Go get your shovel
And we'll dig a deep hole
Tô bury the castle, bury the castle!

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Tô cansado! Serião
Cara na moral, às vezes achoq eu minha vida é uma eterna pegadinha do malandro, ou do Silvio Santos, Sabe?! Puta que Pariu mano! Não pode ser possível! É uma desgraça atrás da outra e eu não aguento mais isso não!
Fui pra Cuiabá agora para a Capacitação que teve do Estado no início de março. Pois bem, primeiro que eu nem poderia ir de carro apra ter direito ás diárias do município, mas consegui conversar e abriram uma exceção, já que devido a capacitação ser durante toda a semana precirava levar Pipoca Gabriel comigo. Então eu fui, bem de boa, cheguei lá, durante toda a semana fui de ônibus: primeiro porque era a opção mais barata, e segundo para garantir que eu não iria ter o azar de alguém bater em mim né?! Ce sabe que eu não tenho sorte na vida, e nunca tive.
Abrindo um parêntese importante (pois não escrevi sobre isso aqui): lembrando que de outubro até dezembro fiquei sem carro porque bateram em mim aqui em Sinop. E já fiquei dois meses sem carro, adivinha, só me fudendo, porque esse é o script da minha vida parece!!!!
Aí to eu voltando, na estrada de Acorizal, o cara me bate na bosta da minha traseira. Deixa eu explicar. Tem uma parte que tem algumas vilinhas e tem alguns quebra molas. Em um desses quebra molas, estávamos em um fila que tinha um caminhão à frente, e o caminhão passou beeeeeeem devagar, fazendo com que nós carros que estávamos na fila parássemos literalmente. Só que quando o caminhão passou a lombada e começou a andar tinha que esperar os carros da frente andarem para eu andar, e a anta que estava atrás de mim andou e bateu em mim.
Como sempre, fiquei só o ódio né?! Pensei comigo "Que inferno!!! Não pode ser!" Mas foi. Vi que arranhou a lataria do parachoque traseiro e fez algumas marcas da batida sem comprometer muita coisa, até visualmente tranquilo. Menos mal pensei eu, e depois segui viagem.
Só que a vida não podia me deixar sem nenhum arranhado nessa desgraça né. Tô eu chegando, já dentro da cidade de Sinop, bati a DESGRALA DO CARRO!!!!! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Tem uma parte na entrada de Sinop que está meio que duplicado e ao, mas pelo visto só algumas partes, e eu já cansado de 7 horas de viagem, doido pra chegar em casa, pensei comigo vou pegar a pista da esquerda e chegar logo em casa, pois peguei um trecho com um caminhão pesado que tava lerdo pra caralho. Aí fui pra pista da esquerda, e DO NADA, sem aviso nenhum me acabou a porra da pista da esquerda só um cone sinalizando quando acabou, e que eu não consegui ver de longe.
No fim das contas, eu fui em direção ao cone, e bati nele. O cone obviamente regaçou a porra do meu parachoque da frente. E vou ter que gastar mais sei la quantos mil para arrumar essa desgraça desse carro de novo!!!!
Eu de verdade não sei se aguento mais essas rasteira que PUTA QUE PARIU! Serião, você quer saber: NÃO AGUENTO MAIS! Na moral, o planejamento de voltar para a terapia para tentar cessar minhas crises depressivas, agora vai se tornar em nada mais nada menos que arrumar a desgraça do carro que eu preciso pra sobreviver e ter condições de trabalhar nessa desgraça dessa cidade!
Quer saber? Eu to CANSADO cara. Na moral. Parece que nada dá certo pra mim! NADA. Ou melhor, parece que TUDO dá errado pra mim. Eu não tenho um mês de sossego, de paz de qualquer caralho que você quiser chamar. E se você quer saber eu tô é cansado pra caralho de viver assim, porque, na rela, faz nem mais sentido isso aqui não!
OLD!
Que o ano seja bastante musical...
Segue, que vem aí em 2026! #Peace
even if I have to bloom out of the ruins of who I used to be

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Não posso continuar me isolando
Não posso continuar me isolando
Repito
Não posso continuar me isolando mais
Não posso mais continuar me isolando
Mas não posso continuar
Isolado
Sanity, why must you make a fool of me?
You've been a friend to me, now I think we're enemies!
Tenho reparado que às sextas feiras bate uma deprê. E tem batido forte... 😕
A once-in-a-lifetime shot — the moon perfectly framed by a rainbow. Caught at just the right time. 🌈 🌕
I don't believe in him.
I feel there is something wrong and I'll find out what it is. It's only a matter of time...
Lord, help me out!

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E a sensação de estar sendo traído não passa....
Coisa da minha cabeça ou realidade?
Em breve.
Full Moons of 2024
Que sempre seja/haja tempo
Pra Colorir a vida de coisas boas
Çokorro

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Aceitação
Cara hoje durante a manhã eu amanheci com uma música da igreja na cabeça. A música diz: "O Senhor é minha luz e salvação de quem terei medo, o Senhor é a segurança da minha vida, A quem eu temerei?"
Enfim, tendo cumprido as minhas tarefas, ou parte delas, coloquei a música para tocar e cantar junto. Chorei em dado momento. É muito louca a sensação sabe?! Ao dizer louca quero dizer ambígua, e para falar bem a verdade, trágica.
Quando coloquei a música quase que lembrei a letra automaticamente e fui cantar. Achei que cantei bem e minha voz parece até já ter se moldado à melodia e sabia como que naturalmente as nuances melódicas e técnicas. Agora mesmo, enquanto escrevo, coloquei a música de fundo para registrar isso tudo. Enquanto cantava diversas memórias vieram à minha cabeça de como era à época em que vivia e cantava essas verdades. Até a coreografia eu lembro amores!
Posso ser sincero? Lembro de mim dançando essa música muitas vezes. Eu sabia a coreografia, dançava a frente e ensinava outros jovens. A lembrança não é confusa. É certeira. E o sentimento é de felicidade. Cara, que merda! Como eu era feliz fazendo aquilo. Como aquilo fazia sentido pra mim. Como aquilo me enchia de uma alegria descomunal que se estendeu no tempo até me tocar aqui, hoje. E pensei, porra como eu era feliz nessa época. E pior que eu era mesmo. Era genuíno.
Me lembrar dessa felicidade, tão grandiosa e tão distante, me fez ficar triste por não tê-la mais nessa proporção na minha vida. E eu pensei, poxa mas se eu era tão feliz o que foi que aconteceu de errado? E também lembrei vividamente: EU! Apesar de me sentir muito feliz nessa vivencia, eu também estava reprimido nesse momento da vida. À medida em que eu me sentia alegre naquele momento na igreja, eu sabia que na verdade eu não era acolhido de fato. Afinal não podia ser quem eu era/sou de verdade.
E então, com o tempo me afastei porque não fazia sentido mais. Mesmo tendo uma experiência espiritual para além da religião, seus dogmas, normas e regras, sentia que não conseguiria me manter neste embate entre as expectativas religiosas e minha sexualidade mesmo, você me entende? E, sendo bem realista, não seria capaz mesmo de suportar esse sofrimento que iria me adoecer mais ainda do que me adoeceu, chegando a quase cindir da realidade nesse embate moral.
Mas sabe porque é triste? Porque hoje não consigo mais acessar esse canal. E eu não to falando do canal da espiritualidade, ele também mas não é disso que to falando aqui. Eu não consigo mais acessar esse lugar de alegria, contentamente, empolgação, vida, felicidade.
Deixa eu explicar melhor trazendo a música. Se eu dissesse que enquanto ouvia a música eu pensei algo como, "porra eu era feliz nessa época como nunca fui depois e também não sou agora", você conseguiria compreender do que eu tô falando? Porque seria exatamente isso! Cara, ao ouvir essa música eu me lembrei do fato de que eu nunca mais me senti alegre, jubiloso, contente como um me sentia nessa época. Novamente pensei: onde foi que deu errado?
Até porque eu também sei que não seria simplesmente voltar a esse lugar, pois ele também NÃO ME CABE MAIS (PONTO DE EXCLAMAÇÃO)! Não estou ignorando o fato de que essa alegria também vinha com esse não acolhimento, do outro lado da moeda. A não aceitação de quem eu sou, da minha forma de amar, o julgamento, desprezo, opressão que foi e será algo que estará associada a esse momento dentro da igreja. Até porque hoje em dia eu nem consigo conviver muito com pessoas que tem essa questão religiosa forte porque me faz me sentir furioso e enraivecido com as opressões e até as burrices reproduzidas.
Contudo, o que quero ressaltar é isso: não dá pra negar de que eu fui feliz! Porra, e como fui feliz!
Mas é nesse ponto reside a tragédia da situação, ou pelo menos é assim que eu sinto e que percebo no momento. Se eu não era feliz porque de fato não podia ser eu mesmo, não era acolhido e de fato aceito, por que, agora, também não consigo mais acessar essa alegria, essa vontade de viver, esse contentamento? Qual a equiparação disso em termos de vantagem? Qual a justiça nessa merda de vida?
Recentemente, em vários momentos tenho me perguntado se um dia me sentirei feliz novamente. Como ou o que posso fazer para sentir a alegria nessa quantidade como me sentia quando me lembro de mim dançando com os jovens, conduzindo os grupos de jovens, cantando e sendo espontâneo na medida do possível. É claro que gostaria de ser feliz nessa proporção, mas nem sei se acredito que isso seja possível mais. Na real, eu até aceitaria menos se eu pudesse ao menos vivenciá-la.
A tristeza tem marcado presença majoritária e se feito protagonista. Seja me lembrando de quanto eu já fui feliz ou mostrando que hoje eu não o sou.
Ficam pra mim algumas perguntas: qual o preço da aceitação? O que ela trouxe pra mim? O quanto estou repetindo comigo mesmo a não aceitação que vivi e aprendi nesses espaços? E, mais duro, porque eu me sentia em grande parte alegre e feliz lá, mesmo não sendo aceito? Será que eu realmente estou num lugar de aceitação de quem eu sou?
Quase sempre sinto vontade de me afastar de tudo e de todos. Volto a sentir a disforia com relação a quem sou e minha vida. Como se olhasse pra tudo e não me reconhecesse. Mas ao mesmo tempo, reconheço com facilidade, que a vida está como está, é responsabilidade minha.
Não há ninguém pra culpar além de mim!