Ankor deu um meio sorriso porque talvez fosse algo que ele deveria esperar mas estava tão envolto em sua própria visão que não percebeu o obvio, que Victor sentia exatamente o mesmo receio. Ele viu o mais baixo agir daquele jeito que o fazia parecer frágil ao ponto de questionar se o tinha nas mãos tanto quanto ele o tinha nas dele. e agora sua mente tentava contar todas as vezes que quis beija-lo mas não o fez exatamente porque não sabia se ele iria querer. Como quando acaba fitando os lábios dele e pensando no quanto ele podia ser irritante na mesma metida que podia provocar aquela vontade estupida toma-lo com violência, mais estupido era Ankor que achava que assim poderia acabar com aquela vontade e provar a si mesmo que ele era horrível, grande tolice, seus lábios pareciam terem sido tatuados com o nome daquele maldito homem desde a primeira vez que se atreveu a apenas provar. Agora queria beija-lo de novo, como da primeira vez que aquela ideia louca passou por sua cabeça e que o atormentou todos os dias seguintes. ❪ Victor. ❫ O chamou entre um pedido, queria que ele mantivesse o olhar em si naquele momento. Mataria todas as duvidas que os impediam de fazer todas as loucuras que queriam porque já não tinham perdido tempo demais? Com os olhos fixos nos lábios que queria deixar vermelhos pelo simples motivo de não conseguir parar de tentar faze-los seus até que o ar em seus pulmões acabasse. ❪ Eu quero que muito que me beije agora. ❫ Deveria estar vermelho agora, levando o próprio indicado a tocar o lábio inferior como se assim pudesse matar a vontade de que fosse a boca de Victor, sentir que era gelado antes de assumir a culpa de deixa-lo quente. ❪ E em todas as oportunidades futuras que você tiver de beijar. ❫ Era quase como jogar todas as cartas sobre a mesa só pra desistir do jogo e dita-lo como vencedor. Aquela vontade não tinha o deixado naqueles 7 anos que se conheciam nem mesmo com os 5 anos com Victor desacordado e duvida que em algum momento o deixasse. E era um pouco confuso porque quando o outro semideus acordou tudo que Ankor conseguia pensar era que talvez fosse o fim, que ele precisava por um ponto final e lá estava ele colocando uma reticências.
Não tinha mais idade pra joguinhos. Mas talvez seu coração ainda errasse as batidas como se fosse um adolescente. Ele esperava pela reação de Victor como quem dá um presente e espera deixar a outra pessoa feliz, mesmo que não devesse esperar ser retribuído porque sabia que podia ser unilateral. Entretanto ver o menor levar a mão ao peito e parecer ter dado tela azul o fez rir. ❪ Você tá bem? ❫ Perguntou realmente preocupado, não era exatamente sua intenção causar um ataque cardíaco, talvez só desestabiliza-lo porque gostava disso. O que isso significava? Ankor ainda não sabia. Era a mesma sensação de encarar a fotografia e tentar decifra-la, o que sentia por Victor? Porque isso mexia tanto com si? Flores desabrochando eram só flores ou algo mais? E se fosse algo mais o que faria com isso? Porque por mais que Victor parecesse o inexperiente com sentimentos e relações, Ankor também não era tudo isso, talvez fosse mais transparente e aberto mas ele nunca chegou a namorar ou passar da fase de flerte e ficadas. Mas por mais assustador que fosse ele queria muito todas as coisas clichês e super bregas. Deixou outro riso escapar pelo tom sarcástico usado pelo outro. ❪ Não é? ❫ As mãos grandes se tornaram inquietas como o que aquilo podia significar. Ele tinha gostado? ❪ Não fala sobre as plantas carnívoras! ❫ Resmungou se lembrando de quando toda vez que Victor o irritava uma surgir e Ankor não sabia lidar com elas, assim como não sabia lidar com os sentimentos que tinha por ele. Era isso que elas significavam então? ❪ Oh. ❫ Foi tudo que escapou dos lábios do Jeon. Entre uma expressão confusa como se tentasse assimilar ou digerir o que tinha escudado. Lindo… e especial. Assentiu em seguida porque, é, concordava com aquilo. ❪ Eu te deixei sem folego só com isso? ❫ Não conseguiu evitar perguntar entre um sorriso que beirava a clara provocação. O jogo tinha virado e ele gostava daquela posição. ❪ Você… ❫ sentiu as palavras morreram a medida que encarava o sorriso que Victor tinha nos lábios. Ele queria resmungar, repreende-lo, porque ele era o completo culpado do seu coração estar agitado, mas também não queria que ele parasse de sorrir quase como se fosse a paisagem mais linda que já viu e se sentia intimado a pintar. ❪ Você tá muito encrencado, sabia? ❫ Optou por dizer, porque talvez tivesse se dado conta da profundidade que era gosta de Victor. Também estava muito encrencando. ❪ Bom se acontecer, só não deixe que eu congele. ❫ Brincou.
O assistiu tentar achar as palavras certas ou colocar as ideias no lugar, quase cogitando a fugir talvez dizer que aquilo tudo era uma grande bobagem, mas não fez nada além de esperar porque se fosse pra ser um xeque mate então que fosse de uma vez, não prolongaria aquela tortura. E você faria isso, se tivesse a chance? Dividir sua vida… Comigo? De todas as pessoas… Agora fora a vez de Ankor perder as palavras, não porque ele não sabia a resposta mas porque dizer implicava em muita coisa que o deixava com certo medo, medo de perder alguém que gostava ou de acabar sendo magoado no processo. A risada que escapou de Victor o fez sentir um frio na barriga porque ele não sabia ao certo se era bom ou ruim. ❪ Seria muita loucura né? ❫ Uma péssima ideia. Mas ainda queria o fazer mesmo sabendo disso? ❪ Sim… ❫ Disse em um sobro quase sem força, tão vermelho que as madeixas deveria parecer mais brancas do que de fato eram. ❪ Sim eu faria isso com você. ❫ Deu de ombros como se não fosse nada demais e não estivesse surtando em assumir aquilo. Ou como se viu paralisado com as falas seguintes, os olhos um pouco arregalados porque nunca tinha visto Victor ficar daquele jeito antes e bom não era exatamente ruim, era só… ele parecia tão afetado que fazia Ankor querer apenas cala-lo com um beijo mas se manteve no mesmo lugar apenas escutando porque sabia que era importante. Fez pequena notas mentais: Victor gosta de andar de mãos dadas comigo. Victor gosta das minhas covinhas. Victor tem ciúmes de mim porque gosta de mim. Ankor sequer conseguiu esconder o sorriso ou conter a risada. ❪ Desculpa… é que… sei lá… você ficou muito fofo… assim. ❫ Um fato sobre Ankor: ele nunca levava Victor a serio. Mordeu o lábio inferior sabendo que era total culpado por aquilo mas tinha gostado muito de vê-lo falar tanto, não sobre baixarias, ainda que gostasse muito disso também, mas sobre seus sentimentos de fato sem que tivesse que adivinhar ou ler nas entrelinhas. ❪ Eu não sei. ❫ De fato não sabia as repostas pra aquelas perguntas. O que iria fazer? Não tinha achado que era uma possibilidade de fato e agora não sabia o que fazer porque não tinha se preparado pra aquilo. Eu não quero magoar você. Escutar aquilo… talvez tivesse causado um vendaval dentro de Ankor, ele precisou se envolver com os próprios braços pra tentar não desmoronar. Claro que ele não podia garantir que não o magoaria mesmo que não quisesse, era um risco que todos corriam não era? Mas… ❪ Nós podemos tentar? ❫ Então era isso que ele queria dizer? Era o que ele queria?
Os olhos se escondiam entre o largo sorriso, um pouco marejados talvez tivesse esperança demais tomando cada partezinha de si, assim como certa dificuldade em assimilar que aquilo estava acontecendo, como se a figura de Victor fosse desaparecer da sua frente a qualquer instante, tão assustado, implorando pra que aquilo não acontecesse e ainda assim sabia que nenhum sonho conseguiria fazer com que se sentisse daquela forma. O peito dolorido, as mãos tremulas e as ondas de calor que pareciam engoli-lo. Aquilo tudo era demais pra si e estava agradecendo por estar sentado porque se não cairia. Aquele homem… ele não deveria mexer tanto com seu subconsciente, ele não deveria afetar tanto o seu corpo sem sequer toca-lo, ele não deveria… mas ele fazia, Ankor sabia que só havia um culpado e ele não sabia se queria condena-lo, a não ser que isso envolvesse suas mãos contra aquela pele alva talvez com mais força do que deveria só porque precisava faze-lo sentir o quanto odiava o quanto ele o deixava louco, talvez também fosse culpado e queria ser punido implorando por mais. Se já mal conseguir lidar com aquele lado de Victor como sobreviveria a andar de mãos dadas e beijos de bom dia no refeitório. ❪ Tenho a impressão que você vai me matar. ❫ Murmurou rindo da própria sentença que se deu. ❪ E o pior é que eu morreria feliz. ❫ Morde o lábio inferior tentando conter outro riso, porque de fato não deveria estar tão feliz com isso, mas o tapinha que recebeu na boca o desmontou. E ele poderia só dizer que a culpa era de Victor mas usou o movimento pra entreabrir os lábios só pra fazer que alguns dedos entrassem em sua boca e os chupasse. E se estava sendo ousado demais era porque a pessoa em seu colo fazia com que chegasse naquele estado. E estava acostumado com aquela dinâmica, em como se irritavam até perder a cabeça em como ficavam excitados e saiam da linha ao ponto dos toques serem brutos, mas agora vinha um lado talvez mais delicado de Victor e gostava disso também, em como ele o tocava quase como se não quisesse nada além de fazer carinho, era uma mudança grande mas podia se acostumar com aquilo, na verdade poderia desejar mais daquilo quase como se quanto mais conhecesse Victor mais se visse perdido na ideia de faze-lo seu, não só por uma noite. ❪ Eu esquento você. ❫ Praticamente prometeu e os olhos brilharam entre uma pequena ideia. ❪ Podemos usar meias combinando. ❫ Era algo bobo mas ele queria, só porque achava fofo.
Sentir o corpo se arrepiando sob seus dígitos, o escutar suspirando e murmurando… aquilo era de deixar Ankor louco, arrastando os dentes pela pele só pra tentar conter a vontade porque ele tinha sentido tanta falta daquilo. ❪ Não? ❫ Claro que não acreditava naquilo, o sorriso escondido na curva do pescoço de Victor indicava isso. Que ele se fizesse de difícil, sinceramente aquilo só fazia Ankor querer mais. ❪ De jeito nenhum? ❫ A voz rouca e arrasta o deixou contra a orelha do menor, só pra em seguida brincar o lóbulo. Ele já sabia que não deveria dar corta porque Ankor sempre perdia a linha e ficava impossível, mas que culpa tinha quando Victor ficava tão gostoso daquele jeito? ❪ Tudo bem. ❫ Quase pareceu não fazer qualquer questão de que ele fizesse algo. Só pra se afastar com aquele sorriso convencido, que tentava esconder o quanto o outro o tinha nas mãos ou o quanto gostava quando ele era um pouco mau, era particularmente excitante. Mas não mais do que as falas seguintes. O jeito como ele disse, como se fosse a coisa mais boba e inocente do mundo e não algo que deixaria seu pau latejando. Só de imaginar estar dentro dele fazia um gemido se perder no fundo de sua garganta, xingando em um tentativa inútil de tentar saber como lidar com aquilo. ❪ Pakchinda! ❫ Praticamente rosnou. Os olhos negros encaravam a figura do menor. Sua mão em seu pescoço e o suspiro que ele deu por isso, fez Ankor precisar engolir a própria saliva. ❪ Você gosta disso não é? ❫ Deixou a voz se arrastar talvez irritado demais por gostar de mais de vê-lo gemendo e querendo mais. Um riso, talvez tão maldoso quanto o tapa que transferiu, lhe escapou ao ser xingado. ❪ Mianhe Yaegiva. ❫ Não sentia pena alguma de deixa-lo excitado, afinal era o que ele também estava fazendo consigo mesmo agindo daquele jeito, porém queria chama-lo daquela forma, só pra saber se apelidos carinhos tinham o mesmo efeitos que as ofensas. ❪ Mas não se preocupe, é minha culpa não é? Então eu devo cuidar disso. ❫ E tinha muitas ideias em mente como, só precisava definir por onde começaria porque ele faria questão de fazer tudo que tinham direito, só pra mantar um pouco da saudade que tinha, mesmo que achasse que isso não fosse suficiente porque tinha uma linha tênue entre os desejos e os sentimentos, na maioria das vezes Ankor tentava suprir o que sentia por Victor daquela forma, apenas transando mas agora todos esses limites pareciam ter sido quebrados e isso só intensificava tudo, ao ponto de se preocupar se seu coração aguentaria.
❪ Com seu pau? ❫ Provocou adorando a ideia e claramente ignorando a ameaça porque sabia bem o que ela significava. Descontrole. Excitação. Desejo. E quanto mais via Victor ficando daquele jeito mais queria provoca-lo. E sabia lidar com aquilo mas não com o beijinho em seu queixo, entre um suspiro que denunciava que queria mais, mesmo que estivesse atônito demais pra conseguir pedir. ❪ Eu sou seu. ❫ Murmurou de volta antes de sentir os lábios contra os seus e nenhum xingamento parecia conseguir definir como se sentia. As mãos tremulas seguravam o corpo do menor como se o mínimo espaço que existisse entre eles fosse enlouquece-lo. Deixou que a língua dele buscasse a sua, que se explorassem de novo mesmo já conhecendo o gosto, tão intenso que o fazia perder o ar facilmente, não se importava de parar desesperado por mais porque tinha esperado aquilo por tanto tempo que precisava senti-lo, só pra ter certeza que era real. Um gemido o deixado entre o beijo porque era tão bom, tão bom quanto se lembrava, tão bom que o fazia odiar aquele homem com todas as forças. E se já não bastasse isso sentir Victor rebolando foi o fim pra sua sanidade. As mãos desceram inicialmente apertando as coxas que o adornava e então subiram até apertarem a bunda, se acomodando ali porque gostava de guia-lo nos movimentos. Entre o beijo fez questão de morder o lábio inferior de Victor e suga-lo em seguida só pra voltar a prova-lo, queria prova-lo inteiro, queria senti-lo por inteiro. A respiração perdendo o compasso a medida que a fricção se tornava mais intensa, as mãos grandes adentrando a blusa só pra subir e descer as costas de quem o torturava só pra arranha-la com as unhas porque queria puni-lo, porque queria incentiva-lo, porque queria marca-lo. Quando as bocas se afastaram mesmo que minimamente pra que o outro sussurrasse foi que os gemidos deixar os lábios de Ankor com mais força, mesmo que ele se esforçasse pra não ser alto demais porque não queria que fosse interrompidos. ❪ Vou! Vou fazer exatamente isso. ❫ A voz um tanto rouca e falha pela respiração entre as palavras um pouco confusas porque não queria desfazer o beijo de jeito nenhum até que precisasse desesperadamente de ar. ❪ Eu vou meter em você até me pedir pra parar. ❫ O que duvidava muito acontecer e só de pensar naquilo já deixava a mente de Ankor nublada, precisando de dois segundos pra se recuperar. ❪ Não fala isso. ❫ Pediu entre a voz trêmula porque imaginar gozar dentro dele ou naquela maldita boca o deixa pronto pra ter um ataque cardíaco. E todo o sangue corria pra um lugar só, podendo sentir sua a ereção se forçando contra a calça querendo mais assim como a de Victor em sua barriga e queria se livrar daquelas roupas, e antes que fizesse isso ali mesmo na sala, segurou o menor se erguendo com ele sem tirá-lo de seu colo. As pernas e braços em volta do seu corpo enquanto as mãos o sustentando. ❪ O que acha da gente tomar aquele banho agora? ❫ Sussurrou mais uma vez contra os lábios dele antes de voltar a beija-lo. Já conhecia o caminho do chalé até seu quarto então sua atenção podia continuar em Victor ao menos até chegar na porta e precisar parar pra: Abrir a porta. Puxar Victor pra dentro. Trancar a porta. Voltar a beijar Victor. E dar um jeito de se livrar daquelas malditas roupas.
Tinha ambas as mãos segurando o rosto pequeno só pra rouba-lo aquele beijo com o mesmo desejo de antes quando estavam na sala, o único barulho de todo o quarto sendo o do osculo e mesmo que seu corpo estivesse pegando fogo, implorando por mais tudo que conseguiu fazer naquele primeiro momento era apenas sorrir, um pouco bobo só porque Victor estava. Ele finalmente estava ali! Ankor tinha passado tanto tempo com medo de perde-lo até mesmo quando o viu acordar, mas ele estava ali e só queria aproveitar cada segundo, beija-lo o quanto pudesse e fazer todas as coisas que tinham direito, mas não teria pressa alguma nisso mesmo que seus toques não fossem nem um pouco gentis ou calmos. ❪ Eu sei que não deu tempo de sentir minha falta. ❫ Ponderou entre a fala, a voz um tanto rouca e falha pela respiração ofegante e até abafada porque não tinha afastado os lábios. ❪ Mas eu senti e eu quero fazer isso direito. ❫ Deixou então os lábios de Victor só pra se aproximar da orelha do mesmo e sussurrar. ❪ Então antes, de eu te foder e encher com minha porra, eu vou te beijar por inteiro, tudo bem? ❫ Não esperou por uma confirmação antes de descer os beijos para o pescoço, entre mordidas e chupões que ele sabia que deixaria marcas mas estava gostando demais pra se importar em ser cuidadoso, enquanto descia as mãos até a barra da camisa que o outro usava só pra puxa-la, tira-la de Victor e o deixar exposto pra si porque ele queria descer com a boca por aquele corpo, queria escutar os gemidos que causaria e até mesmo a insatisfação por não ir direto ao ponto, porque queria que ele quisesse mais ao ponto de engolir o orgulho e implorar. ❪ Eu quero tanto você. ❫ Murmurou entre a voz arrastada, que quase soava como um resmungo. Os dedos em volta da cintura apertando a área um pouco enquanto o puxava contra si só pra sentir as ereções uma conta a outra e gemer baixinho. Era tão bom saber que não era o único excitado ali e a beira de perder a cabeça. ❪ Eu quero você de todas as formas possíveis entendeu? ❫ E sinceramente nem se referia apenas a todas as possibilidades de sexo que podiam fazer mas a ideia de que podiam ser mais que isso também. Parecia loucura. Aquele homem tinha o deixado louco. E não só por ter rebolado em seu pau. Ankor quase sentia falta de tê-lo em seu colo, mas queria fazer outras coisas antes de voltarem aquela posição. ❪ Quer que eu te chupe primeiro? ❫ Perguntou em um tom tão doce que nem soava tão baixo, mas que exatamente por isso teria efeito sobre o corpo do menor. Porque Ankor gostava de provocar e de deixar.
ao ouvi-lo chamar seu nome, victor tirou os olhos dos lábios alheios e subiu-os de encontro aos dele, esperando pelo o que ele tinha a dizer. e era justamente o que queria ouvir, a permissão expressa e as palavras claras que precisava para colocar um fim à distância entre os dois e beijá-lo de uma vez. no entanto, nada fizera. permaneceu fitando os olhos bonitos por mais alguns segundos ao que deixava as mãos caírem ao lado do corpo. então passou a esquadrinhar o rosto dele, os traços que já não conhecia tão bem. percebeu o tom rubro nas bochechas quando seu próprio dedo foi substituído pelo dele, criando uma cena bastante atrativa. a continuação da fala fizera com que os cantos dos lábios rosados repuxassem em um sorrisinho vitorioso, bastante satisfeito apesar de ser um gesto curto. por fim, victor deu um passo em direção ao maior, inclinou-se em sua direção como se fosse mesmo beijá-lo, mas apenas roçou seus lábios nos dele. ━━ anotado. ━━ murmurou então, afastando-se logo em seguida para correr os dedos pelos fios negros, longos, como se aquilo fosse uma desculpa válida. não era como se não tivesse custado cada gota de sua força de vontade agir daquela maneira, porque seu interior fervilhava de vontade de beijá-lo, de sentir o calor de sua boca e os braços ao seu redor enquanto o faziam, mas que graça tinha dar tudo de mão beijada? ankor podia encontrar algum alento no fato de que a frustração era mútua, talvez.
sim, victor estava bem. e assentiu de maneira a confirmar isso ao outro. só estava confuso. muito confuso com o motivo de ter ficado tão mexido com a foto, com o que ela significava, na verdade. estava tentando pensar com a cabeça que tinha antes de passar meia década na enfermaria do acampamento. pensando no tipo de relação que tinha com ankor antes de ser envenenado, que era basicamente dar nos nervos um do outro e descontar tudo em sexo depois, estava tentando encontrar a resposta para a pergunta que não queria calar: teria ficado igualmente mexido naquela época? a verdade é que victor tinha a resposta, só não queria encará-la. porque isso significava assumir que alguma coisa tinha mudado nos meses que passaram desde que tinha sido despertado. quando nada tinha acontecido entre os dois, além daquela aproximação forçada por sua condição e uma enorme estranheza entre ser bom estar com ele de novo, mas em um contexto muito mais sutil do que costumava ser, já que ankor não era mais o ankor que conhecia, que tinha em suas memórias. mas acabou tirado de suas memórias pela maneira como o outro resmungava, que o fizera rir. lá estava ele achando-o extremamente adorável de novo. ━━ eu gosto delas! são interessantes. ━━ devolveu, de maneira honesta. não tinha qualquer conhecimento sobre como cuidar de uma, mas o conceito delas era legal. victor viu-se, então, tentando reunir coragem para fazer um pedido. não sabia como podia ser interpretado por isso, mas mesmo assim queria arriscar. só que acabou interrompido por aquela provocação, que o fizera esquecer o que ia dizer. ━━ e está achando pouco? ━━ rebateu, arqueando as sobrancelhas em incredulidade quando voltou a fitar o outro. ━━ você fez um jardim botânico inteiro desabrochar por... por minha causa. ━━ a última parte ele disse tão baixinho que era possível que o outro nem tivesse escutado. não queria parecer presunçoso, porque ele não tinha dito com todas as letras que tinha sido por sua causa, só que tinha sido no mesmo dia que soube que estava vivo. mas, se ele estava mostrando, é porque as coisas tinham correlação, não? ━━ posso ficar com isso? ━━ pediu, referindo-se à foto. era isso que estivera querendo pedir. e somando isso ao comentário sobre estar encrencado, não podia concordar mais com a informação. victor mordeu o lábio inferior e evitou o olhar do outro. ━━ estou començando a perceber. ━━ respondeu, coçando a nuca para se ocupar com alguma coisa. ━━ você é quente demais, ia fazer a neve derreter ao seu redor e se safar. ━━ comentou distraidamente, rindo baixinho. sabia que era ele que era normalmente gelado demais, mas não era mentira que ankor era quente.
inevitavelmente, pegou-se pensando em tudo o que aquela resposta implicava. porque, como semideus, não tinha nenhum tipo de experiência com família. a sua foi, um dia, resumida ao seu pai. e sendo só pai e filho em casa, era difícil imaginar a vida com outra pessoa ali. victor, inclusive, dificilmente pensava em como seria a vida com a mãe dentro de casa quando era criança. e ainda como semideus, era difícil imaginar uma sequência lógica de acontecimentos. não dava para simplesmente namorarem, casarem, terem sua casa e fazer o que quer que pessoas casadas faziam, porque ser semideus era uma condição arriscada e imprevisível. só a ideia de fazer planos para o futuro parecia loucura. ━━ acho que terei que te fazer mudar de ideia. porque isso realmente é loucura. ━━ optou por dizer, mas em tom brincalhão. eles não tinham nada. era só um comentário sme um significado tão profundo, certo? certo? victor acabo não conseguindo convencer nem a si mesmo disso, mas também não queria começar a jogar fatos, incluindo o de que não teriam uma vida em paz em lugar nenhum, porque parecia muito com colocar a carroça na frente dos bois. primeiro, ele tinha que entender e aceitar o que era que estava causando aquele ímpeto de confissões que soltara e que o tinham corando violentamente enquanto olhava para o outro, esperando por sua reação, e então fazer alguma coisa a respeito. não sabia se era possível, mas pareceu que a onda de calor que tomava sua pele naquele momento tinha se tornado ainda mais forte, enchendo-o com a vontade de sair correndo para se atirar do primeiro penhasco que encontrasse. "nós podemos tentar?" foi aquilo que impedira que desse vazão às vontades e não saísse correndo. talvez aquela fosse a melhor maneira de tentar lidar com tudo, não? ter uma oportunidade de explorar a situação e colocar as coisas em seu devido lugar. por um instante, victor pegou-se receoso de como aquilo podia acabar. com ankor percebendo que só estava sensibilizado por conta de tudo o que tinha acontecido e que não gostava de victor tanto assim. então, não podia deixar de imaginá-lo nos braços de quem quer que fosse a pessoa que ele mencionara previamente, que estava fazendo o monstro ciumento que habitava suas entranhas se revirar de maneira incômoda. ━━ acho que sim... ━━ respondeu baixinho, dando de ombros. não porque estava indiferente à ideia, mas porque não sabia exatamente onde estavam se metendo afinal.
um segundo mais tarde, victor quase engasgou com a própria saliva. porque a ficha tinha caído e, puta merda, estavam juntos agora. ou algo assim.
━━ é... eu deveria mesmo te matar. ━━ rebateu prontamente, mas sem toda a intensidade com a qual resmungava normalmente, porque estava distraído. sua atenção estava, em grande parte, em seus dedos dentro da boca dele, em como o outro os chupava como se não tivesse noção do quanto aquilo estava perturbando a imaginação do menor entre os dois. e era isso que o enchia com a vontade de ter batido mais forte. queria até ter feito algum comentário a respeito, mas mesmo que tivesse os lábios entreabertos, não conseguia encontrar sua voz ou qualquer linha de pensamento racional naquele momento. e mesmo sendo puxado de um extremo ao outro em um curto período de tempo, não estava desconfortável. porque ainda assim era tudo muito íntimo, muito entre os dois e sobre os dois, aquela mistura do conhecido com o novo era intensa, mas era gostosa também. mais do que ele tinha esperado. de fato, explicava algumas coisas. ou, pelo menos fazia com que parecesse que elas tinham seu lugar em toda aquela bagunça. como ankor não questionar, sequer apontar o fato de ter acabado de falar sobre dormirem juntos. ele apenas respondera casualmente, tão natural que nem mesmo parecia que não era algo fácil de acontecer. sabia muito bem que gostava até demais de algumas coisas a respeito do outro, incluindo o calor de seu corpo e seu cheiro. e era justamente por isso que evitava passar a noite com ankor. de certo modo, ficar para passar a noite parecia mais íntimo do que as transas em si, então ele ia embora. seu chalé não era muito longe, de todo jeito. um cuidado que não deu em nada, porque ele tinha concordado indiretamente em passar a noite ali e tinha criado sentimentos por ankor mesmo assim. já dizia alanis morrisette, "and isn't it ironic?" ━━ quando eu acho que você não consegue se superar nas breguices, você sempre me surpreende. ━━ comentou, mas rindo contra a pele dele, antes de morder de leve a bochecha dele. nota importante: ele não tinha discordado das meias.
de fato, sabia que não devia dar corda porque ankor perder a linha implicava diretamente em victor perder toda e qualquer vontade de continuar resistindo, porque as investidas eram certeiras. ele sabia exatamente o que estava fazendo roçando os lábios e os dentes contra sua pele, deixando a voz rouca tão perto de seu ouvido. victor mordia o lábio inferior com força enquanto tinha os olhos fechados e a cabeça inclinada para o lado, dando ao outro todo o acesso possível ao seu pescoço. ━━ de jeito nenhum... ━━ tornou a teimar, mas inutilmente. fossem pelos suspiros escapando por entre as palavras ou a maneira como a voz denunciava o quão entregue estava, não havia qualquer resistência. e parecia simplesmente impossível adotar aquele método como provocação de novo, porque ouvi-lo praticamente rosnando e ter os dedos dele ao redor de seu pescoço alimentava uma parte sua que ankor tinha desbloqueado por conta própria, com tesão em coisas que pareciam só ter graça vindas dele, porque era um contraste muito grande com o que via quando tinham outras pessoas em volta. ━━ gosto. ━━ assumiu por entre um sussurro, mas só por conta do lugar onde estavam. ━━ sabe que me deixa com um tesão do caralho quando você acha que está no controle da situação. ━━ completou, rindo baixinho em seguida. resistência estava fora de sua lista no momento, mas confrontá-lo parecia igualmente divertido. só para ser desarmado pelo vocativo carinhoso. buscou pelo olhar dele enquanto tinha o cenho franzido em estranheza, como se esperasse que ele percebesse que tinha pronunciado alguma coisa de maneira errada, mas não se lembrava de ankor comentendo erros gramaticais em coreano. ━━ não deve nem ter uma hora que estamos juntos e já está procurando petnames para mim? há quanto tempo você estava querendo me chamar assim, hein? ━━ disse, aproveitando para provocá-lo a respeito. isso porque dava tempo de ignorar a maneira como o coração tinha acelerado só por isso. como parecia que haviam borboletas em seu estômago naquele momento. e nada daquilo deveria estar acontecendo.
com a resposta engraçadinha, semicerrou os olhos para o outro. ━━ não, o meu pau eu vou enfiar na sua goela até você engasgar e chorar. ━━ soltou, por entre os dentes, erguendo uma das mãos como se fosse dar um tapa no maior, mas não o fizera. a ideia não era ruim, mas acabou pego de surpresa pelo o que ouviu em seguida. de novo, ankor não estava se aproveitando do que victor dizia para fazer gracinha ou uma provocação. não, ele estava apenas respondendo com naturalidade, com assertividade, concordando como se victor estivesse apenas dizendo o óbvio. e isso o desarmava completamente. porque não tinha mais como tentar tampar o sol com a peneira de fingir que não via o que acontecia. alguma coisa tinha, de fato, mudado naquele tempo. com ankor esperando por notícias suas por todos aqueles anos, com todo o cuidado que teve consigo desde que acordara e ali, com tudo o que já tinham dito um para o outro naquela noite. victor ainda estava confuso com o andar das coisas, era novidade demais para absorver de uma vez, mas não estava assustado. de todas as coisas que sentia quando estava com ankor, não podia dizer que tinha medo. ele fazia tudo parecer mais fácil, ele trazia segurança e calma para o mundo tempestuoso e até caótico de victor. ouvi-lo dizer com todas as letras que era seu, fazia-o perceber que aquela ansiedade em seu peito tinha outro nome: euforia. e aquele beijo era o ápice de tudo. realmente, era o fim de uma tortura em particular, mas ao mesmo tempo parecia marcar o início de algo novo, um tipo de ponto de virada no que tinham vivído até então. era gostoso, era quente, era urgente, exatamente como todos os sentimentos fervilhando sob a pele morna de victor naquele momento. sentir as mãos alheias subindo por seu corpo, apertando-o e arranhando enquanto rolava os quadris contra oa dele só tornava tudo melhor - ou pior, dependendo do ponto de vista -. ouvi-lo gemendo por entre o beijo, por conta do que fazia, o excitava ao ponto de doer. seu coração batia tão forte que parecia que ia explodir. ou que iria gozar assim mesmo, apenas com dry humping e os sons vindos do mais velho. diante da afirmação, foi a vez de victor praticamente rosnar ao que subia uma das mãos para os cabelos alheios, puxando os fios sem qualquer piedade. queria-o tanto, tanto, tanto dentro de si que chegava a ser pecaminoso o nível aos quais seu corpo e sua mente tinham descido. ━━ não vou pedir para parar. ━━ rebateu, com a respiração igualmente sôfrega, tão descoordenado quanto o outro, porque também não queria desfazer aquele contato. ━━ eu quero você todo suado em cima de mim, exausto de tanto me foder. ━━ continuou, baixinho, sorrindo contra os lábios dele, meio sacana, meio delirante. sobre a pergunta seguinte, não ofereceu resposta verbal, apenas murmurou alguma coisa que parecia uma concordância, já que estava novamente muito investido no beijo para responder decentemente. tanto que senti-lo levantar-se sem nem mesmo tirá-lo do colo quase o distraiu. ainda assim teve tempo o bastante para pensar no quanto aquilo era sexy enquanto ajeitava as pernas ao redor dos quadris dele e os braços ao redor de seus ombros.
victor tinha mentido descaradamente ao dizer que não era ankor que tinha o comando da situação, porque ele tinha. porque victor gostava que ele tivesse. que o levasse aonde quisesse, que o manejasse como quisesse, que o tocasse como quisesse. por isso apenas tinhase deixado guiar, até estar novamente abraçando-o pelo pescoço, mesmo que agora tivesse que erguer-se na ponta dos pés para isso. não ouvir nada além dos ruídos do beijo enquanto estava no quarto dele era algo que realmente tinha sentido falta. era mais gostoso do que se lembrava. sendo puxado de seus pensamentos pela voz dele, estava novamente curioso com o que ele tinha a dizer e tudo bem, estava indo tudo bem até ele decidir sussurrar aquelas palavras em seu ouvido. victor rolou os olhos, mas era de tesão mesmo. ━━ puta que pariu, para de falar desse jeito! ━━ exclamou, quase suplicando àquela altura. um suspiro escapou de seus lábios, completamente rendido, antes de assentir em concordância. ━━ tudo bem. ━━ respondeu por fim, praticamente murmurando ao que tinha os olhos fechados. e os mantivera assim enquanto sentia os lábios dele descendo por sua pele, suspirando e gemendo sem qualquer controle com as mordidas e chupões, porque não se importava com as marcas que ficavam, gostava da sensação, de como ele o marcava deliberadamente, para que qualquer um visse no outro dia. àquela altura, victor estava se apoiando no maior, porque não podia confiar nas pernas completamente bambas, mas ajeitou-se de maneira a facilitar a retirada da camiseta. até porque repentinamente estava bastante consciente de si mesmo. não tinha mais de seis meses que tinha voltado a treinar e só metade desse tempo estava realmente pegando pesado, como fazia antes. seu corpo ainda não tinha voltado à forma de antes, não estava tão definido e firme quanto costumava ser. e só lembrou naquele momento que ankor ainda não tinha visto aquela mudança ainda, mas tentou ignorar a vontade de abraçar o próprio corpo em uma tentativa de se esconder. não que tivesse tido chance, com as mãos dele o puxando para perto, lhe dando a chance de voltar a apoiar as suas nos ombros dele de novo. mas victor não demorou a subir as mãos para o rosto dele, obrigando-o a olhá-lo. ━━ eu tô aqui agora. ━━ e não havia outro lugar no mundo onde preferisse estar. ━━ me faz seu. de todas as formas possíveis. ━━ completou, sendo firme, apesar de ainda falar baixo porque não havia distância o bastante entre os dois para que precisasse falar mais alto, de toda forma. ━━ é, eu quero. ━━ disse, mesmo que tivesse certeza que não ia durar. se já estava praticamente chegado ao ápice com o que tinha feito até então, quem dirá quando ele finalmente o tocasse. e, falando em toque, desceu uma das mãos do rosto dele para colocá-la entre os dois, apalpando a ereção que estivera sentindo contra si até então, sorrindo de canto antes de se ocupar em abaixar a própria calça e a cueca, suspirando de alívio ao ter a ereção livre do aperto que as roupas estiveram oferecendo. ━━ não pense que eu esqueci que eu disse que ia fazer com o meu pau na sua boca, viu? ━━ avisou-o, rindo por entre as palavras.