a postura confiante diz que 𝑎𝑒𝑡ℎ𝑒𝑟 𝑑𝑜𝑒 é 𝑙𝑖́𝑑𝑒𝑟 𝑑𝑜 𝑞𝑢𝑎𝑑𝑟𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑜𝑠 𝑐𝑎𝑣𝑎𝑙𝑒𝑖𝑟𝑜𝑠 aos seus 𝒕𝒓𝒊𝒏𝒕𝒂 𝒆 𝒔𝒆𝒊𝒔 𝑎𝑛𝑜𝑠. dizem que é 𝑎𝑠𝑡𝑢𝑡𝑎, e também 𝑖𝑛𝑓𝑙𝑒𝑥𝑖́𝑣𝑒𝑙, mas não podemos afirmar com certeza! sua reputação é conhecida além das fronteiras, e dizem que se parece com 𝒅𝒂𝒗𝒊𝒌𝒂 𝒉𝒐𝒐𝒓𝒏𝒆.
⠀ ⠀ ☆ ⠀ ⠀𝒉𝒊𝒈𝒉𝒍𝒊𝒈𝒉𝒕 𝒕𝒉𝒆 𝒊𝒎𝒑𝒐𝒓𝒕𝒂𝒏𝒕, 𝒑𝒍𝒆𝒂𝒔𝒆.
aether é alguém extremamente sozinho, que sofreu muito pela perda da única pessoa que de fato considerava como alguém próximo. abandonada por alguma aluna do instituto dentro das paredes deste quando ainda bebê, ela foi criada para a função que ocupa.
é educada, mas num misto de rispidez e educação (no tanto quanto é possível). poucos chegam a conhecer parte do cerne complexo e embaralhado, com as palavras não ditas e olhares expressivos. a verdade é que ela não sabe como fazer mais nada além da sua própria função, pois foi seu único propósito de criação.
ela não gosta de khajols. é difícil que ela procure conversa ou se esforce para manter algo além do mínimo. parte sua os culpa pela vida miserável que teve, e agora pelo incêndio no instituto (não que eles saibam disso, já que não é expresso de nenhuma maneira). mas existem suas exceções (raríssimas).
seu círculo de pessoas mais próximas, então, se baseia quase que todo em changelings, com quem ela mantém algo que pode ser considerado uma ligeira amizade. amizade esta regada em muito álcool, quando permitido para ocasião.
de uns tempos para cá, tem se aventurado na possibilidade de flexibilizar sua personalidade rígida, tentando desprender-se mais dos maneirismos que cultua à anos.
⠀ ⠀ ☆ ⠀ ⠀𝒆𝒙𝒕𝒆𝒓𝒏𝒂𝒍 𝒍𝒊𝒏𝒌𝒔.
conexões;
comming soon.
⠀ ⠀ ☆ ⠀ ⠀ 𝒕𝒆𝒍𝒍 𝒎𝒆 𝒕𝒉𝒆 𝒘𝒉𝒐𝒍𝒆 𝒔𝒕𝒐𝒓𝒚.
tw: abandono, depressão (menção discreta) e morte.
não era absolutamente estranho que crianças mais novas acabassem encontrando seu caminho ao instituto militar, poupando esforços de serem diretamente arrancadas de seus orfanatos. mas para aether, o caso era particularmente especial: não era mais que um bebê quando encontrada dentro das paredes do instituto. o mistério em volta do recém nascido gritando em plenos pulmões dentro de um quarto escuro nunca teve seu ponto final, para a inquietude da futura criança. se teorizava, afinal, como quase todos changelings eram bastardos, aquela deveria ser mais uma, fruto vergonhoso de algum caso que nem a própria genitora (provavelmente uma aluna do próprio instituto) ousara assumir. era ridículo, eram militares, não um orfanato. mas o que era para ter sido apenas uma madrugada no instituto, até que pudesse ser enviada para um orfanato, rumou em uma discussão sobre todo um trabalho para transportar um bebê que eventualmente acabaria novamente ali. assim, se tornara uma das alunas mais novas já vistas naquele castelo de pedra. confiada particularmente à dois professores, que voluntariaram-se para dividir sua guarda, não é possível afirmar que sua origem ali lhe ofereceu privilégios. pelo contrário, como montadora, foi prematuramente enviada para o ritual de iniciação, ligeiramente mais nova que os demais alunos. sempre fora esperado assim, que como uma própria filha forjada em sangue e ferro, fosse também exímia em que se propusesse… senão, nem valia o tempo gasto e os anos decorridos até então. pode-se dizer que ela atendera à grande parte das expectativas. uma criança calada, disciplinada, e… infeliz. atendia perfeitamente ao molde em que fora submetida em tenra idade, mas que valor tinha, quando não se tratava de mais que uma ferramenta?
os pensamentos diversos sobre a realidade em sua volta eram raramente (na verdade, quase nunca), traduzidos em palavra. o dia discorria em treinamentos, esforços para cultuar a perfeita guerreira. e todo seu cenário só mudara com a colheita dos ovos. havia alguém em particular responsável por tornar os dias ligeiramente mais leves. lumine era como ela, uma órfã que desconhecia suas origens. jogadas no castelo, apesar da amizade se resumir em acenos de cabeça e pequenos gestos, era o mais próximo que tinha de um vínculo. e fora uma coincidência ambas ouvirem o chamado, a cantiga, justo em sua cerimônia. dois ovos de dragão, que mais tinham encontrado seu caminho até elas que o contrário. e elas haviam ouvido sobre isso, dragões que chamavam pelos seus montadores. mas juntas? daquele dia em diante, lumine e aether tornaram-se inseparáveis. ligadas por um laço invisível, fortalecido com a ceifa. mais que uma dupla, como estavam acostumados pelo instituto, eram um verdadeiro quarteto. a vinda de lumine flexibilizava um cerne endurecido pelos anos criadas como um soldado, e acostumar-se com a sua presença foi inevitável. ela realmente a amava, como a única coisa na vida, excetuando-se de seu próprio dragão, que já amara.
mas a vida costuma ser agridoce para montadores, não é? e o elo que unia os quatro não fora suficiente para precaver a morte de lumine… em um dia como qualquer outro, em uma batalha como mais uma das diversas que tinham desbravado… assistira ela cair das costas de seu dragão, sendo engolida pelas águas escuras como se nunca houvesse existido. parecia que naquele momento, todos os anos de progresso haviam regredido, e retornado aether para a sua função de fábrica. não derramara uma lágrima, se recusara a falar sobre. e por muitos mais anos, seguira fazendo a única coisa que soubera fazer. os traumas lhe transformaram em alguém ainda mais exímio na função que executava. de sub-dirigente, tornara-se dirigente, e parecia recompensada pelas décadas de esforço que tinham vindo. só não sabia dizer se algo havia mudado. se já era feliz.
⠀ ⠀ ☆ ⠀ ⠀ 𝒕𝒉𝒆 𝒍𝒆𝒈𝒆𝒏𝒅 𝒐𝒇 𝒕𝒉𝒆 𝒅𝒓𝒂𝒈𝒐𝒏 𝒂𝒏𝒅 𝒕𝒉𝒆 𝒈𝒊𝒓𝒍.
embora caelith seja o dragão que escolheu aether, assim como é impossível falar de aether sem falar de lumine, é inevitável falar de vaelion ao descrever caelith. ligados, completamente ligados, ao ponto de aether poder jurar (se é que um dia ela falará sobre isso) que sentira telepaticamente a outra dupla em momentos decisivos. em um primeiro contato, caelith é como uma canção que aether pode ouvir. a melodia, como bolhas estourando, ou um grito embaixo da água, consegue ainda sim cativar, acalmar, e é como um poderoso contentor da líder de quadrante, quando necessário. não é uma relação perfeita, afinal, a personalidade teimosa de aether pode fazer com que se recuse a acatar conselhos sábios em alguns casos (o que rende discussões mudas conduzidas com olhares desagradados). a criatura é a única que sabe em completude o que a morena pensa, para onde seus pensamentos devaneiam quando sozinha. e ergue-se como um pilar fundamental para a manutenção da rotina dura. após ter perdido lumine, agrada o coração da changeling poder avistar caelith e vaelion juntos. ainda que o dragão tenha partido com a morte de sua cavaleira, alguns acreditam que ele irá permanecer os visitando até o dia em que aether o desaponte, ou que morra. e enquanto ela e caelith se dão extremamente bem, ela e vaelion dirigem uma relação mais peculiar: vaelion acredita ser particularmente engraçado. usa de seu tempo para perturbar, ainda que pouco, a montadora, como se estivesse replicando o que lumine faria se presente.
⠀ ⠀ ☆ ⠀ ⠀𝒘𝒉𝒂𝒕 𝒂𝒃𝒐𝒖𝒕 𝒂𝒍𝒅𝒂𝒏 𝒓𝒂𝒆?
aqui virá uma parte de contextualização da char dentro do plot, mas não hoje.















