theblacktapestry:
i was looking for a breath of life for a little touch of heavenly light.| falling stars (lyra®ulus)
Talvez parte de si tivesse minimamente amadurecido ou ele simplesmente tivesse desligado sobre relacionamentos em si quando tinha acabado algo com certa loira. Na realidade, ele mesmo estava lidando com as consequências até agora. E parte disso era mesmo culpa dele. Não inteiramente por ter nascido do lado oposto da guerra que se formava ou até mesmo das escolhas que tinha feito. De certo modo, se manter distante lhe trouxe um pouco de proteção, mas certo alguém insistia de querer quebrar essa barreira de uma forma insistente. Ainda que fosse uma figura amiga e ele ainda estivesse tentando engolir as últimas notícias. Era como se não tivesse totalmente em poder das decisões e até parecia não queria tomar qualquer outra. E por isso tentava evitar o assunto que Lyra teria levantado durante um café da manhã, como se nada acontecesse.
Não era nada demais e em certo ponto ele entendia o ponto de vista da morena. Entretanto, parecia não entender bem o motivo dele ser o escolhido. Na verdade, no fundo ele sabia, mas queria não estar qualificado para os requisitos. Pelo fato de pouco se importar com a doença da sonserina ou até mesmo de tratá-la de forma diferente por conta do mesmo motivo. De qualquer forma, sabia que isso poderia acabar de forma quase trágica. Quando adentrou no salão ouviu a voz familiar o chamar e a figura da morena abrindo um sorriso pronta para arrastá-lo para a mesma conversa que tinha quase certeza que se perdurava por quase uma semana. Fechou os olhos por alguns segundos antes de falar qualquer coisa enquanto andavam lado a lado no corredor.
— Ainda devo perguntar sobre o que estamos falando ou ainda é o mesmo de sempre? — Questionou, sabendo que Lyra era bastante insistente e dificilmente deixaria aquele pedido morrer de forma tão fácil. Respirou fundo, antes de continuar a falar. — Sequer está certa disso? Digo, não existe volta para esse tipo de situação. — Alertou, sabendo que outros fatores não pareciam ser tão importantes. Ao menos não na visão dele. — Why me? — Falou em um tom quase curioso, mesmo sabendo a possível resposta.
Ela deveria se envergonhar por continuar fazendo aquele convite ao Black, sentir-se humilhada ou até mesmo rejeitada, mas existe uma coisa que poucas pessoas tem conhecimento. Quando não se tem nada a perder ou nem mesmo sabe por quanto tempo vai viver, esses sentimentos, ficavam para trás. Querer viver, acima desses sentimentos, se tornava maior do que qualquer outro sentimento contrário. As pessoas não entenderiam, mas quando você passa mais tempo em uma cama de hospital sozinha. Suas inibições ficam um pouco mais...esquecidas. E conforme um excesso de tosse a tomou naquele instante ela sabia que o relógio estava batendo. Antes que alguém criasse uma cena ou fizesse questão de levá-la até a ala hospitalar ela levantou a mão fazendo sinal para parar. Tirou a varinha do bolso. “Accio Copo D’água.’ Rugiu com a garganta queimando e quando o copo apareceu em sua mão ela o tomou e respirou fundo. Pelo menos dessa vez não tivera góticulas de sangue manchando o seu traje. Elas eram particularmente chatas de limpar.
Agora ela parecia só mais uma garota patética querendo atenção. As pessoas passaram e ela se aconchegou no sofá novamente. “Você poderia pensar que é quase uma despedida de solteiro. Apesar de não poder prometer um tratamento...profissional.” Deu risada com as escolhas das suas palavras. “Você é um dos poucos que não me trata como se fosse alguém que vá morrer. Por mais que eu saiba que vai morrer. Se eu quero perder minha virgindade é com alguém que não vai ficar preocupado em ficar me checando de cinco em cinco minutos.” Aquilo não era verdade, e ela sabia que do seu próprio jeito Regulus sabia se preocupar com aqueles que se importava. “Não tenho uma fila de opções também, e nem sei se gostaria de ter.” Já tentando soar um pouco mais humorado. Olhando em volta para seus colegas que muitas vezes precisava revirar os olhos, e por fim, soltou um suspiro. “E você é meu amigo.” Um dos poucos, se não o único. “Não vai fazer disso grande caso. Não vai ser especial para você e se eu sei lá morrer com você lá dentro, não vai fazer um grande caso, pelo menos eu acho.”
Uma risada mais alta tomou conta dela e para não começar outra crise de tosse tomou já a água. “Vamos, eu não te pediria, se não fosse algo que você não pudesse fazer, e até onde eu percebo você poderia liberar um pouco de tensão. Você aparenta particularmente irritado desde que certo alguém se formou e seu noivado começou.” Ela sabia que não deveria ir nesse caminho, mas quem sabia se ele fosse um pouco cutado não cutucasse de volta. “Aposto que Libby deve se divertir mais que você, talvez eu devesse pedir a ela.”
















