(NIKE. SHE/HER. CIS FEMININO.) você já escutou SHE’S THUNDERSTORMS de ARCTIC MONKEYS? bem, ela descreve perfeitamente OLIVIA BROOKE, a cópia de DANIELLE CAMPBELL que apagou VINTE E QUATRO velas em seu último aniversário. na ilha, lhe conhecem por ser DESAJUIZADA, mas a GARÇONETE DO CRETA’S prefere destacar o seu CARISMA. ter nascido em SAN FRANCISCO é apenas um fato interessante sobre LIV, uma vez que também ADORA FESTAS, VIVE DESREGRADAMENTE E ESTÁ SEMPRE CORRENDO OU FAZENDO GINASTICA.
AESTHETICS: pistas de corrida, raios, medalhas, short jeans, biquinis, bebidas alcoólicas e jaquetas de corrida.
liv tem uma personalidade bem calma e divertida, mas quando é tirada do sério se mostra com um pavio curto e uma língua bem afiada.
inspirações: tori vega, fatinha (malhação), lorelai gilmore (gilmore girls), donna sheridan (mamma mia), serena van der woodsen (gossip girl)
viciada em corridas e automobilismo, é uma excelente competidora e coleciona algumas medalhas de ouro pelas vitorias.
tem algumas pequenas tatuagens pelo corpo.
é muito extrovertida, fala e flerta com todo mundo e não liga pra quase nada, espirito livre, tem um jeito leve de levar a vida.
praticou ginastica rítmica durante a infância e adolescência, chegando a competir fora do pais e ganhando diversos campeonatos. após uma fratura precisou parar de competir, mas ainda pratica por hobby.
apesar de não parecer, é bastante insegura e carente, odeia se sentir sozinha e por isso se mantem sempre rodeada de pessoas, embora não se envolva profundamente com quase ninguém.
* WANTED CONNECTIONS:
a melhor amiga de liv, a única para quem ela contou suas frustrações sobre a noite do acidente, confia na garota de olhos fechados.
friends to lovers, o melhor amigo, meio "love, rosie". eles são secretamente apaixonados um pelo outro, mas por algum motivo nunca se confessaram. a situação se complica quando ambos começam a se relacionar com outras pessoas mesmo gostando um do outro. @hestiveaqui
parceirxs de corrida, pode ser para competir ou por diversão, sempre tiram um racha juntos.
*bônus* amigos de festa, casinho antigo, parceiros de trabalho (no creta's), flertes, alguém pra ela dividir o apartamento etc
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and when she needs to shelter from reality she takes a dip in my daydreams - @goldbrie
"e então, você acelera." liv indicou, pisando fundo no acelerador enquanto encarava a outra no banco ao lado. os pneus giravam no concreto e a estrada se distanciava cada vez mais. aquela boa e velha adrenalina corria nas veias de liv sempre que ela tocava as mãos no volante, duvidava que um dia fosse perder a magia. "quer tentar?" questionou analisando as expressões de brie, mas era uma péssima analista, nunca sabia se os olhos arregalados eram de medo ou empolgação. por parte dela, facilmente poderia passar a vida nas pistas, sob as rodas, deixando que o atrito causasse faíscas até conquistar a linha de chegada. não era sempre que alguém aceitava correr ao seu lado, normalmente era ela e o acelerador, apenas, mas nas raras vezes ela se divertia ao ponto de quase sair da realidade. o vento em seu rosto, batimentos acelerados e o apito agudo, era a hora.
i'm so fuckin grateful for my ex, thank you, next next - @nikolaichristopoulos
bem no meio da festa em argyros olivia enxergou ao fundo os cabelos loiros de nik, e sem pensar duas vezes a morena se aproximou na intenção de perturba-lo. logo percebeu que o mesmo conversava com uma mulher, e embora não soubesse com certeza se estavam flertando ou não, ela pensou que seria engraçado forjar uma cena. "nik, meu querido, você sumiu por tanto tempo, por acaso estava fugindo de mim?" questionou, se apoiando em um dos ombros dele. ainda era incerto a razão pela qual bancar a doida era a sua atividade preferida, mas não podia evitar. "e essa garota bonita, quem é? não vai me apresentar?" exclamou, estendendo a mão e cumprimentando a moça a sua frente.
Talvez não devesse ter ido a festa no final das contas. Sabia que, na verdade, ninguém a queria ali já que não era vista como uma companhia nem minimamente agradável. Estava particularmente mau humorada depois de ter participado de uma das lutas no porão do Creta’s na noite anterior. Havia tempos que não lutava, portanto sofreu alguns golpes antes de ganhar da adversária. Como consequência, pontadas de dor eram enviadas por sua espinha a partir do joelho, onde tinha recebido diversos chutes. Estar de salto certamente não ajudava. Sentou-se em um banco afastado da confusão do grande salão principal de White Lotus, massageando o joelho com uma óbvia expressão de dor.
“ How bad is it this time? ”
Levantou a cabeça para notar Liv ali, e imediatamente rolou os olhos. Por que ela tinha que ser tão intrometida? Não achava que ela sabia sobre as lutas ilegais que rolavam no porão do Creta’s, já que aquele era um segredo bem guardado entre ela e Phillip. Entretanto, vez ou outra era inevitável esconder seus machucados da garçonete. Depois de muito perguntar sobre eles, Sam deixou claro que a mais nova não conseguiria as respostas que procurava. - Não é tão ruim quanto parece. - Uma mentira, já que Samantha sentia a dor irradiando em pontadas por todo seu corpo. Entretanto, jamais admitiria uma vulnerabilidade em voz alta. - Por que você está aqui, afinal? Não lembro de ter te liberado do seu turno no bar.
Depois de muito insistir para tirar o resto do dia de folga, olivia finalmente havia conseguido o que queria. vencer pelo cansaço era sua especialidade. e induzir sua cabeça a acreditar que aquilo era uma folga bônus, e não um favor que precisaria pagar trabalhando duas vezes mais no próximo domingo, também era. a sorte da morena era tanta que ao final acabou dando de cara com a única pessoa que passara a noite inteira tentando evitar... a chefe. quando via a ponta de seu cabelo corria para o lado contrário do salão, mas a onda de dancinhas coreografadas terminou por arrasta-la bem para frente de samantha. e como se esconder não era mais uma opção, tentou uma outra abordagem: chamar sua atenção para outro assunto e fingir que não tinha nada acontecendo. “how bad is it this time?” questionou observando os hematomas roxos que já faziam parte do aspecto natural da mulher, mas sua curiosidade não a deixava se calar. "não vai mesmo me dizer o que é isso, vai?” bufou, se sentando ao lado do banco e estendendo o copo de vidro gelado pra outra. "o gelo combate o roxo, e o álcool combate a dor.” sorriu, se desse sorte o álcool também combateria a memoria a ponto dela não se lembrar do pequeno fato sobre o trabalho. “sabe eu nem queria saber mesmo, acho que é só estilo... mas se quiser me contar por mim tudo bem também.” deu de ombros, ouvindo a pergunta que tanto temia. “eu troquei com a martha.” um sorriso brilhante era tudo o que precisava, e emenda-lo em um outro assunto, rápido. “e você o que faz aqui? ta se divertindo? muitos gatinhos?”
i can take myself dancing, and i can hold my own hand - with @dahliaperezst
Assim que olivia colocou seus pés em Argyros sentiu aquela energia se espalhando pelo corpo, a música ambiente, as pessoas dançando, o cheiro de praia, tudo era viciante para ela, que logo acenou para o barman em busca de chamar sua atenção para conseguir um drink gratuito. "a playlist está muito boa!" exclamou empoleirada na cabine do dj, descendo de lá apenas para recuperar sua bebida e enfim visualizar melhor a pista de dança, onde identificou a silhueta de dahlia parada. "você e eu,, vamos dançar!" exclamou quando se aproximou, guiando a outra pela mão para mais perto do centro. aquilo poderia ser um pedido, mas não se parecia com um. muitos casais apaixonados rodeavam a sua volta, kalokairi de fato era um destino muito romântico, mas não era apenas isso. "em white lotus não tem espaço para desanimo, mi bebida, su bebida." forjou um sotaque mexicano fajuto que era uma das suas especialidades. "poder beber tudo se quiser, fiquei amiga do barman, ele nos consegue mais." exclamou, indicando o homem que havia conhecido poucos minutos atrás.
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it's me, hi, i'm the problem, it's me - with @hestiveaqui
Logo após um longo dia de trabalho no creta's, olivia -ainda que exausta- pensava em recorrer a algum pub pra recuperar suas energias, desejava encontrar um lugar novo interessante o suficiente para prender sua atenção, mas considerando as probabilidades, provavelmente acabaria no underworld como em todas as noites anteriores. com um rápido movimento ela pendurou o avental do estabelecimento e se despediu dos companheiros de trabalho ao mesmo tempo. atenta demais em rodar a chave do veiculo no indicador para perceber qualquer coisa ao seu redor, até que avistou a figura de bere e saiu correndo até ele. "ei! você!" pulou na direção do amigo com um sorriso brilhante no rosto. "não me avisou que estaria aqui! a que devo o prazer da visita? quer dizer, é a minha área, vou considerar traição se tiver vindo ver outra pessoa!" brincou com um riso seguindo sua fala. o coração disparado pela corrida entre a porta de saída e o lugar em que estavam, ela esperava que fosse pela corrida. "algum problema? quer sair? ugh, eu ainda devo estar cheirando cerveja e batatas fritas, não?" sua agitação característica deixava a fala quase que ininterrupta, então tomou um tempo para respirar.
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O abraço lateral fora retribuído mesma com a dor chata que ele tinha em fazer qualquer movimento mais elaborado e que não fosse andar, e a mesma felizmente já estava passando. Geralmente, Aleksandar não se importava com afeto quando eram só os dois, mas diante de mais gente acabava sentindo uma ligeira timidez. Pelo menos podia agradecer por estarem à sós e assim podia se manter perto de Victoire sempre que queria. Riu pelo nariz uma vez com a resposta dela. Era um tanto clichê, é claro, e mesmo assim ele queria que tudo passasse logo e ficasse bem de verdade. As anotações nos diários estavam cada vez mais constantes enquanto as visões eram nítidas demais. Não havia muito o que fazer. A pergunta devolvida, entretanto, o fez repuxar os lábios uma vez. Imaginava que se ela quisesse falar sobre o que quer que tinha acontecido no borrão que se recordava, já teria dado um passo inicial para falar. Balançou o ombro oposto ao que a abraçava uma vez. “Nada demais. Ou pelo menos nada que eu lembre que seja demais. Ainda estou tentando entender algumas coisas.” Respondeu simplesmente, como se quisesse cortar o assunto e ainda dar um fio invisível de incentivo para que ela pudesse dizer algo a mais. Acabou dando uma risada baixa em seguida com uma memória que não tinha evitado de ver, voltando-se para ela levemente. “Mas eu sabia que você ia aparecer no Caldeirão Furado aquela noite, sabe? Meio que fiquei esperando.” Admitiu com um sorriso serelepe no rosto, um pouco envergonhado em dizer de voz alta. “Só porque não te via faz tempo, claro. Fiquei curioso pra saber o que ia levar alguém de apartamento pro melhor pior lugar do Beco Diagonal.”
Victoire apoiou seu corpo para trás, como se pudesse aliviar o peso que aquela conversa causaria. Por dentro, sabia que já era a hora de falar sobre aquele assunto, não que a dor tivesse passado, ou que fosse fácil trazer as memorias a tona, mas só porque sabia que guardar tudo aquilo dentro dela causava uma dor talvez até mais sufocante do que manter tudo dentro de si. Apertou suas mãos uma na outra, movendo os dígitos pela borda da torre até tomar coragem de encara-lo uma outra vez. “Você sabia? de tudo? de partes? sabia do motivo de eu ter ido te encontrar aquela vez ou de todas as vezes? Eu não achei que tivesse esperado por mim...” os questionamentos pipocavam em sua cabeça e por um instante ela se sentiu completamente nua. Como se o homem pudesse enxergar até mesmo o que havia de mais profundo nela e como um reflexo ela se encolheu, mas a reação não durou tanto tempo. “Naquela noite eu tinha terminado tudo com o Gregory. Na verdade, não sei se terminado é a expressão correta, eu tinha fugido. E de alguma forma soube que você era a única pessoa que estaria lá para mim.” não entendia bem como aquilo tudo funcionava, mas se perguntou se Alek sabia como ela se sentia quando estava perto dele, se ele conseguia sentir os arrepios soprando na pele descoberta ou se percebia a sua respiração confortavelmente descompassada, e mais ainda, se perguntou se ele sentia o mesmo. “E coincidentemente, era a única pessoa que eu queria ver... mas isso é assunto para uma outra hora.” esfregou as palmas das mãos como se estivesse as limpando de algum tipo de poeira invisível, curiosa em aguardar suas respostas, em saber mais, e ao mesmo tempo dando espaço para que o outro simplesmente não falasse nada caso fosse doloroso fazer aquilo. "Sabe, eu não deveria, mas te trouxe um bolinho. Ouvi dizer que não está se alimentando direito e se continuar assim vai acabar como o esqueleto da loja de antiquarias.” riu levemente dessa vez, estendendo o doce para ele enquanto observava seu sorriso. E que sorriso. Facilmente desmarcaria todos os seus compromissos para passar o resto do dia observando seu sorriso, mas se conteve. "O melhor-pior lugar do Beco Diagonal estava mil vezes melhor que o meu apartamento naquela noite. Além do mais, Nini estava precisando respirar um pouco de ar fresco, subir em algumas arvores... Eu mal me lembro como aquela noite terminou.”
George Clooney as Dante Belavk (pai - 48 anos) - Dante Belavk é membro importante do departamento auror e britânico por excelência. Antes de se tornar auror ele se especializou em advocacia e é reconhecido pela rigidez militar. Cresceu com alguns pensamentos puristas por influencia da família e embora tente de desapegar da velha doutrina ainda carrega certa resistência com os demais.
Kate Winslet as Camelie Lahner Belavk (mãe - 42 anos) - Camelie Lahner é uma socialite herbologista que imigrou da França para se estabelecer na Inglaterra, afim de adquirir um maior conhecimento do idioma e estabelecer novos vínculos com a sociedade local. Fruto de uma longa e antiga linhagem de bruxas francesas, é reconhecida e admirada pela inteligência, elegância e bravura.
Danielle Campbell as Victoire Lahner Belavk (20 anos) - Victoire Belavk cresceu com todos os olhares voltados para ela, sendo treinada desde cedo para seguir os passos do pai no ramo auror e se dedicando ao máximo para atender as expectativas dos progenitores. Uma sonserina nata, que defende suas ideologias e pensamentos custe o que custar, mas consegue manter a graciosidade até em debates. Tem uma personalidade muito controladora e exigente consigo mesma, e apesar de parecer fechada é bastante afetuosa com quem ama.
Georgie Henley as Julie Belavk (irmã - 8 anos) - Julie Belavk possui uma personalidade doce e peculiar, é curiosa e entusiasta de tudo que ha de esquisito ou pouco comum. Completamente viciada em suco de abobora. Colecionadora de pedrinhas brilhantes, penas de coruja e itens de antiquário. Possui em grande afeto por Victoire e deu a ela o apelido de Vivie quando mais nova, por não conseguir pronunciar corretamente o seu nome.
Se distrair enquanto estava de licença do trabalho era a coisa que Alek mais queria fazer, já que também não estava na menor condição de explorar mais seu Lunascópio. Naquele fim de tarde, entretanto, estava na torre alta do senhor Padje que tinha uma ampla visão de todo o Beco pelo dia e do céu pela noite, em companhia de @vicbelavk que o aliviou quando pareceu animada com o convite para que estivesse ali com ele naquele momento. É claro que ele havia caprichado em levar pelo menos alguma coisa prestável para comer, embora o paladar ainda estivesse ruim por conta das poções que vinha tomando. Pelo menos ela parecia ter gostado e era o que importava no fim. Agora, distraído com os pés balançando na janela, ouviu a pergunta sobre ‘estar bem’ e apenas deu de ombros. “I keep on having nightmares. Some of them are dreams, actually, but I can’t feel it that way. It includes a heavy memory. Always.” Respondeu baixo depois de um tempo em silêncio, olhando para trás e esperando que ela se juntasse a ele. “Acho que vai passar logo. Quer dizer, quero que passe logo. É exaustivo. Tem algumas sobre você.”
Embora estivesse tendo um dia ruim, o convite inesperado de Aleksander o fez melhorar consideravelmente, e assim que o aceitou Victoire passou mais tempo pensando no que falaria e em como agiria, do que pensando no que iria vestir, como faria em outras ocasiões. Se apressou ao subir para o alto da torre, ansiosa em ver a imagem do homem novamente. Muita coisa havia acontecido desde a ultima vez em que haviam se encontrado, isso era nítido, embora não tivesse se passado tanto tempo assim. Depois de se deliciar com algumas guloseimas que o amigo havia levado, e de gastar algum tempo olhando para o céu e para a cidade abaixo dos dois, resolveu finalmente criar coragem para tocar no assunto e perguntar como ele estava. “Isso vai passar... Prometo que vai ficar tudo bem.” foi o que ela conseguiu dizer com o nó que se formava em sua garganta após ouvir a resposta de Alek para a sua pergunta. Uma sensação estranha no estomago, a preocupação latente, mas a certeza de que ele estava ali e permaneceria ao seu lado a fazia assegurar-se de que toda a parte obscura realmente passaria. Não demorou muito para que ela se juntasse a ele, as mãos dando volta em seu corpo e o puxando para um abraço reconfortante que ela não faria questão de soltar tão cedo. Mas então, ao ouvir as palavras recém proferidas retornou seus olhos a ele. “Sobre mim?” não sabia se deveria tocar no assunto, ainda mais naquele momento, tudo estava muito sensível ao toque, como se bastasse pouco para se estilhaçar novamente, mas quando ele abriu espaço para o assunto ela soube que não haveria como voltar atrás. “Como o que?”
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𝐓𝐑𝐀𝐈𝐍𝐈𝐍𝐆. : @vicbelavk ━ Em dias como aquele, em que Teddy estava de folga de ambos os trabalhos, ele gostava de ir até o centro de treinamento de aurores para ver como eram os rostinhos novos e deduzir por pura diversão quem eram aqueles que ficariam e os que desistiriam depois do primeiro desafio. O desafio podia muito bem ser ele. Após aquele pensamento, saiu de onde estava e chamou alguns colegas para segui-lo até o local. Conversou com o responsável, recebendo uma aprovação e assim se dirigiu para o centro do tatame. ━ “Okay, seus preguiçosos, chega de lançar feitiços de criança uns nos outros. Vocês vão treinar conosco, hit wizards. Eu digo que é melhor estarem preparados porque não pegaremos leve só por serem novatos. Vocês passaram sete anos na escola, aquele lugar deve ter ensinado algo. Cada um com sua dupla e você…” ━ Apontou para a garota com sua varinha. ━ “Comigo. Pode começar quando quiser.”
Se distraiu observando o burburinho dos outros alunos, vez ou outra entendia alguma coisa sobre o que estava a acontecer na cidade, como todos estavam preocupados demais com o novo rumo que as coisas estavam tomando, todo aquele extremismo de lados tão opostos, mas que mantinham atitudes semelhantes até em suas diferenças. Só se livrou dos pensamentos que a mantinham em devaneio quando ouviu a voz grossa falando com os novatos e então, depois, com ela. Analisou o mesmo grupo de alunos que antes fofocava sobre futilidades de dispersar, alguns procurando a varinha, outros caçando um lugar entre os tatames para se esconder a ponto de ficar invisível aos olhos do homem. E ela rodou os polegares em direção ao próprio peito em descrença. “Eu?” por sorte não tinha perdido nada e estavam apenas começando. "Tudo bem...” se voltou para a posição inicial, observando todos os pontos antes de se aproximar mantendo a guarda alta.
⚖️ Victoire, querida, era com você mesma que eu estava querendo falar – a advogada disse depois de procurar pela mais nova por quase todo o ministério e finalmente lhe encontrar… as vezes era mais fácil procurar por um semi-inviso do que pela Belack e por vezes, um feitiço de localização era mais do que necessário para que a Zabini finalmente a localizasse – Onde está seu querido professor? Fiquei sabendo que estão detendo um cliente meu, sem a minha presença e eu estou com um memorando da Suprema Corte ordenando a soltura dele – acenou com a varinha, fazendo o papel flutuar até a frente da morena, abrindo-se e a voz do juiz ecoando pela sala – mas de modo que somente a traidora de sangue pudesse escutar.
@vicbelavk
Vic não esperava encontrar Aurora naquele lugar, e esperava menos ainda que a outra falasse com ela, mas ali estava, e tudo o que ela pode fazer foi manter a sua expressão confusa. “Ah, olá Aurora. Fala de Bram Ogden?” forçou uma certa formalidade para falar dele, pois achou que cabia ao lugar e ao momento, fora ensinada assim. A pergunta no entanto era inútil, pois ainda que tivesse outros companheiros e ajudantes, seu único professor era ele, sendo difícil se tratar de outra pessoa. "Eu não sei, provavelmente treinando outro aluno, talvez... mas, se o seu cliente está detido ele certamente tem um bom motivo para isso, e o memorando teria que ser avaliado...” apertou os lábios pensativa, vendo o papel flutuante se materializar. Era desagradável como sempre tinham tanto trabalho para apreender um suspeito e então, bastava um 'papelzinho’ para que todo o esforço fosse por agua abaixo. Sentiu o ímpeto de resmungar sobre aquilo, mas se conteve. “Talvez possa voltar uma outra hora.”