agatha harkness x rio vidal
sinopse: agatha está a bordo do titanic, e ao lembrar que o aniversário de casamento com rio se aproxima, decide, apesar do ressentimento, oferecer-lhe um 'presente' mostrando que, mesmo com sentimentos conflitantes, ainda se importa com lady death.
avisos:
- não recomendado para -18 anos
- o conteúdo pode causar gatilho em quem tem medo de água ou afogamento então não recomendo
- tem muito sexo então não leia caso não goste desse tipo de conteúdo - o cenário se passa durante o naufrágio do titanic então tem mortes
A brisa fria cortava a noite estrelada enquanto Agatha Harkness observava do convés do Titanic. Ela estava ali, em meio àquela majestosa travessia, como uma espectadora distante de um evento que se desenrolava, uma tragédia iminente que ela mesma causaria.
O navio, considerado invencível, navegava tranquilo em suas águas geladas, mas Agatha sabia, nada é imune à magia, especialmente a magia dela, e o Titanic, assim como tudo, tinha um fim marcado. O seu feitiço estava prestes a ser lançado.
A bruxa olhou ao redor, seu vestido chique esvoaçando com o vento. Ela sentia o poder acumulando-se dentro de si, se revirando assim como as águas geladas do mar sob o navio.
Agatha ergueu a mão, as palmas abertas para o vasto oceano à frente. Seus dedos se curvaram em movimentos precisos e quase sensuais, como se ela estivesse dançando com as forças do universo. Poder roxo brilhou.
— Causo o fim do que não pode ser salvo...
As palavras que saíam de sua boca eram silenciosas, mas poderosas. A magia roxa foi se espalhando como uma corrente invisível por todo o Titanic, enredando as vigas de aço, a madeira polida e as velas que iluminavam o salão.
Ela murmurou mais meia dúzia de palavras em uma língua esquecida, palavras que ressoavam com a própria essência da morte. A água, antes calma, começou a se agitar, como se sentisse a presença do poder da mulher.
Agatha sentia o impacto da maldição invadir o próprio coração do navio, suas engrenagens, suas fundações. E então, como uma promessa feita aos ventos, o Titanic começou a se inclinar, imperceptivelmente para aqueles que não sabiam o fim que encontrariam daqui algumas horas.
O Titanic, uma maravilha da engenharia, parecia minúsculo diante da vontade de Agatha.
E tudo isso porque ela desejou dar um presente para sua amada.
O som distante e quase imperceptível do estalo das primeiras rachaduras quase se perdeu diante do som das ondas do mar abaixo do navio. O mar, que antes estava calmo, agora parecia se agitar, como se respondesse ao feitiço de Agatha. O casco do Titanic estremeceu com uma força assustadora. Um estalo terrível ecoou pelo navio enquanto a água começava a invadir as fissuras e os gritos começaram a ecoar pelos corredores.
As pessoas, assustadas e confusas, corriam de um lado para o outro, gritando por ajuda, tentando desesperadamente encontrar um bote salva-vidas. Mulheres e crianças foram empurradas para a frente, enquanto os homens tentavam organizar a evacuação.
Agatha, misturava-se à multidão, se perdendo entre as pessoas. Sua feição imperturbável estava imersa em um tumulto de almas aterrorizadas.
Ela sorriu ao perceber a imensidão do caos que havia causado, uma expressão amarga em seus lábios.
Isso era o que ela merecia. Um presente, algo grandioso, algo que alcançaria Rio, ela gostando ou não.
Preciso sair daqui, ela pensou, movendo-se com passos rápidos entre os passageiros em pânico. Não queria ser vista, não queria que a recebedora de seu presente soubesse que ela era a causa do desastre.
Ela estava longe de ser uma vítima da tragédia — ela não estava ali por medo ou desespero. Era apenas mais uma viajante, uma viajante que decidiu dar um presente para sua amada e acabou gerando o caos, o pânico que se espalhou como um incêndio.
Não importava os termos em que seu relacionamento se encontrava, a bruxa apenas desejou presentear aquela que roubou-lhe o coração, porém, agora enquanto fugia com os outros viajantes, Agatha se questionou se havia tomado a decisão correta.
As vozes das pessoas se misturavam em um mar de desespero, e Agatha sentiu uma dor sutil, como se estivesse observando um reflexo distorcido de si mesma. Sua mão foi até o peito, onde o ressentimento e a saudade se encontravam, uma tempestade emocional dentro dela.
Rio... A imagem da esposa, a mulher que ela amava e odiava ao mesmo tempo, surgiu em sua mente, como uma sombra que se aproximava. Agatha tropeçou e quase caiu, porém um loiro de olhos claros a firmou em seu pé, dizendo-lhe para tomar cuidado.
Ela soltou o braço e estava agradecendo quando uma mulher ruiva gritou o nome Jack, o homem se despediu e correu em direção a mulher que Agatha julgou ser sua amada. Agatha voltou a caminhar e estava a alguns passos de um bote e então, como uma brisa gelada que cortava a alma, ela sentiu.
A presença de Lady Death foi quase tangível, como uma sombra que se estendia pelas passagens iluminadas do navio. Rio estava lá, de pé do ponto mais alto, observando a cena com seus olhos profundos.
Não havia espaço para enganos. A Morte estava lá, em toda sua majestade e silêncio imutável, olhando para ela de uma maneira que parecia atravessar o véu da realidade. Não havia palavras entre elas, não havia necessidade.
O simples ato de se verem ali, no mesmo espaço, foi suficiente para fazer o coração de Agatha acelerar. Agatha sentiu a presença de Rio como uma lâmina fria em seu coração.
— Você… — Agatha diz, sua voz baixa e quase sufocada pela emoção, mas Rio a interrompeu com um gesto, um simples movimento de sua mão sem deixar seu lugar de espectadora, e a pressão da morte ao redor delas se intensificou.
— Você fez isso? — Rio perguntou mesmo já sabendo a resposta, a voz suave, mas carregada de uma autoridade antiga.
Sua figura estava parada no meio do salão, sua capa escura flutuando ao redor dela como se fosse parte da própria noite. Ela estava calma, como sempre, mas havia uma tristeza profunda em seus olhos ao encarar Agatha.
Agatha se virou, seu olhar cruzando com o de Rio, e por um momento, tudo ao redor delas parecia parar. A água subia rapidamente, o Titanic estava afundando, e o grito dos passageiros ecoava em todas as direções, as almas começavam a ser tomadas, mas naquele instante, o que importava era apenas a presença de Rio.
Entre elas, havia apenas silêncio. Agatha e Rio, distantes, mas conectadas por algo mais profundo do que qualquer feitiço ou tragédia.
— Eu fiz — Agatha responde, sua voz baixa, quase inaudível, palavras carregadas pelo vento, mas ainda assim Rio a ouviu.
— Porquê? — as palavras flutuaram, caindo como um sussurro nos ouvidos de Agatha, que sentiu um tremor em sua espinha.
— Fiz isso por você. Um presente.
— Um presente? — Rio ergue uma sobrancelha, os gritos ao redor se desfazendo conforme sua atenção foca ainda mais em Agatha.
— Sim, você sabe… Casamento. — A última palavra é sussurrada, o gosto agridoce na garganta seca de Agatha.
Rio a observa por um longo momento, a frieza em seu olhar não era acusatória, mas sim profundamente melancólica. Ela sabia o que Agatha havia feito, e o motivo, mas também ainda estava magoada. É difícil ser ignorada por anos e do nada isso.
Agatha havia dado o que poderia ser o maior presente — um presente de almas, de sofrimento, de tragédia. Um presente que, de certa forma, falava de amor, mesmo que esse amor fosse distorcido, amargo, marcado pela dor de uma perda insuportável.
— Não achei que ainda se importasse. — Rio falou, a dor nas palavras velada pela sua impassibilidade.
Agatha não respondeu de imediato. A resposta estava ali, entre as duas, no caos ao redor, nas vidas que se apagavam.
Ela odiava a ideia de ainda sentir algo por Rio, odiava a realidade de que, mesmo depois de tudo, ela ainda pensava nela, ainda se preocupava, ainda a desejava e acima de tudo, ainda a queria.
Como a morte que Rio representava, o amor de Agatha por ela também era inevitável. Ela sabia disso, sabia que não poderia escapar, mas isso era impossível e talvez a situação atual delas nunca tenha conserto.
— É claro que me importo, só é difícil… — Agatha disse finalmente, sua voz carregada de resignação. —Eu só... só queria que você soubesse. Não contei que ainda estaria aqui quando você aparecesse, pensei que demoraria mais para chegar.
Rio olhou para ela, as almas ao seu redor começando a se juntar aos montes, enquanto o Titanic afundava cada vez mais rápido. As águas gélidas começavam a engolir o navio, e o som do metal retorcendo e se quebrando preenchia o ar.
— Eu sei, Agatha. Eu sei. — a morte desce de onde estava observando caminhando até Agatha, o caos no convés diminuiu conforme pessoas caiam para fora ou entravam em botes salva vidas. — Mas não é assim que as coisas funcionam.
Agatha percebendo que Rio se aproximava, deu passos para trás na intenção de fugir, porém magia verde a cercou a mantendo em seu lugar. O navio rangeu e tremeu, ele dobrou e partiu, pessoas começaram a cair aos montes no mar, mas Agatha não se moveu um centímetro sequer, pois a magia de Rio a mantinha estável em seu lugar.
Com um brilho no olhar, Rio a avaliava enquanto caminhava. Agatha permaneceu ali, dividida entre assistir à destruição, à tragédia que ela havia causado, e olhar para Rio.
O Titanic afundava, e com ele, as esperanças de fugir de Rio junto com os botes.
Rio estava além do caos. Ela era a Morte, e o pânico ao redor não tocava sua essência.
Seus olhos estavam fixos em Agatha, como se o navio e as almas que deslizavam para as profundezas não fossem nada diante do que realmente importava.
Rio observava sua esposa, que, mesmo com a dor e a raiva evidentes em seus olhos, não conseguia se desvencilhar da força que ela própria havia atraído até si.
Agatha tentou se mover, tentou escapar da pressão da magia que Rio a impunha, mas era inútil. A Morte, com um movimento sutil, criou uma prisão ao redor dela, suas correntes apertando, mas não de maneira que a machucasse, pelo contrário.
Era mais como uma carícia fria, uma força irresistível, que a envolvia em uma rede de emoções conflitantes.
Então, sem pressa, Rio chegou até ela. Cada passo dela era como o silêncio de uma noite sem estrelas. Agatha sentia a presença dela, o peso da Morte preenchendo o ar ao seu redor, como uma sombra que consumia a luz.
A sensação de proximidade de Rio a arrepiava, um frio que percorria sua espinha e fazia seu coração bater mais rápido, como se, mesmo na adversidade, houvesse algo indiscutivelmente atraente na forma como Rio a observava.
Quando Rio finalmente parou atrás de Agatha, o cheiro de flores e terra molhada tomou conta de seus sentidos, a magia ao redor de Agatha se intensificou, a pressão da presença de Rio e sentimentos se misturando em uma força quase tangível.
Agatha mal conseguiu respirar quando Rio sussurrou, sua voz um murmúrio suave, mas que parecia cortar o silêncio como uma lâmina afiada.
— Eu também tenho um presente para você, Agatha… Já que estamos comemorando, não é?
As palavras de Rio eram como uma maldição doce. Comemorando, ela disse. Era uma provocação, mas também uma promessa.
Um arrepio percorreu a pele de Agatha, e seus olhos se fecharam por um instante, como se ela tentasse bloquear a intensidade do que estava sentindo, mas era impossível.
A expectativa crescia, o ar entre elas ficava mais denso, o coração de Agatha disparava como se ela estivesse à beira de um abismo, temerosa, e ao mesmo tempo, ansiosa para cair.
Cair nas mãos da morte e nunca mais sair.
O toque de Rio foi suave, mas poderoso. A Morte, em toda sua soberania, tocou o rosto de Agatha com a ponta dos dedos, deslizando até seu pescoço, onde seu pulso acelerado pulsava como um sinal de que o controle havia ido embora.
A respiração de Agatha estava entrecortada, o calor do corpo dela contrastando com o frio que irradiava de Rio.
E então, sem mais palavras, Rio a beijou.
Primeiro, foi um toque delicado. Um beijo que parecia ser quase uma carícia, uma promessa silenciosa de que, por mais que a Morte estivesse ali, ainda havia algo de humano entre elas.
Agatha sentiu o gosto de Rio, o frio e o calor se misturando de maneira inesperada, e o mundo ao redor delas pareceu desaparecer, tudo se resumindo ao toque dos lábios, mas como sempre, Rio não se contentava com o simples.
O beijo se aprofundou, e a paixão de anos de amor e ódio se refletiu nas mãos que se agarraram, no corpo que se aproximou. Rio a puxou para mais perto, seus lábios se enroscando nos de Agatha, suas línguas se encontrando com uma urgência inesperada, como se o destino delas estivesse atado naquele momento, naquela dança de desejo e poder.
Agatha sentiu o calor causado por Rio em cada centímetro do corpo, mas ao mesmo tempo, algo dentro dela se congelava, se misturando as lembranças de dor e do ressentimento da perda, de anos fugindo e se encontrando, porém o beijo… O beijo era outra coisa.
Era arrebatador. Quando as línguas se encontraram e se entrelaçaram, Agatha não pôde deixar de se entregar, mesmo que sua mente gritasse contra isso.
O coração, no entanto, não obedeceu. Ele batia em um ritmo acelerado, como se soubesse que esse momento — esse beijo — fosse a única coisa que importava agora. Como se tudo, seu ser, sua existência, pertencesse apenas a Rio.
Enquanto a água subia conforme o navio continuava a naufragar e o caos se estendia ao redor delas, com vidas sendo levadas para a eternidade, Agatha e Rio estavam ali, no epicentro de suas próprias tempestades internas.
A Morte e a Bruxa, tão distantes, tão próximas, e por um breve instante, tudo o que existia entre elas era o calor daquele toque, sem a interferência de acontecimentos passados. A promessa de que, mesmo nas profundezas de seus pensamentos conflitantes, elas nunca estariam realmente separadas.
Quando finalmente se separaram, seus olhos se encontraram, ambos carregados com uma mistura de sentimentos.
Os dedos de Rio deslizaram pela pele de Agatha, traçando as curvas de seu corpo. A cada toque, um arrepio diferente percorria a espinha de Agatha, intensificando o desejo que as consumia.
Elas se beijam novamente. Uma explosão de emoções contidas por anos. Dentro do pequeno espaço criado por elas, um calor intenso as envolvia. As mãos de Rio deslizaram pelas costas de Agatha, seus dedos traçando a curva de sua espinha, enquanto a bruxa se agarrava aos cabelos da Morte, puxando-a para mais perto.
Enquanto seus lábios se encontravam nos de Agatha, Rio se permitiu sentir coisas que há muito havia enterrado no canto mais esquecido de seu coração.
A eternidade que a cercava, a frieza da morte carregada em seus passos, tudo parecia se diluir naquele momento. O toque de Agatha era quente, vivo, e a fazia sentir amor.
A bruxa, com seus olhos brilhantes, lábios macios e quentes, a hipnotizava. Por um instante, Rio se permitiu esquecer de seu trabalho.
Agatha passou as pontas dos dedos na nuca de sua amada e sentiu o corpo de Rio tremer levemente sob o seu toque. A Morte, a encarnação da finitude, demonstrava fragilidade diante o toque de uma mera humana. A bruxa sorriu, um sorriso amargo e doce ao mesmo tempo.
Ela aprofundou o beijo, sentindo o gosto doce de Rio em sua língua, era como provar uma fruta fresca que acabara de ser colhida. Agatha nunca havia se sentido tão viva nas últimas décadas.
A proximidade de Rio a eletrizava, a fazia sentir uma intensidade que ela nunca havia experimentado antes. A morte, a encarnação da escuridão, a fazia sentir uma paixão avassaladora. Era uma contradição, mas era real.
O beijo se intensificou, dentes se chocaram e línguas se entrelaçaram, Agatha gemeu na boca de Rio, o som se perdendo no interior da mulher que a devorava a paixão se transformando em algo mais profundo, mais obscuro.
Era um desejo primitivo, uma conexão visceral que as unia. As mãos de Rio se moveram para os seios de Agatha, apertando-os levemente. A bruxa arqueou as costas, um gemido escapando de seus lábios.
A cada segundo que passava, Agatha desejava mais. A sensação de afogamento era física e metafórica, mas era nesse afogamento que elas se encontravam. A morte e a vida, ódio e amor, tudo se confundia naquele momento.
Rio quebrou o beijo, seus olhos fixos nos de Agatha. A bruxa estava ofegante, os cabelos soltos emolduravam seu rosto, e seus olhos brilhavam com uma intensidade que a assustava e a atraía ao mesmo tempo.
Rio arrastou os lábios pela pele macia, dentes mordiscam o lugar sensível na clavícula de Agatha que suspirou, dedos erráticos subindo até os fios escuros da cabeça de Rio.
— Você é minha, Agatha, — sussurrou Rio, sua voz rouca e sedutora sendo abafada pela pele quente. — Sempre foi e sempre será.
Agatha sentiu um arrepio percorrer sua espinha. As palavras de Rio eram como uma adaga, cravando-se em seu coração. Ela não conseguia negar a verdade contida nelas.
— Tome-me. — sussurrou Agatha, sua voz rouca e cheia de desejo, palavras escorrem pelos sem sua permissão.
— Deixe-me te levar. — Lady Death sussurra. A corrente formada pelos poderes de Rio que mantinham Agatha presa se desfez, dando mais liberdade para seus movimentos.
— Mostre-me o que a morte tem a oferecer. — A Bruxa diz, dedos trêmulos tocando fios de cabelo escuros e sedosos.
Agatha fechou os olhos e se entregou completamente. Ela se permitiu afogar-se na paixão, na dor, na beleza e na destruição. Era um ato de entrega total, um abandono de si mesma.
Rio a beijou, lábios se chocando com aspereza, tornando-se algo visceral e primitivo. As mãos de Rio exploravam cada centímetro que conseguia tocar do corpo de Agatha, dividindo a atenção entre brincar com os seios sensíveis e arranhar a pele através da renda de seu vestido, despertando sensações que Agatha há muito não sentia. A bruxa gemia baixinho, seu corpo se contorcendo em êxtase sob o toque de sua amante.
Elas deslizaram até estarem deitadas nas madeiras úmidas e lisas do chão do convés, o vestido de Agatha se espalhando como um véu ao redor de seu corpo, se misturando com o próprio de Rio.
Agatha sentiu a mão de Rio deslizar pela sua coxa, um toque leve que a fez estremecer. Os dedos subiram lentamente debaixo de seu vestido até alcançar a umidade entre suas pernas. Ambas as mulheres gemeram ao contato, Agatha estava tão molhada e quente.
A bruxa abriu mais as pernas, convidando Rio para entrar. A Morte não hesitou, deslizando dois dedos para dentro dela com uma suavidade que contrastava com a força de seu desejo.
Seu polegar roçou o clitóris inchado e um arrepio percorreu o corpo da mulher abaixo do dela, intensificando o desejo que a consumia. Os olhos azuis se fecharam, e Agatha se entregou completamente àquela sensação.
Rio sorriu, um sorriso aguado, banhado em diversão e desejo. Com um gesto suave, ela ergueu o vestido de Agatha liberando mais espaço para seu braço, tornando seus movimentos mais fluidos.
As estocadas de seus dedos aumentando gradualmente em intensidade, a cada entrar e sair de seus dedos na boceta encharcada de Agatha seu polegar batia no clitóris sensível, levando a Bruxa cada vez mais perto de gozar.
Rio torceu os dedos para cima, dentro de Agatha, esfregando a carne esponjosa e sensível que ela sabia ser um ponto de ruptura para a Harkness que se contorceu. Unhas cumpridas cravaram nos braços da morte.
Tomada por desejo, e sentindo a intensidade crescente em Agatha, Rio aprofundou seus movimentos, Agatha ergueu os quadris indo de encontro às estocadas, um ritmo frenético se instalando entre elas. A cada estocada, a cada gemido e arranhar, a cada beijo e mordida, a Bruxa se aproximava de seu ápice.
Rio tesourou os dedos e esfregou o clitóris mais uma vez, a boceta de Agatha sugou seus dedos e os apertou.
Agatha gritou o nome de sua amada, o som se misturou com os gritos de socorro e puro desespero de um dos passageiros que pedia por ajuda no mar, aquilo enviou uma onda animalesca de desejo por Rio, fazendo seu corpo tremer.
Ela mordeu o pescoço de Harkness que cravou as unhas em suas costas, o orgasmo sacudindo o corpo da Bruxa, ela mal havia descido e já queria mais, apenas isso não seria o suficiente.
Agatha segurou o rosto de Rio a guiando para seus lábios, elas se beijaram fervorosamente até que a morte quebrou o contato, lábios inchados e molhados desceram pelo corpo de Agatha, o caminha há muito decorado, parando apenas quando encontrou os seios com mamilos rígidos cobertos por tecido fino.
Rio os abriu com desleixo, perdendo alguns devido a agressividade usada, o ar ajudando a deixar os seios ainda mais intumescidos, se é que isso era capaz.
Sem pensar, Rio os cobriu com sua boca, língua e dentes trabalhando arrancando gemidos e suspiros de Agatha que apenas arqueava empurrando mais ainda a carne na boca de Vidal que aceitou com prazer.
Satisfeita, Rio desceu, fazendo um caminho sensual, deixando rastros de saliva e círculos com marcas de dentes e chupões. Ela mordeu o osso do quadril e arrastou o nariz na virilha de Agatha sentindo a fragrância encher seus pulmões, saliva acumulou em sua boca e a morte suspirou contente.
Rio lambeu, a primeira batida de sua língua foi superficial e os poucos pelos pubianos ali fizeram cócegas. Ela ergueu uma das pernas de Agatha a abrindo, deixando-a exposta.
A luz da lua criava um halo luminoso ao redor de seus corpos, a carne vermelha brilhava convidativa sulcos escorrendo, se perdendo entre as bandas de sua bunda e Rio desceu, lambendo a excitação de Agatha como se fosse seu alimento.
Ela chupou o clitóris e desceu cutucando a entrada molhada a penetrando, sua língua entrou acariciando e seus lábios se fecharam ao redor da boceta, ela estocou a Bruxa e saiu, lambendo e sugando, sorvendo o sabor de Agatha em sua língua, essa por sua vez que se esfregou em seu rosto, rebolando fazendo o nariz de Rio se enterrar na carne quente.
A bruxa sentiu uma onda de prazer a consumir, um calor intenso que se espalhava por todo o seu corpo. Seus músculos se contraíram involuntariamente, e ela se agarrou aos cabelos de Rio, puxando-a para mais perto.
— Mais! — implorou ela, sua voz rouca e cheia de desejo.
O navio quase todo submerso estalou abaixo de seus corpos, a água as alcançou, mas não totalmente. As pontas das madeixas escuras de Agatha que estavam espalhadas ao redor de sua cabeça agora estavam encharcadas por água salgada.
Rio a penetrou com dois dedos e chupou uma última vez seu clítoris antes de se serguer, majestosa sobre Agatha. Sua outra mão serpenteia até o pescoço de Harkness, dedos finos circulando a garganta delicada, cortando levemente a respiração da mulher que gemia a cada estocada que recebia em sua boceta, o som pornográfico de seus corpos se chocando enviando ondas de prazer, fazendo mais líquido escorrer entre os dígitos de rio.
A água as acariciava, uma carícia fria e gentil que contrastava com o calor que as consumia por dentro e por fora. Agatha se preocupa um pouco quando percebe que dentro de pouco tempo sua cabeça pode estar submersa e Rio sorri, a face iluminada parcialmente deixando um aspecto cruel em suas feições.
Ela continua com sua ministração em Agatha. A mão de Rio, firme em seu pescoço, a impedia de se mover, aprisionando-a enquanto a água gelada tocou seu couro cabeludo. A cada estocada, a cada toque, a bruxa sentia uma mistura de prazer e terror.
A água escorria por debaixo de seus corpos, criando uma sensação única, Agatha se viu submergindo, seus ouvidos tampados, faltando muito pouco para alcançar seus lábios e narinas.
Seus olhos se arregalaram buscando os escuros de Rio e quando os encontrou ela entendeu as intenções por trás deles.
— Agarre o meu pulso com as mãos. — Rio ordenou. — Se você olhar para longe de mim, eu vou soltá-la, não desvie o olhar, a menos que seja muito. Essa será sua palavra segura, uma vez que você não será capaz de falar.
Harkness balançou a cabeça, observando o belo par de olhos escuros. Rio usou seu poder para empurrar as pernas as abrindo mais, enquanto a mão no pescoço começou a apertar.
Ela empurrou novamente os dedos para dentro e para fora da bruxa, em estocadas fortes, e profundas, fazendo Agatha suspirar e fechar os olhos tentando se concentrar. Rio abriu os dedos liberando o aperto no pescoço, ela se curvou deixando um beijo em cada pálpebra fechada.
— Olhos abertos, meu Amor. — Murmurou contra os lábios inchados de Agatha que os abriu focando-os nos seus.
Rio voltou a cortar aos poucos a respiração de Agatha.
As mãos de Agatha grudam em seus pulsos, cravando as unhas em sua pele, mas quando a pressão aumentou, e a água cobriu sua cabeça, a Bruxa cravou contra Rio desesperadamente, tonta com a sensação.
A ardência em seus olhos devido a água salgada nunca veio e em meio a pensamentos confusos ela deduziu ser magia.
Rio brincou um pouco, aumentando e diminuindo a pressão no pescoço da Agatha, essa que por sua vez tentava desesperadamente não respirar debaixo d'agua.
Rio a observou com uma mistura de desejo e preocupação. Ela sabia que estava levando Agatha ao limite, mas ver a bruxa se contorcendo abaixo de si enquanto sua boceta apertava seus dedos cada vez mais era fascinante.
Rio nunca teve uma visão tão bela quanto essa.
Os seios, agora livres do tecido, balançavam suavemente com o movimento da água gelada que pinicava os bicos rosados e rio usou sua magia para brincar com eles, os torcendo levemente, a boceta de Agatha se contraiu com a carícia e ela esfregou o clitoris com força.
Agatha sentiu-se levitar, enquanto Rio a levava para um lugar além do tempo e do espaço. Era um lugar de puro prazer, onde todos os seus sentidos eram amplificados.
Os dígitos apertaram a garganta de Agatha ao mesmo tempo em que os músculos da boceta da mulher ordenharam os dedos que a penetravam e líquido quente jorrou na palma da mão de Rio.
A morte liberou o aperto na garganta e Agatha imediatamente se sentou, respiração entrecortada se misturando aos gemidos sôfregos que saiam de seus lábios, dentes batendo como consequência ao contato com a água fria do mar.
Seus seios orgulhosamente empinados se enrugam mais ainda com o choque do ar contra a pele molhada, braços a circularam a puxando para um beijo desleixado e faminto, temperado com água salgada.
Os dedos ainda dentro de Agatha se mexem e a Bruxa morde Rio com tanta força que sangue jorra da pele rachada, o sabor de ferro se mistura ao beijo.
O som horripilante do navio sendo consumido pela água do oceano as tiram de sua bolha e os gritos chegam novamente até elas. Rio puxa a mão de entre as pernas de Agatha que choraminga frustrada ao se sentir vazia, Rio leva os dedos brilhando com a umidade do gozo aos lábios da mulher.
Ela acaricia espalhando gozo, manchando o líquido branco, quase transparente com sangue.
Rio se aproxima novamente lambendo o lábio judiado de Agatha, ela suspira, cantarolando com o sabor .
O toque delicado fez a Harkness sentir a necessidade de se fundir com Rio, de se tornar uma só com ela. Por um momento, o mundo parou de existir. Só havia elas duas, imersas em um mar de calmaria e paixão, mas essa paz foi quebrada novamente por um choro sôfrego e gritos, às fazendo procurar a origem do som.
Rio tirou o manto colocando-o nos ombros de Agatha, cobrindo sua nudez. Com um movimento simples de sua mão, magia verde escura as colocou de pé, Agatha soltando uma risadinha ao perceber as pernas trêmulas e a ardência em sua intimidade.
Caminharam até a borda do convés lado a lado, a mão de Rio no fundo das costas de Agatha a guiando e logo localizaram de onde vinha o som. Uma mulher ruiva chorava, seus dentes batiam, os lábios estavam azuis e sua pele pálida, dedos trêmulos entrelaçados aos de seu amado, que boiava se segurando ao pedaço de madeira onde ela estava, minimamente segura da água congelante do mar.
A cena era tragicamente bonita.
— É o jovem que me ajudou — Agatha murmura as palavras ao reconhecer as feições do homem.
— Jack e Rose — Rio fornece a informação.
— Eles perecerão? — Harkness questiona apertando o manto grosso com cheiro de frutas e flores ao seu redor, o frio estava batendo nela.
— Apenas ele, gostaria de salvá-lo, meu amor? — Rio pergunta, estava tão benevolente naquele momento com Agatha que salvaria o rapaz caso sua esposa pedisse, embora aparentemente esse fosse seu fim, ele só estava nessa situação por consequência dos atos de Agatha.
— Não, não podemos nos esquecer que às vezes, garotos morrem. — Ela sussurra, sua voz tomada por uma tristeza que havia sido esquecida em seu momento de paixão com Rio.
Rio olhou para Agatha com os olhos cheios de uma tristeza silenciosa, sentindo o peso daquelas palavras. Ela afastou um fio de cabelo grudado no rosto da mulher, como se o gesto pudesse de algum modo aliviar a dor que sentia, mas sabia que nada poderia.
— Me perdoe — ela disse, a voz embargada pela emoção que transbordava, tentando entender como saíram fugaz de um momento cheio de desejo e paixão como o que compartilharam para algo que a machucava profundamente. — Não há desculpas suficientes para o que fiz, não há perdão que eu possa pedir que apague o que aconteceu, o que fomos... Eu falhei, Agatha. Falhei por não poder deixar de cumprir com meu dever, a negligenciando e machucando. Se puder, quero que saiba que me arrependo profundamente. Todo dia, a cada segundo.
Agatha ficou em silêncio por um momento, observando o mar distante, os olhos perdidos em nada específico, botes flutuavam empilhados de pessoas, corpos se agarravam a fragmentos que boiavam do navio. O choro dos passageiros junto com o som do chocar das ondas do mar nos destroços sendo sua melodia particular.
A dor em seu peito parecia se expandir, sufocando-a. Não sabia se o perdão era possível, mas sabia que a ferida em seu coração não se apagaria com palavras, nem com promessas que talvez fossem vazias. Rio não poderia lhe dar garantia alguma, de nada.
Ela respirou fundo, as mãos trêmulas segurando o manto de Rio com força.
— Eu sei — Agatha murmurou. — Eu sei que você se arrepende. Mas, ainda assim, é tão difícil... Olhar pra você, Rio. — a voz da bruxa falhou e ela fungou, espantando com dedos rudes lágrimas que ameaçavam escorrer em suas bochechas — Nicky... Ele era tão parecido com você. Tão igual. E cada vez que eu te vejo, é como se visse ele de novo, como se tudo que eu perdi fosse se repetir, como se a dor voltasse. Não sei o que fazer com isso, não sei como lidar.
O rosto de Rio se contorceu, a angústia tomando conta de seu peito. Ela sabia que, por mais que tentasse, jamais poderia preencher o vazio deixado pela perda de Nicky. Perda que ela causou. Jamais poderia substituir o filho de Agatha, ou apagar a dor de sua ausência causada por suas obrigações, a mulher que ela amava estava em sofrimento e a culpa disso é única e exclusivamente dela.
— Eu... — Rio pausou, a garganta fechada. — Eu não quero ser um lembrete da dor. Eu queria que tivesse sido diferente, queria ter lhes dado tempo o suficiente, uma vida toda juntos, ter feito mais por você, Agatha, mas... eu sou tão pequena diante do meu propósito. Eu sou a morte, a ordem natural de todas as coisas e gerei um filho em seu ventre. Nosso amor quase foi a cauda de um dos maiores desequilíbrios naturais e ainda assim, lhe dei algo que não podia — Rio acariciou o rosto de Agatha colhendo lágrimas em seus dedos, olhos fixos guardando cada expressão — Infelizmente foi tudo o que consegui fazer e sinto muito por tudo que te dei ter sido tão pouco perto do que você precisava.
Agatha fechou os olhos, tentando segurar as lágrimas que teimavam em cair. Ela queria ser forte, queria acreditar que poderia encontrar paz, mas a sombra do passado ainda a perseguia. As palavras de Rio, as desculpas, não eram suficientes para curar uma dor que havia se instalado e criado raízes tão sólidas em seu coração há tanto tempo.
— Não há cura, Rio. Não há cura para mães que enterram seus filhos. Não há palavras que façam isso desaparecer. E eu... Eu não posso esquecer o que eu perdi. Não posso olhar pra você e não ver ele, não sentir a saudade, a dor do que não volta mais. Isso não é culpa sua, mas ainda assim, dói.
As duas ficaram em silêncio, cada uma imersa em sua própria dor, em sua própria tragédia. O som do mar e os lamentos dos sobreviventes era o único que preenchia o vazio, como um lamento distante que ecoava naquelas almas perdidas.
Agatha olhou para Rio com uma tristeza resignada, como se soubesse que o momento estava se aproximando, a presença de Rio necessária ali em seu trabalho.
O vento parecia sussurrar, como se as almas do além estivessem chamando a Morte para cumprir seu dever. A tristeza preenchia os olhos de Agatha, mas ela sabia o que tinha que ser feito.
— Você deveria ir, suas almas estão te esperando. — ela disse suavemente, com a voz carregada de melancolia. — Você tem mais a fazer. Eu não posso mais te segurar aqui.
A Morte olhou para Agatha, uma dor silenciosa no olhar. O peso daquelas palavras a atingiram, mais do que ela imaginava. Mesmo sendo a Morte, ela tinha sentimentos, tinha saudades, e o peso de ter que partir para cumprir sua função doía, especialmente quando se tratava de Agatha, principalmente quando estavam falando sobre o filho delas, algo tão raro de acontecer.
Com um suspiro longo, Rio deu um passo à frente, tocando levemente o rosto de Agatha, como se quisesse gravar aquele momento na memória, como se fosse o último que poderiam compartilhar. Ela sabia que a despedida seria dolorosa, e que demoraria até se verem novamente, mas não poderia evitar.
— Eu realmente sinto sua falta — Rio sussurrou, a voz carregada de um pesar que era impossível ignorar. — Eu sinto, Agatha. Mais do que você imagina.
Agatha fechou os olhos por um momento, como se tentasse se proteger da dor que aquelas palavras provocavam.
— Também sinto sua falta. — A bruxa admitiu baixinho, como se proferir tais palavras alto fosse um crime. — Você tem que ir. As almas não podem esperar.
A Morte assentiu silenciosamente, e, por um breve instante, deixou escapar um gesto que parecia quase humano. Ela beijou a testa de Agatha, um beijo que estava impregnado de carinho, de todo o amor não dito, e da saudade que ficava entre elas.
Antes de se afastar, Agatha a olhou, uma mistura de sentimento em seus olhos.
— Feliz aniversário, Rio. Que sua jornada seja bem sucedida e te traga paz — ela disse, quase como uma benção, sua voz suave e cheia de amor silencioso que só quem já passou por tantas perdas juntas poderia compreender.
Rio fechou os olhos por um momento, tocada pelas palavras de Agatha.
Sua resposta foi um sorriso triste.
— E para você, minha querida, que você encontre o que procura, onde quer que esteja. — Rio diz referindo-se ao livro que sua amada tanto deseja.
Com o coração pesado, Agatha deu um último olhar para Rio, já sabendo que esse seria o adeus.
As almas estavam chamando, e a Morte não poderia mais hesitar. Ela deu um passo atrás, mas antes de se afastar, olhou uma última vez para Agatha, com um olhar que carregava amor eterno e uma promessa silenciosa.
Agatha, com o misto agridoce de sentimentos por saber que aquele momento estava chegando ao fim, se despediu com um sussurrado:
As palavras carregadas pelo vento atingiram Rio.
Por um momento, as duas ficaram em silêncio, o peso da despedida pesando no ar, até que a Morte virou-se, e com um último olhar, despediu-se.
— Te veo, m'lady... — as palavras, pesarosas e suaves, desapareceram na brisa.
Agatha assistiu a Morte partir, o flutuar de Rio ficando mais distantes até ela desaparecer na névoa que se erguia do mar. As sombras da noite envolviam o lugar, e, enquanto Agatha ficava ali, uma pergunta pairava em sua mente: quando será que se veriam novamente?