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Esse imagine pertence a @uglyducklingofthe2000s e eu estou apenas traduzindo.
Resumo: Lewis faz da sua missĂŁo roubar o mĂĄximo de beijos de Sn, mas se certifica de que hĂĄ um bom motivo, colocando visco em todos os cantos da casa que consegue.
Percebeu que nunca havia amado de verdade antes. Nunca sentiu o que sente por ela e, embora possa ser pouco saudĂĄvel chamar seu amor de obsessĂŁo, nĂŁo hĂĄ parte dele que se importe.
No ano passado, eles ainda estavam apenas no primeiro ano de relacionamento e Sn passou o Natal em casa com a prĂłpria famĂlia, enquanto ele fazia o mesmo. E embora ele amasse isso como sempre amou, estava enviando mensagens e ligando para ela a cada chance que tinha, porque sentia falta dela.
Este ano, ela estĂĄ se juntando Ă famĂlia Hamilton, mas ainda faltam alguns dias para isso acontecer, entĂŁo eles estĂŁo matando o tempo em MĂŽnaco. NĂŁo que ele esteja deixando isso atrapalhar seu espĂrito natalino.
âVisco. â Lewis sorri radiante enquanto desce, ignorando a piada mĂłrbida dela, Ă qual ele se tornou imune, especialmente no Ășltimo ano.
Sn vai abrir a boca para perguntar o motivo de uma decoração tĂŁo ultrapassada, mas fica em silĂȘncio ao ouvir a razĂŁo que Lewis tem toda a intenção de aproveitar.
Eles praticamente se derretem um contra o outro, porque, por mais intenso que seja o amor obsessivo de Lewis, Sn se apaixonou igualmente por ele, embora tente ser mais sutil.
âEntĂŁo isso vai se tornar um tema recorrente? â pergunta Sn, olhando para o visco.
âĂ sĂł uma decoração, Sn. â Lewis sorri inocentemente antes de passar as mĂŁos para apertar sua bunda. â Mas acho que devemos aproveitar ao mĂĄximo nosso tempo a sĂłs antes de nos juntarmos a todos em casa.
A previsĂŁo de Sn de que o tema do visco seria frequente durante o tempo que passariam juntos estava mais correta do que Lewis esperava.
Ele nĂŁo colocou visco apenas em todos os cantos possĂveis, parecia tĂȘ-lo Ă mĂŁo sempre que podia.
âOi, linda. â diz Lewis, sem esconder os olhos percorrendo o corpo dela enquanto ela fica debaixo da ĂĄgua lavando o cabelo. â Posso me juntar?
âPode, mas⊠se vocĂȘ puxar visco do nada, vou ter que supor que estĂĄ escondido entre suas nĂĄdegas. â Sn sorri enquanto ele se despe e sorri para ela.
âSem visco no meu corpo. Eu prometo. â Lewis sorri antes de entrar no chuveiro com ela. â Mas⊠tem um ali.
A mão de Lewis levanta o queixo de Sn, mostrando que o visco jå estava preso ao cano do chuveiro. Quando ela percebe, imediatamente se deixa cair, rindo baixinho, olhando com um brilho de alegria nos olhos, antes que a mão dele desça para o pescoço dela e a capture em um beijo.
Ela pode gostar de demonstraçÔes privadas de afeto, mas na frente da famĂlia dele, que na verdade nĂŁo se importa, sĂł gosta de ver como Lewis estĂĄ apaixonado depois de tanto tempo esperando pela pessoa certa, ela nĂŁo estĂĄ tĂŁo confiante.
âLewis. â Sn repreende levemente quando ele finalmente quebra o beijo, sabendo que ela nĂŁo se afastaria voluntariamente.
âO visco exige um beijo, querida. Eu nĂŁo faço as regras.
âNĂŁo, vocĂȘ sĂł as dobra Ă sua vontade. â Sn resmunga, antes de amolecer ao ver o sorriso dele. â Eu deveria estar ajudando, Linda. EntĂŁo, a menos que vocĂȘ venha ajudar com a comida, sai.
âQue mandona. â Lewis ri enquanto ela revira os olhos antes que ele roube mais um beijo. â JĂĄ volto.
âPara com o visco quando voltar. â Sn chama enquanto ele ri sozinho, e ela suspira, balançando a cabeça, enquanto a mulher mais velha sorri para ela. â Juro que ele fez uma missĂŁo pessoal de ver o quanto consegue usar esse visco antes do Natal.
De fato, levou algum tempo e esforço para encontrar algum visco, mas Lewis devia deixå-lo à mão caso surgisse uma oportunidade repentina de uså-lo com ela.
Mas Sn conseguiu encontrar algum e esperava sua prĂłpria oportunidade.
Eventualmente, surge a oportunidade certa, e ela vai direto para Lewis, que parece perceber seu movimento e praticamente brilha de alegria ao vĂȘ-la. Ela estava sentada com alguns primos dele, e a distĂąncia claramente o deixou querendo-a de volta ao seu lado.
âOi, querida. â Lewis cumprimenta enquanto ela se senta em seu colo, para surpresa visĂvel dele. â Que bom.
Sn fecha o espaço entre eles, sentindo Lewis dividido entre beijå-la e conter o sorriso, que estå muito, muito evidente no rosto dele.
Mas, eventualmente, ela se afasta e suspira, recostando-se nele enquanto ele pega o visco de sua mĂŁo e o coloca no bolso para guardĂĄ-lo na caixinha de lembranças que ambos mantĂȘm para momentos do relacionamento que querem guardar e lembrar depois.
âObrigada por me trazer aqui. Ă⊠o melhor Natal de todos. â Sn comenta, fazendo-o sorrir suavemente antes de beijar seu pescoço, o ponto mais prĂłximo de seu acesso.
Esse imagine pertence a @uglyducklingofthe2000s e eu estou apenas traduzindo.
Resumo: Charles partiu o coração de Sn hĂĄ um ano e se arrependeu desde entĂŁo, mas serĂĄ que ele consegue reconquistĂĄ-la ou jĂĄ a perdeu para sempre por causa do seu erro estĂșpido?
â Eu nĂŁo apoio quando vocĂȘ estĂĄ sendo idiota â Arthur dĂĄ de ombros antes de sorrir para o irmĂŁo. â VocĂȘ estragou tudo. Vai precisar de muito para se redimir e nĂŁo vale a pena correr o risco de piorar.
Charles geme, sabendo que o irmĂŁo mais novo tem razĂŁo e odiando isso, porque queria que Arthur o encorajasse dizendo que ele estava fazendo a coisa certa, que reconquistaria Sn sem problemas, fĂĄcil, e que tudo terminaria num âfelizes para sempreâ. Perdoado e esquecido o erro anterior.
EntĂŁo recorre a uma tĂĄtica que nĂŁo estĂĄ muito ansioso para usar, mas que pode ser o Ășnico meio real de encontrĂĄ-la.
â Se a Kika ficar brava comigo, nĂŁo vou me responsabilizar â Pierre avisa enquanto manda uma mensagem para Charles ao mesmo tempo em que liga para ele com a notĂcia de que entrou no telefone da namorada e conseguiu descobrir onde Sn estĂĄ agora.
â VocĂȘ sobrevive â Charles responde, jĂĄ sabendo que isso vai funcionar. Tem que funcionar. EntĂŁo a mensagem com a localização chega e ele se surpreende com a proximidade. â GĂȘnova?
â Parece que ela nĂŁo gosta de ficar tĂŁo longe de vocĂȘ afinal.
Ele devia ter adivinhado. GĂȘnova tinha virado o refĂșgio deles quando nĂŁo queriam atenção pĂșblica, mas queriam um tempo juntos. Os moradores locais pareciam respeitar o desejo de Charles por paz e quietude com a namorada e o tratavam como um vizinho, nĂŁo como um deus da Ferrari reconhecido nacionalmente.
â NĂŁo desperdice isso. VocĂȘ jĂĄ a perdeu uma vez.
â VocĂȘ nĂŁo devia estar aqui â Sn diz enquanto passa as pernas entre as barras do corrimĂŁo da varanda.
â Estou aqui por vocĂȘ.
â VocĂȘ chegou um ano atrasado para isso â Sn suspira, balançando a cabeça, jĂĄ sabendo o que Charles estĂĄ tentando. Ela viu as atividades recentes dele e as interaçÔes online, jĂĄ que foi burra o suficiente para nĂŁo bloqueĂĄ-lo.
â E vocĂȘ nĂŁo vai tĂȘ-lo. Mereça ou nĂŁo â Sn afirma, fazendo Charles prender a respiração. â Sinto muito que vocĂȘ tenha perdido seu tempo achando que me reconquistaria, mas nĂŁo vou fazer isso comigo mesma.
Charles espera, sentindo possivelmente alguns olhares dos transeuntes, e Sn definitivamente não se apressa por ele. Se bobear, os 25 minutos que ela o deixa esperando são na esperança de que ele desista e vå embora.
â Se me deixar consertar, vou te dar tudo o que vocĂȘ merecia hĂĄ um ano, tudo o que mereceu desde entĂŁo e tudo o que merece agora â Charles diz, sentindo as lĂĄgrimas se acumularem nos olhos, mas nĂŁo quer forçar nada sĂł porque se sente impotente. â Planejei seu Natal perfeito, se vocĂȘ vier comigo.
â Parece que vocĂȘ espera que eu largue tudo e vĂĄ atrĂĄs de vocĂȘ, como se me tivesse dado motivos para isso â Sn suspira, sem conseguir encarĂĄ-lo.
â Sn, por favor, me permita isso. Se me odiar ou quiser que eu a deixe em paz, eu entendo. Mas eu te devo um Natal.
E isso bastou. O fato de ele dever um Natal a ela foi suficiente para fazĂȘ-la ceder.
LevĂĄ-la Ă LapĂŽnia no Natal foi como deixĂĄ-la viver um sonho. Um Natal branco, visitar a vila do Papai Noel, andar de snowmobile, e ela se apaixonou completamente por uma rena especĂfica durante um passeio de trenĂł.
â NĂŁo se preocupe com isso â Sn diz suavemente, sentando na cama depois que Charles pede desculpas de novo. â Gosto tanto de olhar as estrelas quanto disso.
Quando Sn concordou em deixar Oscar para terminar as Ășltimas coisas que ele precisava resolver no fim da temporada, ela tinha certeza de que nĂŁo seriam mais do que alguns dias.
â Sinto muito, amor. SĂŁo sĂł mais alguns dias â disse Oscar enquanto Sn desmoronava ao saber que ele sĂł voltaria para casa no dia 22. â Amor?
Claramente o silĂȘncio dela estava prolongado demais.
â Tudo bem â respondeu Sn com a voz tensa, que deixava bem claro que nĂŁo estava nada bem. Ela saiu do enquadramento da cĂąmera do FaceTime, e ele sabia que era realmente grave quando ela nem ficava onde ele pudesse vĂȘ-la.
â Eu queria estar em casa com vocĂȘ â suspirou Oscar, nada feliz em deixĂĄ-la sozinha. Sabia que ela provavelmente estava tentando esconder as lĂĄgrimas.
â Eu... eu devia deixar vocĂȘ ir. Quero preparar tudo para quando vocĂȘ chegar em casa. Eu estava adiando para fazermos juntos.
Raramente Oscar colocava algo acima da F1, e Sn sabia que, agora, ela era a prioridade nĂșmero dois. Afinal, era apenas a segunda temporada dele; um relacionamento dificilmente viria antes de uma carreira tĂŁo precoce. Mas, naquele momento, ele sentia que aquelas coisas nĂŁo deveriam estar tomando prioridade sobre estar com Sn.
â Amor, posso ver vocĂȘ? Por favor. Eu sei que vocĂȘ estĂĄ chorando â disse Oscar, fazendo-a pegar o telefone do braço da poltrona. â Vou ver se consigo enfiar tudo em amanhĂŁ para chegar em casa mais rĂĄpido.
â Oscar, estĂĄ tudo bem. De verdade. Prometo. EstĂĄ tudo certo. SĂł significa que eu vou... deixar tudo perfeito para quando vocĂȘ voltar para casa â garantiu Sn, forçando um sorriso, mas percebendo que ele nĂŁo acreditava. â Eu sĂł sinto sua falta e teria ficado aĂ com vocĂȘ se soubesse que estaria trabalhando tĂŁo perto do Natal... Achei que uma das vantagens era vocĂȘ ter o Natal de folga.
â Eu sei. Eu sei. Ă uma droga â disse Oscar, arrancando dela um pequeno, mas grato sorriso genuĂno, porque ela sabia que ele realmente compartilhava daquele sentimento. â Vou deixar vocĂȘ ir, mas me mande vĂdeos e fotos de vocĂȘ preparando tudo.
â TĂĄ. Eu vou mandar â Sn sorriu antes de mandar um beijo pelo ar.
Era parte de namorar um piloto de F1, e ela sabia que nĂŁo era a Ășnica WAG enfrentando isso. Mas doĂa.
Eles tinham planos, alguns dos quais ela teria que cancelar.
E ela se permitiu afundar um pouco.
Depois decidiu que teria que se comprometer totalmente em tirar o melhor daquela situação. Se Oscar não podia estar lå para fazer tudo que ela planejou, ela mesma seguiria com o que pudesse e faria o retorno dele para casa ser perfeito.
Oscar conseguiu terminar tudo mais cedo. Terminou por volta das 20h do dia 21.
EntĂŁo pegou um voo esperando chegar a tempo de surpreender Sn para pelo menos um pouco de carinho e tempo junto. Mas, claro, a correria do Natal atrasou o voo e ele sĂł chegou a MĂŽnaco Ă s 3h da manhĂŁ.
Ele esperava um apartamento sem vida.
Mas talvez nĂŁo devesse ter pensado que Sn permitiria que seu humor estragasse o Natal.
Luzes de fada estavam penduradas, dando ao apartamento todo um brilho acolhedor. A årvore estava decorada com uma combinação de enfeites comprados e feitos à mão, alguns com fotos dos dois que fizeram o peito de Oscar se apertar.
Ela realmente transformou o lugar em um refĂșgio natalino, e os presentes embaixo da ĂĄrvore lembraram-no de que ele precisava se certificar de que ela nĂŁo tinha achado os que ele escondeu, ainda sem embrulhar.
EntĂŁo ele a viu, encolhida debaixo de um cobertor fofo de Natal, o rosto afundado nas almofadas do sofĂĄ, dormindo profundamente cercada por todo o trabalho que fez para tornar aquele cenĂĄrio perfeito para o Natal dos dois.
â Sn â sussurrou Oscar, sentando-se na beirada do sofĂĄ e esfregando as costas dela, tentando tirĂĄ-la do sono profundo.
Ela gemeu, mexendo-se antes de perceber que ele estava ali em uma velocidade impressionante. Seu corpo se lançou para o colo dele, abraçando-o com força.
â VocĂȘ chegou mais cedo â murmurou Sn, esfregando o rosto no pescoço dele antes de olhar ao redor do cĂŽmodo. â O que achou?
â Sim... cheira a vocĂȘ â sorriu Sn timidamente antes de ser puxada para um beijo. Quando se afastou, quis dizer algo: â Sabe... eu estava chateada. Mas agora que vocĂȘ estĂĄ aqui, nĂŁo importa mais.
â Eu ainda vou compensar vocĂȘ â prometeu Oscar, suspirando. â Mas primeiro, vamos dormir e depois vou ter que trancar vocĂȘ em um cĂŽmodo, porque seus presentes ainda precisam ser embrulhados... vocĂȘ nĂŁoâ
â Eu nĂŁo mexi. Prometo â assegurou Sn, rindo quando ele a pegou no colo e começou a levĂĄ-la para o quarto, deixando a sala e o corredor iluminados.
NĂŁo que ela nĂŁo soubesse da carĂȘncia silenciosa do namorado. Mas, no momento, ela sentia que tinha direito de estar chateada pelo trabalho ter atrapalhado os planos dos dois.
â Eu te amo â sussurrou Sn, passando a mĂŁo pelos cabelos dele e sorrindo quando sentiu ele beijar a parte mais prĂłxima da cabeça, que por acaso era o seio dela, jĂĄ que ele deitava sobre ela no lugar do travesseiro.
Esse imagine pertence a @uglyducklingofthe2000s e eu estou apenas traduzindo.
Resumo:Max nĂŁo gosta de fazer alarde das coisas, nem mesmo do Natal, entĂŁo quando sugere que passem a data sozinhos em MĂŽnaco, ele faz questĂŁo de deixar claro que sĂł quer uma coisa mesmo.
â VocĂȘ estĂĄ quieto â comenta Sn, enquanto se acomodam em seu jato particular, finalmente no voo de volta para casa. â Alguma coisa estĂĄ passando nessa sua cabeça. Eu consigo perceber.
NĂŁo que ela fique muito tempo em seu assento. Assim que estĂŁo no ar â literalmente, ela acha que as rodas mal haviam saĂdo do chĂŁo â, Max solta o cinto dela e a puxa para o colo.
Ela sabiamente escolhe nĂŁo comentar. NĂŁo que ele fosse afastĂĄ-la, mas Max definitivamente nĂŁo gosta de barulho verbal; prefere apenas poder ser silenciosamente grudado nela. Algo ao qual ela nĂŁo pretende se opor tĂŁo cedo.
â VocĂȘ andou ouvindo Mariah Carey, por acaso? â Sn provoca com um sorriso pequeno. â E quanto a todo mundo?
â Eles nĂŁo precisam de mim para aproveitar o feriado. Eu quero passar com vocĂȘ⊠e com os gatos. SĂł isso. â Max sorri, e se isso nĂŁo bastasse para derreter o coração dela, ele se inclina para beijĂĄ-la com vĂĄrios selinhos rĂĄpidos. â Eu sĂł quero que a gente tenha o Natal juntos.
Sn amolece, sabendo que, embora Max nunca trocasse sua carreira e tenha orgulho das conquistas na F1, ele nem sempre gosta do que acompanha a vida de piloto. Principalmente na FĂłrmula 1 atual.
Foi uma temporada longa, e agora que ele finalmente tem tempo livre, sĂł quer estar com Sn e com os gatos. Ele vĂȘ sua famĂlia muito mais do que as pessoas pensam, ainda que as cĂąmeras da F1 sĂł mostrem quando Jos aparece.
â Se vamos ter um Natal sĂł nosso, entĂŁo podemos planejar do nosso jeito, passar como quisermos, sem tradiçÔes nem horĂĄrios para seguir â Sn declara, cada vez mais convencida da ideia. â Na verdade, isso pode ser muito divertido.
â Ătimo â Max sorri de canto, começando a carregĂĄ-la para o quarto, mas logo ofega assim que a coloca na cama. â Fica aĂ. Preciso alimentar os gatos.
Sn geme, rindo, e se joga de costas, enquanto ele sai correndo do quarto.
â De presente de Natal, vou comprar comedouros automĂĄticos pra eles!
â Quer que eu fique completamente pelado? â Max provoca, enquanto ela brinca com a barra do short dele. â Acho que nĂŁo fico nem metade tĂŁo bem quanto vocĂȘ.
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Lando a curou e fez com que ela se sentisse segura. Mas, no momento, ele nĂŁo consegue manter esse ritmo, porque as memĂłrias do ano passado a assombram.
â Sn? Amor? â chama Lando, entrando no quarto e depois no banheiro. â Amor?
â Oi... tudo bem? â Sn aparece do banheiro, piscando com os olhos visivelmente vermelhos.
â Por que vocĂȘ estĂĄ chorando?
â NĂŁo estou. Caiu alguma coisa no meu olho e eu estava tentando lavar. â Sn desconversa, balançando a cabeça e sorrindo para ele. â Perdi alguma coisa na festa?
â SĂł eu. â Lando sorri, ganhando um sorriso tĂmido antes de se inclinar para beijĂĄ-la. â Eu te amo.
Sn luta contra a vontade de chorar mais, mordendo o lĂĄbio e permanecendo em silĂȘncio antes de apenas acenar com a cabeça.
â Sn, amor. Por favor, senta um pouco. VocĂȘ estĂĄ me deixando tonto. â Lando diz, e ela para como se ele tivesse apertado um botĂŁo de pausa, olhando para ele com leve alarme. â Sn, acho que precisamos conversar.
Isso a deixa quase pĂĄlida, e o medo em sua expressĂŁo faz Lando quase saltar, preocupado que ela desmaie.
â Amor, o que estĂĄ acontecendo? Por que vocĂȘ estĂĄ reagindo assim? â Lando pergunta, fazendo-a murchar enquanto ele se levanta e a guia para sentar ao seu lado. â Eu nĂŁo posso resolver se nĂŁo puder ajudar, e nĂŁo posso ajudar se nĂŁo souber o que estĂĄ te deixando assim.
â Desculpa. â Sn murmura, balançando a cabeça e fungando. â Ă que... eu nĂŁo quero te perder. NĂŁo quero estragar tudo, e sinto que estou estragando.
Lando realmente nĂŁo entende de onde isso estĂĄ vindo, mas acha que, de alguma forma, plantou uma semente de dĂșvida nela.
â Eu disse alguma coisa para vocĂȘ achar que eu quero te deixar? â Lando pergunta, e ela aperta a mĂŁo dele.
â NĂŁo. VocĂȘ nĂŁo fez nada. â Sn suspira e engole em seco. â Ă sĂł que... ano passado aquele... idiota me largou bem antes do Natal, e eu nĂŁo queria ser grudenta demais ou te sufocar ou algo assim e...
Sn nĂŁo consegue evitar rir um pouco disso, fungando enquanto ele seca seus olhos para tentar acabar com as lĂĄgrimas.
â O que eu posso fazer para te ajudar a se sentir melhor? â Lando pergunta suavemente, puxando-a para mais perto. â Posso atropelar ele com um dos meus carros... ou com vĂĄrios.
â Acho que sĂł preciso passar pelo Natal. E aĂ, quando... o Papai Noel usar vocĂȘ para provar que eu estou sendo idiota por agir assim, eu vou me sentir melhor. â Sn diz, fazendo-o murmurar um som.
Lando nĂŁo aguentou e caiu na risada, se agachando.
â TĂĄ bom, tĂĄ bom, eu me rendo! â puxou Milo para os braços, mas o garotinho ainda nĂŁo tinha terminado.
â Pede desculpa pra mamĂŁe!
Lando olhou para vocĂȘ, os olhos brilhando de diversĂŁo.
â VocĂȘ ouviu o chefe. Melhor eu me desculpar. â Ele se aproximou de vocĂȘ, pegando sua mĂŁo de forma dramĂĄtica. â Me desculpe muito por apreciar o quanto vocĂȘ fica linda com essa calça jeans.
VocĂȘ nĂŁo conseguiu segurar a risada. Se inclinou e beijou a bochecha de Milo.
â NĂŁo se preocupe, meu amor. O papai sĂł estĂĄ sendo bobo.
Milo ainda nĂŁo estava convencido. Lançou um olhar de advertĂȘncia para Lando.
â Nada de bater mais! â E, sĂł para deixar claro de que lado ele estava, agarrou-se Ă sua perna e se recusou a soltar.
Essa histĂłria pertence a @wondergirlsthings e eu estou apenas traduzindo.
Lando Norris x Esposa!Sn
Lando temia esse dia havia semanas. Toda vez que pensava em Aurora começando a escola, um nĂł estranho se formava em sua garganta. NĂŁo era que ele nĂŁo quisesse que ela fosse â sabia que era necessĂĄrio â, mas a ideia de sua garotinha, sua primogĂȘnita, dando os primeiros passos em um mundo sem ele constantemente ao lado a fazia seu peito doer.
â Ela vai adorar â vocĂȘ o tranquilizou enquanto arrumava a lancheira de Aurora, colocando dentro um pequeno bilhete com um rostinho sorridente. â VocĂȘ sabe o quanto ela estĂĄ animada.
Lando suspirou, sentado no balcĂŁo da cozinha, observando Aurora e os gĂȘmeos brincarem com seus carrinhos de brinquedo no chĂŁo.
â Eu sei, mas...
â Papai, olha! â Aurora sorriu, erguendo um dos carrinhos de modelo da McLaren de Lando. â Eu fiz uma pista de corrida!
Lando forçou um sorriso, agachando-se ao lado dela.
â Sim! Vou fazer novos amigos e aprender coisas divertidas! E adivinha? Eu tenho uma mochila roxa!
â Tem mesmo â disse ele baixinho, afastando um cacho rebelde de sua testa. â Uma mochila roxa muito legal.
VocĂȘ conferiu a hora e bateu palmas.
â Certo, pessoal! Vamos nos vestir. NĂŁo queremos nos atrasar no primeiro dia de aula da Aurora.
Aurora praticamente correu para o quarto para se trocar, enquanto os gĂȘmeos, Theo e Milo, resmungavam por nĂŁo querer que ela fosse. Lando, por outro lado, se movia mais devagar do que nunca.
â VocĂȘ estĂĄ sendo dramĂĄtico â vocĂȘ zombou, pegando sua mĂŁo e puxando-o para levantar. â Ela nĂŁo estĂĄ se mudando. Vai estar em casa na hora do almoço.
A professora dela, uma mulher simpĂĄtica chamada Sra. Harris, a recebeu na porta.
â VocĂȘ deve ser a Aurora! Estamos muito felizes por tĂȘ-la na turma.
Aurora hesitou por um instante, olhando para Lando como se pedisse permissĂŁo para soltar sua mĂŁo. Lando se agachou, apoiando as mĂŁos nos ombros pequenos dela.
â VocĂȘ vai se divertir muito, estĂĄ bem? A mamĂŁe e eu vamos estar aqui quando a escola terminar.
Ela assentiu e, então, fez algo que quase derrubou Lando: jogou os braços em volta do pescoço dele e apertou com força.
â Te amo, papai.
Lando engoliu o nó na garganta e a abraçou com a mesma intensidade.
Com um Ășltimo aceno, Aurora seguiu a Sra. Harris para dentro, desaparecendo em meio a uma multidĂŁo de mochilas coloridas e crianças animadas.
Lando nĂŁo se moveu.
â Lando â vocĂȘ sussurrou, pousando a mĂŁo em seu braço.
Ele soltou o ar com força.
â Vamos sĂł... ficar um pouco. SĂł por precaução.
VocĂȘ suspirou, mas sorriu de leve.
â EstĂĄ bem. Cinco minutos.
Lando se encostou no carro, braços cruzados, os olhos fixos na janela da sala. Ele podia ver Aurora conversando animadamente com outra garotinha, jå se adaptando.
Essa histĂłria pertence a @wondergirlsthings e eu estou apenas traduzindo.
Lando Norris x Esposa!Sn
JĂĄ fazia meses desde a Ășltima vez que vocĂȘ e Lando tinham saĂdo para um encontro de verdade. Entre a agenda incansĂĄvel da FĂłrmula 1 e o caos de criar trĂȘs filhos, a ideia de um jantar tranquilo a sĂłs tinha virado um sonho distante. Mas naquela noite â finalmente â era para ser o grande momento.
â Tem certeza de que vai ficar tudo bem? â vocĂȘ perguntou, segurando o celular no ouvido enquanto ajeitava os brincos diante do espelho.
â Claro! â a voz da babĂĄ, Emma, soava confiante. â JĂĄ cuidei deles antes. VĂŁo se divertir, aproveitem!
Lando apareceu atrĂĄs de vocĂȘ, ajustando os punhos da camisa social. â Ela ainda pode vir cuidar das crianças?
â Disse que estĂĄ tudo bem â vocĂȘ confirmou, alisando a gola dele. â VocĂȘ estĂĄ bem elegante, senhor Norris.
Lando sorriu de canto, envolvendo sua cintura com os braços. â E vocĂȘ estĂĄ deslumbrante, senhora Norris.
Assim que ele se inclinou para beijĂĄ-la, o celular voltou a tocar. VocĂȘ gemeu, dando um passo atrĂĄs para atender.
â AlĂŽ?
â Oi, entĂŁo⊠notĂcia ruim â a voz de Emma veio pelo viva-voz. â Estou com uma virose forte. Acho melhor nĂŁo ir.
Seu coração afundou. â Ah⊠tudo bem. Melhoras pra vocĂȘ.
Quando desligou, Lando jĂĄ tinha entendido. â Ela cancelou, nĂŁo foi?
VocĂȘ suspirou, esfregando as tĂȘmporas. â Sim.
â Bem⊠podemos ficar em casa? â ele sugeriu, embora fosse Ăłbvio que estava tĂŁo decepcionado quanto vocĂȘ.
â NĂŁo â vocĂȘ respondeu rĂĄpido. â NĂłs merecemos esse encontro. Vamos⊠levar as crianças com a gente.
Os olhos de Lando se arregalaram. â Levar as crianças para um restaurante chique?
â Elas vĂŁo se comportar.
â Elas sĂŁo nossas crianças.
VocĂȘ lançou um olhar firme. â NĂŁo temos outra opção.
Lando soltou o ar, resignado. â TĂĄ bom. Mas isso vai ser um desastre.
âDesastreâ era pouco para descrever.
Desde o momento em que vocĂȘs entraram no restaurante, o caos se instalou.
Aurora, animada por estar em um âlugar chiqueâ, insistiu em usar um dos seus colares â grande demais para ela â e começou a girar dramaticamente no saguĂŁo, quase derrubando um garçom.
Theo e Milo, os gĂȘmeos imprevisĂveis, jĂĄ se remexiam nas cadeiras antes mesmo que os cardĂĄpios chegassem.
â A gente pode pedir sorvete primeiro? â Theo perguntou.
â Precisamos comer comida de verdade antes â vocĂȘ respondeu.
Essa histĂłria pertence a @wondergirlsthings e eu estou apenas traduzindo.
Lando Norris x Esposa!Leitora
JĂĄ passava das trĂȘs da manhĂŁ quando os chorinhos suaves ecoaram pelo monitor do bebĂȘ. Sn se mexeu, piscando sonolenta enquanto o brilho fraco da luz noturna preenchia o quarto. Ao lado dela, Lando gemeu baixinho, com o rosto afundado no travesseiro.
â Eu vou â ela sussurrou, jĂĄ empurrando o edredom para trĂĄs.
Sn riu baixinho, saindo do quarto e caminhando pelo corredor. Aurora dormia profundamente em sua caminha de criança, os cachinhos espalhados pelo travesseiro â aquele sono tranquilo que sĂł os irmĂŁos mais velhos pareciam dominar.
Mas, no fim do corredor, os gĂȘmeos eram o caos de sempre.
Os choros de Theo enchiam o berçårio, enquanto Milo se remexia no berço, emitindo sons como se estivesse considerando se juntar ao colapso do irmão. Sn pegou Theo primeiro, embalando-o com carinho enquanto sussurrava palavras suaves em seu ouvido. Em instantes, os choros foram diminuindo, quebrados por soluços pequenos, enquanto seu punhozinho se agarrava à camisa dela.
Milo soltou um gemido baixinho, piscando para ela como se estivesse esperando sua vez.
Ela se ajeitou, equilibrando Theo contra o peito antes de erguer Milo no outro braço. O quarto caiu em silĂȘncio â apenas o rangido ritmado da cadeira de balanço e as respiraçÔes sonolentas dos gĂȘmeos preenchendo o espaço.
Quando voltou ao quarto, Lando estava esparramado de forma dramĂĄtica na cama â braços cruzados, encarando o teto.
Lando suspirou de forma dramĂĄtica.
â Ă o que vocĂȘ vive dizendo⊠mas eles parecem bem comprometidos em arruinar a minha vida.
Sn riu baixinho, enfiando os dedos nos cachos dele.
â Pobrezinho.
Ele sorriu contra a pele dela.
â Eu te disse que era o seu bebĂȘ.
Sn revirou os olhos, mas deixou que ele a puxasse para mais perto â com os gĂȘmeos dormindo, Aurora sonhando no fim do corredor â e, por uma vez, a noite pertencia sĂł a eles.
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â VocĂȘ sabia que algumas das estrelas que a gente vĂȘ jĂĄ estĂŁo mortas? Porque a velocidade da luz faz com que a gente veja como elas eram quatro mil anos atrĂĄs â afirma Sn, fazendo Oscar sorrir, jĂĄ que ele Ă s vezes se pergunta nĂŁo apenas onde ela aprende essas coisas, mas onde ela armazena tudo isso. â Muitas ainda estĂŁo vivas, mas algumas jĂĄ morreram.
â Espero que as suas favoritas nĂŁo estejam mortas â comenta Oscar, fazendo ela se virar e sorrir com aquela expressĂŁo que ela tem quando estĂĄ prestes a fazer um comentĂĄrio terrĂvel e meloso â algo que ela faz sempre sĂł para deixar Oscar todo sem graça, por pior que seja.
Sn se entediaria depois de dez minutos e Oscar provavelmente dormiria, e isso nunca aconteceria porque Sn tem um milhĂŁo e dez ideias de encontros que ela sugere e nunca menciona de novo.
â A gente pode ir Ă praia agora que voltamos pra Melbourne? â Sn pergunta, fazendo Oscar sorrir.
â Sim, claro que podemos â confirma Oscar, fazendo ela se iluminar.
â Eu amo o seu capacete â comenta Sn enquanto estĂĄ deitada no sofĂĄ com o capacete sobre o estĂŽmago. EntĂŁo ela engasga e se senta, fazendo Oscar erguer as sobrancelhas. â Eu acabei de ter a ideia mais incrĂvel... quer dizer, se vocĂȘ gostar da ideiaâŠ
â Eu vou gostar â garante Oscar, jĂĄ que ele nunca desgostou de nenhuma ideia que ela teve.
â A gente podia desenhar cada um um lado de um capacete. Mesmo que vocĂȘ nĂŁo use, seria divertido.
Ele realmente ama a ideia. Principalmente porque, no inĂcio da carreira na F1, Sn tinha muito medo de se envolver demais. NĂŁo demorou muito para ele perceber que ela meio que evitava estar envolvida com isso.
â Qual corrida vocĂȘ estĂĄ pensando? Ou quer fazer pro prĂłximo GP em casa? â pergunta Oscar, fazendo ela sorrir um pouco. â Vai, eu sei que vocĂȘ jĂĄ tem uma corrida em mente.
â Bom, jĂĄ que vocĂȘ perguntou⊠acho que seria divertido desenhar o seu capacete pra Singapura â diz Sn, arrancando um sorriso de Oscar. â Ă uma das minhas corridas favoritas e vocĂȘ teve um capacete tĂŁo legal no ano passado que nĂŁo seria estranho ter outro especial. Eu sĂł gosto da ideia. NĂŁo sei como seria a minha metade, mas Singapura ainda estĂĄ longe.
â Verdade â confirma Oscar, sorrindo suavemente para ela. â Eu te amo.
â Ah! Meus olhos! Meus pobres olhos inocentes! â exclama Lando, fazendo a jovem mulher rir enquanto Oscar sĂł sorri.
â Eu sei que vocĂȘ nĂŁo estĂĄ tentando me convencer de que seus olhos sĂŁo minimamente inocentes â Sn solta, ganhando um suspiro dramĂĄtico do britĂąnico, que leva a mĂŁo ao peito.
â Amor â murmura Oscar, fazendo ela olhar para ele enquanto estĂŁo no hotel, alguns dias antes do necessĂĄrio para se ajustarem melhor ao fuso horĂĄrio. â Como vocĂȘ imagina o nosso futuro?
â A curto ou longo prazo? â pergunta Sn, jĂĄ empolgada para falar sobre isso.
Existe algo tĂŁo reconfortante no fato de que Sn se sente tĂŁo segura a ponto de nĂŁo ter medo de falar o quanto confia no futuro deles â e o quanto jĂĄ planeja parte dele.
â Os dois â Oscar sorri suavemente, observando ela se mover animada.
â EntĂŁo, a curto prazo, meu Oscar Piastri vai ser campeĂŁo dentro de alguns anos â sorri Sn, recebendo um hum de aprovação dele. â E talvez em cinco anos a gente esteja noivos.
â Menino vai se chamar Connor. Porque Connor Piastri â sempre gostei do nome Connor. Depois teremos Eden e Mabel Piastri â porque sĂŁo nomes bonitos mesmo que pareçam nomes de senhorinhas.
â EntĂŁo todos serĂŁo Piastri? â Oscar pergunta, sĂł de brincadeira, jĂĄ que sabe que Sn ama o sobrenome dele.
Esse imagine pertence a @uglyducklingofthe2000s e eu estou apenas traduzindo.
Resumo: Oscar volta de um dia na sede da McLaren, em Woking, e encontra Sn tendo uma noite das meninas â todas tentando cozinhar um jantar da forma menos organizada possĂvel que ele jĂĄ presenciou.
Sn sorri, limpando as mĂŁos no avental enquanto se aproxima de Oscar.
â O que foi?
â Nada, eu só⊠esqueci que as meninas viriam. Queria passar a noite com vocĂȘ, mas tudo bem, eu fico fora do caminho â responde Oscar com um sorriso cansado, fazendo-a observĂĄ-lo por um momento antes de se inclinar e lhe dar um beijo. â Obrigado⊠eu precisava disso.
â Junta-se a nĂłs, Oscar! Somos um espetĂĄculo â brinca Libby com um sorriso aberto, apenas para ser atingida por um punhado de farinha que ela parece inspirar direto. â Ah, Eve! Que diabos?!
â TĂĄ bom, nĂŁo demoro â ele concorda, roubando outro beijo antes de subir, enquanto Sn suspira e se vira para as garotas, que a encaram com expressĂŁo de pena pelo cansaço de Oscar.
â Ele estĂĄ bem? â pergunta Libby em voz baixa.
â Certo, vamos terminar esse jantar â sorri Sn, dando um tapinha nas costas da amiga.
Enquanto Oscar toma banho, elas garantem que a entrada fique pronta. Quando ele volta, jĂĄ estĂŁo servindo a mesa, e Sn sorri ao dar um tapinha na cadeira ao lado dela.
â VocĂȘ parece bem mais renovado e confortĂĄvel â comenta Sn, recebendo um beijo na bochecha em resposta.
â EntĂŁo, temos camarĂ”es com glacĂȘ de mel, acompanhados de rĂșcula e os pĂŁezinhos que a Sn fez â anuncia Eve com orgulho, arrancando sorrisos de todos. â Espero que gostem.
Na verdade, a comida estĂĄ Ăłtima. Muito, muito boa.
â VocĂȘ faz a melhor comida â ele comenta, distraĂdo, sem perceber os olhares das trĂȘs amigas sobre eles. Sn percebe e lança um olhar que as faz voltarem a focar nos prĂłprios pratos.
â Meu Deus, eu sabia que vocĂȘ estava sendo dramĂĄtica â exclama Ali depois da primeira garfada. â Isso estĂĄ delicioso! VocĂȘ vai ter que fazer de novo quando a gente chegar em casa.
Ali e Libby sĂŁo colegas de apartamento, entĂŁo cozinham juntas o tempo todo â mas Libby geralmente se prende Ă s receitas de sempre. O curry tailandĂȘs foi um experimento novo.
â Sim, estĂĄ muito bom â concorda Oscar, fazendo-a sorrir com orgulho.
â Obrigada, gente â diz Libby, antes que o grupo se perca em conversas sobre a semana e os planos para os prĂłximos dias.
Quando terminam, Sn recolhe os pratos novamente, dessa vez deixando Oscar ajudar, jĂĄ que as travessas sĂŁo grandes.
â Fiz um pannacotta com compota de frutas vermelhas e duas fatias de bolo de banana com amora â anuncia Ali, radiante. â Entendo se nĂŁo conseguirem comer tudo, jĂĄ comemos demais, mas acho que vai valer a pena.
â JĂĄ sei que vai â diz Sn com um sorriso. â Podemos começar?
Eles limpam os pratos e, aos poucos, migram para o sofĂĄ â Sn e Oscar demoram um pouco, lavando e colocando a louça na mĂĄquina antes de se juntarem ao grupo.
â Gostou de participar? â pergunta Sn, fechando a mĂĄquina de lavar louça e ligando-a.
â Muito. Estou oficialmente bem alimentado hoje â sorri Oscar, segurando as mĂŁos dela e puxando-a para mais perto. â Acho que vou dormir como uma pedra hoje Ă noite.
â Ătimo. Agora vem, vamos ver um pouco de TV. Depois elas vĂŁo embora e vocĂȘ pode me agarrar o quanto quiser, aĂ a gente sobe pra dormir.
â Sabe, acho que deverĂamos começar a permitir um homem por noite das meninas â comenta Eve. â A gente pode revezar, trazendo um namorado diferente a cada vez.
Afundando no banco, vocĂȘ puxou o casaco mais rente ao corpo, tentando bloquear o frio que começava a se infiltrar. Estava prestes a aceitar o fato de que ficaria ali por um tempo quando um par de farĂłis rompeu a cortina de chuva.
â Charles? â perguntou, ainda um pouco atordoada com a aparição repentina. NĂŁo o via havia anos, desde que vocĂȘs eram adolescentes. Ele tinha mudado â claro que tinha â, mas havia algo inconfundĂvel nele, mesmo agora. O mesmo sorriso travesso, o mesmo maxilar definido, e o cabelo bagunçado agora grudado na testa por causa da chuva. Ele nĂŁo parecia o piloto da Ferrari que vocĂȘ via na TV, mas sim o garoto que conhecia, despreocupado e um pouco rebelde.
VocĂȘ hesitou. NĂŁo falava com Charles desde que ele deixara MĂŽnaco para começar a carreira na FĂłrmula 1. Os anos haviam passado, e o garoto que vocĂȘ conhecia se tornara um piloto famoso no mundo todo. Parte de vocĂȘ achava que devia simplesmente esperar o guincho, mas algo no olhar acolhedor dele fez com que baixasse a guarda.
â Bem, meu carro morreu completamente â vocĂȘ explicou, balançando a cabeça. â E estou presa aqui sem sinal.
Os olhos de Charles brilharam com uma mistura de preocupação e divertimento.
â Sorte a sua que eu nĂŁo sou qualquer estranho na estrada â disse ele, fazendo uma pausa dramĂĄtica. â Eu conheço essa ĂĄrea como a palma da minha mĂŁo. Posso te levar pra casa ou, pelo menos, pra algum lugar seguro.
VocĂȘ mordeu o lĂĄbio, incerta. NĂŁo era que nĂŁo confiasse nele, mas a vida havia mudado tanto desde a Ășltima vez que conversaram. Ele jĂĄ nĂŁo era o mesmo Charles que fugia de casa Ă noite para se encontrarem no pĂer, trocando risadas e histĂłrias. Agora ele era uma estrela.
VocĂȘ nĂŁo conseguiu evitar o sorriso. Apesar da estranheza, saiu do seu carro e entrou no dele, grata pelo abrigo momentĂąneo. O interior tinha cheiro de couro e colĂŽnia â um aroma que trouxe de volta uma enxurrada de lembranças.
A chuva batia forte no teto, e os farĂłis iluminavam a estrada Ă frente, mas, por dentro, o silĂȘncio pesava. VocĂȘ nĂŁo sabia o que dizer. Muita coisa havia mudado, e nĂŁo tinha certeza de como preencher o espaço entre vocĂȘs.
â EntĂŁo⊠â começou Charles, quebrando o silĂȘncio. A voz era suave, quase cuidadosa. â Como vocĂȘ tem estado?
Era uma pergunta simples, mas te pegou de surpresa. VocĂȘ nĂŁo esperava que ele perguntasse daquele jeito â sincero, como se realmente se importasse com a resposta.
â Eu tenho⊠estado bem â respondeu, sem saber direito como resumir os anos que se passaram. â Ocupada, na maior parte do tempo. O trabalho tem sido intenso, mas estou bem.
Charles assentiu, os dedos firmes no volante enquanto guiava pela estrada escorregadia.
VocĂȘ o observou, tentando compreender o homem em que ele havia se tornado. O garoto que conheceu era sonhador, cheio de planos. Agora, vivia esses sonhos â e, ainda assim, havia algo nele que permanecia o mesmo.
â VocĂȘ ainda corre, entĂŁo? â perguntou, sorrindo sem perceber.
Ele lançou um olhar råpido, o sorriso brincando nos låbios.
â Acha que eu conseguiria parar?
VocĂȘ riu â o som soou estranho no inĂcio, mas logo pareceu natural, como nos velhos tempos.
â Acho que nĂŁo.
Com o passar dos minutos, a conversa retomou um ritmo conhecido, uma leveza antiga. Era estranho o quanto tudo voltava rĂĄpido, como se o tempo nĂŁo tivesse passado.
â VocĂȘ ainda⊠â começou Charles, hesitando antes de continuar. â VocĂȘ ainda vai ao pĂer? Lembro que vocĂȘ adorava aquele lugar, principalmente quando chovia.
Seu coração deu um salto. O pĂer era o refĂșgio de vocĂȘs â o lugar para fugir do peso da escola, das expectativas da famĂlia, de tudo o que parecia grande demais para suportar. Ouvi-lo mencionar aquilo de novo fez o tempo voltar, como se nada tivesse mudado.
â NĂŁo vou lĂĄ hĂĄ anos â admitiu baixinho. â Mas penso nele Ă s vezes.
Charles sorriu, os olhos brilhando com um toque de travessura.
â Talvez devĂȘssemos voltar lĂĄ um dia. SĂł pra ver se continua o mesmo.
VocĂȘ prendeu a respiração por um instante, sentindo um lampejo de algo â algo que talvez nunca tivesse ido embora.
O som dos ossos estalando sempre faz Oscar se encolher â ele odeia isso.
â Sn, por favor. Suas pobres mĂŁos â pede Oscar enquanto entra no estacionamento.
â Minhas mĂŁos estĂŁo bem. Na verdade, me sinto muito melhor depois disso â responde Sn, sorrindo e suspirando suavemente enquanto o olha por um momento. â VocĂȘ sabe que eu nĂŁo faço isso para te irritar.
â Eu sei, mas⊠suas pobres mĂŁos â repete ele, e ela apenas sorri com brilho no rosto.
Felizmente, Sn sĂł consegue estalĂĄ-las uma vez antes de precisar esperar um tempo, entĂŁo, quando estacionam e saem do carro, Oscar finalmente tem um pouco de descanso do hĂĄbito barulhento dela.
â Para de fazer essa cara. TĂŁo julgador â ri Sn antes de se levantar e entrelaçar as mĂŁos atrĂĄs da cabeça dele, com um sorriso travesso. â Eu te amoâŠ
â Vou começar a estalar o pescoço pra te assustar agora â comenta Sn, fazendo Oscar assumir uma expressĂŁo completamente enojada.
â NĂŁo. NĂŁo faz isso â ele geme, vendo o sorriso dela aumentar.
â Ah, Sn! Por quĂȘ? â exclama Oscar, puxando a mĂŁo de volta, enquanto Lando cai na risada sĂł pela reação.
â Amor, esse foi o estalo mais alto do mundo â implora Sn, fazendo biquinho e estendendo a mĂŁo para ele. â Me deixa fazer o resto. NĂŁo doeu, eu sei que nĂŁo doeu.
â Eu acredito nela â comenta Lando, recebendo um olhar fulminante de Oscar.
â VocĂȘ usa pra muita coisa â comenta Sn, arrancando mais risadas de Lando, que chega a tossir tentando contĂȘ-las, enquanto Oscar sente o rosto esquentar.
Sn estala cada um dos dedos dele e, com um pouco mais de preparo, nĂŁo dĂłi tanto quanto da primeira vez â mas ele ainda odeia a sensação e o som.
â VocĂȘ nunca mais vai fazer isso â declara Oscar, e ela faz um biquinho, mas concorda com a cabeça.
Em algum momento, Lando vai embora, e Sn acaba deitando a cabeça no colo de Oscar enquanto fala sobre qualquer coisa. Aos poucos, ela segura a outra mão dele e, disfarçadamente, começa a estalar os dedos de novo, enquanto ele apenas cerra os dentes e aguenta.
Logo depois, ela prĂłpria estala os prĂłprios dedos, se alonga e solta um gemido quando o som da coluna dela estalando ecoa pelo cĂŽmodo.
â Isso soa romĂąntico â brinca Sn, ganhando um olhar impassĂvel dele. â Desculpa. Eu sei que vocĂȘ nĂŁo gosta.
Oscar sabe que deveria ter impedido Sn, mas, depois da primeira vez, ele começou a deixĂĄ-la fazer isso com mais frequĂȘncia â e, irritantemente, ela tinha razĂŁo: quanto mais ele deixava, melhor a sensação ficava.
â Acho que vocĂȘ jĂĄ nĂŁo odeia tanto isso quanto diz â comenta Sn com um leve sorriso, mexendo nos dedos dele, jĂĄ com as articulaçÔes estaladas. â SĂł estou dizendo.
â Se isso te faz parar de estalar os seus prĂłprios dedos o tempo todo, acho que posso viver com isso â diz ele, arrancando um sorriso da namorada. Mas ela, de repente, se move e se senta sobre ele, o montando. â Ah, nĂŁo⊠o que foi que eu disse?
â VocĂȘ demonstra seu amor de jeitos estranhos, mas eu⊠te amo ainda mais por isso. Tipo, deixar eu estalar os seus dedos mesmo odiando, sĂł pra eu diminuir o hĂĄbito â diz Sn, sorrindo antes de segurar o rosto dele e encher o rosto de beijos. â Pra constar, eu amo suas mĂŁos.
â Em minha defesa, eu nĂŁo esperava que ele ouvisse â murmura Sn, e o tom dela entrega que, dessa vez, talvez tenha ficado mesmo envergonhada. â Enfim⊠eu te amo.
Essa histĂłria pertence a @wondergirlsthings e eu estou apenas traduzindo.
PartÂč
Charles Leclerc x ExEsposa!Leitora
A noite se estendeu mais do que Sn esperava. O F1 75 Live tinha sido um borrĂŁo de luzes piscando, fĂŁs gritando e entrevistas interminĂĄveis â mas, em meio a tudo isso, a mente dela permanecia presa em uma Ășnica coisa.
Charles.
As palavras dele.
A presença dele.
O modo como sua mão roçou na dela, como se testasse se ela recuaria.
Ela deveria ter recuado.
Mas nĂŁo recuou.
Agora, com o evento chegando ao fim e as Ășltimas entrevistas terminando, Sn se via parada perto da saĂda da O2 Arena, debatendo se deveria ir embora ouâ
âVocĂȘ esperou.
Aquela voz. Aquela maldita voz.
Ela se virou â e lĂĄ estava ele. Charles, a poucos passos de distĂąncia, o casaco da Ferrari desabotoado, o cabelo um pouco mais bagunçado do que antes. Os olhos cor de avelĂŁ, normalmente tĂŁo controlados sob pressĂŁo, estavam tomados por algo diferente naquela noite.
Algo desesperado.
âEu nĂŁo estava esperando â mentiu.
Ele deu um passo à frente, e Sn sentiu a própria determinação vacilar.
âVocĂȘ nunca foi boa mentirosa.
Ela engoliu em seco, forçando-se a manter o controle.
âCharles, nĂŁo faça isso.
A respiração dela falhou.
âTĂnhamos nossos motivos.
Ele assentiu, soltando o ar com força.
âTĂnhamos. E nenhum deles faz sentido agora.
Sn odiava o quanto ele conseguia atravessar suas defesas com tanta facilidade. Bastava um olhar, um gesto, e todas as muralhas que ela construiu se tornavam inĂșteis.
âVocĂȘ fez sua escolha â sussurrou, com a voz trĂȘmula.
Charles estendeu a mĂŁo, os dedos pairando sobre o pulso dela, sem tocĂĄ-lo de fato, mas perto o bastante para que sua pele ardesse com a proximidade.
âE foi a escolha errada.
Ela deveria ter ido embora.
Deveria ter dito que era tarde demais.
Mas, em vez disso, ficou ali â deixando as palavras dele suspensas no ar.
Deixando-se sentir tudo o que havia tentado enterrar.
A dor.
A saudade.
A parte dela que ainda o amava, apesar de tudo.
Charles deu outro passo Ă frente.
âE se eu pedisse outra chanceâ
âNĂŁo.
A mandĂbula dele se contraiu.
âPor quĂȘ?
âPorque eu nĂŁo sei se seria forte o bastante pra dizer nĂŁo â admitiu, finalmente levantando o olhar.
A expressĂŁo dele suavizou â e, pela primeira vez em meses, havia esperança em seus olhos.
âEntĂŁo nĂŁo diga nĂŁo.
Ela prendeu a respiração quando ele segurou sua mĂŁo, dessa vez sem hesitar, entrelaçando os dedos nos dela. O toque era firme, sĂłlido â como se ele temesse que, ao soltĂĄ-la, ela desaparecesse de novo.
âCharles... â murmurou, hesitante.
âSĂł me ouve â pediu ele. â Eu sei que errei. Sei que deixei a gente desabar porque achei que me afastar era o certo. Mas nĂŁo era. Nunca foi.
As lĂĄgrimas arderam nos olhos dela.
âDoĂa, Charles. VocĂȘ me machucou.
O aperto dele aumentou, e a culpa inundou seu olhar.
âEu sei. E vou passar todos os dias da minha vida tentando consertar isso â se vocĂȘ me deixar.
O silĂȘncio se estendeu entre eles, denso, carregado de tudo o que nĂŁo foi dito. De dentro da arena vinham sons abafados do evento se encerrando, mas ali, naquele instante, sĂł existiam os dois.
Por fim, ela falou:
âE se a gente desabar de novo?
Sn buscou no rosto dele qualquer sinal de hesitação â mas tudo o que encontrou foi uma determinação crua e inabalĂĄvel.
E foi aĂ que soube.
Ela sempre tinha sido dele. E, por mais que tentasse seguir em frente, sempre seria.
Em vez de responder, Sn apertou a mĂŁo dele â sĂł o bastante para que ele entendesse.
Charles soltou um suspiro trĂȘmulo, o alĂvio suavizando seus traços, e a puxou para seus braços. Os lĂĄbios dele encostaram na testa dela, demorados, como se temesse que ela desaparecesse de novo.
âAinda sua â murmurou ela contra o peito dele.
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Oscar sentia-se abençoado por saber que teria algumas semanas com sua nova bebĂȘ e com a namorada antes de precisar voltar ao trabalho. Infelizmente, licença-paternidade praticamente nĂŁo existe na FĂłrmula 1 â a menos que ele quisesse simplesmente abrir mĂŁo do assento.
â Nada foi destruĂdo, e vocĂȘs duas estĂŁo perfeitas â afirmou Oscar, depois de prender a filha adormecida na cadeirinha do carro. â Quer ajuda?
â A parteira disse que toda mulher precisa usar uma depois de um parto natural. VocĂȘ nĂŁo estĂĄ nem um pouco menos linda... SĂł queria poder tirar qualquer dor de vocĂȘ â sorriu ele, inclinando-se para beijĂĄ-la, e ela aceitou o beijo de bom grado. â Eu te amo. Antes, durante e depois do nascimento da nossa bebĂȘ, eu te amo por completo.
Sn fez um biquinho, sentindo as lĂĄgrimas subirem, antes de se erguer da cama apenas para se agarrar a Oscar.
â NĂłs nĂŁo vamos fazer isso de novo por um bom tempo â murmurou, arrancando uma risadinha dele.
â Quando â ou se â vocĂȘ estiver pronta para ter outro bebĂȘ ou passar por tudo isso outra vez, aĂ conversamos â respondeu Oscar, fazendo-a sorrir. Ele sempre deixara claro que era o corpo dela que passava por tudo aquilo, e que ele jamais imporia sua opiniĂŁo sobre nada, a menos que ela pedisse. â EstĂĄ pronta?
â Tem certeza de que estĂĄ confortĂĄvel aĂ atrĂĄs? â perguntou Oscar, abrindo a porta e olhando para ela.
â NĂŁo, mas nĂŁo vou ficar mais confortĂĄvel no banco da frente â suspirou Sn, ajustando o cinto apertado em volta do corpo enquanto Oscar lhe lançava um sorriso tranquilizador. â Estamos bem aqui. Prontas para ir quando vocĂȘ quiser.
â Ok. Temos tudo. Vamos levar vocĂȘs pra casa â sorriu ele, inclinando-se para beijĂĄ-la antes de fechar a porta.
Com Oscar prestes a partir em duas semanas, ele tentava ser o mais presente possĂvel. Fizeram questĂŁo de evitar interrupçÔes enquanto Sn se recuperava â e Oscar basicamente cuidava sozinho dela e de Iris.
â EstĂĄ, ou tirando leite ou sangue de mim â murmurou Sn, arrancando um suspiro dele. â Oscar, vocĂȘ vai ter que confiar que eu sei o que estou fazendo quando vocĂȘ for embora pra temporada. E eu sei que pareço um desastre, mas eu vou ficar bem. Fui literalmente feita pra isso.
â Eu sei, sĂł nĂŁo gosto da ideia de deixar vocĂȘs duas. Quero ter certeza de que vai estar o mais feliz possĂvel quando eu for â suspirou Oscar, e ela sorriu de leve.
â Acho que vocĂȘ colocou uns padrĂ”es bem altos pra eu alcançar como pai... Mas eu tenho que admitir, vai ser mais difĂcil do que pensei fazer isso com vocĂȘ longe â suspirou Sn, recostando a cabeça nele. â Pelo menos nĂŁo vai haver tentação de quebrar a regra das seis semanas sem sexo.
Depois de um tempo, Sn decidiu que Iris jĂĄ tinha mamado o suficiente e deitou a bebĂȘ adormecida entre as pernas no colchĂŁo.
â Fizemos uma bebĂȘ linda demais â sorriu Sn, querendo mudar o tom da conversa.
â Eu posso comer McDonaldâs? â zombou Sn, jĂĄ que Oscar fora bem rĂgido com a dieta da gravidez e, embora permitisse fast food de vez em quando, tentava conter os excessos.
â Obrigada â sorriu Sn, inclinando-se para beijĂĄ-lo. â Obrigada por tudo. Eu estaria um desastre... com a barriga caĂda, chorando porque a Iris nĂŁo mama, e comendo McDonaldâs mais de trĂȘs vezes por semana quando vocĂȘ nĂŁo estivesse por perto.
Oscar riu com a confissĂŁo final â ele jĂĄ sabia, mas nunca comentou. Jamais seria ele a impedi-la de comer o que quisesse.
Mesmo sabendo que Sn era plenamente capaz, ele nĂŁo se importava. Queria estar com ela. E os outros pais do paddock jĂĄ o haviam alertado: ser piloto significava perder muitos marcos importantes.
â Amor? â chamou Sn, franzindo o cenho enquanto ele ainda estava na pista de decolagem, pronto para partir com Lando. Iris ainda estava presa ao peito dele no canguru. â VocĂȘ precisa me entregar ela em algum momento.
â Acho que ela estĂĄ pronta pra viajar. Traz ela pra corrida â brincou Lando, mas recuou rĂĄpido ao ver o olhar do casal. â Eu... vou esperar no jato.
Sn olhou de volta para Oscar, que parecia irritado.
â Oscar, o que foi? â perguntou ela, vendo-o suspirar antes de começar a desprender o canguru.
â SĂł nĂŁo me sinto bem deixando vocĂȘs duas â confessou, ajudando-a a vestir o suporte. â NĂŁo parece certo te deixar.
Oscar ficou em silĂȘncio, ajustando as alças e depois segurando o rosto dela, beijando-a algumas vezes.
â Vou te ligar assim que pousar. Me manda mensagem com os horĂĄrios das mamadas e das sonecas... e por favor, descansa e come, tĂĄ? NĂŁo esquece de cuidar de si mesma â pediu ele, e Sn sorriu.
â NĂłs vamos ficar bem, Oscar â garantiu, beijando-o de leve. â Na verdade, vamos ficar Ăłtimos. Agora vocĂȘ precisa ir. De verdade.
â Eu sei. Eu sei â assentiu ele, beijando-a mais uma vez e depois o topo de sua cabeça. â Falo com vocĂȘ mais tarde. Eu te amo.
â Eu sei â respondeu Lando suavemente, percebendo o quanto aquilo doĂa no amigo.
Apesar da partida de Oscar, Sn ainda estava em recuperação. Mas, quando ele a viu na AustrĂĄlia, percebeu o quanto ela florescera na maternidade. Bastou dar-lhe espaço para respirar e encontrar o prĂłprio ritmo â e ela se tornou a mĂŁe mais incrĂvel.
Oscar observava Sn e Logan conversarem, enquanto ela entregava Iris com cuidado ao piloto americano.
â Tudo bem, cara? â perguntou Lando, aparecendo ao lado dele.
â SĂł... aprendendo a aproveitar esses momentos â respondeu Oscar com um pequeno sorriso, antes de suspirar. â Acho que minha filha vai ser mais popular do que eu.
â Oscar, vocĂȘ tem sorte de sua filha ser 99% Sn â brincou Logan, enquanto Lando pegava a bebĂȘ no colo.
â VocĂȘs estĂŁo dividindo o posto de tio? â perguntou Oscar.
â Se isso virar uma competição de melhor tio, eu jĂĄ sou tio, entĂŁo acho que... â declarou Lando, olhando para a bebĂȘ, que jĂĄ crescera bastante nos quase dois meses de vida.
â Obrigado â responderam Sn e Oscar ao mesmo tempo, sorrindo.
â Muito bem, Iris â disse Lando, animado â missĂŁo pra te fazer dizer âLandoâ antes de âLoganâ estĂĄ iniciada.
â TĂĄ, devolve minha bebĂȘ â disse Sn, divertida. â E se ela for dizer alguma coisa primeiro, vai ser âmamĂŁeâ, depois âpapaiâ... e aĂ talvez âMcLarenâ.
Essa histĂłria pertence a @wondergirlsthings e eu estou apenas traduzindo.
ParteÂČ
Charles Leclerc x ExEsposa!Leitora
A O2 Arena vibrava com energia. Luzes piscavam, os fĂŁs rugiam e havia aquele zumbido inconfundĂvel de antecipação â a temporada 2025 da FĂłrmula 1 estava oficialmente sendo revelada.
VocĂȘ estava ao lado do chefe da equipe Ferrari quando sentiu uma presença prĂłxima. NĂŁo precisou virar para saber quem era.
â NĂŁo esperava te ver aqui â murmurou Charles, a voz baixa o suficiente para que sĂł vocĂȘ ouvisse.
VocĂȘ engoliu em seco, mantendo a expressĂŁo neutra. â Ă uma grande noite. NĂŁo perderia por nada.
Ele soltou uma risada leve. â VocĂȘ sempre amou essa parte da temporada.
Sim, amava. O recomeço, a empolgação, a esperança antes que o caos começasse. Era algo que vocĂȘ e Charles sempre aguardavam juntos.
Mas agora, tudo era diferente.
VocĂȘ se virou para ele entĂŁo, realmente o observando pela primeira vez em meses. Ele parecia o mesmo â os olhos cor de avelĂŁ cheios de algo indecifrĂĄvel, o vinco familiar entre as sobrancelhas que sĂł se aprofundava quando ele estava nervoso.
â VocĂȘ estĂĄ bem â admitiu antes que pudesse se conter.
â Talvez seja â a voz dele agora era mais suave, a mĂŁo roçando na sua como se testasse se vocĂȘ recuaria. â Talvez a gente sĂł tenha tornado tudo mais difĂcil do que precisava ser.
VocĂȘ odiava o quanto queria acreditar nele.
Antes que pudesse responder, o apresentador chamou o nome dele, sinalizando que era a vez da Ferrari subir ao palco.
Charles hesitou, o olhar alternando entre vocĂȘ e a plateia que o aguardava. â Isso nĂŁo acabou â murmurou.
E com um Ășltimo olhar demorado, ele se afastou, deixando-a ali â com um coração que ainda nĂŁo estava pronto para deixar ir.
3 de 6 histĂłrias em comemoração ao GP de SĂŁo Paulo đ§đ·