Eu não sou a melhor amiga de ninguém. Nem a pessoa preferida de conversar, nem a boa companhia de um dia de domingo. Eu não sou a opção de alguém, para desabafar ou até confortar.
Em muitas situações sou ignorada, esquecida e/ou deixada como última opção.
Me pergunto se existe algo em mim que faz com que as pessoas se afastem. Por que não é possível! Eu sou uma boa amiga eu sei que sou. Mas as pessoas preferem as falsas, manipuladoras que sugam tudo que há de bom. Felizmente eu não sou essa pessoa.
Mas só vejo esse tipo de pessoa se sair bem. As vezes eu queria ter alguém por perto, você sabe pra rir comigo, chorar comigo, sair comigo e quem sabe passear. Mas creio que é pedir muito.
Eu tô tentando me acostumar a ser uma pessoa só. A ser uma pessoa que ri sozinha, chora sozinha, sai sozinha e até passeia sozinha . E tento ver o lado bom disso. É libertador e triste ao mesmo tempo.
Libertador por que se sente livre, sem precisar ter alguém ali do lado, você começa a saber lidar com as coisas sozinha procurando sempre se priorizar. E é sempre bom ter sua própria companhia. Você se conhece mais. Nunca é tarde demais.
É triste por que nem sempre você consegue lidar com as coisas sozinha. Nem sempre você tem força pra passar por algumas coisas. Os seus escapes não são mais escapes. Tudo perde a graça e a vontade vai se embora pra longe o que sobra é só o enorme vazio no peito. E é duro, viu saber lidar com esse vazio.
Ele corrompe tudo, ele faz você se sentir a pior pessoa do mundo, te faz sentir bem pequenininha, faz ver as reais intenções das pessoas que você confiava, você passa a perceber coisas que antes não percebia.
Tipo fulano não gosta de você. Por que fulano tá na esquina da tua casa com os amigos e nem pra te chamar. Mas por que será? Por que você não é uma boa companhia, por que você lá ou aqui não faz diferença. Na verdade nem se deram o trabalho de chamar nem por educação.