Fletcher queria poder dizer que ele tinha o histórico impecåvel e jamais era pego quando quebrava regras, mas não seria verdade. Ele veio de baixo, escapando dos aurores por entre frestas de dedos, constantemente lembrado que só não estava abaixo de Comensais da Morte. Entretanto, sinceramente, até alguns Comensais eram tratados melhor do que ele era pela sociedade bruxa. Bom, ele até poderia ser tratado assim se tivesse o sobrenome na lista das Sagradas Vinte e Oito. Como não tinha, aprendeu desde moleque a colocar a cabeça no lugar, ter humildade e aproveitar as oportunidades. Ele não podia se dar o luxo de tratar as pessoas mal, até porque seria contra-producente antagonizar qualquer pessoa dali, considerando a årea de trabalho dele.
Considerando tudo isso, quando foi pego quebrando o horårio de recolher por uma das professoras, segurou a boca para não falar nada. Como aceitou sem protestar a detenção, foi colocado em serviço voluntårio obrigatório na organização da biblioteca. Era até bom, se ele fosse pensar, porque assim conseguia conhecer mais pessoas, e mais pessoas era sinÎnimo de mais dinheiro.
â Me desculpe pela demora, faz um tempo que esses livros nĂŁo sĂŁo locados e eles acabaram cochilando na prateleira. Demorou um tempo pra conseguir fazer esses caras saĂrem de lĂĄ, mas eu nĂŁo culpo eles por isso. â Fletcher se aproximou da pessoa que ajudava com os livros em mĂŁos, que ainda pareciam meio relutantes em serem manuseados. Tinha um crachĂĄ preso em seu uniforme da Sonserina, com seu nome, Otabek Fletcher, e o cargo âbibliotecĂĄrio voluntĂĄrioâ. â VocĂȘ quer mais alguma coisa?















