Curar a maldição, redenção desvendar, nos arcanos da família, a chave está a se revelar. Mistérios ocultos, trama entrelaçada, Zarina, a princesa víbora, o destino a desvendar.
♡⠀⠀⠀ ZENDAYA COLEMAN – Por Glinda e sua varinha mágica! Olha só se não é ZARINA ANAYA ZUHAIR caminhando pelos corredores da TORRE DAS NUVENS. Por ser filha de TIANA E NAVEEN, é previsto que ela deseje seguir caminhos parecidos com o dos pais. Ao menos, é o que se espera de alguém com 24 ANOS DE IDADE, mas primeiro ela precisará concluir o MÓDULO II: caridade e diligência, para depois se assemelhar como um conto de fadas.
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general.
nome completo: zarina anaya zuhair
apelidos: zari, rina, zaza
data de nascimento: 06/04 (vinte e dois anos)
zodíaco: sol em áries, lua em libra e ascendente em leão
gênero: cis-feminino
sexualidade: bissexual
skeleton
traços positivos: confiante, competitiva, determinada, corajosa, independente e criativa.
traços negativos: rebelde, desafiadora, teimosa, impaciente, impulsiva e instável
appearance.
altura: 168cm
estilo do cabelo: desde os quinze anos que zarina usa o cabelo raspado ou curto. só usa-o longo quando coloca tranças e a maioria das vezes é porque não quer fazer outra tatuagem. o cabelo quase sempre está descolorido, em um tom de loiro super claro, beirando ao platinado.
cor dos olhos: pretos
cicatrizes: a mais visível dela é no lado esquerdo da boca, que permeia o lábio superior e vai até a metade da bochecha e uma espécie de fenda cicatrizada na mão direita.
marcas de nascença: não possuí
tatuagens: tem mais de 20 tatuagens, variando de tamanho e estilo. naveen odeia mas ela não liga.
piercings: tem um piercing no septo, bem como ambas as orelhas tem segundo furo, além do tragus e helix serem furados.
biography.
o futuro se mostra promissor quando menos se espera. ao menos, era assim que naveen e tiana gostavam de pensar quando a mulher deu à luz a pequena e delicada filha do casal, zarina. olhos grandes, agitada e chorona. nas primeiras semanas fora quase impossível dormir com tamanha atenção que a bebê demandava do jovem casal. porém, tiana precisava voltar para o seu restaurante e naveen ficou responsável por cuidar da filha. talvez nem mesmo o melhor adivinhador pudesse prever o que aquele tempo entre pai e filha poderia acarretar futuramente. o jovem pai levava sua filha para todos os lugares, mesmo que ela demandasse atenção extrema, fora naqueles anos que a sua paixão pela música começou a se desenvolver. começou pelo violão, passando ao piano e, por fim, a guitarra. naveen tinha a péssima mania de não negar nenhum pedido de zarina, fosse o que ela quisesse. o que por um bom tempo, permitiu que a filha não sentisse a falta de sua mãe, sempre envolvida em manter o restaurante de pé e fazendo o possível com o que recebia.
porém, ao passo que fora envelhecendo e compreendendo algumas coisas, percebeu que o clima dentro de casa era um pouco mais delicado. somente tiana trazia dinheiro para o sustento dos três, enquanto naveen se encarregava quase sempre de estar envolvido em alguma farra. e o pior, a levando junto - como podia ser tão irresponsável? aos poucos, o pequeno mundo de zarina ficou ainda menor, vendo a mãe como uma vilã de uma história que não existia. com o casamento definhando aos poucos, porém, tornando-se insustentável aquela situação, em um ato impensado de naveen, ele juntou suas coisas e de sua filha e saiu de casa. naquele momento, a filha não entendeu o que aconteceu. estava tão acostumada a ver tiana, mesmo que somente a noite, que começou a fazer perguntas. naveen, perdido entre seus conflitos, também começou a negligenciá-la, tornando a adaptação um processo doloroso e fatídico para a jovem.
em uma noite sem lua nenhuma no céu, a noite estava escura e misteriosa. enquanto toda a escuridão envolvia o ambiente, um inquietante silêncio parecia prenunciar a iminente transformação. seu corpo doía, como se todos seus ossos estivessem se quebrando e realocando de lugar. com os olhos apreensivos, zari sentia uma onda diferente de energia correr em suas entranhas, a corroendo. como se fosse um veneno. a metamorfose foi assustadora e dolorosa. escamadas suaves e iridescentes emergiram de sua pele, enquanto seus membros se contorciam e se transformavam em uma cauda sinuosa. o coração batia acelerado e as mãos tremiam diante da visão daquela nova forma que a consumia. a sensação de estranhamento e desespero invadiu sua mente, mas ela lutou para encontrar alguma esperança em meio ao caos. ali, conheceu o verdadeiro significado de sua maldição e percebeu que haveriam sacrifícios para desvendar os segredos por trás da metamorfose indesejada.
o tempo passou a ser seu melhor e pior amigo. enquanto utilizava as horas disponíveis entre trabalhar em alguns bicos que conseguia para que nem ela e o pai morressem de fome, começou a tentar compreender o porquê da transformação de víbora. pesquisas extensas, conversa com seres nunca antes vistos - tudo com apenas treze anos. seu maior medo era que as pessoas descobrissem aquele segredo, principalmente naveen. porém, nem tudo pode ser escondido para sempre. em um dos seus descontroles de raiva e brigas com o pai, em um passe de mágica, estava ali sua outra forma. naveen, consumido pelo medo, se afastou de zarina. era complicado para entender como ela podia se transformar em algo tão medonho. quando retornou sua forma humana, ele prometeu que fariam de tudo para que quebrassem a maldição. mas nem toda a busca do mundo foi suficiente. pelo visto, estava fadada a sempre se tornar um animal.
começou a ficar ainda mais reclusa, com medo do que pudesse acontecer. seus ouvidos agora captavam facilmente as coisas que os outros diziam sobre seu pai e não queria mais um motivo para serem assunto. nunca demonstrou vontade de ir atrás de sua mãe, visto que aparentemente a mesma não tinha também nenhum interesse em ter a filha de volta. haviam coisas mais importantes para lidar. seus pensamentos a consumiam de todo modo e o único jeito que conseguia os abafar era através da música. cada vez mais assumia afazeres que pudessem ajudar a descontar toda a raiva que mantinha dentro de si e era sua principal fonte de ebulição e descontrole. foram incontáveis vezes que despendeu seu tempo apenas em uma atividade.
em poucos meses, estava irreconhecível. havia raspado a cabeça, falava o mínimo possível e nem mesmo mais sorria. apesar de toda a dor, ainda tentava ser generosa com os outros. seus dias eram resumidos em trabalhar com naveen onde os chamassem e controlar seus impulsos. a ida a tremerra fora um dos atos que tentou não pensar em toda sua juventude. quando chegou na academia, uma sensação nunca antes vivida tomou conta. ao tocar o ovo azul escuro, como pensava ser no fundo do ar, jurou que seu coração estava fora de seu corpo. não conseguia explicar, mas estava ligada intimamente aquele ovo desde o primeiro momento que o pegou em mãos.













