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esse computador pertence à WOLFGANG VON HEINRICH, estudante do SEGUNDO ano de DIREITO na Università di Bologna. caso encontrá-lo, favor retornar ao dono!
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WOLFGANG VON HEINRICH é um HOMEM CIS de 19 anos, veio originalmente de BERLIM/ALEMANHA, mas agora estuda DIREITO na Università di Bologna como PAGANTE e está no SEGUNDO ano. ouvi boatos por aí que ele faz parte da Adam Societatis como RECRUTADO e foi chamado porque DESTAQUE PESSOAL E CORAGEM… mas isso é uma lenda urbana, né? em todo caso, ele tem a energia toda da carta MAGO e é conhecido por ser CHARMOSO e IMPACIENTE, além de alguns nos corredores acharem que se parece com CHA EUNWOO.
APELIDO: wolle, wolf, wolfie, w, von richie, richie, h.
DATA DE NASCIMENTO: 05 de junho de 2001.
SIGNO: gêmeos.
OCUPAÇÃO: centro acadêmico, clube de debates, clube de línguas, natação.
GOSTOS: tocar piano, chá gelado, roupas confortáveis, seu colar de ouro com um pingente de cruz, anéis de ouro, livros da agatha christie, palaye royale, bratwurst im brötchen, filmes de suspense e animações, estudar línguas estrangeiras, viajar, estudar (no geral), gatos, nadar, pod/vape, arquitetura história, mitologia e religião, .
DESGOSTOS: monotonia, filmes da dc, harry styles, casas grandes, cachorros, estudar coreano, aglomeração, muito álcool, jogar tênis, refrigerante, pizza, a cor vermelha, willem dafoe, harry potter, receber ordens, verão, desorganização e sujeira.
INSPO: eli cardale (vilão), alexander hamilton (hamilton: an american musical); finnick odair (jogos vorazes); luke castellan (percy jackson e os olimpianos); carlton drake (venom); han joon-hwi (law school), aaron burr (hamilton: an american musical).
ˁ os que vencem, não importa como vençam, nunca conquistam a vergonha.
MOTIVO PARA SER CHAMADO PARA A SOCIEDADE: apesar de todos os seus feitos serem escondidos pela simples situação de sua família, Wolfgang conseguiu chamar a atenção de diversas maneiras; dentro do Centro Acadêmico demonstrou seu senso de liderança e raciocínio, nas aulas sua inteligência aguçada, no Clube de Debates sua comunicação clara e assertiva, e no Clube de Línguas sua capacidade de aprendê-las rapidamente, mas aquilo que conquistou definitivamente foi sua coragem em tomar frente de sua turma e defendê-la de um professor corrupto, iniciando uma petição e falando com a reitoria como representante de turma, mesmo sob o risco de perder sua vaga na universidade.
MTBI: enfj.
ALINHAMENTO MORAL: chaotic neutral.
TEMPERAMENTO: sanguíneo/colérico.
QUALIDADES: comunicativo, curioso, criativo, inteligente, espírito jovem, simpático, ambicioso, charmoso, habilidoso, rápido, líder e empreendedor.
DEFEITOS: arrogante, egoísta, inquieto, disperso, apático, manipulador, calculista, desonesto, mentiroso e hipócrita.
ˁ biografie.
“O que é que vamos fazer com um órgão? Um órfão!” — Foi o que ouviu quando se esgueirou pelos corredores e pela primeira vez se deu conta de que não pertencia ao lugar em que estava. Apesar de nunca ter sido escondido de si tal fato — uma criança sul-coreana em uma família branca européia —, contudo não era algo do qual se vergonha, se incomodava. Era adotado, uma família havia lhe dado a chance que talvez nunca ganhasse. No mínimo, um afortunado. Mas não. Não passava de uma adição indesejada a uma família da classe alta da Europa. Um afortunado, talvez, mas indesejado. Um problema, uma questão.
“Ele é o filho que eu não poderia ter!” — Sua mãe chorou em uma noite específica. Dessa vez, demorou para entender o que significava. Não foi como a frase de sua tia, chamando-lhe de órfão e juntando tanto nojo em sua voz que até mesmo escorria na saliva no canto de seus lábios. Não foi de primeira, não. Wolfgang franziu o cenho, encolheu os ombros e mordeu a boca, sua unha rasgando brevemente a pele de seu polegar num movimento suave, apenas para redirecionar sua ansiedade. Ele ouviu e guardou por muito tempo a informação, mas só fez sentido quando, cerca de dois anos mais tarde, descobriu em uma caixa receitas médicas. Clomifeno. Uma rápida pesquisa na internet lhe mostrou que o medicamento se tratava de um indutor da ovulação por meio da inibição do hormônio estrogênio. Sua mãe era infértil. E ele era o órfão.
“Deixa a criança aí, ele não vai entender.” — Ninguém dá importância ao que as crianças ouvem e ao que absorvem. A verdade é que, desde sua adoção e mesmo antes da morte de seus pais, Wolfgang sempre esteve presente. Nas conversas de seus pais, nas brigas de seus tios, nas reuniões de seu avô, nas rodas de conversas de suas tias. Com o tempo, passou a retrucar, passou a pontuar, passou a dizer. E foi assim que ganhou o grandioso carinho do poderoso Senhor von Heinrich. Não que realmente o quisesse, aterrorizado com a ideia de se tornar um órfão novamente.
“Agradecido pelo carinho que deposita em minha família.” — Apesar da verdade exposta nas palavras sentimentais de seu avô, havia algo em seu olhar afiado, predador, e sorriso presunçoso que desmentia tal. Wolfgang viu a cena se repetir diversas vezes, mais do que se imagina, menos do que gostaria, mas o suficiente para que finalmente entendesse, com um pouco mais de idade. Não havia carinho algum pela família deles, havia dinheiro e poder. Há dinheiro, poder, respeito e medo. Um dos quatro motivos sempre garantiu o livre ir e vir da família von Heinrich da maneira como queriam. Contudo, a dúvida sempre lhe brotava. Sendo um órfão, também tinha direito a tais caminhos?
“Sinto muito.” — Lhe disseram na noite que sofreram o acidente. O policial tinha pena em seus olhos enquanto lhe encarava. Mas a verdade é que nem mesmo conseguia chorar pela morte de seus pais, não. Havia visto a vida fugir de ambos, havia assistido de pertinho os bombeiros tentarem salvá-los desesperadamente dentre as ferragens, sem sucesso algum. E com um simples sinto muito, se tornava órfão, novamente.
“Eu não quero caridade na minha casa!” — Apesar do sangue, apesar dos machucados em seu corpo, apesar de ter visto sua mãe morta deitada no asfalto frio, nada disso fez parte do seu real trauma com relação ao acidente. Não, seu trauma estava nos gritos que ouviu seus tios e tias trocarem quanto a sua guarda — o indesejado. Seu avô foi aquele que lhe acolheu e mesmo assim parte da família atacou-o, questionando-o sobre seus motivos por trás, buscando maneiras de impedir. E assim Wolfgang entendia que talvez fosse melhor que tivesse permanecido um órfão.
“E o que ele seria se não fosse o NOSSO dinheiro, NOSSO poder?” — Wolfgang jamais seria reconhecido pelo que era. Jamais seria reconhecido pelos seus atos de nobrezas, por suas notas altas, por sua comunicatividade, pela rapidez de raciocínio, tampouco pelos milhares de elogios que professores e mestres dirigiam a si. Jamais teria as portas abertas por ser quem era, até mesmo porque não passava de um pobre órfão. Que teve a sorte de ser salvo por um ato de caridade de uma família rica.
“Você não faz parte dos nossos, garoto. Não deveria estar aqui!” — Pela primeira vez uma de suas tias se dirigiu a Wolfgang. Havia ódio, nojo e desprezo em seu olhar e ela cuspia saliva ao que proferia cada palavra com raiva e ele entendeu o que ela queria dizer. Todos ali eram férteis, muito férteis diga-se de passagem. Não fosse sua pobre mãe ser incapaz de um filho para chamar de seu, jamais teria se juntado à aquela família. Mas entendi, ele não pertencia ao local. Não, um órfão jamais faria parte de uma família como aquela.
“Conseguiu o que queria! Destruir nossa família! Finalmente conseguiu, huh?” — O que ninguém sabe do ato de coragem de Wolfgang é que o professor corrupto exposto por ele era uma de suas tias. Seu ato de corrupção? Aceitar propinas das mais variadas e sabotar seguidamente o próprio sobrinho. Seu ato não foi baseado só em senso de justiça, não. Havia ganho próprio em sua ação. Queria provar aos von Heinrich que ele não precisava do sobrenome deles para conseguir algo, um ato seu.















