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@thxscorpicn
bcnningficld:
Henry não podia acreditar no que os Thorn estavam fazendo. Persuadir casais a se apaixonarem para então elevarem o valor até mesmo das joias mais baratas? Duvidava que, mesmo com os prejuízos, qualquer um naquela família teria de viver na pobreza ao fim da temporada. Mais uma vez: o que havia acontecido ao romantismo? Aquele momento pedia por um herói, um devoto — secreto — de Diniel. Henry aproximou-se de um grupo de pessoas, abrigadas do frio na sala, e se pronunciou: “Pois eu não permitirei que o romance morra por conta desses tiranos. Posso completar as dívidas dos casais necessitados, tudo que peço em troca é sua história de amor.”
❝ — No puede estar hablando en serio ¹ ❞, e Scorpius bem que tentou segurar a risada que se formou na garganta ao escutar o discurso meloso e dramático do Benningfield, o que resultou no som de um riso engasgado que ele logo disfarçou com mais um gole do destilado que bebia afim de se manter aquecido naquele frio absurdo. Que não houvesse erro;; o principe até que gostava do adoriano. Claro que haviam inúmeras vezes que se pegava questionando as faculdades mentais de Henry — aquela sendo um belo exemplo —, mas ainda assim gostava. ❝ — Easy there, Icarus ² ❞, revirou os olhos antes de se dirigir aos outros, que agora escutavam atentamente. Ah, Savannah ficaria lhe devendo uma. ❝ — O que o meu amigo aqui quis dizer é: sua tocante história de amor, assim como uma troca de favores no futuro. Coisa boba, é claro — apenas uma pequena colaboração em se livrar de alguns presuntos, talvez precisar esconder um carregamento ou outro de medicamentos na casa dos pombinhos. Nada que não valha a pena pelo amor, não é mesmo? ❞, declarou, animado, como se tudo aquela fosse realmente uma oferta imperdível, antes de, por fim, dar de ombros ao acrescentar: ❝ — Agora, se acham isso demais, talvez devessem ir atrás do grandão louro — you know, aquele com uma agradável cara de constipação eterna. Acredito que os juros dele sejam mais acessíveis aos senhores ❞, e, dessa vez, nem tentou conter a risada quando a grande maioria rapidamente se dispersou. ❝ — No hay de qué, mi amigo ³ ❞
itsleere:
A provocação teria sido o suficiente para escandalizar metade das jóias, e magoar outra metade, mas Laoghaire gostava daquele tipo de humor. Era uma utilizadora assídua de sarcasmo e adorava o ar de rebeldia que transmitia ao alfinetar alguém com um pouco de humor. O sorriso da ruiva escapou e ela deu de ombros, como se não se importasse de congelar, de fato. — Prioridades, certo? — Ela devolveu a pequena risada que soava mais como uma lufada de ar do que com qualquer outra coisa. Ela encarou o casaco por alguns segundos, o ato era um tanto indecoroso, mas a Sra. Culpepper poderia perdoar aquilo em prol de um bom pareamento, certo? — Ou do vestido, isso é o mais preocupante. — Ela riu da própria desgraça, aceitando por fim o casaco. — E o senhor? Veio pelas luzes ou pela esperança de congelar também?
— 𝕗𝕝𝕒𝕤𝕙𝕓𝕒𝕔𝕜. ❝ — E a senhorita, ao que parece, já tem as suas em ordem ❞, o moreno observou, o tom desprovido de qualquer sinal de repreensão. Na verdade, havia um brilho quase divertido em seu olhar conforme observava a Byrnes;; satisfeito por encontrar alguém que apreciasse um pouco de humor ali. ❝ — Definitivamente. Mas, se a convivência com minha irmã me ensinou alguma coisa, acredito que você ainda pode ficar um pouco mais azul antes disso chegar a ser um grande problema ❞, e decerto que ele poderia se lembrar das intermináveis ladainhas de Ara sobre cores e texturas de vestidos. Era o tipo de assunto que ela poderia facilmente se estender por horas a fio — ainda mais se estivesse acompanhada de tia Verena. Contudo, o sorriso espirituoso que ostentava estava ali para denunciar a brincadeira por trás da fachada mal posta de seriedade. O questionamento acabou por arrancar uma risada sonora do herdeiro. ❝ — Acredite, comparado a alternativa, congelar parece até algo bem mais aconchegante de se fazer. No entanto, eu vim aqui justamente para conversar com ela ❞, a resposta veio acompanhada de uma breve oscilação dos ombros largos à medida que o rapaz levantou o olhar até o céu estrelado por alguns segundos. Não havia lhe passado despercebido o quão estranha aquela afirmação poderia soar sem nenhum contexto, porém, tampouco tentou corrigir aquilo. Scorpius já havia sido acusado de gostar de causar, e prova disso talvez se encontrasse na forma como apenas repousou o olhar na ruiva mais uma vez, curioso para ver qual seria a sua resposta a isso.
princessavannah:
Benningfield estava sozinha — o que era incomum para alguém que apreciava estar rodeada de pessoas, tagarelando incansavelmente. O seu humor, sempre tão eufórico em bailes, estava mais sóbrio naquela noite — mesmo que houvesse tido algumas conversas que deixaram-na animada momentaneamente, todavia, voltando para a mesma posição inicial: pensativa e distante. E agora possuía em mente a traição para com Henry. Como ela poderia ter se deixado levar por Andrew Hybern que constantemente humilhava o próprio irmão às suas costas? Estava furiosa consigo mesma e pronta para mandar Hybern para todos os lugares imagináveis por uma dama que aprendera que palavrões não deveriam ser proferidos; todavia, assim que tomara a decisão de sair, alguém se aproximara. “Ótimo” — a acidez na fala da princesa denotava seu descontentamento com a visão que tivera, fazendo-a virar novamente no banco a qual utilizava, fingindo não vê-lo apenas por dois segundos. Scorpius Brunelleschi era a última pessoa que ela precisava naquela hora. Poderia ser Conny, ou Coraline bêbada e alucinando; quem sabe até Davina! Estivera evitando a Ônix enquanto pensava em como se aproximar. Qualquer um valia. “Não lembro de ter lhe presenteado com o primeiro.” Voltou-se a fim de encará-lo, confusa com o fala do príncipe sobre já ter utilizado força física para parar com suas infindáveis implicâncias; algo que não fizera, mesmo que considerasse diversas vezes. “Missão de paz?” O questionamento viera com seus olhos estreitando-se com a frase alheia, indagando-se o que ele fazia ali. Por fim, tendo como base todas as interações com o outro, Nanna apenas se virou de costas. “Olha, se quer um alvo para suas brincadeiras, procure outra pessoa, Brunelleschi. Eu não estou interessada.”
— 𝕗𝕝𝕒𝕤𝕙𝕓𝕒𝕔𝕜. A verdade é que, apesar de Benningfield ter motivos de sobra para estar irritada com Scorpius ao menos até onde ele pensava, ela ainda era uma princesinha mimada. E ele havia crescido com dois fortes exemplos de princesas mimadas — que ainda dispunham de gênios bem mais fortes que o dela para acompanhar —, de modo que praticamente fazia uma checagem na lista mental das possíveis reações da morena. Ironias ácidas? Check. Recusa em reconhecer suas presença? Check. Olhos revirando? Check, mas no caso eram os seus. Será que ela conseguiria ser tão criativa quanto Ara quando chegasse na parte das ameaças. Até mesmo a negativa sobre ter lhe dado o tapa fora esperada, contudo, quando Savannah enfim se virou para encará-lo — permitindo lhe só então poder olhar bem para sua face — as palavras do príncipe preparava para rebatê-la morreram em sua boca ao passo que as sobrancelhas eram erguidas e os olhos, ligeiramente arregalados. Em sua mente, as memórias da tapa tomavam nitidamente e era só então que Brunelleschi notou que algo ali simplesmente não se encaixava. As feições da garota a sua frente e a que o estapeou dias atrás não se encaixavam! A observava, assombrado, sem de fato processar aquilo que ela falava, e, quando Benningfield se virou, a sua única reação foi se sentar prontamente na cadeira ao seu lado. O embrulho que trazia consigo fora deixado sem muito cuidado sobre a outra cadeira vaga antes que suas mãos buscassem pela destra feminina, alisando a experimentalmente;; os olhos ainda presos nela como se tivesse acabado de escutá-la explicar um dos teoremas de sua mãe com detalhes. Se bem que Savannah falando sobre astrofísica faria muito mais sentido do que aquilo. ❝ — Não foi você que me bateu ❞, a constatação chegava a lhe soar ridícula, mas não havia outra explicação. Cabelo poderia ser cortado, mas certamente não poderia voltar a crescer tanto em tão pouco tempo;; e aquela mão era macia demais, não parecia em nada com a mais calejada que o acertou — sem mencionar que ela jamais havia sido uma atriz tão boa assim para falsificar aquela confusão genuína, mas Brunelleschi não entraria nesse mérito. ❝ — Como é possível que exista uma garota com a sua cara andando por aqui?! ❞

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takecxntrxl:
+ ✧ · ˚ . Poderia mentir dizendo que havia sonhado com Scorpius, ou que passou os últimos dias pensando tanto nele que chegou à perder a fome. Talvez fosse uma boa forma de se mostrar interessada, até demais, no outro, mas sabia que com ele o jogo seguia outras regras. Ele mesmo se demonstraria desinteressado, por puro charme, quando na verdade a diamante já tinha certeza de que o comprador a desejava mais que tudo. Ela também o queria, e por isso tinha feito sua breve pesquisa sobre o moreno misterioso, até implorando para Jasper algo que pudesse presenteá-lo, recebendo a autorização de tomar uma garrafa de vinho para o fazer. Desta forma, aguardou pelo melhor momento para se aproximar de @thxscorpicn aos pés da árvore, agachando-se para que pudesse tomar em mãos a garrafa com um laço, finalmente dirigindo-se à ele. ❛ Para o senhor. Espero que tenha se lembrado de trazer o meu presente, também. ❜ Arqueou uma das sobrancelhas, estendendo-lhe o recipiente e então apontando discretamente para um dos embrulhos à seus pés. ❛ Seria aquela caixinha vermelha? ❜
Era inevitável que um sorriso discreto e quase nostálgico tomasse conta das feições definidas do Brunelleschi conforme este observava a árvore ricamente decorada no centro do salão. Diferente da maioria ali, talvez, Scorpius havia tido o privilégio de crescer em uma casa que tinha uma árvore ainda maior e mais bonita que aquela, com a qual todos os anos ele, os irmãos e os primos eram incentivados a decorar, como uma tradição. Era, portanto, difícil observá-la sem recordar se nitidamente desses pequenos momentos compartilhados com a família — como, por exemplo, vez que ele e Hércules acabaram quebrando o enfeite favorito de sua mãe no meio de uma briga ou então de Ara falando que era óbvio que ela deveria colocar a estrela de Vaeil já que ela era a verdadeira estrela da família. Os pensamentos, contudo, foram interrompidos assim que notou a aproximação de Charlotte, a quem o herdeiro recepcionou com um de seus característicos sorriso de canto. ❝ — Para mim? É eu achando que tinham dito que era para os compradores darem os presentes hoje ❞, ecoou, apenas ligeiramente surpreso, arqueando também uma das sobrancelhas conforme recebia o embrulho, vez que não esperava por este. Fora quase um desenvolvimento sobre humano não revirar os olhos diante a palavra “compradores” e a ideia absurda e retrógrada que a acompanhava, no entanto, o tom se tornou mais ácido ao pronunciá-la, ainda que de maneira quase imperceptível. ❝ — Ou será que você está pretendendo dar um lance em mim, cariño? Se este for o caso, acredito que eu valha o preço de duas esmeraldas. Pelo menos sempre se referiram ao meus olhos como tal ❞, acrescentou com uma suave oscilação de ombros, os olhos brilhando com aquele ar de travessura ao findar a frase com um piscar conspiratório. O som fraco de uma risada abafada deixou seus lábios ao acompanhar o movimento feminino com o olhar até a tal caixinha, ❝ — Talvez sim, talvez não. Façamos o seguinte; por que não deixamos este senhor de lado, finalmente, e vamos assistir aos fogos enquanto dividimos esse meu presente? Ai, quem sabe, eu não lhe entrego o seu ❞
Os olhos castanhos se repousaram sobre a figura de @cantyperguntou e Scorpius não pôde evitar estudá-la, verdadeiramente impressionado. Mesmo há uns dois metros de distância, as diferenças entre Rosário e Savannah, ainda que assustadoramente sutis, agora lhe pareciam claras como o dia. Decerto Brunelleschi não parecia ser do tipo que se atinha aos detalhes, no entanto, poderia se dizer que os detalhes se atinham a ele. Era simplesmente como acontecia;; desde que se entendia por gente, tudo o que via ficava registrado em sua mente, de maneira vívida e perfeita — as maravilhas de se ter uma memória eidética. De modo que, naquele momento, o rapaz não sabia qual dos dois fatos o chocava mais: a semelhança sobrenatural entre as duas ou o fato que ele não havia notado logo no inicio. ❝ — Senhorita Davina Rosário, a ônix e aparente doppelgänger da filha do governado Benningfield ❞, anunciou a sua presença ao enfim se aproximar da morena, ainda incapaz de desviar o olhar da mesma, ❝ — Scorpius Brunelleschi, amigo de Savannah. Mas acredito que já nos encontramos recentemente, estou certo? ❞
Pelos dias que se seguiram após o tapa levado, uma certa apreensão tomou conta de Scorpius, por mais que ele tentasse fingir que não. As implicâncias com @princessavannahhaviam começado quando ele era novo — se para testá-la ou se divertir as custas dela, ele não saberia dizer —, de modo que elas agora pareciam ditar a dinâmica do relacionamento deles. Algumas vezes ele tendia a perder a linha e ir mais longe, contudo, em momento algum dizia nada em má fé, buscando fazê-la odiá-lo. Se fosse sincero, ele gostava da adoriana — não o suficiente para se casar ou iniciar um relacionamento com ela, é claro, mas gostava. Portanto, durante esse intervalo de tempo, acabou procurando por maneiras de se desculpar propriamente por aquele momento que ainda julgava ter compartilhado com a Benningfield. E com a aproximação do Vaeil, acabou por juntar o útil ao agradável e logo uma ideia veio em sua mente. ❝ — Será que posso me aproximar sem levar um outro tapa? ❞, o moreno questionou no lugar de uma saudação, o tom calmo e brincalhão de sempre , conforme se aproximou das costas dela. ❝ — Palavra de escoteiro que venho em missão de paz ❞, o sorriso de canto já denunciava a brincadeira, ainda assim ele ergueu a destra como em sinal de juramento enquanto mantinha a canhota escondida atrás do próprio corpo.
Are you confusing me?
Os lábios do Brunelleschi se ergueram em um sorriso debochado conforme a fitava. Quer prestasse um pouco mais atenção, teria notado as diferenças entre Savannah Benningfield e Davina Rosário que, para alguém como ele, deveriam ser gritantes. De fato, parecia haver algo de diferente em @princessavannah quando se aproximou desta, com aquela típica pose de implicância que costumava reservar para esta, no entanto, apenas as deixou de lado, julgando ser mais algum dos muito teatros da filha do governador. Jamais passaria por sua cabeça que poderiam existir duas pessoas tão parecidas fora de alguma daquelas histórias de romance sem pé e nem cabeça de Ara. ❝ — E como é que eu poderia confundir algum dia confundir a minha cara metade dessa maneira? Principalmente quando já tenho tantos planos para nosso casamento. Spoiler alert: todos envolvem eu, você e um estilo de vida mais rústico e simples. Sem todas essas pomposidades que tenho certeza que você detesta ❞, retrucou em clara provocação, ao passo em que se permitia aproximar-se ainda mais da morena e gesticulava com a destra, indicando o espaço a volta deles. Honestamente, sabia que não deveria implicar tanto assim com a Benningfield, mas havia uma diferença entre saber e o fazer. Claro que quando esta se virou sem hesitação alguma e apenas lhe respondeu que “compradores da laia dele costumavam buscar suas noivas nas esquinas de Adoria, aproveitando que a consumação prévia do casamento vem no pacote”, o surpreendeu por alguns segundos antes do sorriso se alargar. Quem diria que Savannah finalmente estava arrumando garras. ❝ — Ora, ora, ora. E como é que uma princesa tão delicada como você sabe desse tipo de coisa? Não me diga que já está tendo esse tipo de pensamentos comigo, amorico. Alguma fantasia tórrida particular que gostaria de dividir? ❞, e ele apenas se deu conta do quão longe tinha ido quando sentiu o corpo ricochetar para trás após a mão dela se chocar contra seu rosto. Scorpius tocou a própria face, mais por surpresa do que por dor, conforme observava aquela que ainda julgava ser a conhecida de infância praticamente marchar irritada para longe dele.
itsleere:
O vestido tomara que caia era fino, esvoaçante e marcava suas curvas com precisão quase geométrica, no entanto, não fora feito para o frio do inverno que teimava em entrar pela varanda. Se fosse mais esperta ela tentaria ficar mais perto da lareira quanto possível, para o que fazer quando ela adorava a noite estrelada e a brisa fresca do lado de fora? Ela sentiu a coluna arrepiar e os pelinhos do braço se eriçarem e ela se encolheu diante do frio. Quando notou que alguém tentava fechar a janela, notando seu desconforto, ela quase tropeçou em alguém. — Não! Não fecha… Eu gosto das luzes…. — Ela murmurou, esperando que não soasse tão patética.
Scorpius não era exatamente alguém dado a tranquilidade, no entanto, fora inevitável que se afastasse por alguns momentos da aglomeração e seguisse até a varanda mais próxima. Já estava acostumado a estar longe de casa, mas O Dia de Vaiel representava, para ele, acima de tudo, uma celebração familiar;; era quando toda a sua família se reunia em torno em farta ceia preparada sobre as minuciosas instruções de seu tio Leonardo para comemorar não apenas o patrono da sabedoria, como também as conquistas e aprendizados de mais um ano. E, bem, quando longe de casa, ele costumava buscar a segunda melhor coisa. Claro que não esperou encontrar alguém ali, muito menos uma das tão estimadas jóias dos Thorn. ❝ — O suficiente a ponto de congelar por elas, I see ❞, o silvo de um riso curto e abafado deixou seus lábios ao tentar ampará-la. O Brunelleschi, no entanto, não insistiu — não quando viera justamente observá-las também. Ao invés disso, deixou que o casaco negro que vestia escorregasse pelos seus ombros antes de o estendê-lo na direção da outra. ❝ — Ao menos aceite este ato de gentileza antes que comece a ficar azul. Imagino que não vá ficar muito bem com o cabelo ❞, ele gracejou, já recostado na parede mais próxima.

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2 verdades e 1 mentira
Eu sei fazer tranças bem melhor do que qualquer uma das minhas irmãs
Aprendi a escrever de trás pra frente só pra fazer os trabalhos dos professores que eu não gostava
Tenho exatamente 4 tatuagens espalhadas pelo meu corpo
Agora tenho papel para te pintar como um rapaz lorandyano...
Os dizeres femininos acabaram por arrancar um riso baixo e abafado de Scorpius, que se encontrava recostado preguiçosamente contra a madeira escura da porta de seu próprio quarto. Os lábios estavam curvados em um meio sorriso ladino, contudo, as orbes castanhas observavam com interesse a maneira como as chamas da lareira iluminavam as coisas da loura conforme esta parecia organizar seu material de pintura sobre a mesa. Decerto que visitas noturnas aos aposentos de um comprador não deveriam ser permitidas, contudo, o balanquano não poderia deixar de se perguntar quais seriam as chances daquela ser uma estratégia mais ousada dos Thorn para conseguir um casamento nobre para uma de suas tão estimadas jóias. Não que tal pensamento tenho o segurado por muito tempo, é claro. Ao invés disso, o Brunelleschi se concentrou em diminuir a distância entre os dois, aproximando se em passos sorrateiros pelas costas da loura. Com delicadeza, afastou os fios claros até que seu pescoço se encontrasse acessível, antes de apoiar ambas as mãos sobre a superfície da mesa, de modo a ladear o corpo feminino. ❝ — Mhmm, estou vejo, cariño ❞, o sotaque balanquano soou mais evidente na voz rouca, que era proferida tão próxima do ouvido da Fontaine. ❝ — Well, você é a artista aqui, então por que não me diz exatamente em qual posição você me quer? Ah, já aviso, que meu angulo esquerdo é ligeiramente melhor ❞
Tell me
If you snuck into my room I would:
[ ] Go back to sleep [ ] Kick you out[ X ] Cuddle with you [ X ] Be like “How in the world?” “couldn’t wait to see me, uh?”[ ] Let you sleep on the floor [ ] Become angry
If you kissed me (or hugged) I would:
[ X ] Kiss or hug you back [ X ] Smile and laugh[ ] Stiffen, and feel uncomfortable [ ] Push you away[ ] Be shocked [ ] Strike you
If you asked me to go out with you for a day I would say:
[ ] No [ X ] Yes [ ] Most certainly not [ ] Without hesitation.
You are:
[ ] Cute [ ] Adorable [ X ] Attractive [ X ] Beautiful[ ] Okay [ ] Ugly [ ] Am not going to grace this with an answer
You are to me a:
[ ] Stranger [ X ] Acquaintance [ ] Ally[ X ] very good Friend [ ] Love [ ] Rival [ ] Enemy
I find you to be:
[ ] Pathetic [ ] Off no consequence [ X ] Intriguing [ ] Frightening [ ] Unsettling [ ] Annoying [ ] Infuriating [ X ] Pleasant company [ ] Comforting [ ] Unable to be lived without [ ] Trustworthy
“ tell me i have nothing to worry about ” Henry
Não era como se Scorpius jamais tivesse ouvido aquela frase. Na verdade, era o tipo de pergunta que ele costumava coisa que ele costumava escutar com frequência até, todavia, ao invés de ser entoada pela pelas vozes de seus pais— ou até mesmo a doce preocupação de Cassiopeia, sua irmã mais velha—, era de @bcnningficld que partia, o que o fez erguer uma única sobrancelha em estranhamento ao que julgou ser uma demonstração atípica da personalidade dele. Ainda assim, não o impediu de responder da mesma forma que fazia com sua família. E, abrindo um sorriso falsamente inocente, muito parecido com o de uma criança que é pega em flagrante, ele apenas se apoiou sobre os cotovelos antes de dar de ombros. ❝ — I mean, você já se olhou no espelho? Eu diria que você muitas coisas com as quais você deveria se preocupar ❞, afirmou. em um tom claramente debochado, emitindo então o silvo torto e rápido de um riso. ❝ — Agora, se está se referindo ao meu suposto casamento com a @princessavannah, já te disse que não tem nada com que se preocupar. Seu pai é o único que acha que isso é uma boa ideia. E, como nenhum de nós pretende seguir com isso, é certo que meus pais jamais nos forçariam a algo do tipo. Ainda mais comigo como noivo— certamente teriam muita pena de obrigá-la a ter que me aguentar pelo resto da vida do que qualquer outra coisa, se quer saber ❞
FMK Charlie Azalea Helena
fuck&kiss;; @takecxntrxl, @azvlea e @mcrtnvz;; oras, por que eu deveria apenas escolher uma quando todas elas despertam meu interesse? Digo isso do modo mais respeitoso, é claro, quando afirmo que estou mais do que disponível para saciar as suas necessidades, seja elas quais forem, caso elas também o desejem. até mesmo ao mesmo tempo, se assim preferirem qqqqqqqqq
marry;; tenho certeza absoluta que todas as três dariam excelentes esposas, contudo, não acredito que @princessavannah estaria disposta a me dividir assim tão facilmente, não é mesmo, amorico? Tsc, tsc, tsc, uma pena… q

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princessavannah:
Um novo dia; pensara Benningfield ao amanhecer, questionando se o dia anterior fora um pesadelo ou se, de fato, possuía uma dama chamada Davina Rosário que era, de fato, tão idêntica à princesa que poderiam ser gêmeas. Algo que não lhe ocorrera, já que imaginava que seu pai teria lhe dito caso possuísse uma irmã perdida — e, novamente pensou ela; não seria possível. E os pensamentos acerca das possibilidades acerca de Rosário deixaram-na tão absorta ao seu redor que sequer havia considerado que, bem, o espaço era público. Caso estivesse andando de um lado para o outro em um local privado estaria tudo bem; porém, ela estava em um espaço que outra pessoa poderia vê-la ou, na hipótese mais incomum: ela poderia colidir com um estranho — o que imaginou ser estranho quando soltara um “Ah!” ante a abrupta colisão com o outro. Tendo como base a impecável educação que recebera, sendo a melhor diante de seu status social, Savannah abrira os lábios a fim de murmurar um pedido formal de desculpas ao senhor que, também, segurava o corpo delicado a fim de impedir que a dama levasse a pior naquele embate. Mas Savannah reconheceu quem falava consigo. As íris castanhas que, outrora, encaravam os braços largos que a seguravam, levantaram-se para a face alheia; e a expressão surpresa modificou-se até denotar o desgosto. “Você?” Benningfield, que segurava os braços do príncipe de Balanqua, assim que o reconhecera, pusera as palmas de suas mãos em seu peito, desejando empurrá-lo a ponto de colocar uma distância considerável e agradável entre ambos — na medida do possível, já que ele ainda a tinha em seus braços. A princesa se irritara o suficiente com a expressão utilizada para descrevê-la que desconsiderou, por um breve momento, que estava nos braços do homem. “Noiva?” Erguera uma sobrancelha, debochada; Scorpius trazia uma face da personalidade da adoriana que ela raramente utilizava. “Quem é sua noiva, querido? Eu não estou a vendo aqui porque eu não sou.” Quando seu pai dissera que ela se casaria com um príncipe, embora irritada por ser posta em um casamento arranjado, tivera curiosidade para conhecê-lo. Bem, era um príncipe! Savannah nunca duvidou que o amor da sua vida fosse um príncipe (ou seria rico), porém, Brunelleschi não era essa pessoa. “Nossos destinos nunca estiveram interligados e eu não estaria aqui se soubesse que você estaria” e, em seguida, percebendo que Scorpius estava ali em um local para se conseguir esposas, completou: “Mas você, aparentemente, está desesperado; descobriu que não teria como convencer uma esposa minimamente agradável a se casar com você?” Savannah já havia dito para o pai que não se casaria com Scorpius, mas o homem ainda não havia desistido completamente.
❝ — Tsc tsc tsc. Se não te conhecesse melhor até pensaria que você não está nada feliz em me ver, amorico ❞, Brunelleschi ironizou, a destra descansando sobre o próprio peito de maneira dramática ao passo que tentava conter a risada que se formava em sua garganta diante a reação da menor. Era bom ver que algumas coisas realmente nunca mudavam: Savannah, pelo visto, ainda caía facilmente nas implicâncias de Scorpius, que, por sua vez, jamais perdia a oportunidade de provocá-la. Também, como poderia? As reações dela, sempre denotadas de uma irritação que chegava a ser adoravelmente cômica, jamais falhavam em entreter o príncipe balanquano, que logo soltou um oh! falsamente surpreso ao escutar sua afirmação. ❝ — Perdoe-me então, senhorita. Não era de meu conhecimento que Savannah Benningfield possuía uma gêmea perdida andando por aí, mas pode ter certeza que avisarei caso a encontre ❞, o claro deboche, impresso tanto em sua voz quanto em sua expressão, evidenciava que ele nem imaginava que havia acertado em cheio. Oras, e quem poderia imaginar? E, retornando então a destra até a cintura feminina, Scorpius estalou a língua contra o céu da boca algumas vezes, quase como se tentasse repreendê-la. ❝ — How quickly you dismiss our love ❞, ele suspirou conforme meneava a cabeça em ar teatral, no entanto, o canto dos lábios já se curvava involuntariamente num pequeno sorriso, denunciando toda a sua falta de seriedade. Este apenas cresceu após ter sua presença ali confrontada daquela maneira. Ah, ele realmente se divertia mais do que deveria com aquilo, era verdade. E, sem jamais se acanhar, O Brunelleschi aproximou seu rosto do da morena alguns centímetros a mais, sem se importar com qualquer noção de espaço pessoal. ❝ — Não há porque ficar com ciúmes, amorico. Lhe garanto que não tenho interesse algum em arranjar uma nova noiva. Não quando sei que nenhuma outra teria reações tão cativantes quanto as suas ❞, rebateu em prontidão, divertido, lhe oferecendo uma piscadela antes de se afastar novamente, enfim soltando-a. Era desnecessário dizer que tudo aquilo não passava de brincadeira quando já havia ficado mais do que claro que nenhum deles dois estava de acordo com aquele casamento. Aliás, as únicas pessoas que pareciam fazer mesmo questão daquilo eram o governador Benningfield e a irmã mais nova de Scorpius — sendo que Ara, aquela traidorazinha, na certa só o fazia como forma de manter a amiga em Balanqua, já que a julgava bem mais legal do que ele, sangue de seu sangue. ❝ — Digamos que eu apenas ouvi falar sobre esse tipo de coisa durante minha visita mais recente por Osfrid e você sabe como sou, curioso por natureza — precisei conferir com meus próprios olhos. Você nunca me disse que tinham práticas tão... antiquadas no Novo Mundo ❞