituais de passagem nos quais a perda se torna tolerável. Sem isso, o sofrimento não tem significado, ele fica sem sentido e com o qual não conseguimos dar nome e conseguimos cada vez menos lidar."
"Quando pensamos em saúde mental de adolescentes no ambiente digital, são essas 2 dimensões que comparamos: socialbilidade, inscrição na cultura e vivenciar perdas a partir do coletivo e ter interlocução com a cultura através de rituais X universo no qual o prazer é dimensionado, planejado e colocado em um algotirmo, o tempo perde a dimensão social e todas as questões são vivenciadas individualmente e tudo o que é coletivo acaba restrito a algumas categorias de identificação. No caso do sofrimento mental, por categorias médicas, no qual a pessoa se identifica não só do ponto de vista da experiência, mas também da definição de critérios e a experiência que se compartilha é basicamente por conta de critérios e sintomas que a pessoa vivencia. E dentro de um cotidiano que vulnerabiliza e reproduz vulnerabilidades em que as pessoas mergulahm de tal forma que elas vão perdendo progressivamente a capacidade de interagir presencialmente (...) A gente sabe falar porque a gente fala. E com o tempo, essas dificuldades tendem a se tornar categorias diagnósticas. Então, daqui a algum tempo, a dificuldade de interagir presencialmente vai se tornar sintoma de alguma coisa que está sendo criada, porque ela já é entendida como um fenômeno que entra em uma série de diagnósticos. Este é um sistema poderoso com lógica própria que destrói determinante social e toda a possibilidade de entender um fenômeno socialmente, porque a própria digitalização é um fenômenos social"
LUCIANO
MARIA HELENA PEREIRA FRANCO
Ações terapêuticas: pessoas podem fazer de qualquer lugar, não precisa se restringir ao mundo psi
"posso não poder tudo, mas meu fazer será oferecido sob medida"
Niemeyer: Luto não é a ausência de alguém. É a ruptura de um mundo de significados. Cuidar: significa ajudar a reconstruir o mundo
OUVIR X ESCUTAR: ouvir é fenômeno fisiológico, compreensão neural do som e semântica de palavras. Escutar é fenômeno existencial , pois o que escuto vem repleto de significados que são próprios daquela situação (e não de outra). Para escutar, o que me atrapalha? Me perceber e ver que comunicação posso fazer com aquela pessoa. Presença, disponibilidade, sustentar silêncio (e dar espaço para o outro entrar em contato consigo e aos poucos tentar se organizar). Suspensão temporária do próprio mundo interno para que o mundo do outro possa existir naquele espaço.
3 níveis de escuta clínica: a) Conteúdo (fatos). b) Afeto (como está sendo dito: o tom de voz, o que silenciou, faloiu rápido pra informação sair correndo, raiva que se disfarçou de culpa, o não-dito - que pode ser sonoro se soubermos escutar e que compõe na compreensão daquela experiência). NÃO EXISTE A NÃO-COMUNICAÇÃO, tudo comunica. c) Vínculo perdido (quem era a pessoa que morreu para o enlutado. Marido é marido, o marido dela é o marido dela, o que é marido pra ela, na história dela, neste contexto). Bowlby = luto é resposta à ruptura de um vínculo (que vínculo foi esse? houve ruptura? qual, de que tipo?). Qual é a falta que o enlutado tem? Neste vínculo tem muita história para conhecer e que vai se expressar no luto. "A escuta clínica do luto precisa incluir o morto" (vinheta clínica: "só perguntam de mim, nunca dele")
Escuta clínica não é cumprimento de uma lista alheia ao enlutado.
o Sistema de saúde tende a tratar o enlutado como paciente sintomático e ignora a pessoa amada no centro de todo aquele cuidado. Perguntar sobre o morte e sobre o vínculo é ato clínico.
3 marcas do acolhimento genuíno: 1) Incondicional (todo luto merece acolhimento, independe do tipo de luto, da identidade do enlutado ou da causa de morte). 2) sustenta a ambiguidade (não é ausência de sofrimento, mas a consciência sobre o que a morte mobiliza em você. Consigo perceber como algo que me constitui mas que não vai se manifestar aqui, na minha escuta ao outro, porque é o luto do outro que está ali). c) Institucional: o profissional em burnout não consegue acolher de forma sustentada.
o luto que adoece é aquele que fica sozinho.
ANDRÉ PERNAMBUCO
Anatomia da comunicação: comunicação de más notícias é uma porte de entrada para tudo isso. Vou gerar na minha comunicação vários lutos.
Ensinar não é passar conhecimento, mas permitir à pessoa construir o próprio conhecimento (P. Freire)
dependendo do meu não-verbal, o outro pode se sentir acompanhado. Dependendo do meu não-verbal, ele pode se sentir abandonado.
NEUROBIOLOGIA
*AGENDAR SEGUNDA VEZ PRO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL VOLTAR A FUNCIONAR
O MÉDICO TAMBÉM ENTRA EM LUTO AO COMUNICAR NOTÍCIAS DIFÍCEIS
ÀS VEZES, O MAIOR ATO DE EMPATIA QUE PODEMOS TER É DEIXAR A PESSOA CHORAR, NÃO INTERROMPER.
como regular antes de explicar? como manejar e trazer a pessoa pra janela de tolerância?
*dar tempo para a realidade entrar no corpo da pessoa
Protocolos reduzem improviso ruim.
*mapa é diferente de território.
Sobre términos e sair com amor
Nem todo fim precisa de explicação clara e de um motivo forte para ser legitimado
Poder dizer "eu te amo, mas não está funcionando, não estamos nos fazendo bem, queremos coisas muito diferentes, e por amor é melhor que cada um siga seu caminho" é infinitamente mais bonito do que arrastar o outro para o nosso ideal ou nos anularmos em nome da manutenção de um amor que sufoca.
Fico pensando nas conversas difíceis que temos com pessoas queridas doentes em estados terminais, quando dizemos: "eu te amo e te deixo ir. Não precisa ficar aqui por mim. Descansa". Não é isso também um gesto de amor que poderíamos fazer nos casamentos?
E se pudéssemos dizer: "te amo, mas preciso ir. Porque honrar um amor que me fez crescer é também honrar meu direito de seguir crescendo, de alimentar novos sonhos, de ser aquela mulher ou aquele homem que encantou o outro pela coragem, pelo brilho no olho, pela capacidade de se reinventar
sobre cansaços e desistências
"Mas se essa coisa nunca mudou, talvez não seja pequena. Talvez não seja falta de vontade, mas de estrutura, prioridade, possibilidade. E então volta a pergunta que você evita: por que eu ainda insisto? Por que nós ainda insistimos?
Persistimos por amor, história, família, sonhos, estrutura emocional e financeira. E enquanto quisermos seguir tentando, seguiremos nos iludindo de que a separação virá no dia em que deixarmos de amar ou deixarmos de ter dúvidas. Mas relações adultas não oferecem a certeza infantil que desejamos. Não há "agora sim, este é o momento certo". Há escolhas, riscos, consequências."
Talvez seja justamente o cansaço que te torna menos tolerante a dores antigas que você normalizou
show Zé ramalho

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