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vai posta quando ????
vou escrever...
Capítulo 27 - Nostalgia.
Não demorou muito, chegamos. Era na pisa de skate, as vezes nós íamos lá, puta que pariu, fazia tempo que eu não ia naquele lugar. Tava tudo igual, os grafites, as pessoas andando de skate, bebendo, fumando.
Vicente: Lembra?
Eu: Porra…
Vicente: É.
Eu: Eu gostava tanto de vir aqui, nunca mais voltei. Acho que as coisas boas que eu costumava fazer ficaram pra trás, e eu nunca mais reparei na paz desse lugar.
Vicente: Foda. Lembra como anda ainda?
Eu: Faz só um ano, Vicente.
Ele pegou um skate no carro e fomos pra pista, ainda bem que ele fez eu colocar um tênis antes de sair. Ele deu o skate pra mim e pegou outro com um amigo, subi. E quando eu me dei conta, eu ja tava andando e manobrando. Tinha esquecido como aquilo me fazia bem
Ficamos um tempão lá, o tempo passou e eu nem vi, o sol ja tava quase se pondo, devia ser umas 6 horas. Tanta gente que eu não via há tempos… Sentamos em um lugar alto, tipo uma rampa. Peguei um cigarro de uma menina que insistia em me chamar pelo o nome e eu, havia esquecido como ela se chamava. Tinha uns meninos lindos lá, mas eu tava tão de boa ali que nem retribui olhares.
Por um momentos eu pensei que eu podia deixar meus dramas em casa e ser a Victória forte e resolvida ali, naquela pista. Afinal, eu relembrei como é estar tranquila ou pelo o menos um pouco. Eu podia ser eu ali. Ou algo parecido.
Menina: Agora você ve se não deixa de vir aqui.
Eu: Não vou deixar, sempre que der vou aparecer, tinha esquecido como aqui me faz bem.
Ela sorriu. Lembrei o nome dela, porra! Era Bruna. Isso mesmo.
Vicente: E ai, que ir embora?
Eu: Aaaah.
Vicente: Você quem sabe, tenho o dia todo.
Eu: Vou ficar mais um pouco.
Ele sorriu e sentou ao meu lado, beijou minha bochecha e foi beijando até chegar na boca. Nos beijamos. Era estranho, depois de tanto tempo voltar naquele lugar com o Vicente que sempre tava comigo, beijar o vicente onde costumávamos beijar.
Nostalgia.
Dei mais um gole e depois de um tempo resolvi ir embora. Me despedi de todo mundo e prometi voltar ali. Eles não precisavam nem se preocupar, eu ia voltar sempre ali.
Vicente: Ai, vamos pra minha casa?
Eu: Ah não…
Vicente: Eu sei que você quer.
Eu: Não, quero ir pra minha casa.
Vicente: E eu quero você.
Eu: Foda-se. - Deu um sorriso cínico pra ele.
Vicente: Nossa… Estúpida. - Ele chegou pra me beijar, quando tava bem perto, me afastei. - Porra Victória.
Eu: Porra Vicente, me leva pra casa.
Vicente: Ta, mais eu vou entrar.
Eu: Melhor não, minha casa ta uma confusão com meus pais lá, ta um inferno.
Vicente: Então, vamos pra minha.
Eu: Você quer me comer. E amanhã tem aula.
Vicente: Sim e sim. Mais e dai? Ja te comi, você ja matou aula. Nada de anormal.
Eu: Eu vou pra sua casa pra dormir. DORMIR, ENTENDEU?
Vicente: Claro que sim, veremos.
Eu: Cala a boca e me leva logo pra sua casa, pra dormir.
Ele entrou no carro e dirigiu até a casa dele, entramos e ainda não tinha ninguém. Tirei a roupa e fiquei só de calcinha e sutiã. Olhei pro Vicente e ele tava me encarando.
Vicente: Ta vendo, você provoca.
Eu: To só indo dormir.
Vicente: Nenhuma rapidinha?
Eu: Você não merece.
Ele se aproximou de mim e me beijou, na verdade me pegou. Puta que pariu.
Vicente: Tem certeza?
Eu: Cala a boca.
Desabotoei a calça dele e tirei a camisa, ele tirou meu sutiã e a calcinha sorrindo. Me jogou na cama e fomos até cansar.
Eu: Agora você vai deixar eu dormir?
Vicente: Como quiser.
Virei pro lado e ele me abraçou, adormeci.
Acordei com o barulho da televisão no quarto. Que porra era aquela? Acho que não era nem dez horas, puta que pariu.
Eu: Hmmm, abaixa isso.
Vicente: Mano, já são 9:30 acorda!
Eu: QUE? 9:30? VOCÊ ME ACORDOU 9:30?
Vicente: Queria acordar que horas? As 11?
Eu: Na verdade, uma da tarde seria cedo.
Virei tentando dormir, ele aumentou o volume da tv.
Eu: VAI SE FODER!
Vicente: Me chupa, Vick.
Eu: Esquece.
Coloquei a roupa e fui pro banheiro tentar arrumar o meu cabelo e escovar os dentes, e quem sabe, se tivesse animo, lavar o rosto.
Eu: Me leva pra casa.
Vicente: Me da um beijo.
Eu: Não.
Vicente: Então não te levo.
Eu: Ok, vou a pé.
Quando eu tava saindo do quarto ele me puxou pelo braço, pegou na minha cintura com uma mão e a outra no meu cabelo, me beijou. Retribui porque não tinha como fazer o contrário.
Vicente: Agora sim.
O caminho pra casa foi mais tranquilo que eu esperava.
Vicente: Vou entrar.
Eu: Não, não vai.
Vicente: Porque?
Eu: Essa casa ta um caos, e é melhor você ir pra sua.
Vicente: Ah. Eu te ligo, qualquer dia.
Não faz isso.
Eu: Eu penso se te atendo, qualquer dia. - Sorri, dei um beijo de despedida nele e entrei.
E quando eu entrei pela porta tudo voltou ao inferno normal.
Marina: VICTÓRIA ONDE VOCÊ TAVA?
Nem olhei na cara dela, subi as escadas e me tranquei no quarto.
Marina: ABRE ESSA PORTA! - Ela já tava esmurrando a porra da porta.
Eu: Desisti.
Marina: Eu vou ligar pro seu pai.
Eu: Liga, agora some daqui.
Ela parou de socar a porta, acho que foi ligar pro meu pai, foda-se. Peguei o telefone e liguei pra Giovanna.
Giovanna: Alo...?
Eu: To indo ai pra sua casa, abre a porta.
Desliguei o telefone na cara dela, minha mãe devia estar na sala. Pulei a janela mesmo.
Cheguei na casa dela e a porta tava aberta já, hm.
Eu: E aí, corna.
Giovanna: Quanto amor. O que aconteceu que você sumiu?
Eu: Vicente. Sexo. Pista de skate. Maconha. Sexo. Vicente.
Giovanna: Ta voltando pro passado porque?
Eu: Porque eu quis. Tem cigarro?
prox cap ??
amanhãa!
cap?
postado

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estou te convidando pra ler a minha web e se não for pedir muito, divulga-la ^^
leiaaaaam! vou ler sim (=
Oi!!! Vim te chamar pra ler minha web, e, se curtir, me dar uma forcinha! Hehe bjao e foi mal qlqr coisa. A url é porrape
firmezaa!! imagina (:
Capítulo 26 - Ar?
Acordei já tava quase na hora da festa, puta que pariu. Me arrumei rápido e a Giovanna tava terminando ainda, a Babi já tava pronta.
Os meninos chegaram lá. O Victor tava dirigindo e ia todo mundo no mesmo carro, eu fui no colo da Bárbara, a Giovanna no colo do Thiago e o Rodrigo foi na frente com o Victor, não tinha necessidade de ficar no colo da Babi, mas tava bom ali.
Eu: Vai demorar?
Victor: Não.
Eu: Quanto tempo?
Victor: Não sei.
Eu: Como assim você não sabe? - Acendi um cigarro.
Victor: Sei lá, mano. Apaga isso ai Victória.
Eu: Uh, nervosinho. - Soltei a fumaça no rosto dele e ele fez um cara de bravo e depois sorriu. - Ta chegando?
Victor: Vou te jogar pra fora do carro.
Eu: Garanto que vou chegar primeiro que vocês se eu for a pé.
Victor: Mano, você parece aquele burro do sherek que fica perguntando se ta chegando.
Eu: Só que eu sou gostosa.
Victor: Muito gostosa. - Ele mordeu o lábio e eu dei uma gargalhada.
Não demorou muito pra chegar na festa. O lugar era bonito pra caralho, e já tava cheio de gente. Os meninos foram para um lado e eu e a Bárbara fomos pra outro, a Giovanna e o Thiago ficaram conversando.
Fomos pro bar, peguei algum drink com vodca e a Babi fez o mesmo, virei. Outro. Outro. Outro. Vireis vários sem nem respirar, eu queria ficar bêbada e feliz até a ressaca chegar. Peguei outra e fomos pra pista dançar, terminei meu copo e passou um carinha com um copo na mão, ele olhou pra trás e deu um sorriso. Sorri de volta.
A Bárbara foi cumprimentar uns amigos dela e eu fui junto, eles estavam manuseando drogas, e aquilo me interessou, quando cheguei mais perto, era cocaína. Beleza, eu tinha usado uma vez só, a pouco tempo, e como hoje eu tava afim de ter uma quase overdose, sentei la com eles.
Eles fizeram uma carreirinha e eu cheirei, aquilo era bom demais. E o efeito vinha logo, misturou aquilo tudo com vodca, hmm.
A Babi cheirou também e quando eu olhei ela tava pegando uma menina, que rápida. Fui pra pista e começou tocar aquelas músicas maravilhosas que seu corpo acompanha a batida, e foi o que eu fiz, fiquei ali dançando de olhos fechados.
Senti alguém colocando a mão na minha cintura e dançando comigo, abri os olhos. Era um puta dum menino lindo, nem esperei. Beijei. Beijei com vontade mesmo e quando tava virando algo mais eu me soltei e sai andando, ele ficou assustado com a minha atitude, mas devia estar bêbado e pra ele, foda-se.
Andei pela pista procurando pelo menino mais bonito na minha vista, vi de longe um no bar. Alto, loiro, e perfeito. Cheguei mais perto e... Puta que pariu.
Eu: Vicente?
Vicente: Victória?
Porra. Vicente foi um dos meninos que eu mais me apeguei, um dos únicos. Claro, ninguém soube e nem precisava saber.
Vicente. 18 anos. Loiro, alto, branquinho. Galinha pra caralho, mas fofo e carinhoso. Tarado. E lindo.
Vicente: Quanto tempo, mano.
Eu: Muito.
Vicente: Ta gostosa.
Eu: Não mudou nada hein.
Vicente: To mais gotoso, er.
Eu: Hahahah, e babaca.
Pedi uma bebida e fiquei conversando com ele por uns minutinhos.
Vicente: Ta namorando, Vick?
Puta que pariu. Ele falava Vick de um jeito muito sexy, socorro.
Eu: Tô fora. Nem vou perguntar sobre você, porque né...
Vicente: Certo.
Ele me puxou da cadeira e me encostou na parede.
Eu: O que você ta fazendo?
Vicente: Não se faz de inocente. Te beijando.
Ele me beijou. O beijo era o mesmo de tempos atrás, no meu ritmo e bom. Um dos melhores, que pegada.
Depois de um tempo beijando ele o afastei pra recuperar o ar. Ele tentou voltar a me beijar, caralho.
Eu: Ar Vicente, ar.
Vicente: Pra que ar? Gostosa. - Ele apertou minha coxa e começou beijar meu pescoço.
Tentando erguer minha saia e eu abaixava, ele ficou arranhando minha coxa, enfiou a mão por baixo da minha blusa e ficou acariciando minhas costas e tentando passar a mão nos meus peitos.
Eu já não aguentava mais fingir que não queria, tava chapada e puta com a vida. Tava ali com o Vicente, perder tempo pra que?
Vicente: Vamos pra minha casa?
Afirmei com a cabeça e entrei no carro dele. Ele ia cortando o transito e chegamos na casa dele o mais rápido possível. Era a mesma casa, já conhecia o caminho. Subi as escadas e ele veio atrás, entrei no quarto e ele trancou a porta.
Ele me beijou e eu tirei sua camisa. Uma palavra defini: Gostoso. Fiquei arranhnaod suas costas e ele percorria as mãos pelo meu corpo, subi uma perna até sua cintura e ele agarrou, tirou a minha saia e a blusa em uma rapidez incrível, me jogou na cama.
Depois de tudo, eu tava cansada pra caralho, o Vicente também. Só que tava querendo mais.
Sentei na cama pra colocar o sutiã e a calcinha, pelo o menos.
Vicente: Fica sem, é tão melhor.
Eu: Fico sem se você me arrumar tequila, limão e sal. E ainda fçao o que você quiser. - Mordi o lábio.
Vicente: Mano, não provoca.
Eu: Hmmm?
Ele foi pra cozinha e pego o que eu pedi, hm. Peguei sal e jogueis no pescoço dele, coloquei um limão na boca dele e chupe, depois virei a tequila. Ele riu.
Vicente: Minha vez.
Ele me jogou na cama e tirou meu sutiã, jogou tequila e chupou o limão que tinha colocado na minha boca, começou a 'beber' a tequila do meu corpo.
Depois de um tempão um brincando com o outro, acabou a graça.
Vicente: Agora meu prêmio?
Eu: Vem pegar.
Sai correndo em volta do quarto e ele me pegou, muito rápido.
Vicente: Sabe nem correr.
Eu: Cala a boca.
Ele me beijou. Tiramos a roupa de novo e mais uma vez.... Cansada, virei pro lado e acabei dormindo.
Sol trincando na janela e refletindo no meu rosto, que maravilha.
Eu: Hmmm, fecha aqui.
Vicente: Fecha você.
Eu: Vai tomar no cu, fecha aquela porra.
Vicente: Ui, estressadinha.
Ele levantou da cama só de cueca box e foi fechar a janela, e aquela bunda? Que gostoso, meu Deus.
Tentei voltar a dormir, mas não consegui. Já tinha perdido o sono, já tava querendo pegar o Vicente, já era.
Sai da cama e fui pro banheiro, entrei no banho e só depois lembrei que não tinha roupa, foda-se. Sai de lá enrolada na toalha.
Eu: Ou!
Vicente: Hmm?
Eu: Meu, acorda!
Ele abriu os olhos.
Vicente: Puta que pariu. Se eu tivesse uma visão dessas todos os dias, e de toalha ainda? Vem cá que eu tiro ela rapidinho.
Eu: Trouxa. Tem alguma roupa que eu possa vestir?
Vicente: Pra que? Olha que maravilha assim.
Eu: É sério.
Vicente: Cuzona. No quarto da minha irmã que não aparece em casa faz 2 dias deve ter alguma coisa.
Eu: E onde é?
Vicente: Virando.
Sai de lá enrolada na toalha mesmo, abri o guarda roupa da menina e até que tinha umas roupas legalzinhas. Peguei um short e uma blusa básica, tava bom já.
Eu: Ou, me leva pra casa?
Vicente: Ah, fica ai. Vamos sair, fazer alguma coisa.
Eu: Ah nãaao. Seus pais não tão em casa?
Vicente: Não, eles foram pra casa da minha vó e minha irmã foi junto.
Ele deu um sorriso malicioso, eu retribui. O beijei, comecei a beijar seu pescoço e ele tentou tirar minha blusa, me afastei.
Vicente: Qual é?
Eu: Hahahahah, mano, sua cara ta hilária.
Vicente: Você provoca e sai fora?
Eu: É, hahaha.
Vicente: Palhaça.
Eu: Ta. Vou voltar a dormir, adeus.
Vicente: Aaaaaaah, mais não vai mesmo.
Eu: Vou sim.
Vicente: Não vai.
Eu: Cansei de discutir, tem cigarro?
Vicente: Tenho, pega ali na gaveta. E vamos, vou te levar em um lugar.
Eu: Onde?
Vicente: Surpresa.
Eu: Gay.
Ele bufou. Lembrei de olhar meu celular, algumas chamadas perdidas da Giovanna e algumas mensagens, liguei pra ela e avisei que tava bem, mas que não voltava tão cedo pra casa e que era pra ela avisar a Babi e só, mais ninguém, só as duas. Entramos no carro, e o Vicente foi dirigindo pra não sei onde.
vai postar hj?
mano, eu n consigo escrever, não to muito bem e isso não ajuda pq esse capitulo era pra ser sem dramas de problemas, desculpa mesmo ):
eu to tentando o máximo,mas não cheguei nem na metade do capítulo.
e o cap?
entãaaaaaao, meu computador foi pro técnico e voltou terça, então eu fiquei esse tempo todo sem rascunho pronto... e minhas aulas voltaram, mas vou tentar escrever até sabado...

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Capítulo 25 - Verdade ou desafio?
Ele não recuou e nem esperou pra corresponder, me beijou também, no mesmo ritmo.
Suas mãos foram pra minha cintura e a gente tava se pegando, praticamente no meio da rua.
Depois de um tempo beijando ele, soltei. Eu não sabia nem o que falar, não tinha o que falar.
Renato: Uau.
Eu: É…
Renato: É, a gente pode repetir se quiser.
Não deu muito tempo pra pensar, ele me beijou de novo.
Eu: Eu preciso ir pra casa…
Renato: Não vai não, vai pra minha casa…
Eu: É sério, tenho que ir.
Renato: Vou te levar até lá, e quem sabe eu te ligue depois.
Eu: Pff, idiota.
Ele me levou até em casa, que era super perto dali. Quando chegamos na porta da minha casa ele ficou me olhando, esperando alguma coisa.
Eu: Que foi?
Renato: E meu beijo?
Dei um sorriso e o abracei, dei um beijo na bochecha dele e outro perto da boca, só pra provocar. Ele ficou com a maior cara de bobo.
Renato: Só isso?
Eu: Tchau Renato.
Ele acenou pra mim e foi embora.
Entrei em casa e tava tudo calma, amém. Subi as escadas e me tranquei no quarto, e fiquei lá, acabei dormindo.
Alguns dias depois…
Já é sábado. Meus pais continuam falando sobre clínicas e eu continuo ignorando eles, não falo mais com a minha mãe e nem com meu pai.
O Renato me ligou todos os dias da semana e queria sair comigo, fugi de todos os jeitos, eu não sabia o que falar e o que decidir e muito menos o que pensar sobre isso. Quem sabe, quando eu souber eu ligo pra ele, mas será que algum dia eu vou saber?
Hoje é um dos poucos dias que eu acordei me sentindo bem, com animo e afim de sair ou coisa assim. Acordei bem, diferente dos outros dias.
Olhei no relógio e já era 12:00, levantei e tomei um banho frio porque tava calor pra caralho. Vesti uma roupa qualquer e liguei pra Giovanna.
Chamou, chamou e ninguém atendeu… Liguei de novo, e de novo. Na quinta vez ela foi atender, puta que pariu.
Giovanna: Hm… Oi.
Eu: O que temos pra hoje?
Giovanna: Dormir, cama, soneca, cochilo, travesseiro.
Eu: Tem alguma festa pra ir?
Giovanna: Ah… A Babi falou de alguma coisa, mas eu to com muio sono pra lembrar.
Eu: Vou ligar pra ela, e você acorda que daqui dois minutos to na sua casa.
Giovanna: Ah não, vou trancar tudo.
Eu: Eu arrombo a porta, se vira.
Giovanna: Puta.
Eu: Quem sabe.
Ela seu uma risadinha de sono e desligou o telefone, liguei pra Bárbara e realmente tinha uma festa, mais não era HP, era inauguração de uma boate nova, e que nós íamos.
Desci as escadas e meus pais estavam no sofá conversando sobre mim, que aliás, virei o assunto da vida deles. Engraçado que há pouco tempo eu não era assunto pra eles discutirem, dinheiro e trabalho era a vida deles.
Marina: Filha…
Olhei pra ela e arqueei a sobrancelha, ela acha mesmo que eu ia responder ela? Pff.
Carlos: Victória, senta aqui.
Fiz a mesma expressão pra eles e fui em direção a porta, pra sair daquele inferno.
Marina: Filha, onde você vai?
Eu: Agora? Ah mãe, to indo pro exterior. Tchau! - Dei um sorriso irônico pra ela, foi a primeira vez que eles escutaram minha voz em dias, foda-se.
Fui andando devagar até a casa da Giovanna no meio do caminho meu telefone começou a tocar, quem eu ignorei a semana toda. Renato.
Não posso mais ignorar as ligações dele, cansei. Atendi.
Eu: Oi.
Renato: Resolveu me atender?
Eu: Renato…
Renato: Não precisa falar nada, Vick.
Eu: Mano, eu não sabia o que falar, ok?
Renato: Imaginei. Você nunca sabe né?
Eu: Cala a boca antes que você comece a falar merda.
Renato: Olha, eu gosto de você pra caralho, mas não vou ficar esperando você decidir uma coisa que vai demorar pra caralho, e talvez você nem queira.
Eu: Renato, não é isso. Eu só to em dúvida, eu já disse, não sou o melhor pra você.
Renato: É, talvez não seja mesmo.
Eu: Então, se você sabe, porque fica me ligando?
Renato: Já disse, eu gosto de você.
Desliguei o telefone na cara dele. Um nervoso conhecido começou a aparecer, eu queria socar tudo que tinha pela frente, eu sabia que uma hora ou outra as pessoas iam desistir de mim, só não sabia que ia ser tão rápido.
Cheguei na casa da Giovanna o mais rápido que pude, toquei a campainha e ela abriu a porta rápido, com cara de sono. Fomos pro quarto e comecei a contar pra ela tudo o que aconteceu, ela nem sabia o que falar.
Giovanna: Que babaca. Ele é um idiota. E o negócio com seus pais?
Eu: Não sei, não to falando com eles.
Giovanna: A gente vai resolver isso, ok?
Eu: É…
Giovanna: Ai, vamos ligar pros meninos e pra Babi virem pra cá? A gente pode fazer alguma coisa, e depois vai todo mundo junto pra festa.
Eu: Pode ser.
Ela ligou pra todo mundo e em pouco tempo eles estavam lá. Eu sabia que ela fez isso pra mim, pra eu poder me sentir melhor.
Inclusive, até o Victor apareceu. E ele me olhou de um jeito diferente, antes ele me olhava como se eu fosse um brinquedinho sexual, agora ele me olhou com mais…. Carinho? É, talvez seja a palavra.
Os meninos levaram duas garrafas de vodca, porra, a festa era só a noite e todo mundo ia ficar bêbado logo cedo.
Eu: A gente podia brincar de verdade ou desafio né, hahah.
Victor: Que infantil.
Eu: Você? Também acho.
Ele deu um sorriso de lado e todo mundo achou meio estranho.
Victor: Vamos brincar de desafio só.
Eu: Imagino seus desafios.
Victor: Garanto que não ta passando nem perto. - Ele sorriu malicioso.
Nós afastamos os sofás da mansão da Bárbara, a mãe dela tava viajando, a empregada tava de folga, ou seja, tudo nosso. Fizemos uma roda e pegamos uma garrafa vazia, enquanto a gente bebia. Fui primeiro e rodei.
A ponta do desafio foi pro Victor, e a do desafiado pra mim. Puta que pariu, fodeu.
Victor: Começou bem o jogo, hahah.
Eu: Fala logo.
Victor: Desafio você dar uns pegas na Babi.
Uou.
Eu: Que fraco.
Eu ja tinha bebido bastante, olhei pra Babi e ela olhou pra mim, levantei e fui até ela, ela levantou também e a beijei. Passei a mão pelo cabelo ruivo dela e ela ficou alternando entre a minha cintura e minha bunda. Cortei o beijo mordendo o lado inferior dela.
Quando me virei os meninos estavam de boca aberta, foi engraçado e todo mundo começou a rir.
Era a vez do Victor rodar a garrafa, caiu pra Bárbara desafiar ele.
Bárbara: Hmm… Tira a blusa.
Victor: Como quiser, gata.
Ele sorriu e tirou a blusa, expondo a oitava maravilha do mundo que era o peito e o tanquinho dele.
A Babi olhou pra mim, rindo.
O jogo continuou, no fim tava todo mundo bêbado e semi nus. Os meninos foram embora e eu subi pro quarto da Giovanna pra dormir um pouco.
e ai hoje tem cap ???
hoje tem, to só editando e já posto.
vai posta hoje ???
acho que sim, se eu tiver ideias p terminar...
aah, prefiro vick e victor <33
auhoeuhaoeha, nem eu sei mais quem eu prefiro... vou começar a escrever aklsjlakjslkaj
vic e renato juntos forevermente,
uhhhh, uahoeuhoauhea lovess <3

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Capítulo 24 - Eu tenho uma vida aqui.
Acordei e automaticamente olhei pro lado, o Victor não estava mais lá. É a cara dele isso, eu sabia, sabia. Porém preferi ser idiota e me deixar levar. Estúpida.
Tinha um bilhete na mesinha do lado da cama.
"Vick, sai antes que sua mãe chegasse, te ligo mais tarde. Hoje foi bom, senti sua falta."
Filho da puta. Viado. Corno. Como ele podia me fazer sentir assim? Não, não vai ser assim. Não pode ser assim.
Desci as escadas depois de tomar banho e me trocar, pelo o menos tava apresentável. Parei no meio do caminho, meus pais estavam conversando...
Marina: Ela não ta nada bem, ela não é mais a Victória que sempre foi, Carlos. Eu não quis falar nada no dia do hospital e nem esses dias porque não sabia o que fazer, por isso te chamei aqui.
Carlos: Ela ta tão mal assim? Parte disso é culpa minha, eu fui meio ausente esses meses também.
Marina: Nós fomos. Eu pesquisei umas clínicas e...
Não suportei, tive que interromper.
Eu: CLÍNICAS? OI? VOCÊ FICOU LOUCA?
Marina: Victória, você tava ouvindo?
Eu: Que você ta querendo me internar? É mãe, tava sim.
Marina: Filha... Tem umas clínicas ótimas no exterior pra você...
Eu: EXTERIOR?
Marina: É... Vai ser melhor pra você.
Eu: Pai, tô esperando você me defender.
Carlos: Filha, eu... Talvez sua mãe esteja certa, você merece o melhor, e nós queremos isso pra você.
Eu: OLHA, EU NÃO VOU PRA PORRA DE LUGAR NENHUM, EU TO LIDANDO COM ISSO FAZ ANOS E NUNCA PRECISEI DE AJUDA, VOCÊS NUNCA DESCONFIARAM, E FODA-SE TUDO ISSO, NÃO DOU A MÍNIMA PRA MIM E VOCÊS NÃO DEVERIAM DAR TAMBÉM. - Suspirei, eu tava tão nervosa que tudo o que eu queria era quebrar tudo e sentir dor, socar qualquer coisa pra doer em mim, ou me corta, foi o que veio na minha cabeça. Abaixei o tom da voz, eu tava chorando de nervoso já. - Pai, mãe, não façam disso um problema maior que já é. Eu não vou pra Itália, Suíça, Canada ou sei lá pra onde vocês querem que eu vá. Eu tenho uma vida aqui, pode ser uma vida problemática, mas é uma vida, e eu não vou a lugar nenhum.
Marina: Victória, é só o tempo do tratamento e se você gostar pode até morar lá, nós bancamos. E isso quem decidi é eu e seu pai, você não tem muito o que escolher.
Eu: Ótimo. Vamos ver então.
Subi as escadas correndo e tranquei a porta. Qual é? Me mandar pro exterior depois de tudo que eu passei sozinha? Ela podia muito bem me mandar pra um psicólogo, fazer com que eu me trate no Brasil, mas não. Ela quer me mandar pro exterior, pra se ver livre de mim. Eu tava tão nervosa, peguei a lâmina e cortei, foi um alívio que eu precisava.
Me deitei e fiquei olhando pro teto, de repete meu telefone tocou. Renato.
Puta que pariu.
Eu: Alô?
Renato: Victória? Você ta bem? Me falaram do que aconteceu... Vick, como você ta cara?
Minha garganta deu um nó.
Eu: To bem, relaxa.
Renato: Não tá bem, mas tem algo que eu possa fazer?
Eu: Você pode me buscar aqui em casa? Não to suportando ficar aqui, me tira daqui e me leva pra qualquer lugar, pode até ser calmo, vazio. Só me tira daqui.
Renato: Tô chegando.
Eu não queria pedir isso pra ele, não queria contato com ele pois me machucaria, mas ele me faz bem e é a primeira pessoa que me ligou, acho que qualquer amigo que tivesse me ligado eu pediria o mesmo. Só queria sumir dali sem ter que pensar na hipótese de ir pro exterior.
Sai com a roupa que tava mesmo, enquanto eu descia as escadas ouvi meus pais brigando, por minha causa.
Eu: Olha, vocês tem idade o suficiente para serem maturos, podiam parar de serem um pouco infantis, né?
Eles me fuzilaram porque eu interrompi a briguinha deles, abri a porta e minha mãe começou a gritar peguntando onde eu ia, respondi com uma batida de porta na cara deles.
Andei até a pracinha e sentei em um banco, acendi um cigarro e fiquei esperando o Renato lá.
Ele estacionou o carro na minha frente, tampando a visão pra rua. E desceu do carro. Tava mais lindo que o normal.
Renato: Ei...
Eu: Oi.
Levantei do banco e dei um abraço nele, era pra ser um abraço simples, mas ele me apertou contra ele com força, e bateu um puta saudade, dele. Sentei de volta no banco e joguei o cigarro fora antes que ele implicasse.
Renato: Como você ta?
Eu: Tô bem.
Renato: E porque você ta com o olho vermelho e com voz de choro?
Eu: Meus pais querem me mandar pro exterior.
Renato: PORQUE?
Eu: Pra poder me tratar lá.
Renato: Porque não no Brasil? Tratar o que exatamente, Vick?
Eu: Porque eles acham que o exterior vai ser melhor, talvez Suíça, é o que eu ouvi da minha mãe mais ou menos. Eles acham que um lugar onde eu possa recomeçar vai ser melhor pra mim, para que eu posso me curar. Não quero falar sobre isso, Rê.
Renato: Eles não podem querer comandar sua vida. Fala pra mim o que é, por favor. Eu fiquei tão preocupado quando soube que você foi pro hospital, meu coração apertou e deu um nó na minha garganta, me senti culpado, em partes.
Eu: É, talvez. Não é algo que as pessoas entendam, Renato. E eu não quero falar sobe isso. Ei, a culpa não é sua de jeito nenhum.
Renato: Eu vou entender, prometo.
Eu: Não.
Renato: Quando se sentir confortável, me conta.
Eu: Tá.
Renato: Vick, você é anoréxica?
Acho que meu coração por um segundo, ou ele bateu mais rápido, não sei descrer o que senti. Eu fiquei muda e não sabia desmentir aquilo e fingir que tava tudo bem, eu escondi isso por tanto tempo, tava doendo demais segurar. Mas, ele não precisava disso.
Eu: N-não.
Renato: Qual é, quando a gente ta junto você não come, e quando come é muito pouco, eu já vi seus cortes uma vez Vick, lembra? Não quis comentar porque isso é sobre você, mas eu me importo e quero você bem. Você desmaiou, e ninguém me fala o que é. A Giovanna não me fala a Bárbara não me fala, seus amigos não me falam, eu to ficando desesperado já.
Porra.
Eu: Não é nada demais.
Renato: É isso, não é?
Eu: Ok Renato, depois disso você realmente vai ter que escolher em ficar do lado de uma louca ou viver sua vida. Sim, eu tenho anorexia e bulimia faz anos, ninguém ou quase ninguém sabia. Alguns anos atrás minha mãe percebeu os sintomas, mas preferiu ignorar por isso agora ela quer tanto que eu vá pro exterior, porque ta se sentindo culpada. E sim, meus cortes é tudo pra descontar em mim, satisfeito? Eu tenho alto nível de depressão e ansiedade.
Renato: Vick... Eu não sei o que falar.
Eu: Não fala nada, eu vou voltar pra minha casa, tchau.
Levantei do banco e comecei a andar, sem olhar pra trás. Eu não tava indo pra minha casa, tava indo pra qualquer lugar, menos pra lá. Se ele ia vir atrás de mim pouco importava. Na verdade, importava. Porém ele não é obrigado a fazer nada.
Renato: VICK, ESPERA.
Olhei pra trás e eles estava alguns passos perto e nem tinha percebido que ele havia me seguido, hm. Parei de andar e o esperei, vi ele chegando bem perto.
Renato: Eu... Eu não vou embora da sua vida. Imagino que era por isso que você se afastou de mim, eu te entendo. Ta bom? Entendo você, entendo seus problemas. Você é linda, magra, gostosa... – Ele sorriu de lado tentando me tirar um sorriso, em vão. – E tudo mais, não precisa disso, mas eu te entendo. Vou tentar, pelo o menos.
Era tudo que eu precisava ouvir. “Eu te entendo.” Todo esse clichê filho da puta me confortou, eu sei que lá no fundo ele não entendia muito, mas pelo o menos ele tentou. E não veio me falando que eu tenho que ir pra Suíça e o caralho a quatro.
Uma lagrima quis rolar, mas não deixei, eu sou forte. Sempre fui, não vou chorar ali. De repente, meus pensamentos forma interrompidos por um abraço, eu me senti segura ali. Nossos olhares se encontraram e sem querer ele desviou e olhou pra minha boca, não aguentei. O beijei.
e o cap?
e a vida social? hahah, foi mal anonys, posto de madrugada.